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Bezerros de Ouro

Quando falamos em bezerro de ouro, automaticamente lembramos de Moisés descendo o Monte Sinai com as tábuas da Lei e contemplando o povo numa orgia desenfreada, adorando aquela imagem e afirmando que aquele era o deus que os havia tirado da escravidão do Egito. Neste artigo, meu objetivo é conversar um pouco sobre o aspecto simbólico que o bezerro de ouro representa em nossa vida.

Existem sentimentos que forjam “bezerros de ouro” em nossos corações e quando nos damos conta, nossos sentimentos altruístas vão se desvanecendo, e o lugar que antes pertencia a Deus, vai sendo tomado por pensamentos questionativos que nos levam em direção oposta ao nosso Criador.

Vejamos alguns deles:

Incredulidade

A incredulidade é decorrente da falta de alimentação espiritual. Quando nos alimentamos com a Palavra de Deus nossa fé é fortalecida e a incredulidade vai cedendo espaço para a confiança em Deus. “Sem fé é impossível agradar a Deus”(Hb. 11.6). “A fé vem pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus” (Rom. 10.17). Em Nazaré Jesus não fez muitas maravilhas devido a incredulidade daquele povo (Mt. 13.58 e Mc. 6.5-6).

A incredulidade abre portas para o ceticismo, a desconfiança e a dúvida, fazendo com que a vida se nos pareça inútil e sem sentido. Quando se chega nesse estágio, as portas do coração já estarão abertas para qualquer deus entrar e fazer morada.

A incredulidade tira Deus do nosso coração.

Procrastinação

A procrastinação é um ladrão do nosso tempo. Quantas vezes planejamos realizar algumas tarefas durante o dia, mas não conseguimos alcançar nosso objetivo, porque sempre aparecem imprevistos que nos impedem de levarmos ao fim e ao cabo, as tarefas a que nos propomos.

Assim acontece quando nos propomos servir a Deus, agradá-lo e fazer a Sua vontade. Fazemos propósitos de um devocional diário, nem que seja por cinco minutos, com leitura bíblica e orações; conseguimos cumprir por alguns dias, mas eis que surge um imprevisto e então começamos a falhar nesse nosso propósito. Quando nos damos conta, o horário do nosso devocional foi trocado por outras prioridades e Deus foi colocado em segundo plano na nossa vida.

A nossa alma anseia pela presença de Deus, mas nossa humanidade procura sempre nos arrastar em direção oposta. Sabendo desse problema que enfrentamos diariamente, Jesus nos deixou esta passagem bíblica como alerta para o nosso viver diário: “E aconteceu que, indo eles pelo caminho, lhe disse um: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores. E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. E disse a outro: Segue-me. Mas ele respondeu: Senhor, deixa que primeiro eu vá a enterrar meu pai. Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus. Disse também outro: Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa. E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus.” (Lc. 9.57-62)

Temos que ser disciplinados para alcançarmos nossos objetivos, pois sempre teremos “mortos para enterrar” e “despedidas para fazer”; quando invertemos prioridades, sempre acharemos desculpas para postergarmos a fazer aquilo que nos propomos em princípio.

O ‘amanhã’ é um perigo, porque o amanhã nunca chega. Quando deixamos para o amanhã aquilo que podemos fazer hoje, prejudicamos a nós mesmos e também aos que estão ao nosso redor. (Ex. 8.9-10)

A procrastinação tira Deus do Seu devido lugar em nossa vida.

Indolencia

A indolencia é outra atitude que nos leva a abrir portas para todo tipo de distração, tirando nosso foco espiritual e substituindo a presença de Deus por bezerros de ouro.

Salomão conhecia o que era a preguiça e a indolência (Pv. 19.15 e Pv. 20.13 e Pv. 24.33-34)). Quando nos propomos a desenvolver algo que demanda esforço e tempo, precisamos estar atentos e cultivar a perseverança, pois com certeza em algum momento, a indolência ou desânimo vai se manifestar, para que venhamos a desistir dos nossos sonhos.

Neemias é um excelente exemplo bíblico de como vencer a indolência, ou preguiça pois apesar das adversidades e dos inimigos que o afrontavam para que desistisse, ele conduziu com animosidade a reconstrução dos muros de Jerusalém. (Ne. 4)

A indolência também nos impede de crescermos na vida espiritual (I Co 3.1-2), mas o Espírito Santo nos ajuda a combater o desânimo, para que sejamos fortalecidos na força do Seu poder (Ef.3.14-16). O Apóstolo Paulo também nos desperta para que sejamos perseverantes na obra de Deus (I Co.15.58).

A indolência minimiza a presença de Deus em nossa vida.

 

Essas três atitudes comentadas acima, são apenas alguns comportamentos humanos que nos impedem de vivermos a plenitude da presença de Deus em nossa vida. Quando diminuímos a importância devida a Deus em nossa vida, com certeza estamos dando lugar para a entrada de outros deuses no nicho do nosso coração. É uma luta diária e constante que temos que travar com o nosso eu, mas com a ajuda do Espírito Santo (Gl. 5.22-25), seremos mais que vencedores (Rm. 8.1-14 e 8.37-39), pois Deus estará sempre de braços abertos para receber seus filhos e restaurar os sonhos perdidos. (Zc. 1.3) (Lc. 15.20-24)

Vivamos de tal forma que apenas Deus seja entronizado em nosso coração (Jo. 4.23).

 

Eu te convido a fazer esta oração comigo:

Deus Santo, Criador dos céus e da terra, sonda meu coração e vê se está sendo formado em mim, algum bezerro de ouro que possa estar comprometendo o meu relacionamento contigo. Se houver, por Tua misericordia, despedaça-o antes que ele se torne tão grande que eu não consiga mais dominá-lo, pois minha alma deseja que Tua soberania seja proeminente em minha vida, e que Teu Espírito Santo cultive em mim, a sensibilidade de sempre me render ao Teu querer. Eu te peço em Nome de Jesus Cristo, Teu Filho Amado, Amém!

 

Bibliografia pesquisada e recomendada:

Bíblia Online

ENCICLOPEDIA de Bíblia Teologia e Fiolosofia.   9.ed.   Russell Norman Champlin.   São Paulo, Hagnos, 2008.   6. v.

JEREMIAH, David.  Derrotando os Gigantes de sua vida.   São Paulo, Vida, 2004.   282 p.

 

Por Sonia Valerio da Costa

Em 27/04/2017

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Escrito Nas Estrelas

Essa expressão “escrito nas estrelas” popularizou-se principalmente em 2010, época em que a novela que levou esse nome, foi exibida na televisão brasileira. Não pretendo tecer comentarios sobre tal novela, pois não tive a oportunidade de assistir nenhum de seus capítulos; neste artigo quero mesmo é comentar a respeito do conceito que essa frase transmite e que lições podemos captar sobre o assunto.

“Escrito nas estrelas” é, provavelmente, uma nova versão da frase já conhecida anteriormente “está escrito”, pois ambas têm o mesmo significado simbólico, da existência de um destino traçado para cada ser humano e que, por “estar escrito” nada poderá ser mudado ou anulado. Linguisticamente dizer “escrito nas estrelas”, causa maior impacto, do que dizer apenas “está escrito”. Está claro que essas argumentações são apenas reflexões filosóficas, como forma de encontrar um melhor entendimento, e assim poder aplicá-las em nossas atitudes do cotidiano. Precisamos apenas ser cautelosos quanto ao significado dessas palavras que  em sua essência podem estimular a credibilidade na predestinação absoluta.

Atualmente, com o avanço das novas tecnologias, qualquer documento pode ser alterado, camuflado, ou subornado de alguma forma, mesmo considerando os diversos tipos de suporte conhecidos: papel, madeira, ferro, pedra, ou principalmente, o virtual. Um dos motivos que contribuiu para a criação dessa frase, foi justamente a busca de um “suporte” que fosse mais duradouro a ponto de não se poder alterá-lo; é possível que a partir daí, alguém deve ter pensado: porque então não “escrever” nas estrelas?!!.

Quando transitamos da adolescencia para a juventude, começamos a delinear sonhos para nosso futuro e vamos procurando viver em direção à realização dos mesmos. É certo que todos enfrentam dificuldades e barreiras, às vezes quase que intransponíveis, mas os que perseveram sempre acabam realizando o que sonharam; se não tudo, pelo menos em parte.

Após a euforia da realização, entramos num periodo de monotonia, quando então nos parece que, o sonho que tanto ansiávamos realizar, não foi bem concretizado; é nesse momento de decepção, que nos vêm os questionamentos quanto ao nosso destino, e perguntamos para nós mesmos: será que o que estou vivenciando estava mesmo “escrito” desde que nasci?!.

Sabemos que existe um apelo insano através das diversas midias em falar sobre esse assunto de destino, predestinação e carma, pois eles alimentam a curiosidade da audiência e proporcionam um excelente ibope. Esse assunto tem sido muito explorado, mas bem pouco compreendido. Para melhor compreensão do meu raciocínio, quero comentar alguns fatos registrados na Bíblia Sagrada, que nos ajudarão a esclarecer melhor a sutil diferença entre predestinação e uma promessa feita por Deus.

Uma historia bíblica bastante conhecida é o pacto que Deus fez com Abraão. Deus prometeu a ele, confirmando diversas vezes que lhe daria um filho o qual seria seu herdeiro; sua descendência seria tão grande que Deus comparou-a ao pó da terra, à areia do mar e finalmente à quantidade de estrelas nos céus. A promessa estava feita, ou seja, “estava escrito”, porém Abraão achou que Deus estava demorando demais para cumprir a sua promessa, então acabou cedendo à sugestão de Sara, sua esposa, que lhe ofereceu uma escrava para que dela pudesse gerar o filho prometido para Abraão.

Essa precipitação de Abraão não “estava escrita” e muito menos predestinada, porém Deus não interferiu, porque no princípio da criação, Ele mesmo deu o livre-arbítrio para o homem, e portanto, qualquer interferência nas decisões humanas, Deus estaria se contradizendo na sua essência. Lamentavelmente essa interferência de Abraão nas promessas recebidas da parte de Deus, até hoje interferem nas relações internacionais, devido à contínua guerra entre os descendentes de seus filhos: Ismael e Isaque (Gn. cap. 15, 16 e 21).

Apesar de Deus nos ter oferecido o livre-arbítrio, é muito melhor, para nosso próprio bem, abrirmos mão desse direito e nos submetermos à vontade de Deus para nossas vidas. Quando aceitamos o que Deus nos predestinou, tudo caminha às mil maravilhas; mas, como humanos, temos grande dificuldade em confiarmos totalmente em Deus. A confiança é um sentimento que se adquire com a convivência e interação diária com o outro.

Outro exemplo registrado na Bíblia é a historia de Rute. O esposo dessa moça moabita veio a falecer e não lhe deixou filhos; quase que simultaneamente faleceu também seu cunhado e seu sogro.  Diante desse quadro desolador, sua sogra, Noemi, resolveu voltar para sua terra, que era Belém. Orfa a outra nora de Noemi, também viúva, decidiu ficar em Moabe e aguardar alí mesmo um novo casamento; mas Rute se apegou à sua sogra e escolheu partir com ela para Belém, não tendo nenhuma perspectiva de felicidade. A historia de Rute é uma linda historia de amor; quem não a conhece seria interessante ler esse livro que leva seu nome e faz parte da Biblia Sagrada.

Podemos dizer que estava “escrito nas estrelas”, pois sabemos que Deus tinha um propósito maravilhoso para a vida de Noemi e de Rute. Ambas, simplesmente viveram uma vida de confiança e comunhão com Deus seguindo passo-a-passo os seus preceitos durante suas vidas. Foi assim que Rute se encontrou com Boaz e teve um final feliz; seu filho Obede foi avô de Davi, de cuja descendência nasceu Jesus Cristo o Salvador da humanidade.

O mundo sofre com a precipitação de Abraão, mas também se alegra com a confiança que Rute depositou no Deus de Noemi fazendo-a participante da genealogia de Jesus.

Com esses exemplos apresentados não pretendo de forma alguma julgar a atitude dos personagens comentados, mesmo porque, Deus considerou Abraão como “o pai da fé”. Meu objetivo é apenas focar as atitudes que eles tiveram durante suas vidas, diante do que “estava escrito” para eles.

Deus nos predestinou a todos para que fôssemos salvos e conhecêssemos a verdade; apesar de ser predestinação, temos o direito de escolher outro caminho ou também servir a outros deuses (Rm. 8:28-30 e I Tm. 2:3-4). É por isso que Deus sempre “escreve” o melhor para todos os seres humanos, independente da sua religião, crença ou filosofia. A grande diferença está em aceitarmos ou não, a linda historia escrita por Deus para cada um de nós; a verdade é que nossas interferências inconsequentes, sempre acabam contribuindo para que tenhamos um destino fracassado.

Podemos dizer que quando Deus nos faz uma promessa,  Ele está “escrevendo nas estrelas” para nossa vida; assim, é importante que entreguemos os nossos sonhos nas mãos dEle, pois Ele delineará de forma sábia, nos proporcionando as duas coisas: o que Ele escreveu e a plena realização de nossos sonhos.

Para Deus não importa em que fase da vida nos encontramos; basta apenas nos voltarmos para Ele, pois somente Ele tem o poder de corrigir nossos passos errados, nossas precipitações e nos colocar novamente no caminho da vitoria.

Creiamos que se colocarmos nossos sonhos nas mãos de Deus, eles ainda poderão ser realizados e ainda vamos acabar reconhecendo que “valeu a pena esperar”.

Para pensar:

“Não devemos adequar as promessas de Deus aos nossos sonhos, pois eles se tornarão inatingíveis; somente quando adequamos nossos sonhos às promessas de Deus, é que então teremos a garantia de alcançarmos a plena realização deles.”

“Mais vale esperar em Deus e finalmente viver alguns anos de felicidade, do que nos precipitarmos e amargarmos uma vida toda de tormentos.”

Deus é fiel!!!!

Por Sonia Valerio da Costa

Em 28/04/2012

Por que choras Mulher?

 

Já nascemos chorando e também derramamos muitas lágrimas no decorrer de nossas vidas, devido às circunstancias que vivenciamos direta e/ou indiretamente. Neste artigo quero me referir apenas ao choro como consequencia de uma dor provocada por uma angústia que envolve nossa alma.

Essa pergunta “porque choras mulher?” foi proferida pelo proprio Jesus depois de ressurreto. Se Deus promete enxugar nossas lágrimas, porque passamos por angustias e tristezas que nos levam ao choro? Porquê passamos anos chorando e nos angustiando pelos mesmos problemas e eles nunca se resolvem? Entendo que muitas vezes Deus permite que passemos por adversidades para nos fortalecer emocionalmente, e confiar mais nEle, porém Ele não tem prazer em nos deixar atravessar “noites” intermináveis, onde os anos passam e nunca vemos o amanhecer.

Lendo este texto bíblico (Jo. 20:11-18) entendi que Maria Madalena teve algumas atitudes importantes e que merecem nossa atenção de forma que possam ser aplicadas em nossas vidas, quando estivermos enfrentando uma situação de angustia e de choro.

Após a morte de Jesus, enquanto os discípulos se esconderam com medo de serem presos por terem seguido o Mestre, Maria Madalena teve outra atitude: inconformada com a morte de Jesus, foi até o sepulcro para chorar a perda de Seu Mestre. Vemos que Maria Madalena teve coragem de se expor para o mundo, demonstrando publicamente sua angustia por ter perdido o Mestre; assim, entendemos que o medo sempre forma uma barreira, muitas vezes intransponível, o que nos impede de chegar diante de Jesus para que Ele possa verdadeiramente enxugar nossas lágrimas.

Além da coragem de se expor publicamente, vemos que Maria Madalena foi chorar no lugar certo, isto é, onde havia visto Jesus pela última vez; se ela, ao invés de ir ao sepulcro, tivesse ido derramar suas lágrimas no Templo, com certeza teria perdido aquele encontro emocionante com o Mestre. Entendemos também que muitas vezes Deus não enxuga nossas lágrimas porque não estamos indo no lugar que Ele nos aguarda.

Lamentavelmente temos presenciado Instituições de diversos credos religiosos que adotaram liturgias sem nenhum fundamento bíblico e fazem questão de conclamar as multidões, afirmando que somente em tais locais poderão ter um encontro com Jesus; diversos fetiches criados por alguns líderes religiosos correspondem com práticas de invocação de espíritos, cuja Bíblia condena. As pessoas entram nesses templos, ficam emocionadas com as promessas que ouvem e acabam recebendo muita alegria, mas é apenas uma alegria passageira; quando saem dali, aquele clima nostálgico desaparece e o choro volta a tomar conta de seus pensamentos e emoções.

Aqui vale uma reflexão: será que Deus tem estado presente no lugar em que nos reunimos para adorá-lo, principalmente para enxugar nossas lágrimas, isto é, resolver literalmente nossos infortúnios? Precisamos entender que homem nenhum nesta terra tem poder para enxugar as lágrimas da nossa alma; somente Deus pode fazer isto perfeitamente. E Deus somente o fará se estivermos O adorando em Espírito e em Verdade.

De um modo geral as religiões precisam checar suas práticas à luz da Palavra de Deus, pois o proprio Jesus, depois de anos frequentando o Templo para aprender a Torá, entendeu que não poderia iniciar seu ministerio terreno, se ficasse atrelado aos desmandos dos Doutores da Lei; a religiosidade professada na época de Jesus, estava de tal forma engessada que seus seguidores não conseguiriam compreender Sua mensagem; e de fato acabaram crucificando o próprio Mestre Jesus Cristo.

Encontramos muitos “doutores da lei” que hoje em dia ainda tentam crucificar a Jesus, simplesmente porque o “jugo dEle é suave e Seu fardo é leve”; querem que seus seguidores acreditem que a Salvação oferecida gratuitamente por Jesus, precisa ser acompanhada de algumas “regrinhas” para que possa ser alcançada.

Mas voltando a analisar as atitudes de Maria Madalena, além dela não se preocupar com o que pudessem pensar ao seu respeito, ela foi até o local onde vira Jesus pela última vez. Simbolicamente acabamos permitindo em nossos cultos de adoração a Deus, que Jesus seja novamente “crucificado” e “enterrado” sob o dominio da nossa incredulidade provocada pelas nossas desilusões.

Neste momento peço que você reflita a respeito de sua vida; sua alma está angustiada e chora por não visualizar possibilidade nenhuma de que alguém enxugue suas lágrimas? Procure se lembrar onde foi que você se encontrou com Jesus pela última vez! Esse local pode ter sido esquecido no tempo e no espaço, mas Jesus te fará lembrar dele agora; volte lá, pois Jesus o espera para enxugar suas lágrimas.

Faça como Maria Madalena que não ficou apenas do lado de fora, mas abaixou-se e olhou dentro do sepulcro, pois estava determinada a ver Jesus. Foi então que pode contemplar a presença de dois anjos que lhe anunciaram que Jesus havia ressuscitado. É nesse local onde vimos Jesus pela última vez que poderemos receber as boas novas que nossa alma tanto anseia ouvir, presenciar e usufruir.

Quando desejamos com todas as forças da nossa alma, ver a Jesus, Ele sente prazer em se revelar para nós. Foi o que aconteceu com Maria Madalena; sua ansiedade e necessidade de ver a Jesus era tão grande que não conseguiu reconhecê-lo quando Ele apenas fez a pergunta: “porque choras, mulher?”. Ela o reconheceu quando Ele a chamou pelo nome “Maria”. Aquela forma de chamar pelo seu nome era inconfundível; somente Jesus a chamava de uma forma tão suave e cheia de autoridade, expressando o amor divinal que sempre se emanava dEle.

Emocionada ela queria deter Jesus e talvez até levá-lo para sua casa, porém agora depois de ressuscitado e livre das necessidades inerentes ao corpo humano, Jesus não seria mais apenas de um grupo de 12 discípulos, ou de uma cidade, ou mesmo de um país. Agora Jesus estava sendo entregue para a salvação de toda a humanidade, de todos os povos, linguas e nações.

Jesus nunca se deixará prender por religiões, dogmas, crenças ou tradições; Ele estará sempre acima das discussões e desentendimentos religiosos; Ele não veio salvar apenas um povo ou denominação. Ele foi enviado por Deus o Pai, para salvar a todos os que O aceitarem como Senhor e Salvador de suas vidas.

Falo com toda convicção que se você estiver frequentando um lugar onde suas lágrimas são cada vez mais abundantes e nunca chega o tempo de alegrias, procure investigar se Jesus está por lá. Talvez Ele tenha deixado esse local e nem mesmo os líderes se deram conta desse fato.

Se você ainda não teve um encontro pessoal com o Mestre Jesus, comece a ler a Sua Palavra que é a Bíblia Sagrada e, com certeza, você irá encontrá-lo. Vamos fazer como Maria Madalena: procurar diligentemente por Jesus até encontrá-lo e então Ele enxugará nossas lágrimas, transformando nossa tristeza em alegria e nossa “noite”, num lindo amanhecer!

Por Sonia Valerio da Costa
Em 27/09/2011

Trilhando Pelo Caminho das Pedras

(Google Imagens)

Todos nós encontramos muitas “pedras” ao longo de nossa caminhada por esta vida. Na maioria das vezes elas nos machucam e interferem diretamente no nosso estado emocional e comportamental. Se as considerássemos como oportunidades, e não como dificuldades, poderíamos alcançar resultados mais satisfatórios e benéficos para nós mesmos. Não podemos ignorá-las, porém, a solução será encontrada na forma como lidarmos com elas.

Muitas vezes passamos a vida toda pedindo a Deus para remover nossas dificuldades e não percebemos que nos bastaria apenas uma iniciativa ou uma simples atitude, e o problema já estaria resolvido. Como humanos que somos, ou por displicencia ou por falta de sabedoria, jogamos fora as pedras preciosas, colecionamos as que não servem para nada, e ainda ficamos reclamando de nossa “sorte”.

Podemos ignorá-las e seguir em frente ou então mudarmos a direção de nossa caminhada; às vezes tropeçamos em alguma delas e perdemos tempo analisando o tamanho, a qualidade ou mesmo o valor dessa “pedra” e esquecemos de correr atrás de nossos sonhos. Deixamos a vida passar sem realizarmos nada de produtivo pois nos falta coragem de removê-las ou abraçá-las e enfrentar as consequencias que poderão advir de uma ou de outra atitude.

Alguns exemplos bíblicos poderão nos ajudar a compreender melhor essa reflexão. Para ressuscitar Lázaro Jesus ordenou aos presentes que tirassem a pedra que bloqueava a entrada do túmulo (Bíblia Sagrada, João 11:38-45). Marta foi a primeira a questionar o Mestre dizendo que já era de 4 dias e cheirava mal; suas palavras exprimiam a realidade dos fatos, pois com certeza, ninguém alí estaria disposto a sentir o cheiro fétido de um corpo em decomposição. Estavam mais preocupados com o problema em si do que com a solução que Jesus poderia dar; se por um lado estavam se mostrando acomodados à situação de passar o resto da vida sem Lázaro, por outro não criam no milagre que Jesus poderia realizar, trazendo a vida de volta àquele corpo morto e já enterrado.

Quando Jesus chega para solucionar uma de nossas dificuldades, na maioria das vezes, nós mesmos somos o maior empecilho para a realização do milagre. Chegamos ao ponto de vermos nossa bênção ressuscitada ou restaurada, mas não queremos abraçá-la, simplesmente por escrúpulos sociais, pois nos preocupamos com a opinião alheia, de termos enterrado um sonho e agora estarmos novamente buscando sua realização. Poderemos ser acusados de não saber o que queremos, pois uma hora “enterramos” nossos anseios e outra hora os “ressuscitamos”. Cabe aqui dizer que não podemos ser inconstantes como as ondas do mar; precisamos ser definidos em nossas decisões. Se almejamos alcançar um objetivo, não podemos desistir no meio do caminho, até mesmo diante da morte, pois para Deus, que é o dono da vida, a morte é apenas um detalhe.

Temos um outro exemplo quando três mulheres foram visitar o túmulo de Jesus e estavam preocupadas em como removeriam a pedra que havia sido colocada para bloquear a entrada. Quando chegaram perceberam que a pedra já havia sido removida; o proprio anjo do Senhor fez o que elas não poderiam fazer. A pedra não fora removida para que Jesus ressuscitasse, mas para que as mulheres pudessem constatar que o corpo de Jesus não estava mais alí.

Vamos analisar. Se Jesus tivesse ressuscitado sem a remoção da pedra, quem iria comprovar o fato? Com o passar do tempo, mesmo que alguém ousasse remover a pedra para pesquisas científicas a respeito do corpo de Jesus, nada encontrariam e poderiam concluir que os guardas haviam vacilado na segurança, dando ocasião para que alguém pudesse roubar o corpo; assim, a ressurreição passaria a ser um mito não comprovado na historia judaica. Dessa forma entendemos que a pedra foi milagrosamente removida, não para que Jesus ressuscitasse, mas para que a humanidade constatasse com seus proprios olhos, o milagre que acontecera.

Nesse fato podemos entender a vontade soberana de Deus; quando Ele deseja realizar algum propósito em nossa vida, Ele faz acontecer, independentemente da nossa vontade e/ou atitude. Ele mesmo remove os empecilhos e faz com que o sonho seja realizado, não necessitando de nossa interferencia na situação. Nossas preocupações são totalmente dispensáveis diante da vontade do nosso Criador.

Nos exemplos citados anteriormente, tanto na ressurreição de Lázaro, quanto na de Jesus vemos apenas diferença de propósitos e objetivos a serem alcançados por Deus, porém em ambos a pedra representava dificuldades. No primeiro exemplo, Deus levou o homem a uma atitude de remover a pedra, para que através do milagre da ressurreição de Lázaro, Seu nome pudesse ser glorificado entre os homens. Na ressurreição de Jesus, Deus não aceitou nenhuma interferencia humana para que ninguém se achasse digno de adoração, por ter “ajudado” de alguma forma na realização do plano divino de resgatar o homem do seu estado pecaminoso; Deus nos amou de tal maneira, que se deu voluntariamente a si mesmo, para nos trazer salvação. (Bíblia Sagrada, Jo. 3:16)

Encontramos outros acontecimentos registrados na Bíblia Sagrada, onde entendemos que as pedras encontradas foram oportunidades de bênçãos. Após ter vencido os filisteus, Samuel colocou uma pedra entre Mispa e Sem e chamou o seu nome Ebenezer, que significa “Até aqui nos ajudou o Senhor”; aquela pedra simbolizou um altar onde puderam glorificar e exaltar o Nome do Senhor Deus dos Exércitos (Bíblia Sagrada, I Sm. 7:12). Um segundo exemplo de oportunidade foi uma das cinco pedras que Davi utilizou para derrotar Golias que desafiava o povo de Israel (Bíblia Sagrada, I Sm. 17:49).

Se a dificuldade que estamos enfrentando for no âmbito secular, Deus, através de seu Espírito Santo, nos levará até onde a pedra estiver e nos dará orientações para saber se deveremos removê-la de nosso caminho ou utilizá-la como uma oportunidade para a realização do milagre que esperamos. Se for no âmbito espiritual, não precisamos nos preocupar com os obstáculos que bloqueiam nossa vontade de conhecer Deus, pois ao contemplar nossa intenção, Deus mesmo remove as pedras da cegueira e da ignorancia espiritual para que possamos nos encontrar com Ele; somos conduzidos pelo caminho (Jesus), para que possamos ter um encontro de paz com o nosso Criador.

De qualquer forma, sempre será melhor caminharmos em direção ao túmulo de Jesus, para constatarmos que Ele ressuscitou e que através dEle podemos ter comunhão com Deus o Pai e O recebermos como Senhor de nossas vidas. A partir de então Ele nos levará pelos caminhos da nossa existencia e nos mostrará o que fazer com as pedras que encontrarmos, de forma que Ele possa ter a liberdade de realizar tanto os milagres que precisamos, quanto os que desejamos.

“Podemos utilizar as pedras encontradas no caminho, para fazer delas um caminho de pedras.” (Sonia Valerio da Costa)

(Google Imagens)

 
Por Sonia Valerio da Costa
Em 19/07/2011


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Multidões de Pesamentos Contrários

O comportamento das multidões tem sido objeto de estudo das Ciências Sociais, principalmente pela forma de agir dos seus integrantes, quando estão diante de situações inesperadas.

Os indivíduos que as integram podem ser influenciados por um estímulo externo, por suas próprias lideranças, ou também por seus demais participantes; todos agem de uma forma inconsciente e incontrolável, como se um elo invisível os unisse numa só  pessoa e cada indivíduo sentisse o contato com os demais como uma extensão de si próprio. O comportamento das massas tem um efeito dominó; basta por exemplo, que alguém comece a correr, que todos o seguirão. É o que chamamos de efeito manada.

Algumas multidões se manifestam de forma pacífica, com o objetivo de conscientizar seus seguidores em torno de uma causa nobre; outras, quando se unem, apresentam mais agressividade, principalmente quando o objetivo é político-social. O mais preocupante é quando, duas multidões com objetivos diferentes, se encontram, pois as consequências sempre serão imprevisíveis. Numa situação dessas, poderá haver tanto um confronto, quanto uma concordância de ambas em unir forças, objetivando ampliar os motivos a serem reivindicados.

Uma terceira possibilidade que também pode acontecer, é quando o objetivo de uma se sobrepõem de tal forma ao da outra, que a mais fraca abre mão dos seus objetivos em favor dos objetivos e ideais da outra. Parece um tanto utópico pensarmos que uma multidão possa absorver integralmente a outra, mas a Bíblia registra um fato assim e como isso aconteceu de uma forma tão maravilhosa e sem precedentes na história da humanidade.

Foi na cidade de Naim onde uma pobre viúva havia acabado de perder seu único filho. Seus parentes e amigos foram chegando e logo formou-se uma grande multidão, cujo propósito era chorar e consolar o coração daquela mulher. A morte fora mais forte que a medicina daquela época; todos os planos e sonhos daquela viúva, idealizados para o futuro de seu filho, foram frustrados pela impotência do ser humano diante da morte.

Assim que a multidão iniciou o cortejo fúnebre, a dor, a tristeza e a angústia foi se espalhando por todos, como ondas em forma de osmose emocional; nada nem ninguém da terra poderia mudar o curso daquela historia que, fatalmente, terminaria no cemitério e depois, para sempre, ficaria apenas a lembrança dolorosa da separação, principalmente para os familiares.

Enquanto o jovem estava com vida, ainda havia esperança que aquela situação pudesse ser revertida; mas morto, nada mais restava a ser feito, a não ser sepultá-lo. Justamente quando aquela multidão cruzava o portão de saída da cidade, para caminhar em direção ao cemitério, aconteceu o inesperado; uma outra multidão, liderada por Jesus Cristo entrava na cidade.

Enquanto a multidão que saia da cidade havia sido formada em torno da morte, a que entrava havia sido formada em torno da vida, da paz e da alegria. A que saía, chorava; a  que entrava, sorria. A que seguia a morte, perdera as esperanças; a que seguia a vida, sonhava com dias melhores. A primeira caminhava para o fim da vida; a segunda caminhava para o inicio de uma nova vida. Um grande contraste; um verdadeiro paradoxo. Impossível não pensar nas peculiaridades e objetivos expressados na manifestação de cada multidão.

Em respeito à dor e ao sofrimento, o normal seria que a multidão que entrava na cidade parasse, para que a que estava saindo pudesse passar com segurança; mas não foi isso que aconteceu. Jesus Cristo, sendo Filho de Deus, seria o único com autoridade para interromper um funeral, sem ser questionado por atitude tão controversa. A multidão que seguia a Jesus estava familiarizada com seus milagres de cura, libertação, transformação, mudança social e também ressurreição; já estavam acostumados com as atitudes de Jesus, que em princípio eram incompreensíveis, mas no final sempre presenciavam Seus milagres.

Como lider da multidão que entrava, Jesus ficou emocionado diante da triste cena de uma viúva que perdera seu único filho, e por isso parou o enterro e disse àquela viuva: “não chores”. Ninguém, de nenhuma das duas multidões, ousou questionar a atitude de Jesus; pararam e aguardaram em silêncio, apenas observando o que iria acontecer. Sendo um líder carismático as palavras de Jesus, sempre transmitiam segurança e acalmavam as multidões. Sendo o dono da vida, Jesus poderia dizer para que a viuva não chorasse, pois somente Ele teria condições de reverter aquele ambiente de tristeza, em alegria.

Foi o que aconteceu. Jesus ordenou ao defunto que ressuscitasse e, imediatamente o jovem sentou-se no caixão, deixando todos os presentes perplexos com aquela manifestação milagrosa; Jesus apenas o devolveu à sua mãe. Como não tinham mais defunto para sepultar, aquela multidão que caminhava cabisbaixa, acabou se misturando à outra que vinha glorificando a Jesus. Não foi necessario pedir-lhes que seguissem a Jesus, pois de forma expontânea a multidão que seguia a “Vida”, absorveu totalmente a que seguia a “Morte”.

Quando refletimos sobre aquele acontecimento, percebemos que a humanidade hoje, também está dividida em duas multidões semelhantes àquelas. Uma caminha em direção à morte, pois já perdeu todas as suas esperanças de viver dias melhores; seus indivíduos praticamente já jogaram a toalha e estão vivendo apenas por inercia. Já bateram em tantas portas, já buscaram solução servindo tanto homens, quanto santos e até mesmo a diversos deuses, mas tudo tem sido em vão.

Muitos integrantes da multidão que caminha para a morte, tentam desesperadamente encontrar a vida que é o proprio Deus, mas não conseguem pois pensam que poderão encontrá-lo sem passar por Jesus. Sendo Filho de Deus e também o próprio Deus encarnado, Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim. Se vocês realmente me conhecessem, conheceriam também o meu Pai. Já agora vocês o conhecem e o tem visto” “quem me vê a mim, vê também o Pai” (Bíblia Sagrada, Jo. 14:6-7 e 9b). Quando em nossa caminhada pela vida, temos o privilegio de encontrar Jesus, logo passamos a seguí-lo, pois Ele nunca despede ninguém vazio. Ele sempre tem uma bênção a nos oferecer, além da salvação e também da vida eterna.

Se é necessario passarmos por Jesus para que nos encontremos com Deus, onde então poderemos encontrá-lo? “Vocês estudam cuidadosamente as Escrituras, porque pensam que nelas vocês têm a vida eterna. E são as Escrituras que testemunham a meu respeito; contudo, vocês não querem vir a mim para terem vida” (Bíblia Sagrada, Jo. 5:39-40). Quando lemos na Bíblia Sagrada a respeito da vida de Jesus, suas viagens, obras e milagres, seu comportamento, gostos e relacionamentos, seus ensinamentos, diretrizes e planos, seu poderio, sua natureza e emoções, etc., vamos aprofundando nossa comunhão com Ele e, paralelamente, assimilando a personalidade de Deus em nossas vidas. Essa nova experiência de viver em comunhão com Deus, nos levará, com certeza, a trocarmos de multidão; é com alegria que deixamos de seguir a morte e passamos a seguir a vida, a vida eterna.

Para refletir: qual das multidões estamos seguindo? A da vida ou a da morte? Se seguirmos a da vida, teremos a vida eterna e viveremos eternamente com Deus. Se seguirmos a da morte, nossa vida se acabará na solidão eterna, separados do Deus Todo Poderoso, que nos criou! Pense nisso e seja mais um integrante da multidão que está seguindo Jesus e também a vida eterna.

“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vós o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Palavras de Jesus, Bíblia Sagrada, Mt. 11:28-30)

Palavra ministrada por
Sonia Valerio da Costa
Em 15/01/2007

 

 

 

Meus Pensamentos (4)

“Uma das melhores qualidades para cultivar um bom relacionamento é a sinceridade. Muitas vezes, pode até machucar, mas impede a construção de barreiras inúteis.” (06/04/2011)

“Não deixe para amanhã o amor que você pode expressar hoje. O tempo é traiçoeiro… nunca sabemos de antemão, a favor ou contra quem ele conspira. Somente o HOJE nos pertence! Amanhã pode ser tarde demais, e teremos apenas arrependimentos para guardar em nossas lembranças!” (05/04/2011)

“A altura que colocamos nossos sonhos será proporcional ao tempo de sua realização! Não desanime se você ainda não alcançou a realização de seus sonhos; não importa o quanto tempo ele demore para se realizar. O que mais importa é que quando ele se realizar, você possa estar inteiro(a) para usufruí-lo! Cuide-se física, espiritual mental e emocionalmente!” (17/03/2011)

“Os “loucos” também amam e devem ser amados! Viver perigosamente pode ser uma grande aventura! O amor SEMPRE triunfa sobre qualquer coração, por mais duro que possa parecer! Por isso vale a pena amar “loucamente” como Jesus amou….. até à morte!!!!! Só quem vive essa experiência é que tem o direito de triunfar como Jesus triunfou! Ame! Ame! Ame! e…. Ame!” (16/03/2011)

Pensamentos criados e postados no FaceBook
Por Sonia Valerio da Costa

Somente Por Amor…

 

Com a reprise de “O Clone”, no Programa “Vale a Pena Ver de Novo”, lembrei-me desta música maravilhosa! Essa frase “somente por amor, a gente põe a mão”, cala no fundo das minhas reflexões, pois somente por amor é que conseguimos transpor barreiras que nos parecem intransponíveis, vencer desafios, distâncias, medos, conflitos… e nosso próprio orgulho.

Se não existir amor, provavelmente vamos colocar os pés pelas mãos. Os pés nos levam até onde as mãos podem tocar, pegar e sentir; isto se nosso coração for despertado por um forte desejo, envolvido no sentimento do amor, para que o corpo possa degustar, usufruir, se alimentar e nutrir-se das vitaminas, proteínas e sais minerais, proporcionados pelo objeto do desejo.

Não colocamos nossas mãos em terreno arenoso, areia movediça, caminho sem destino, barco furado ou mesmo alimento envenenado. Inconscientemente preservamos nossas mãos como algo sagrado do nosso corpo. Antes de colocarmos as mãos, somos despertados pelo olfato e, através dele,  podemos ser atraídos por algum cheiro agradável ou perfume envolvente… mas são nossas mãos que, muitas vezes tem receio de tocar no alimento que exala o cheiro agradável ou na fonte do perfume que nos envolve.

Chegamos perto, mas consciente ou inconscientemente, Somente por amor é que estendemos nossas mãos para que, através do tato, possamos sentir a temperatura, a densidade, a consistência, a aspereza, a maciez, a delicadeza, a beleza, a receptividade, o magnetismo, a pureza, a limpeza, a firmeza, a confiança, a segurança.

Se não houver amor, o melhor é nos afastarmos, para que não venhamos, ao invés de colocarmos as mãos, colocarmos os pés e machucarmos sentimentos de outrem. Porém, se estivermos conscientes de que o amor brotou, se manifestou e aflorou, e existe receptividade para o seu crescimento, então é o momento de vivenciarmos a felicidade que Deus nos proporcionou.

Quando colocamos a mão, é porque o amor conseguiu transpor as barreiras pessoais (físicas, psicológicas e circunstanciais); por fim, quando nos sentimos seguros e confiantes, o amor nos leva também, a ultrapassar os limites sociais!!!

 

Por Sonia Valerio da Costa

Em 17/01/2011