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Os Hindus Cegos e o Pluralismo Religioso

(Imagens Google)

“Existe uma antiga parábola que fala a respeito de seis hindus cegos que tocavam um elefante. Um dos cegos tocou o lado do corpo do elefante e disse que era um muro. Outro cego tocou a orelha do elefante e disse que era uma grande folha de árvore. Outro segurou uma das pernas do elefante e pensou que fosse o tronco de uma árvore. Outro ainda segurou a tromba do elefante e disse que era uma cobra. Outro cego tocou uma das presas de marfim e pensou que se tratava de uma lança. Finalmente, outro cego tomou a cauda do elefante nas mãos e julgou estar segurando uma corda. Todos os cegos estavam tocando a mesma realidade, mas compreendiam-na de maneiras diferentes. Eles todos tinham o direito de interpretar o que tocaram de acordo com o seu modo pessoal, mas o objeto tocado era o mesmo elefante.” (1)

Essa parábola tem sido muito utilizada para ilustrar a existência de diferentes religiões e suas diversas práticas com respeito a uma mesma realidade espiritual quanto ao relacionamento do homem para com Deus; ela também nos induz a pensar que cada um interpreta uma mesma realidade, de acordo com seus próprios olhos, nos levando a uma certa passividade com relação à tolerância para com as diferentes formas de pensar.

Assim, o secularismo educacional defende o pluralismo e a tolerância como ferramentas para a criação de um ambiente liberal; essa sutileza filosófica tem levado muitos jovens a duvidar da existência de um único Deus criador que, para se comunicar com o homem que criou, enviou seu próprio Filho Jesus Cristo para resgatar a humanidade de seu estado de separação de Deus.

É um engano comparar essa parábola com a proposta de harmonizar as diferentes religiões entre si, pois todos os que apalparam o elefante eram cegos, o que limitou  a percepção exata do elefante como um todo; quanto a nós que enxergamos e estamos numa posição privilegiada em relação a eles, podemos compreender que a realidade absoluta existe mas não pode ser compreendida por eles, por serem deficientes visuais.

Esse texto poderia ser utilizado apenas para preferências e gostos individuais em todos os sentidos e até mesmo quanto à escolha de uma religião, porém nunca para justificar que a verdade será sempre relativa e nunca absoluta. O fato de compreendermos uma realidade de forma subjetiva não justifica que a realidade ou verdade absoluta não existe, mesmo que não sejam perceptíveis para nós.

Os cegos da parábola não conseguem perceber a existência do elefante e muito menos sua forma física, porém nós, que não somos deficientes visuais, sabemos que na realidade esse animal existe e conhecemos sua forma física. A falta de visão dos hindus não comprometem a existência absoluta do elefante. Dessa mesma forma, apesar de nossas limitações de compreensão da verdade absoluta, temos consciência de que Deus existe, mesmo que essa percepção de Sua natureza, seja subjetiva.

Desde o principio Deus se utilizou de diversas formas para dialogar com o homem que criou e assim, poder transmitir-lhe Seu conhecimento. Nossa limitação física e mental não tem capacidade de compreender a verdade absoluta, mas podemos ter uma percepção significativamente próxima da realidade, pois o próprio Deus enviou seu Filho Jesus Cristo para iluminar o entendimento de todos aqueles que O aceitarem e crerem no Seu Nome.

Vejamos o que a Palavra de Deus (A Bíblia) diz:

“A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho.” (Sl. 119:105)

“Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são!” (Mt. 6:22-23)

Oração de Simeão: “Ó Soberano, como prometeste, agora podes despedir em paz o teu servo. Pois os meus olhos já viram a tua salvação, que preparaste à vista de todos os povos: luz para revelação dos gentios e para a glória de Israel, teu povo.” (Lc. 2:29-32)

“Surgiu um homem enviado por Deus, chamado João. Ele veio como testemunha para testificar acerca da luz, a fim de que por meio dele todos os homens cressem. Ele próprio não era a luz, mas veio como testemunha da luz. Estava chegando ao mundo a verdadeira luz, que ilumina todos os homens.” (Jo. 1:6-9)

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dEle. Quem nEle crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus. Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a luz, porque as suas obras eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, temendo que suas obras sejam manifestas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se veja claramente que as suas obras são realizadas por intermédio de Deus.” (Jo. 3:16-21)

“Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (Jo.8:12b)

“O deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. Mas não pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo o Senhor, e a nós como escravos de vocês, por causa de Jesus. Pois Deus que disse: ‘Das trevas resplandeça a luz’, Ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo.” (I Cor. 4:4-6)

Estes versículos bíblicos nos deixam bastante claro que Deus enviou seu Filho para iluminar o nosso entendimento de forma que possamos ter uma compreensão suficiente de Sua natureza divina e Seu plano de salvação para todo ser humano, concedendo a vida eterna a todos que receberem Seu Filho Jesus Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas. Está muito claro que essa luz, chamada Jesus Cristo o Filho de Deus, veio ao mundo para desvendar os mistérios divinos e abrir um caminho de conexão entre Deus e o homem que Ele criou.

Não podemos ignorar a Luz (Jesus Cristo), que nos foi enviada por Deus para iluminar nosso entendimento quanto a Verdade Absoluta que é o próprio Deus Pai. Assim, por questões lógicas, essa mesma parábola dos cegos hindus, quando melhor analisada através da Luz do conhecimento da Palavra enviada por Deus, entendemos que a Verdade Absoluta existe e portanto não há nada que justifique que todas as religiões sejam verdadeiras como afirma o Pluralismo.

(Imagens Google)

“Ninguém fará nenhum mal, nem destruirá coisa alguma em todo o meu santo monte, pois a terra se encherá do conhecimento do Senhor como as águas cobrem o mar.” (Is. 11:9)

Com a imprensa e agora mais ainda com o acesso à internet, temos liberdade de nos aprofundarmos no conhecimento, de tal forma que temos o livre-arbitrio de escolhermos ficar na Luz enviada por Deus ou continuarmos nas trevas espirituais.

“Se um cego conduzir outro cego, ambos cairão num buraco.” (Mt. 15:14b)

EU ESCOLHI ANDAR NA LUZ! E VOCÊ?

__________

(1) Texto extraído do Livro “Fundamentos Inabaláveis”, Norman Geisler e Peter Bocchino.  São Paulo, Vida, 2003.  p. 33

Os versículos são da Bíblia NVI

Por Sonia Valerio da Costa
Em 12/11/2011
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Por que choras Mulher?

 

Já nascemos chorando e também derramamos muitas lágrimas no decorrer de nossas vidas, devido às circunstancias que vivenciamos direta e/ou indiretamente. Neste artigo quero me referir apenas ao choro como consequencia de uma dor provocada por uma angústia que envolve nossa alma.

Essa pergunta “porque choras mulher?” foi proferida pelo proprio Jesus depois de ressurreto. Se Deus promete enxugar nossas lágrimas, porque passamos por angustias e tristezas que nos levam ao choro? Porquê passamos anos chorando e nos angustiando pelos mesmos problemas e eles nunca se resolvem? Entendo que muitas vezes Deus permite que passemos por adversidades para nos fortalecer emocionalmente, e confiar mais nEle, porém Ele não tem prazer em nos deixar atravessar “noites” intermináveis, onde os anos passam e nunca vemos o amanhecer.

Lendo este texto bíblico (Jo. 20:11-18) entendi que Maria Madalena teve algumas atitudes importantes e que merecem nossa atenção de forma que possam ser aplicadas em nossas vidas, quando estivermos enfrentando uma situação de angustia e de choro.

Após a morte de Jesus, enquanto os discípulos se esconderam com medo de serem presos por terem seguido o Mestre, Maria Madalena teve outra atitude: inconformada com a morte de Jesus, foi até o sepulcro para chorar a perda de Seu Mestre. Vemos que Maria Madalena teve coragem de se expor para o mundo, demonstrando publicamente sua angustia por ter perdido o Mestre; assim, entendemos que o medo sempre forma uma barreira, muitas vezes intransponível, o que nos impede de chegar diante de Jesus para que Ele possa verdadeiramente enxugar nossas lágrimas.

Além da coragem de se expor publicamente, vemos que Maria Madalena foi chorar no lugar certo, isto é, onde havia visto Jesus pela última vez; se ela, ao invés de ir ao sepulcro, tivesse ido derramar suas lágrimas no Templo, com certeza teria perdido aquele encontro emocionante com o Mestre. Entendemos também que muitas vezes Deus não enxuga nossas lágrimas porque não estamos indo no lugar que Ele nos aguarda.

Lamentavelmente temos presenciado Instituições de diversos credos religiosos que adotaram liturgias sem nenhum fundamento bíblico e fazem questão de conclamar as multidões, afirmando que somente em tais locais poderão ter um encontro com Jesus; diversos fetiches criados por alguns líderes religiosos correspondem com práticas de invocação de espíritos, cuja Bíblia condena. As pessoas entram nesses templos, ficam emocionadas com as promessas que ouvem e acabam recebendo muita alegria, mas é apenas uma alegria passageira; quando saem dali, aquele clima nostálgico desaparece e o choro volta a tomar conta de seus pensamentos e emoções.

Aqui vale uma reflexão: será que Deus tem estado presente no lugar em que nos reunimos para adorá-lo, principalmente para enxugar nossas lágrimas, isto é, resolver literalmente nossos infortúnios? Precisamos entender que homem nenhum nesta terra tem poder para enxugar as lágrimas da nossa alma; somente Deus pode fazer isto perfeitamente. E Deus somente o fará se estivermos O adorando em Espírito e em Verdade.

De um modo geral as religiões precisam checar suas práticas à luz da Palavra de Deus, pois o proprio Jesus, depois de anos frequentando o Templo para aprender a Torá, entendeu que não poderia iniciar seu ministerio terreno, se ficasse atrelado aos desmandos dos Doutores da Lei; a religiosidade professada na época de Jesus, estava de tal forma engessada que seus seguidores não conseguiriam compreender Sua mensagem; e de fato acabaram crucificando o próprio Mestre Jesus Cristo.

Encontramos muitos “doutores da lei” que hoje em dia ainda tentam crucificar a Jesus, simplesmente porque o “jugo dEle é suave e Seu fardo é leve”; querem que seus seguidores acreditem que a Salvação oferecida gratuitamente por Jesus, precisa ser acompanhada de algumas “regrinhas” para que possa ser alcançada.

Mas voltando a analisar as atitudes de Maria Madalena, além dela não se preocupar com o que pudessem pensar ao seu respeito, ela foi até o local onde vira Jesus pela última vez. Simbolicamente acabamos permitindo em nossos cultos de adoração a Deus, que Jesus seja novamente “crucificado” e “enterrado” sob o dominio da nossa incredulidade provocada pelas nossas desilusões.

Neste momento peço que você reflita a respeito de sua vida; sua alma está angustiada e chora por não visualizar possibilidade nenhuma de que alguém enxugue suas lágrimas? Procure se lembrar onde foi que você se encontrou com Jesus pela última vez! Esse local pode ter sido esquecido no tempo e no espaço, mas Jesus te fará lembrar dele agora; volte lá, pois Jesus o espera para enxugar suas lágrimas.

Faça como Maria Madalena que não ficou apenas do lado de fora, mas abaixou-se e olhou dentro do sepulcro, pois estava determinada a ver Jesus. Foi então que pode contemplar a presença de dois anjos que lhe anunciaram que Jesus havia ressuscitado. É nesse local onde vimos Jesus pela última vez que poderemos receber as boas novas que nossa alma tanto anseia ouvir, presenciar e usufruir.

Quando desejamos com todas as forças da nossa alma, ver a Jesus, Ele sente prazer em se revelar para nós. Foi o que aconteceu com Maria Madalena; sua ansiedade e necessidade de ver a Jesus era tão grande que não conseguiu reconhecê-lo quando Ele apenas fez a pergunta: “porque choras, mulher?”. Ela o reconheceu quando Ele a chamou pelo nome “Maria”. Aquela forma de chamar pelo seu nome era inconfundível; somente Jesus a chamava de uma forma tão suave e cheia de autoridade, expressando o amor divinal que sempre se emanava dEle.

Emocionada ela queria deter Jesus e talvez até levá-lo para sua casa, porém agora depois de ressuscitado e livre das necessidades inerentes ao corpo humano, Jesus não seria mais apenas de um grupo de 12 discípulos, ou de uma cidade, ou mesmo de um país. Agora Jesus estava sendo entregue para a salvação de toda a humanidade, de todos os povos, linguas e nações.

Jesus nunca se deixará prender por religiões, dogmas, crenças ou tradições; Ele estará sempre acima das discussões e desentendimentos religiosos; Ele não veio salvar apenas um povo ou denominação. Ele foi enviado por Deus o Pai, para salvar a todos os que O aceitarem como Senhor e Salvador de suas vidas.

Falo com toda convicção que se você estiver frequentando um lugar onde suas lágrimas são cada vez mais abundantes e nunca chega o tempo de alegrias, procure investigar se Jesus está por lá. Talvez Ele tenha deixado esse local e nem mesmo os líderes se deram conta desse fato.

Se você ainda não teve um encontro pessoal com o Mestre Jesus, comece a ler a Sua Palavra que é a Bíblia Sagrada e, com certeza, você irá encontrá-lo. Vamos fazer como Maria Madalena: procurar diligentemente por Jesus até encontrá-lo e então Ele enxugará nossas lágrimas, transformando nossa tristeza em alegria e nossa “noite”, num lindo amanhecer!

Por Sonia Valerio da Costa
Em 27/09/2011

Três Mulheres e Um Rei

Conta-nos a historia que entre os anos de 483 a 473 a.C. o Rei Assuero (também conhecido como Xerxes) reinou sobre 127 Províncias, desde a Índia até a Etiópia; seu palacio ficou conhecido como “A Fortaleza de Susã”. Três mulheres se destacaram nesse reinado: Vasti, Ester e Zeres. Ester se tornou a mais conhecida das três, porque a historia épica de como se tornou rainha em lugar de Vasti, acabou sendo amplamente divulgada devido a diversas produções cinematográficas.

Meu objetivo neste texto porém, não será falar apenas sobre Ester, mas sobre o comportamento de cada mulher, e como suas atitudes mudaram, de forma tão marcante, o rumo da historia daquele reino; o livro que nos conta essa historia, além de levar o nome de “Ester”, foi aceito no canon bíblico. Podemos dividir a historia de Assuero em duas épocas distintas: a primeira, quando casado com a Rainha Vasti, onde vemos tipificada a Igreja do Antigo Testamento Bíblico; a segunda, quando casado com a Rainha Ester, vemos tipificada a Igreja do Novo Testamento Bíblico.

O comportamento de Assuero em seu primeiro casamento, tipifica o legalismo das religiões fundamentalistas, nas quais não há complacencia e nem misericordia para com as falhas humanas. O que manda é a lei! As circunstâncias, a ética,  o bom senso, o respeito e a discrição, não são levados em consideração; não há perdão e nem misericordia. Quando Vasti se recusou a apresentar-se diante do Rei, seu marido, o fez no sentido de preservar sua dignidade e reputação, pois sabia que ele já estava com seu coração bastante “alegre” devido ao vinho e ela não queria se expor como objeto de vitrine diante de seus súditos. Ela só não imaginava a consequência radical que sofreria, devido à sua recusa em obedecer as ordens do Rei.

Os conselheiros de Assuero foram rápidos em exigir uma punição para Vasti, não porque estivessem preocupados em cumprir as leis instiuídas, mas em preservar suas próprias autoridades para com suas mulheres; a atitude daqueles homens precipitados, foi apenas um capricho machista e que não tiveram o equilibrio de medir a consequência dos seus conselhos e atos insanos. Ao ser coagido, Assuero acabou acatando o conselho inconsequente de depor Vasti de sua posição de Rainha, mesmo antes que ele voltasse ao seu estado de lucidez. Após a ressaca daquelas duas festas (180 e 7 dias), o Rei caiu em si, porém sua palavra não mais poderia voltar  atrás; sua ordem foi executada e a posição da rainha ficou vaga. Lamentavelmente presenciamos líderes de diversas áreas da sociedade atual, agindo com discriminação em circunstâncias semelhantes; premiam os mais abastados e marginalizam os que não têm quem os defenda.

Percebendo a tristeza do Rei, para que a situação fosse contornada, os conselheiros apresentaram uma solução: convocar todas as virgens do reino para que o Rei escolhesse dentre elas, uma que pudesse assumir a posição de rainha no lugar de Vasti. Baseado na experiência legalista com que lidou em seu primeiro casamento, Assuero passou a ser mais maleável até mesmo na escolha de Ester, sua 2ª esposa. Assuero já não possuía mais atitudes separatistas; já não se preocupava com a origem ou classe social das candidatas. Dessa vez ele preferiu que seu coração falasse mais alto e, com a linguagem do amor, tudo passou a fluir com maior tranquilidade.

Os fatos acontecidos durante o reinado de Ester, tipificam o comportamento das religiões que professam o amor, a caridade, a longanimidade, a paciência e o respeito, tanto entre seus seguidores, como para com os que não comungam com suas ideologias. Como cristã me sinto com liberdade para falar sobre religiões que se dizem cristãs, mas não são imitadoras de Cristo como o Apóstolo Paulo afirmou: “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo” (I Co. 11:1)

Quando Jesus veio a este mundo para pregar a Verdade e confrontar os Doutores da Lei, expulsou os mercadores do Templo em Jerusalém, alertando-os que “Sua Casa seria chamada “Casa de Oração” e não covil de ladrões” (Mt. 21:13), creio que muitas denominações precisam ser passadas a limpo, expulsando de seus bastidores e da liderança, todo o engano, falsidade e acordos por conveniências e trocas de interesses pessoais.

A Igreja a.C. era regida por leis, mandamentos e atos religiosos, através dos quais o homem interagia com Deus e dEle recebia perdão; o homem só conseguiria alcançar o favor de Deus, se cumprisse todos os mandamentos da lei mosaica. A Igreja d.C foi fundamentada em Jesus Cristo que veio anunciar a salvação através da Sua graça, manifestada em Sua morte e ressurreição; com Cristo, o homem passou a ter acesso direto com Deus, que pela manifestação de Sua misericordia, nos oferece salvação e perdão de nossos pecados, através de Seu Filho Jesus Cristo.

É bem provável que o leitor já esteja se perguntando, “mas e a 3ª mulher, Zeres?”; essa mulher era esposa de Hamã, que havia sido nomeado pelo Rei Assuero, como Príncipe de todos os Príncipes daquele reino. Era uma mulher astuta e tentou induzir seu marido para que enforcasse Mardoqueu, pois este não se prostrava diante de seu marido; porém, não sabia ela, que se tratava do primo da Rainha Ester. Hamã seguiu o conselho ardiloso de sua esposa e, além de construir a forca para Mardoqueu, conseguiu o aval do Rei para destruir todo o povo judeu que vivia conjuntamente alí no reino.

A Rainha Ester, consciente de que também seria morta, revelou sua origem ao Rei, apresentando Hamã como um traidor tanto seu, como do povo judeu; quando Hamã percebeu que o pedido de clemência feito por Ester, seria reconsiderado, lançou-se aos seus pés para que a Rainha intercedesse por ele junto ao Rei. Ao presenciar aquela cena ridícula, o Rei Assuero se enfureceu, pois entendeu que Hamã estava querendo seduzir a Rainha Ester. Aquela atitude de furia foi suficiente para que Hamã entendesse que sua morte já estava decretada pelo Rei Assuero.

Harbona, um dos eunucos daquele reino comunicou ao Rei Assuero sobre a forca que Hamã havia construído para Mardoqueu; então o Rei determinou que Hamã fosse enforcado nela e paralelamente permitiu que os judeus se defendessem dos ataques decretados para sua extinção. Terminada aquela guerra civil, os dez filhos de Hamã também morreram enforcados pelos próprios judeus.

A atitude de Zeres, tipifica a parte da Igreja do Novo Testamento, que não assume um compromisso de fidelidade para com Deus, mas está sempre a promover divisões eclesiásticas, e a semear discordias e contendas nas Congregações. Sua atitude pode ser comparada ao comportamento das “virgens loucas” que sem provisão de azeite suficiente para manter suas lâmpadas acesas, ainda tentaram extorquir a reserva das “virgens prudentes”; sem sucesso, se viram obrigadas a se arriscarem a sair em busca de azeite. Mas foi justamente nesse meio tempo que o noivo chegou e introduziu as “virgens prudentes” em suas bodas e fechou a porta; quando as “virgens loucas” voltaram, bateram na porta, mas não puderam mais entrar; apenas ouviram a voz do noivo, anunciando lá de dentro: “em verdade vos digo que vos não conheço”. (Mt. 25:1-13)

É inútil se levantar contra a Igreja de Jesus Cristo, fundada na cruz do calvário. Essa Igreja universal composta de pessoas que adoram a Deus e aceitam Seu Filho Jesus Cristo como único Caminho para a salvação de suas almas, tem total proteção de suas almas durante toda a eternidade. A vida neste mundo é passageira e a única coisa certa é a morte deste corpo, seja de que forma for; nossa preocupação deverá ser apenas onde e com quem passaremos a eternidade. Com certeza passaremos nossa eternidade futura com o Deus que adoramos no presente.

Sejamos como a Rainha Ester, que na hora da dificuldade, conclamou a todos os judeus para que se conscientizassem e reconhecessem a necessidade que temos de depender de Deus em todas as circunstancias; somente Ele poderá providenciar livramento para os que clamam por Sua misericordia.

O Apóstolo Paulo deu essa mesma recomendação a Timoteo: “Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graça por todos os homens; pelos reis e por todos que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos.” (I Tm.2:1-6)

Palavra ministrada por
Sonia Valerio da Costa
Em 23/05/2008
 

Projeto Missy

Nós, um grupo de leitores que se sentiu tocado por “A Cabana“, estamos convencidos de que este livro merece ser lido pelo maior número de pessoas possível. Não é somente uma historia envolvente e inspiradora, mas tem uma qualidade literária que faz dela um presente especial. Oferece uma das visões mais pungentes de Deus e de como Ele se relaciona com a humanidade. Não somente irá encorajar os que já O conhecem, mas também atrairá quem ainda não reconheceu a presença do Criador em sua vida.

Produtores de cinema já expressaram interesse em transformar esta história em filme e farão isso depois que um número considerável de livros estiver em circulação. A divulgação boca a boca ainda é a ferramenta mais eficaz para que um livro como este possa causar transformações.

Se você, como nós, foi tocado pela mensagem deste livro, talvez já tenha algumas idéias de como fazer que outros o conheçam. Oferecemos algumas sugestões para ajudá-lo a compartilhar “A Cabana” com outras pessoas.

Dê o livro de presente a amigos e até mesmo a estranhos. Eles receberão não apenas uma historia empolgante, mas também um vislumbre magnífico sobre a natureza de Deus, de uma forma raramente apresentada em nossa cultura.

Se você tem um site ou um Blog na internet, fale um pouco sobre o livro e como ele tocou sua vida (eu já fiz: A Cabana). Não revele o enredo, mas recomende entusiasticamente para que as pessoas o leiam.

Escreva uma resenha para um jornal de sua cidade, uma revista de sua predileção ou um site que você frequente. Se você tem uma loja, exponha o livro com a maior visibilidade possível. Se for dono de uma empresa, considere a possibilidade de presentear com o livro seus clientes preferenciais.

Doe o livro para abrigos femininos, prisões, lares de reabilitação, casas de repouso e outros lugares onde as pessoas possam ser encorajadas pela historia e pela mensagem.

Em reuniões e encontros, fale do livro e conte do impacto que ele causou em sua vida. Você prestará um grande favor aos que o escutarem.

Para mais informações e idéias de como você pode ajudar, conheça o Projeto Missy (The Missy Project) em nosso site em inglês:

The Shack

Se você se sentiu tocado pelo assombro deste livro “A Cabana” e quer ajudar a torná-lo disponível a outros num nível mais amplo, nós o convidamos a participar do…

Projeto Missy

Este texto foi reproduzido na íntegra, conforme publicado ao final do Livro “A Cabana” de William P. Young, por:

Sonia Valerio da Costa
Em 04/01/2011
 
P.S. Em 06/04/2017 foi a estréia do Filme A Cabana nos cinemas brasileiros.

Maçonaria: filosofia ou religião?

Maçonaria

A origem da maçonaria está ligada às lendas de Ísis a Osíris, Egito; ao culto a Mitra, vindo até a Ordem dos Templários e à Fraternidade Rosacruz entre outros elementos absorvidos. Alguns maçons afirmam que a maçonaria começou no Templo de Jerusalém, construído por Salomão.“No Egito e na Balilonia foram inventados alguns dos nossos símbolos, representando as mais profundas verdades que foram legadas por nossos ancestrais brancos” (“Maçonaria a Fé Cristã”, de J. Scott Horell. São Paulo, Mundo Cristão, 1995, p. 121).

Etimologicamente, o termo “maçom”, provém do baixo latim machio, macio, que também se diz provir do alemão metz, cortador de pedra, e do francônio, mattjo, cognato de sânscrito matya, clube, e do inglês mason e do francês maçon, pedreiro.

A Maçonaria, como a conhecemos hoje, foi fundada em 24 de junho de 1717, em Londres (Dicionário da Maçonaria). Nesse mesmo ano, quatro lojas maçônicas de Londres, se unificaram dando origem à Grande Loja da Inglaterra, conhecida como Maçonaria Especulativa ou Franco-Maçonaria. Assim sendo, a Grande Loja de Londres é o berço da maçonaria.

O aprofundamento na Maçonaria se dá através de Ritos que são divididos em séries e graus. Todo aquele que passar pelos três primeiros graus, Aprendiz, Companheiro e Mestre, é considerado maçom. Os dois ritos mais conhecidos são o Rito Escocês e o Rito de York. O Rito Egípcio ou de Misraim tem 90 graus.

Hoje a maçonaria tem uma influência muito grande no Brasil e no mundo: cerca de seis milhões no mundo, em mais de 164 países, e cerca de 150 mil no Brasil.

A maioria das pessoas consideram a maçonaria como uma sociedade secreta, onde participam concordemente membros de qualquer religião ou seita.

Na verdade, quando analisamos mais profundamente as práticas maçônicas, encontramos indícios de práticas religiosas e não apenas uma filosofia de vida.

Prestar culto a uma divindade é definição de religião e não de sociedade secreta. Vejamos alguns trechos do “Breviário Maçônico” – Rizzardo da Camino. 2. ed. São Paulo, Madras, 1977:

– p. 194: “O maçom, dentro do templo maçônico, através da liturgia, cultua o grande arquiteto do universo.”

– p. 337: “A Maçonaria pode ser uma religião no sentido estrito do vocábulo, isto é, na harmonização da criatura com o criador. É a religião maior e universal; o contato com a parte divina; é a comunhão com o grande arquiteto do universo, é o culto diante do altar dentro de uma loja ou no templo interior de cada maçom.”

Charles W. Leadbeater, outro escritor maçom, assim declara, na p. 177 de seu livro “A Vida Oculta na Maçonaria – The Hidden Life in Feemasonry”, São Paulo, Pensamento, 1995 : “Ainda que hoje em dia os maçons não dêem à sua Ordem o nome de religião, tem ela origem religiosa, e faz obra religiosa ao auxiliar seus iniciados e, por meio deles, o resto do mundo. Para muitos Irmãos, a maçonaria é a única religião que têm professado”.

Albert Pike, chamado de “O Platão da Maçonaria”, declara: “Toda loja maçônica é um templo religioso e seus ensinos são instruções religiosas. É a religião universal, eterna, imutável”. (In: “Maçonaria, do Outro Lado da Luz” – William Schoebelen. 2. ed. Curitiba, Luz e Vida, 1997. p. 33).

O Pastor Haroldo Reimer, na p. 7 de seu livro “Maçonaria, a Resposta de Uma Carta”, declara: “Não sei o que falta para ser religião. Tem templo, tem membros, tem doutrinas, tem batismo, tem um deus e tem reuniões”.

Diante desses pequenos trechos de autores consagrados, não podemos esquecer que a Maçonaria possui altar, juramentos, rituais, cerimônias, uso de incenso, velas, ritos fúnebres, catecismo e chega a praticar a Santa Ceia; nas Lojas existem as Cadeias de União (12 nós representando os símbolos do zodíaco) e a comunicação esotérica entre os membros, através de mantras, que podem ser considerados como invocação de espíritos (Egrégoras), telepatia, força do pensamento, meditação transcedental, proporcionando até mesmo levitação.

No altar de juramento, se faz necessário a presença de diversos livros sagrados, colocados em pé de igualdade, incluindo a Bíblia Sagrada, o Corão, o Tripitaka, os Vedas, o Livro dos Mórmons, etc. Dessa forma, todos os maçons, independente de sua religião pessoal, dentro do Templo Maçônico, adora a G.A.D.U (Grande Arquiteto do Universo), que representaria a deidade panteísta, colocando em pé de igualdade, os deuses de todas as religiões representadas por seus participantes. Entendemos que, o deus da Maçonaria, não é identificável.

Orações – São feitas tanto na abertura (leitura do Salmo 133), quanto no encerramento de todas as cerimônias.

Ceia Mística – Realiza-se na Iniciação do novo Cavaleiro Rosacruz e na quinta-feira de endoenças.

Dogmas (Landmarks) – Paternidade de Deus, fraternidade dos homens, imortalidade da alma.

O fato de os maçons insistirem de que não se trata de uma religião, não invalida a realidade. A Maçonaria não é uma mera sociedade secreta, ela é também potencialmente uma religião ocultista (“Maçonaria e Religião”, cap. V). A razão óbvia para afirmarem que a Maçonaria não é uma religião, é que, se todos tomarem conhecimento de que se trata de uma religião de carater secreto, as lojas não terão novos adeptos.

Veja também:

Símbolos da Maçonaria apresentado no site da Loja 43 de São Paulo.

Maçonaria: Sociedade Fraterna ou Religião?

O que a Bíblia diz:

Referente à confissão do Primeiro Grau Maçônico, os cristãos, quando aceitaram a Jesus Cristo,  já se tornaram filhos da luz (I Ts. 5:4-5), portanto  não podem se considerar, muito menos declararem-se em trevas para, através do rito iniciático, tornarem-se maçons.

Referente ao Juramento Iniciático da Maçonaria, Jesus ensina que o cristão não deve jurar por ninguém, mas que o seu ‘sim’, seja ‘sim’ e o seu ‘não’ seja ‘não’, e o que passar disso tem procedência malígna (Mt. 5:34-37).

No altar de juramento, assim como a Bíblia Sagrada não pode ser considerada como igual aos outros livros religiosos, por ser a Palavra do próprio Deus Verdadeiro, que criou os céus e a Terra, o Nosso Deus, O Todo-Poderoso, também não pode ser considerado digno de adoração, da mesma forma que os demais deuses, criados pela mente humana. Somente Ele, O Deus Verdadeiro é que é digno de toda honra, toda glória e todo louvor!!!! (ver os Dez Mandamentos em Ex. 20:2-17 e Dt. 6:13-15)

Quanto às orações, os cristãos devem fazê-la a Deus (Pai) em Nome de Jesus Cristo (Filho). A salvação não é alcançada pelas obras, mas pelo reconhecimento da intermediação de Jesus Cristo (Ef. 2:8-9).

Um cristão não pode ingressar na maçonaria sabendo que ela o leva a blasfemar contra Deus. Jesus ensinou que ninguém pode servir a dois senhores (Mt. 6:24). O verdadeiro cristão não tem a opção de ser maçom e cristão ao mesmo tempo; ele precisa decidir por Cristo, ou então aceitar um politeísmo que envolve Baal e Osiris. É impossível ser os dois.

 

Fontes de Pesquisa:

Bíblia Sagrada

http://www.lojasaopaulo43.com.br/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ma%C3%A7onaria

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rito_Escoc%C3%AAs

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rito_de_York

http://www.icp.com.br/49materia1.asp

http://www.ntelecom.com.br/users/pagiel/estudos/verdmacon.htm

Todos os links inseridos no texto deste Post.

Aconteceu comigo…

 

Num dos dias da última semana de agosto/2010, eu iria contar mais uma história infantil, como sempre faço em meu ambiente de trabalho, cuja atividade chamamos de “Hora do Conto”.

Estava diante de um grupo, composto por 28 crianças, na faixa dos 5 anos. Até aí tudo normal, porém, ninguém imaginava o que poderia acontecer nos minutos subsequentes.

Quando comecei a falar, um menino se levantou e começou a expressar uma total agressividade, sem limites. Uma das professoras foi intervir para fazer com que o menino se aquietasse, mas além de não conseguir dominar o aluno, o que recebeu foi uma rajada de chutes em suas canelas.

Solidária com a professora, e interpretando que fosse uma simples carencia afetiva, do tipo para chamar a atenção sobre si, me propus a convidá-lo para que viesse sentar ao meu lado e me ajudasse a contar a história para os coleguinhas. Ledo engano; antes, tivesse deixado que a professora resolvesse sozinha. A questão é que nunca sabemos quais serão as consequências de uma boa ação.

Primeiro, quando chamei o menino pelo nome, ele se aquietou, virou-se para mim, como se fosse um adulto e perguntou-me com toda altivez:

– Como você sabe meu nome? –

Eu disse: – Simples, a outra professora que me disse!

Então ele veio para junto de mim, mas agora diante de todos os seus coleguinhas, ele se encontrava em posição privilegiada para continuar seu show, arrastando cadeiras e engatinhando por baixo delas.

Eu estava sentada num pequeno banquinho, próprio para ficarmos mais próximas das crianças quando vamos contar historias. Como percebi que meu trabalho seria improdutivo tentar falar num ambiente desses, levantei-me, peguei nos braços do menino, com força suficiente para detê-lo, mas sem machucá-lo; com segurança e firmeza na voz, coloquei-o sentado numa cadeira, dizendo: – “senta aqui e fique quieto!”.

A reação do menino foi proferir uma enxurrada de frases que registro a seguir:

– Me solta que eu vou chamar a polícia e você vai ser presa!

– Você é louca!

– Eu vou cuspir no teu rosto!

– Eu vou morder teu nariz!

Como eu demonstrasse impassividade para ver até onde iria aquele descontrole, ele soltou a última frase:

– Vamos ver quem é mais forte!

Só tive tempo de responder:

– Deus é mais forte! (entendi que o problema do menino não era físico nem emocional, mas espiritual)

Em seguida, aquele menino de apenas 5 anos, conseguiu se soltar das minhas mãos e com sua mão direita, arranhou meu braço esquerdo e com sua mão esquerda me deu um forte soco no meu olho direito.

Diante dessa situação, em pensamento, pedi a Deus que me ajudasse a manter minha temperança, equilibrio, paciência, dignidade, amor, compaixão, longanimidade e humildade. E Ele me ajudou dando-me forças para contornar a situação, ainda que meu olho estava doendo bastante.

Virei-me para as demais crianças e disse que estaria mudando de posição dentro da sala e pedi que as crianças mudassem de posição, num ângulo de 90°. Dessa forma eu poderia fazer a atividade sem que as crianças se distraíssem com o show que o menino continuava a fazer.

Nem sei como, mas contei a história por duas vezes, como sempre fazemos, e no final, disse:

– Vocês não precisam se preocupar comigo, pois vou colocar remédio e vou sarar; mas quando vocês voltarem para a sala de vocês, abracem o coleguinha, deem um beijo nele digam: – eu te amo! Cuidem dele, pois ele tem um probleminha de saúde e a professora vai estar cuidando disso.

Fui medicada e entrei de licença médica por 5 dias para poder fazer exames médicos mais especializados, como forma de verificar se não houve sequelas, pois, na verdade, o incidente precisa ser considerado como acidente de trabalho.

Meu objetivo de publicar este texto, é levar a nossa sociedade a refletir sobre as seguintes questões:

– Qual seria o motivo de uma criança de apenas 5 anos tomar esse tipo de atitude tão violenta?

– De quem seria a culpa? Dos pais? Da escola? Da sociedade? Dos meios de comunicação? Da Igreja? (soube que o menino é filho de pais cristãos e que não só na escola, mas também na igreja, ele tem esse tipo de comportamento) Do médico neurologista que não deu o medicamento adequado para controlar a agressividade da criança? Do governo? Do sistema educacional?

– Quem deverá ser responsabilizado? Os pais? A Escola? Os meios de comunicação de massa? O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente? O médico? O governo? Ou o Pastor da Igreja onde a familia é membro?

Como também sou cristã, me sinto à vontade para levar o leitor a refletir sobre questões comportamentais dos filhos de pais que se dizem cristãos.

Deixo aqui registrado, alguns textos bíblicos e também convido aos pais para lerem meu comentário sobre o Filme “Ponte Para Terabítia” e, melhor ainda, é que você que está enfrentando problemas de agressividade com seus filhos, alugue o Filme sugerido e assistam. Tenho certeza que o Espírito Santo vai falar ao seu coração e te orientar quanto à necessidade de mudança de comportamento.

Textos Bíblicos para reflexão:

“Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm até vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Nem todo aquele que me diz: “Senhor, Senhor”, entrará no reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia. “Senhor, Senhor,, não profetizamos em teu Nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?” Então eu lhes direi claramente: “Nunca os conheci. Afastem-se de mim, vocês que praticam o mal!” (Palavras de Jesus no Sermão da Montanha: Bíblia Sagrada NVI, Mt. 7:15, 21-23)

“Vocês são o sal para a humanidade; mas se o sal perder o gosto, deixa de ser sal e não serve para mais nada. É  jogado fora e pisado pelas pessoas que passam.” (Palavras de Jesus no Sermão da Montanha: Bíblia Sagrada NTLH, Mt. 5:13)

“Filhos, o dever cristão de vocês é obedecer ao seu pai e à sua mãe, pois isso é certo. Como dizem as Escrituras: “Respeite o seu pai e a sua mãe” E Esse é o primeiro mandamento que tem uma promessa, a qual é: “Faça isso a fim de que tudo corra bem para você, e você viva muito tempo na terra”. Pais não tratem seus filhos de um jeito que eles fiquem irritados. Pelo contrário, vocês devem criá-los com a disciplina e os ensinamentos cristãos.”  (Bíblia Sagrada NTLH, Ef. 6:1-4)

“Gravai estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma; atai-as por sinal nas vossas mãos, e ponde-as como faixas entre os vossos olhos. Ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado na vossa casa, andando pelo caminho, deitando-vos e levantando-vos. Escrevei-as nos umbrais de vossas casas, e nas vossas portas, para que se multipliquem os vossos dias e os dias de vossos filhos na terra que o Senhor, sob juramento, prometeu dar a vossos pais, como numerosos são os dias em que o céu permanecer sobre a terra.” (Bíblia Sagrada Thompson, Dt. 11:18-21)

Concluindo: O sal não está conseguindo temperar a sociedade. Se os pais não assumirem seu papel de educar seus filhos, o Governo o fará, porém, apenas exercendo as leis em vigência no país. É hora de acordarmos e lembrarmos de algumas palavras esquecidas pela atual sociedade: bom senso, ética, valores morais, amor, educação, respeito ao próximo, direitos e principalmente deveres.

Por Sonia Valerio da Costa
Em 28/08/2010

Justiça e Amor Divinos

“A Justiça de DEUS, nunca é cruel, pois Ele não nos julga apenas por nossas atitudes, mas sim pelas intenções que nos levaram a elas.”

“Ficar em silêncio e deixar Deus agir, é sempre o melhor caminho para se alcançar resultados excelentes.”

“Quando Deus faz justiça, cabe a nós apenas liberar perdão. Nada mais.”

“Quando exercitamos o perdão, entre nós, seres humanos, nossas atitudes vão fazer transparecer o nível de porcentagem de perdão que liberamos para perdoar a ofensa.”

“Quando liberamos total perdão, a paz do Espírito Santo entra em nossa vida e reina em nossos corações.”

“Quando perdoamos, continuamos lembrando da ofensa recebida, mas o sentimento de misericordia passa a ser mais forte, se sobrepondo a qualquer atitude de revide.”

“Quando liberamos perdão àqueles que nos ofenderam, retribuimos a ofensa com o amor Ágape, que é o amor misericordioso e puro com o qual o próprio Deus nos amou.”

“Mistério! O perdão genuíno só pode ser liberado, quando antes conseguimos nos perdoar a nós mesmos! Deus quer isso e nos ajuda a fazê-lo!”

“A ausência de perdão nos aprisiona de tal forma aos nossos inimigos, que acabamos convivendo com eles 24 horas por dia.”

“Quando perdoamos, libertamos nossos inimigos; eles se vão de nossas vidas e passamos a viver em paz.”

“Se você estiver precisando de paz, o remédio eficaz e sem contra-indicação, é o perdão.”

Todos estes pensamentos são de autoria de:
Sonia Valerio da Costa
Postado em 25/07/2010