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Posts Tagged ‘relacionamento’

Mentes Brilhantes … e Solitárias…

Solitárias?… Nem sempre!

Geralmente consideramos como normais, as pessoas que conseguem interagir socialmente, sem grandes dificuldades e de forma “aceitável”, no grupo em que estão inseridas. A sociedade marginaliza todos os que não conseguem desenvolver uma convivência social mínima aceitável, tanto em seu ambiente familiar, quanto em seu trabalho, escola ou lazer. Não temos “tempo” para identificar os motivos de tais comportamentos arredios e esquecemos que na maioria das vezes, num futuro muito próximo, poderemos sofrer consequências irreversíveis de nossas atitudes omissas para com esses comportamentos estranhos e inexplicáveis.

Quando ampliamos nossa bagagem de conhecimento, enfrentamos bastante resistência em nós mesmos, ao nos deparar com situações nas quais precisamos transmitir o que aprendemos, principalmente àquelas pessoas de raciocinio limitado pois demonstram dificuldades em acompanhar e assimilar nossa linha de pensamento.

Humanamente falando, o crescimento em conhecimento é inversamente proporcional à nossa disposição de compartilhar o que aprendemos com pessoas de raciocinio lento. O mais interessante, é que para Deus, em relação aos seres que criou, essa proposição não é válida, pois Ele está sempre disposto a nos transmitir Seu conhecimento, independentemente da nossa capacidade de assimilação ou não. Ele nunca esmorece e nunca se cansa, por mais que O questionemos, buscando compreender Suas ações.

Sendo a própria Sabedoria, Deus nunca esteve solitário ou isolado, mas desde sempre permanece rodeado de anjos, querubins, serafins e outros seres celestiais, inclusive os seres vivos que criou, dos quais recebe constante veneração. No principio da criação do homem, este também O venerava e O respeitava de forma incondicional, pois O reconhecia como fonte absoluta do conhecimento; lamentavelmente, a partir do momento em que o homem se deu conta que estava de posse da razão e do livre-arbítrio, entendeu que não mais teria o que “aprender”, mas que sozinho encontraria as respostas para suas indagações. Esse distanciamento do homem para com Deus,  trouxe sérios prejuízos, não apenas para a humanidade, que poderia já estar usufruindo de maiores confortos tecnológicos e científicos, mas também para a natureza e para o cosmos.

Deus nunca abandonou os seres que criou, mas sempre procurou chamá-los para si para que não se precipitassem em seus novos experimentos e acabassem prejudicando o equilibrio ecológico do Universo. Essa distância existente entre Deus (conhecimento absoluto) e o homem (conhecimento limitado), tem sido sempre alimentada pelo orgulho do homem em se recusar a reconhecer, que ainda tem muito o que aprender, e que por mais que se esforce para isso, nunca conseguirá alcançar o conhecimento em sua plenitude, pois existe um Ser Supremo que detém o controle de todas as coisas que existem nos céus e na terra.

Todos nós temos um potencial intelectual que poderia ser liberado através da imaginação, porém desde pequenos somos cerceados pela sociedade, a não pensar e aceitar as “verdades” existentes como inquestionáveis. Aprendemos a ser conformistas e mentalmente inertes, pois pensar incomoda nossos superiores. Ao longo da vida vamos estocando informações em nosso cérebro e não sabemos o que fazer com elas; não encontramos espaço para reinterpretá-las e reinventá-las de forma mais otimizada.

Quando fazemos muitas perguntas, somos vistos como insubmissos e perturbadores da ordem pública. Quando queremos saber “demais”, somos considerados “anormais”. Na maioria das vezes, essa pressão se torna tão forte, que acabamos por nos conformar com o que sabemos e aprendemos, e paramos de buscar novos conhecimentos; somos forçados a atrofiar nossa capacidade de sonhar, criar e reinventar. Porém, não foi isso que Deus planejou para o ser humano que criou.

Com a democratização do acesso virtual, por mais que se tentem boicotar o conhecimento, ele está cada vez mais disseminado e disponível para ser acessado por quem tiver curiosidade e interesse em saber mais. Creio que já está começando a acontecer a profecia bíblica, descrita em Isaias 11:9 “Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da minha santidade, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar.” No contexto desse versículo entendemos que o conhecimento será disseminado igualitariamente a todos os povos, de forma que ninguém dominará mais ninguém pelo fato de saber mais, ou saber menos.

Não podemos considerar que nossos pensamentos sejam verdadeiros, mas sim, apenas interpretações subjetivas do conhecimento que já adquirimos, interligado com as experiências vivenciadas. Somente Deus possui o conhecimento absoluto; é por isso que nós, seres humanos e mortais precisamos ser mais flexíveis nas verdades que defendemos. Somente os inseguros é que têm medo de serem questionados em suas verdades, pois sabem que poderão mudar de opinião e terão que dar satisfação de suas novas atitudes.

Mudar de opinião provoca dores emocionais e existenciais; por isso que estamos sempre fugindo de todo e qualquer tipo de mudança, porque na verdade, estamos fugindo mesmo, é do sofrimento que isso poderá desencadear em nossas vidas. Não nos damos conta porém, de que nossas omissões estão provocando o sofrimento daqueles com quem convivemos e acabamos sendo tanto vilões, como vítimas de nós mesmos.

O Deus Criador, detentor do Conhecimento absoluto, é  a própria Sabedoria e também possui uma “Mente Brilhante”. Não “esconde” seu conhecimento e nem receia em compartilhá-lo com o ser humano que criou. Também não usa Seu poder ou conhecimento para nos chantagear, ou mesmo nos intimidar. Pelo contrário, desde sempre nos apresentou o Bem e o Mal, a Verdade e a Mentira, a Vida e a Morte em sua essência, e nos aconselhou a que seguíssemos o caminho do Bem e da Verdade e da Vida, para que vivêssemos eternamente. Apesar dEle conhecer o fim que terão, todos os que escolherem o caminho do Mal e da Mentira e da Morte, nunca deixou de amá-los e chamá-los constantemente, para que saibam que somente nesta vida, até antes do último suspiro, terão oportunidade de mudarem o rumo de seu destino.

Todos sabemos que a única coisa certa nesta vida é a morte. Enquanto temos vida sempre teremos oportunidade de decidirmos onde passaremos a eternidade: se com Deus, escolhendo o Bem, a Verdade e a Vida, ou se longe dEle, se escolhermos o Mal, a Mentira e a Morte.

Sejamos como nosso Deus Criador que mesmo tendo “Mente Brilhante”, nunca esteve e nem nunca estará só. Compartilhemos o que temos aprendido e também estejamos abertos a ouvir nossos semelhantes que pensam de forma diferente. Todos nós temos uma  vida e uma experiência para compartilhar. Fomos formados para viver em sociedade e não em feudos. Podemos sim, contribuir para a implantação da paz que tanto desejamos.

“Que a Graça de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o Amor de Deus Nosso Pai e as Consolações do Espírito Santo de Deus, sejam com todos, desde agora e para sempre! Amém!”

Por Sonia Valerio da Costa
Em 08/05/2011
 
 
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Uma Outra TPM

(Imagens Google)

Meu propósito não é falar da TPM popularmente conhecida como “tensão pré-menstrual”, mas sim do “Transtorno de Personalidades Múltiplas”.

A primeira TPM, além de atingir apenas as mulheres, já é facilmente contornável com simples medicamentos e algumas doses de paciência; sua origem é física ou biológica. Já a segunda TPM, além de atingir tanto homens como mulheres, tem origem em traumas da infância e vão se manifestar como transtornos mentais principalmente na fase adulta.

Essa TPM surge repentinamente em crises de alter egos detonados pela interação de diversos fatores. Muitos estudiosos porém, defendem que o desencadeamento desta patologia tem sua origem em abusos sexuais durante a infância do paciente e também pode ser desencadeada por meio de quadros de grande estresse pós-traumático.

O paciente cria diversas personalidades para que ele mesmo vivencie de uma forma dissociada e anormal da consciência. Seria um mecanismo de defesa para ocultar as lembranças traumáticas e doloridas vivenciadas em outros periodos da vida. A TPM trata-se da criação de diversas personalidades dentro de um mesmo individuo, sendo que essas personalidades são completas e complexas. Cada uma delas se evidencia a um momento, tem suas próprias memórias, nem sempre reconhece outra personalidade vivenciada em momento anterior e, quando isso ocorre, pode rivalizar ou fraternizar com a atual.

Existem casos que a pessoa convive com apenas uma das personalidades desenvolvidas e portanto não demonstra anormalidade. Porém, pessoas mais próximas costumam presenciar mudanças bruscas de comportamento que passam pela forma de falar, agir, vestir, desaparecimentos eventuais e falta de explicação para esses “sumiços”.

Escrito com a ajuda de Clifford Thurlow, o livro “Hoje Sou Alice – Nove personalidades, uma mente torturada” (Editora Larousse do Brasil, 2010), é “um relato verdadeiro e extremamente pessoal dos eventos que se deram ao longo da minha infância e de como continuam assombrando minha vida adulta”, como afirma a própria Alice. “Sofri abuso sexual, físico e emocional até os 16 anos de idade, e não contei a ninguém”, destaca.

A melhor atitude é ter a coragem de denunciar o abusador, seja quem for, mesmo que pai ou mãe. A maior dificuldade para se tomar essa iniciativa é a preocupação com o que a sociedade, ou as pessoas próximas ao nosso convívio social vão pensar.

Temos que admitir a ocorrência desses abusos sexuais de pedofilia, independentemente de nível econômico, social, poder aquisitivo ou religioso; quando acontece em familias tradicionais da sociedade ou principalmente no meio cristão, os familiares preferem manter o paciente prisioneiro de suas próprias personalidades criadas por ele como forma de fuga, do que buscar tratamento e proporcionar um “escândalo” envolvendo o nome da família.

É lamentável quando os familiares preferem conviver com um parente tido como louco e anti-social, do que buscar ajuda para libertação dessa pessoa. Nesses casos, a própria familia se torna inimiga do seu doente, simplesmente porque não querem chegar ao âmago da questão e resolver o problema de vez.

Decidi escrever sobre este assunto, pois percebi que meu artigo sobre Cristãos Bipolares, escrito no sentido espiritual, foi muito mais acessado para buscar informações de solução física. Ainda existe muita resistência no meio evangélico em relação à distinção de doenças de cunho psicológico e psiquiátrico e a possessão demoníaca. Precisamos entender de uma vez por todas, que nem tudo é possessão demoníaca e muito menos culpa do diabo.

Muitas doenças são desencadeadas pela nossa própria desobediência moral e espiritual; quantos pais percebem que está acontecendo algo estranho com seus filhos, porém, ao invés de investigarem o que está acontecendo para que possam em tempo evitar uma desgraça, preferem assistir as novelas e os jogos de futebol, ou mesmo pegarem um cinema para assistir estréias e pré-estréias, pois afinal, eles merecem e estão muito cansados… não é mesmo?…. Dura realidade que a atual sociedade enfrenta.

Para que a tortura enfrentada pelo paciente que possui a TPM, possa ser melhor compreendida, vou transcrever um trecho do livro de Alice, conforme publicado na revista “Psique Ciência & Vida” de onde extraí as informações deste texto. Vejam: “Eu estava ‘possuída’ não por algo externo – demônios, diabo, espíritos bons ou maus -, mas por personalidades alternativas que emergiam independentemente da minha vontade ou conhecimento e que se tornavam aos poucos mais auto-conscientes e confiantes… fiz uma lista dos suspeitos: bebê Alice; Alice nº 2, que tinha dois anos e gostava de chupar pirulitos grudentos; Billy; Samuel; Shirley; Kato; e a enigmática Eliza… Estava cercada por personalidades alternativas, como se cada uma representasse um aspecto meu em particular enquanto ocultava minha personalidade real, completa, de mim mesma e do mundo.”

No livro, Alice pergunta: “O que é Transtorno de Personalidade Múltipla?” E responde subjetivamente: “é uma garotinha que imagina que o abuso está acontecendo com outra pessoa. Aí está o núcleo do distúrbio, o que dá origem a todos os outros traços. Essa fantasia é tão intensa, tão subjetivamente convincente e adaptativa, que a criança abusada tem aspectos próprios dissociados em outras pessoas. Essa é a característica principal, e também o que torna a doença tratável, pois a fantasia pode ser superada no momento em que o paciente confronta o passado e lida com ele.”

O  psicanalista, doutor em Psicologia Clínica  e Professor da Universidade Mackenzie, Ivan Ramos Estevão ainda fala de uma transtorno mais leve de comportamento que é a “dualidade humana” e que está na essência do homem. “A divisão da pessoa se vendo fazer coisas contrárias ao que faria normalmente é muito comum. Algumas têm a tendência a querer ser de um jeito que muitas vezes não corresponde ao que ela é. Às vezes a gente se pega fazendo coisas nas quais não nos reconhecemos. Dizemos ‘não era eu, eu estava fora de mim’. É que, dependendo das circuntâncias da nossa vida, o inconsciente é que nos move e não nos damos conta. É quase como se a gente virasse outra pessoa. O ser humano é múltiplo e tenta esconder os impulsos e fantasias, mas quando isso vem à tona, parece outra pessoa.”

A dualidade e a falta de conhecimento acerca de si, podem ser constatadas com facilidade em perfis nas comunidades virtuais na Internet. “Muitas pessoas não conseguem se definir e acabam usando o recurso dos poemas para isso. Uma prova da dificuldade em se saber quem a gente é”, argumenta Estevão.

Conheça as possibilidades de tratamentos propostos no artigo consultado onde  especialistas indicam alguns tratamentos para o transtorno de personalidade múltipla, além da prescrição de medicamentos:

Psicoterapia – visa reconectar o individuo às suas diferentes identidades, com o objetivo de levá-lo a restabelecer uma única identidade funcional, possibilitar a expressão e o reprocessamento das memórias traumáticas e dolorosas; apoiar e estimular sua reinserção social.

Terapias familiares – objetivam orientar parentes a lidar e apoiar o portador do transtorno, assim como com os conflitos gerados por ele e pelo distúrbio em si.

Arteterapia – possibilita ao paciente acessar, explorar e expressar de formas diversas seus sentimentos e pensamentos.

Fonte: Psique Ciência & Vida, vol. V, nº 56, Ago. 2010. p. 24-31

Saiba mais:

Psicosite

ABC da Saúde

Psicologia na Net

“Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar.” (Bíblia Sagrada NVI, Dt. 6:6-7) Que possamos lembrar dessa orientação que o próprio Deus nos deixou; devemos conversar e educar os filhos para que temam o Deus que os formou no ventre materno.

Postado por Sonia Valerio da Costa
Em 19/02/2011

Quando Começamos a Amar…

 

O objeto amado ou objeto do desejo, pode ser para o menino, alguém que se assemelhe à figura materna e, para a menina, a figura paterna.

Todos nós temos uma imagem formada de nosso objeto de desejo e procuramos nos objetos do mundo, algo que se assemelhe a ele. Não é todo dia que encontramos aquilo que é a imagem exata de nosso desejo; quando encontramos, sabemos bem identificar.

Quando o identificamos ou melhor, nos identificamos com essa figura inconsciente, formada dentro de nós, passamos a investir libido nesse objeto de desejo e então  dizemos que começamos a amar. É normal que nessa fase, tenhamos conflitos existenciais, proporcionando medo e dúvida por não saber ainda, se é amor ou apenas uma amizade.

Para esclarecer essa diferença de amores, precisamos entender que o amor que resulta apenas em amizade, é porque o investimento de libido foi inibido em sua finalidade genital. Portanto, toda relação afetiva, seja de amor ou amizade, é do ponto de vista da psicanálise, um investimento de energia sexual.

Assim, alguns investimentos em objetos de desejo que nos identificamos, a finalidade é inibida e tornada inconsciente, sobrando para o consciente, apenas um sentimento de amizade. O investimento de amor, carinho e compreensão, é o mesmo para os dois tipos de amor; a diferença está apenas que, para o amor, a libido é liberada conscientemente e para a amizade, a libido é bloqueada no inconsciente.

Quando se encontra o objeto do desejo a libido age de forma racional, pois analisa os prós e os contras, para que, havendo desejo de ser liberada, que essa liberação seja feita de forma consciente. Uma forte amizade que não consegue conter o investimento da libido, proporciona a existência do amor no sentido pleno da palavra.

O contrário também é possível; quando não se consegue superar traumas antigos por questões ou convenções sociais, a libido acaba sendo bloqueada involuntariamente; assim, o que poderia ser um amor no sentido pleno da palavra, acaba não conseguindo ser, nem memo uma amizade.

Esses traumas podem ser superados com a ajuda de aconselhamento pastoral, desde que seja alguém de muita confiança, idoneidade e que tenha preparo para esse acompanhamento; é de muita importancia também, a terapia feita com  profissionais da área da psicologia e mesmo psiquiatria.

A ciência do comportamento tem se expandido bastante nas últimas décadas, mas ainda tem sido vista com certas reservas por alguns cristãos fundamentalistas, que acreditam que apenas oração e leitura bíblica são suficientes para superação de traumas emocionais.

O mal deste século tem sido a depressão, causada principalmente pela solidão e falta de alguém com quem possamos compartilhar nossas vivências. A amizade virtual é muito boa, porém não substitui o calor humano, que só pode ser usufruido em sua plenitude, quando podemos abraçar pessoalmente a quem amamos.

Certa vez, um dos doutores da lei, perguntou para Jesus, para o experimentar, dizendo: “Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo semelhante a este é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas” (Bíblia Sagrada, Mt. 22:35-40)

Com base nestes mandamentos, como poderemos amar nosso próximo como a nós mesmos, se não conseguimos obter uma interatividade pessoal com ele? É apenas na convivência pessoal que conseguimos desenvolver sadiamente frutos do Espírito em nosso carater, com relação aos sentimentos de tolerência, bondade, benignidade, paz, mansidão, temperança, amor, confiança e paciência; se não tivermos contato pessoal e físico com o nosso semelhante, esses frutos serão improdutivos.

Não podemos nos enganar: ser cristão dentro de um templo (igreja), ou apenas no mundo virtual, é muito fácil; porém, o dia que nossos frutos forem colocados à prova, poderão ser reprovados pelo fogo.

Vamos exercitar o amor fraternal, que é o amor amigo; quanto ao amor que houver uma predisposição de se investir nossa libido, que seja exercido apenas entre pessoas de sexos opostos, pois esse amor é o amor conjugal, aprovado por Deus que o instituiu, e que proporciona a perpetuação da nossa espécie.

Não ofereça apenas amizade a quem está pedindo amor. Não ofereça amor a quem só pode dar amizade. Em ambas as situações, os sentimentos serão destruídos e proporcionarão corações machucados, feridos e traumatizados. Não podemos brincar com os sentimentos de ninguém.

Fonte: BOCK, Ana M. Bahia e outros. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. 9.ed. São Paulo, Saraiva, 1996.

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Por Sonia Valerio da Costa
Em 01/02/2011

Cavalheiros & Cavaleiros

Neste domingo, passei por duas situações de comportamento masculino, que me levaram a refletir sobre a sutil diferença, entre atitudes de cavalheirismo e de “cavaleirismo”.

À tarde, quando cheguei  na Igreja, só encontrei vaga para estacionar meu carro, a uns  50 metros de distância. Estava com meus pertences e também com uma sacola onde levava mantimento para ajudar na área social de nossa comunidade cristã.

Fiquei surpresa com a atitude de cavalheirismo por parte de um senhor que, mesmo já tendo uma idade avançada, veio ao meu encontro, manifestando gentileza em levar a sacola de mantimento, alegando que parecia estar pesada.

Durante aquele curto trajeto, meus pensamentos viajaram; lembrei-me de meu pai que também sempre foi prestativo dessa maneira. Ele sempre estava atento às necessidades das pessoas para oferecer a ajuda necessária. Bons tempos em que podíamos contar com o cavalheirismo masculino.

Tenho certeza que Jesus, nessa situação também seria extremamente cavalheiro, pois Ele sempre nos alivia de nossas cargas, de nossas dificuldades, problemas e angústias. Ele é o Bom Samaritano, sempre pronto a nos ajudar.

Já à noite quando retornava para casa, eu estava na incômoda posição de ter que acompanhar um veículo lento, que insistia em transitar em velocidade reduzida, na faixa da esquerda. Dei uma piscada de farol para solicitar passagem; a resposta que obtive da parte dele, foi apenas um gesto obsceno, para demonstrar que ele havia entendido o recado, porém iria continuar na mesma posição. Esse motorista teve uma verdadeira atitude de “cavaleirismo”. Lamentável!!!

Sinceramente eu não gostaria de estar na pele da mulher que o acompanhava!!! Desculpem-me os “cavaleiros”, mas eu prefiro estar ao lado dos “cavalheiros” e creio que Jesus também prefere!

Apesar de já ter perdido meu pai, Jesus tem cuidado de mim como um verdadeiro cavalheiro. Ele tem me amparado de uma forma toda especial, como um verdadeiro pai cuida de seus filhos e supre suas  necessidades.

Sonia Valerio da Costa
Em 22/11/2010

O Rei dos Dedos

(Imagens Google)

Moacyr Scliar escreveu esta crônica em alusão a um fato que aconteceu em 2004, quando o Comandante da American Airlines, ao ser fichado no Aeroporto de São Paulo, posou com o dedo médio em riste. O delegado Francisco Baltazar da Silva afirmou ser “um gesto internacionalmente obsceno”.

O REI DOS DEDOS (Moacyr Scliar)

“Sim, nós pertencemos todos à mesma mão, ao mesmo corpo. Sim, nós temos basicamente a mesma funço, nós cinco. Sim, nós somos todos iguais. Mas alguns, é preciso dizer, são mais iguais. Alguém precisa se destacar, alguém precisa se impor, alguém precisa mandar, alguém precisa dizer ao resto da corja como proceder. E agora ficou claro a quem deve caber esse papel, esse posto, esse título.

Você, Polegar, não podia ter essa aspiração. Para começar, você é pequeno, tão pequeno que até deu o nome para aquele personagem de um a historia infantil, O Pequeno Polegar. Além de pequeno, você é humilde. Você é sempre o escolhido para dar a impressão digital. Se um analfabeto precisa assinar um documento, passam um pouco de tinta em você e fazem com que você cumpra esse desagradável serviço. Ou seja, sua existência se traduz nisso, em uma impressão.

Você Mindinho, é pior ainda. O Polegar é ao menos grosso; você é fininho, delicado. No passado você servia para indicar aristocracia; aquelas pessoas elegantes, que tomavam chá com você elevado no ar, lembra? Isso passou, nem essa função você tem mais. Você é completamente inútil, Mindinho. Inútil e fraco. Você não serve para o nosso mundo.

Você, Anular, é o símbolo da submissão. Como seu nome diz, você serve para portar o anel. Você mostra que um homem, ou uma mulher, são casados. Com isso, você tolhe a liberdade deles, você impede que possam viver grandes e excitantes aventuras. Você é um moralista retrógrado, Anular. Pior, você está com os dias contados, em primeiro lugar porque muita gente não casa mais, e em segundo, porque ninguém mais quer usar aliança.

A você, Indicador, devo certo respeito. Reconheço que você seria o único a postular alguma liderança. Porque você tem uma função importante: você aponta, você indica, você acusa. Em muitas circunstâncias você é conhecido como Dedo-Duro e isso, para mim, é uma distinção. Você é temido, Indicador, e no nosso mundo só sobrevive quem é temido.

Mas você, Indicador, não pode pretender estar à minha altura. Nem você, nem os outros. Para começar, estou numa posição privilegiada, sou o dedo central. E sou o maior dedo. Se alguma dúvida ainda existia em torno da minha liderança, ficou definitivamente afastada neste caso do piloto americano. Esse homem pensa que mostrou o dedo. Está enganado. Fui eu quem assumi a iniciativa. Independente da vontade dele, adiantei-me, elevei-me, posei para os fotógrafos. Foi o meu momento de glória. Mostrei quem está por cima. Coloquei os desenvolvidos no seu devido lugar. ‘Up yours’, eu disse, e esta é uma linguagem que todo mundo entende, que tem de entender se quiser viver no meu mundo. Curvem-se diante de mim, dedos. Eu sou o maioral, eu sou o chefe, eu sou o rei de vocês, eu sou o Rei dos Dedos, eu sou o Rei do Mundo.”

(Fonte: Folha Cotidiano de 19 de janeiro de 2004)

Apesar dessa crônica ter sido escrita há 6 anos atrás, ela ainda se mantém contextualizada, infelizmente. Isto porque temos presenciado um inversão de valores a nível internacional. O que mais lamentamos são os valores representados pelo Anular, substituídos pelo Médio. Essa substituição comprova a deterioração da família e consequentemente da moralidade e da ética social. Ainda é tempo de resgatarmos os bons costumes de respeito aos nossos semelhantes.

Postado por Sonia Valerio da Costa
Em 04/011/2010

O Perigo de Apontar o Dedo

 (Imagem Google)

Quando estava digitando o texto “Comer Com os Olhos”, que publiquei no meu outro Blog, o “Folhas Viajantes”,  lembrei-me de um fato de quando eu era criança. Morávamos numa casa térrea, onde contávamos com um pequeno pedaço de terra. Alí plantávamos hortaliças e uma vez resolvemos plantar abóboras.

Fiquei fascinada quando as sementes germinaram e começaram a florescer. Quando apareceu a primeira abóbora, uma de minhas tias foi logo dizendo para não apontar a abóbora com o dedo, para que ela não murchasse.

Claro que ela não soube me dar explicação convincente do porque dessa informação; querendo entender a lógica dessa orientação e também, provar se era verdade, apontei o dedo para a coitada da abóbora… rsrs. Por coincidência, no dia seguinte, lá estava a abóbora murcha; não vingou.

Ainda duvidosa do fato, “sacrifiquei” mais algumas abóboras que nasceram depois, apontando o dedo para elas, até que acabei desistindo de tirar a prova final da crendice popular e deixei as abóboras crescerem em paz; coisa mesmo de criança. Bem, claro que algumas minguaram e outras cresceram, amadureceram e eu pude saborear um delicioso doce de abóbora.

Hoje creio que ainda existem crendices populares que ainda não foram explicadas pela ciência.  Entendo até ser possível que nosso corpo emita uma energia natural que influencie nosso entorno de alguma forma, porém a ciência ainda não conseguiu desvendar e, falar sobre isso, seria entrar no campo da especulação. (ver nota no final do texto)

Considerando apenas o fato e não a crença em si, muitas abóboras podem se perder no simples fato de se apontar literalmente o dedo para elas, mas sempre existirão outras que poderão substituí-las satisfatoriamente. Mas, quando apontamos o dedo, simbolicamente, para um semelhante nosso, esse apontar de dedo vem carregado de sentimentos destrutivos e julgamentos precipitados, que poderão, literalmente, tirar o brilho, a auto-estima, a auto-confiança, a força de vontade e também a esperança de alguém.

Biblicamente sabemos que nosso corpo é o Templo do Espírito Santo; assim, através da fé, confiança e comunhão íntima com Deus, permiremos que o Espírito Santo de Deus tenha liberdade de agir através de nossas vidas. Dessa forma, quando “apontarmos nosso dedo” para alguém, que seja para abençoar e não para maldizer.

Jesus Cristo nos deixou como ensinamento: “Não julguem, e vocês não serão julgados. Não condenem, e não serão condenados. Perdoem, e serão perdoados. Dêem e lhes será dado: uma boa medida calcada, sacudida e transbordante será dada a vocês. Pois a medida que usarem, também será usada para medir vocês.” (Bíblia NVI, Lc. 6: 37-38).

Por Sonia Valerio da Costa
Em 23/10/2010

PS: Sempre releio meus textos e, agora que elaborei um Índice Geral para este Blog, pude perceber que a forma como me expressei neste Post, estava proporcionando uma dupla interpretação quanto ao que penso a respeito do assunto abordado.

Com isso, decidi inserir um complemento explicativo, esclarecendo meu pensamento sobre “crendices populares”.

Entendo que algumas são totalmente fora de propósito, pois foram criadas sobre fatos aleatórios que aconteceram diversas vezes, mas de forma incidental, e por isso foram sendo passadas de geração para geração, como se fossem lei. Temos um exemplo bastante divulgado atualmente que já sabemos que é mentira, é que tomar suco de manga com leite, faz mal para saúde.

As investigações provaram que essa mentira começou a ser espalhada pelos Senhores  das senzalas que não queriam que os escravos tomassem leite. Quanto ao fato das abóboras murcharem ao apontarmos o dedo para elas, apesar de ter presenciado isso em minha infância, não é passível de crédito, pois não existe lógica nisso.

Espero que com este texto complementar, tenha conseguido deixar claro que minha fé está fundamentada na Palavra de Deus e não em superstições ou crendices populares.

Quando as Crianças Brincam

(Imagens Google)

O mundo de toda criança oscila entre o real e o imaginário. Por isso as historias infantis têm sempre, um elemento lúdico, de brincadeira, com personagens fictícios, para ajudar a interagir com o contexto social. Mas nem sempre são só historias lidas ou ouvidas por ela que trazem esses personagens. Muitas vezes para elaborar suas angústias e frustrações, a criança cria em sua mente, um amiguinho imaginário, ou conhecido como amigo oculto, o que, segundo os especialistas, é normal.

“Esses amiguinhos imaginários costumam aparecer por volta dos 3 aos 7 anos, quando a criança precisa representar e aprender por meio de instrumentos e situações concretas; isto porque ainda não desenvolveu habilidades cognitivas para abstrair sentimentos, e compreender fatos do seu cotidiano.” (Dra. Simone Alarcon)

“Muitas crianças criam esses companheiros para não se sentirem tão sozinhas e também porque esse amigo imaginario é perfeito; ele não rouba seus brinquedos, não reclama, não briga e está sempre à disposição para brincar, ou seja, essas coisas que as outras crianças fazem e provocam frustrações.” (Dra. Wanda dos Reis Sampaio)

Nessa situação, segundo essas profissionais, os pais não devem apontar para a criança que o amiguinho não existe, nem mesmo discordar. Também não devem estimular. Devem apenas observar e procurar se aproximar da criança, conversar com ela sobre seus sentimentos, brincar com ela, para que se sinta mais acolhida.

“Os pais deverão se preocupar somente quando a criança, ao brincar com esse amigo imaginário, não der espaço para outras atividades lúdicas, ou caso se isole socialmente.” (Dra. Simone Alarcon)

Se os pais ficarem discretamente atentos, quando seus filhos estiverem brincando com seus amiguinhos imaginários, poderão entender os conflitos que seus filhos estão enfrentando, seja sofrimento, coação, medo, desprezo, discriminação, perseguição e, também, principalmente, onde eles estão ocorrendo; se na escola com os colegas ou professores, e em casa, com os adultos que lhe fazem companhia. Assim poderão identificar qual ambiente está causando estresse para a criança.

Fonte: Revista Em Dia, nº 110, p. 106: “Brincando com o amigo oculto” – Entrevista da Jornalista Adailce Maganha com a Dra. Simone Alarcon Oncalla e Sá (neuropsicóloga e pedagoga), e Dra. Wanda dos Reis Sampaio (Psicóloga, especializada em família).

Saiba quais são os “Direitos da Criança”

“Depois disso, algumas pessoas levaram as suas crianças a Jesus para que Ele as abençoasse, mas os discípulos repreenderam aquelas pessoas. Quando viu isso, Jesus não gostou e disse: – Deixem que as crianças venham a mim e não proibam que elas façam isso, pois o Reino de Deus é das pessoas que são como estas crianças. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele. Então Jesus abraçou as crianças e as abençoou, pondo as mãos sobre elas”. (Bíblia NTLH, Mc. 10:12-16)

(Eu Criança)

 
Adaptado e postado por Sonia Valerio da Costa
Em 12/10/2010