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Posts Tagged ‘Jesus Cristo’

Aonde Você For Eu Também Irei

“Aonde você for, eu também irei”, é uma frase que marcou a vida de uma jovem mulher, que decidiu trocar sua terra, seu povo e seu deus, pela terra, povo e Deus de sua sogra.  Estou falando de Rute, a moabita que, mesmo tendo ficado viúva, tomou uma decisão muito importante em sua vida, que foi a de se apegar à sua sogra, Noemi, e caminhar ao seu lado, por toda sua vida.

Noemi ficara viúva e após 10 anos perdeu também seus dois filhos, depois de casados, porém sem filhos. Sozinha, decidiu voltar para Belém de Judá, terra de seus antepassados. Suas noras, Rute e Orfa decidiram seguí-la, porém quando Noemi aconselhou-as a voltarem para suas respectivas familias em Moabe, somente Orfa retornou. Rute se apegou a sua sogra e disse as seguintes palavras:

“Não insistas comigo que te deixe e que não mais te acompanhe. Aonde fores irei, onde ficares ficarei! O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus! Onde morreres morrerei, e ali serei sepultada. Que o Senhor me castigue com todo o rigor, se outra coisa que não a morte me separar de ti!” (Rt. 1:16-17)

Diante dessas palavras, Noemi não insistiu mais para que Rute também voltasse para sua terra, e assim, seguiram juntas até Belém. Essa decisão corajosa de Rute, demonstra que ela chegou a conhecer a misericordia do Deus de Noemi, de uma forma tão íntima, que escolheu seguí-lo, fazendo também uma promessa de fidelidade para com Ele. Ela cria nesse Deus vivo, e que Ele poderia mudar o cenário, tanto de sua vida quanto da vida de sua sogra.

Quando Deus deseja mudar o cenario da nossa vida, Ele nos dirige a sairmos de uma determinada situação e espera que creiamos nEle, de tal forma a não retrocedermos na jornada, mas seguirmos em frente, confiantes de que Deus nos proporcionará muito mais do que pedimos ou pensamos.

Rute e Orfa não tinham mais nenhum compromisso com a familia de seus respectivos esposos, tanto que Orfa voltou para a casa de seus pais, mas Rute não aceitou se conformar com um final infeliz; ela creu que aquela adversidade seria passageira e que Deus mudaria as circunstancias adversas para lhe dar um final abençoado.

Noemi e Rute retornaram a Belém no principio da colheita da cevada. Assim, Rute se dispôs a colher espigas no campo após os segadores. Com certeza Deus que sempre está no controle da vida de seus filhos, levou-a a colher espigas justamente num campo que pertencia a Boaz, parente de Elimeleque, marido de Noemi.

Naquele tempo era costume que o parente mais chegado daquele que morresse, casasse com sua viúva para suscitar descendência. Num acordo com o primeiro remidor, Boaz acabou sendo escolhido para redimir, tanto as terras que haviam pertencido a Elimileque, quanto a Rute que agora estava viúva. Assim, Boaz tomou a Rute como sua mulher e Deus lhes deu um filho que se chamou Obede, o qual foi avô do Rei Davi.

A fé que Rute depositou no Deus de Noemi, foi honrada; Deus restaurou sua dignidade e a inseriu na genealogia de Jesus Cristo o Filho de Deus. Boaz tem sido considerado como um tipo de Cristo: como Senhor da seara (Rt. 2:2-3, comparar com Mt. 9:37-38); como provedor de pão (Rt. 3:15, comparar com Jo. 6:50-51); como remidor (Rt. 2:20, comparar com At. 5:30-32); como proporcionador de descanso (Rt. 3:1, comparar com Mt. 11:29); como homem de riqueza (Rt. 2:1, comparar com Jo. 3:16, Fl. 2:5-11).

É muito bom estudarmos a vida dos personagens bíblicos, pois com eles, adquirimos experiência e aprendemos como usufruir melhor das bênçãos de Deus, nosso Pai. (Ro. 10:8-11)

Por Sonia Valerio da Costa

Em 02/05/2014

 

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Moisés e Elias no Monte da Transfiguração


Existem passagens bíblicas não totalmente reveladas (Dt. 29:29); por isso não podemos estabelecer como verdade, os acontecimentos bíblicos que nos parecem um tanto misteriosos, como é o que aconteceu durante a transfiguração de Jesus. Apesar disso, muitos estudiosos da Bíblia expõem opiniões conflitantes sobre a questão do aparecimento de Moisés e Elias; após ler sobre o assunto em diversos livros teológicos, vou expor minha conclusão sobre o assunto.

No texto bíblico de Mt. 17:1-8, entendemos que a Transfiguração foi uma experiência de origem divina, uma revelação dada aos apóstolos, sobre a gloria do Reino futuro, no qual, Jesus será Rei. Durante esse acontecimento Moisés e Elias foram vistos pelos discípulos, conversando com Jesus. É importante que esse texto seja lido antes de continuar a leitura deste artigo.

Jesus foi visto em sua glória; homem imortal exaltado, e também participante na natureza divina. Moisés estava representando a autoridade judaica da lei, e Elias os profetas; juntos foram vistos como representantes da autoridade básica da religião, revelada aos judeus. Há ainda alguns intérpretes que vêem nesse acontecimento da Transfiguração, Moisés representando os que passaram pela experiência da morte, e Elias como a figura dos redimidos que serão arrebatados sem ver a morte.

Ali aconteceu uma reunião de 7 pessoas: o eterno Deus Pai, Jesus o redentor do mundo, Moisés o representante da Lei, Elias o representante dos profetas, e Pedro, Tiago e João como o núcleo da Igreja Cristã. Estavam alí duas pessoas da velha dispensação; três da nova, uma de todas as dispensações e Deus sobre todos. Jesus orientou os três discípulos, que não contassem o fato a ninguém, antes que Ele ressuscitasse dentre os mortos. Com certeza, essa orientação era para que eles não fossem tidos como loucos ao transmitirem aquele acontecimento, porque até então, criam apenas na ressurreição para o julgamento final; naquele momento a ressurreição de Jesus ainda estava encoberta aos olhos deles. Por outro lado, quem seriam aqueles personagens que os discípulos identificaram como sendo Moisés e Elias? Eles já haviam ressuscitado e já estavam com seus corpos glorificados?

A Bíblia relata a morte de Moisés em Dt. 34:1-8; sabe-se que Moisés morreu, porque antes, Deus avisou  que isso aconteceria (Dt. 32:48-52), mas fica claro que não foi Moisés quem escreveu sobre sua morte (Dt. 34), mas entendemos que esse relato tenha sido feito por alguém que estava muito próximo a Moisés e sabia de fatos importantes; assim, foi registrado que Moisés morreu no Monte Nebo, mas foi sepultado por Deus num Vale da terra de Moabe, porém o local exato ninguém ficou sabendo até hoje. Devido a essa inexatidão, chego a pensar na possibilidade de que Moisés não tenha morrido, mas que Deus o tenha preservado para uma manifestação futura. Em contrapartida, a Bíblia registra também em Jd. v.9, a respeito da disputa entre o Arcanjo Miguel e o diabo a respeito do corpo de Moisés; entendo ser essa, uma revelação que Judas recebeu, sobre o fato de ninguém saber onde Deus colocou o corpo de Moisés.

Com certeza podemos dizer que, Elias e Moisés não ressuscitaram antes de Jesus Cristo; mesmo que eles tivessem morrido, eles também ainda não poderiam ter ressuscitado com um corpo glorioso como os discípulos presenciaram, pois a Bíblia afirma que Jesus foi a primícia dentre os mortos (I Co. 15:20-23). Jesus Cristo foi o primeiro homem a morrer e ressuscitar num corpo glorificado. Aqui reside o cerne da questão, pois tanto no Antigo Testamento como também durante o ministério terreno de Jesus e mesmo depois da Sua ressurreição, muitos morreram e ressuscitaram, porém em seus próprios corpos mortais. Dessa forma é impossível que Deus já tivesse dado um corpo glorificado para Moisés e Elias, durante a transfiguração de Jesus. Passagens bíblicas de pessoas que morreram e ressuscitaram em seus próprios corpos: I Rs. 17:17-22; II Rs. 13:21; Lc. 7:11-16; Lc. 8:49-55; Jo 11:34-44; At. 9:36-42.

Vejo duas possibilidades  para compreender e justificar o aparecimento de Moisés e Elias conversando com Jesus durante a Transfiguração, a saber: ou nem um e nem outro morreram fisicamente e Deus os conserva vivos numa outra dimensão, e permitiu que eles aparecessem durante aquele evento, porém estão sendo preservados para voltarem à terra para alguma missão especial, como a missão das duas testemunhas que fala em Apocalipse (Ap. 11:3), ou, se apenas Moisés realmente morreu, Deus pode ter dado apenas uma visão, para que os discípulos pudessem ter uma experiência mais contundente da divindade de Jesus e que Seu ministério estava totalmente aprovado por Deus Pai.

Dessa forma creio que, ou foi apenas uma visão dada por Deus, com o objetivo de consolar mais diretamente os discípulos, não só naquele momento, mas também mais tarde após a morte e ressurreição de Jesus, pois com certeza, eles se lembrariam daquele acontecimento; ou, realmente Moisés e Elias estão guardados por Deus numa outra dimensão, incompreensível ao conhecimento humano. Um outro objetivo divino durante a transfiguração de Jesus, foi para demonstrar o êxito do Seu ministério terreno, confirmado pelo próprio Pai quando ouviu-se a voz do meio da nuvem “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a Ele ouvi” (Mt.17:5b). Um terceiro propósito divino foi demonstrar aos discípulos que Jesus não era quem o povo dizia que Ele era (Mt. 16:13-17). Dessa forma, somente Jesus transfigurou-se em corpo glorioso; a aparição de Moisés e Elias foi apenas uma visão dada aos discípulos.

Face a essas considerações fico aberta a outras interpretações que algum teólogo possa apresentar, de forma que esse acontecimento durante a transfiguração de Jesus, possa ser melhor compreendido.

Por Sonia Valerio da Costa

Em 04/11/2012

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Fontes consultadas:

A Bíblia Sagrada.

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal: ARA. Rio de Janeiro, CPAD, 1996. 2012 p.

A Bíblia Explicada. 18.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2005. 507 p.

BRUCE, F.F. Comentário Bíblico NVI. São Paulo, Vida, 2009. 2271 p.

Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. R. N. Champlin. 9.ed. São Paulo, Hagnos, 2008. 6v.

Escrito Nas Estrelas

Essa expressão “escrito nas estrelas” popularizou-se principalmente em 2010, época em que a novela que levou esse nome, foi exibida na televisão brasileira. Não pretendo tecer comentarios sobre tal novela, pois não tive a oportunidade de assistir nenhum de seus capítulos; neste artigo quero mesmo é comentar a respeito do conceito que essa frase transmite e que lições podemos captar sobre o assunto.

“Escrito nas estrelas” é, provavelmente, uma nova versão da frase já conhecida anteriormente “está escrito”, pois ambas têm o mesmo significado simbólico, da existência de um destino traçado para cada ser humano e que, por “estar escrito” nada poderá ser mudado ou anulado. Linguisticamente dizer “escrito nas estrelas”, causa maior impacto, do que dizer apenas “está escrito”. Está claro que essas argumentações são apenas reflexões filosóficas, como forma de encontrar um melhor entendimento, e assim poder aplicá-las em nossas atitudes do cotidiano. Precisamos apenas ser cautelosos quanto ao significado dessas palavras que  em sua essência podem estimular a credibilidade na predestinação absoluta.

Atualmente, com o avanço das novas tecnologias, qualquer documento pode ser alterado, camuflado, ou subornado de alguma forma, mesmo considerando os diversos tipos de suporte conhecidos: papel, madeira, ferro, pedra, ou principalmente, o virtual. Um dos motivos que contribuiu para a criação dessa frase, foi justamente a busca de um “suporte” que fosse mais duradouro a ponto de não se poder alterá-lo; é possível que a partir daí, alguém deve ter pensado: porque então não “escrever” nas estrelas?!!.

Quando transitamos da adolescencia para a juventude, começamos a delinear sonhos para nosso futuro e vamos procurando viver em direção à realização dos mesmos. É certo que todos enfrentam dificuldades e barreiras, às vezes quase que intransponíveis, mas os que perseveram sempre acabam realizando o que sonharam; se não tudo, pelo menos em parte.

Após a euforia da realização, entramos num periodo de monotonia, quando então nos parece que, o sonho que tanto ansiávamos realizar, não foi bem concretizado; é nesse momento de decepção, que nos vêm os questionamentos quanto ao nosso destino, e perguntamos para nós mesmos: será que o que estou vivenciando estava mesmo “escrito” desde que nasci?!.

Sabemos que existe um apelo insano através das diversas midias em falar sobre esse assunto de destino, predestinação e carma, pois eles alimentam a curiosidade da audiência e proporcionam um excelente ibope. Esse assunto tem sido muito explorado, mas bem pouco compreendido. Para melhor compreensão do meu raciocínio, quero comentar alguns fatos registrados na Bíblia Sagrada, que nos ajudarão a esclarecer melhor a sutil diferença entre predestinação e uma promessa feita por Deus.

Uma historia bíblica bastante conhecida é o pacto que Deus fez com Abraão. Deus prometeu a ele, confirmando diversas vezes que lhe daria um filho o qual seria seu herdeiro; sua descendência seria tão grande que Deus comparou-a ao pó da terra, à areia do mar e finalmente à quantidade de estrelas nos céus. A promessa estava feita, ou seja, “estava escrito”, porém Abraão achou que Deus estava demorando demais para cumprir a sua promessa, então acabou cedendo à sugestão de Sara, sua esposa, que lhe ofereceu uma escrava para que dela pudesse gerar o filho prometido para Abraão.

Essa precipitação de Abraão não “estava escrita” e muito menos predestinada, porém Deus não interferiu, porque no princípio da criação, Ele mesmo deu o livre-arbítrio para o homem, e portanto, qualquer interferência nas decisões humanas, Deus estaria se contradizendo na sua essência. Lamentavelmente essa interferência de Abraão nas promessas recebidas da parte de Deus, até hoje interferem nas relações internacionais, devido à contínua guerra entre os descendentes de seus filhos: Ismael e Isaque (Gn. cap. 15, 16 e 21).

Apesar de Deus nos ter oferecido o livre-arbítrio, é muito melhor, para nosso próprio bem, abrirmos mão desse direito e nos submetermos à vontade de Deus para nossas vidas. Quando aceitamos o que Deus nos predestinou, tudo caminha às mil maravilhas; mas, como humanos, temos grande dificuldade em confiarmos totalmente em Deus. A confiança é um sentimento que se adquire com a convivência e interação diária com o outro.

Outro exemplo registrado na Bíblia é a historia de Rute. O esposo dessa moça moabita veio a falecer e não lhe deixou filhos; quase que simultaneamente faleceu também seu cunhado e seu sogro.  Diante desse quadro desolador, sua sogra, Noemi, resolveu voltar para sua terra, que era Belém. Orfa a outra nora de Noemi, também viúva, decidiu ficar em Moabe e aguardar alí mesmo um novo casamento; mas Rute se apegou à sua sogra e escolheu partir com ela para Belém, não tendo nenhuma perspectiva de felicidade. A historia de Rute é uma linda historia de amor; quem não a conhece seria interessante ler esse livro que leva seu nome e faz parte da Biblia Sagrada.

Podemos dizer que estava “escrito nas estrelas”, pois sabemos que Deus tinha um propósito maravilhoso para a vida de Noemi e de Rute. Ambas, simplesmente viveram uma vida de confiança e comunhão com Deus seguindo passo-a-passo os seus preceitos durante suas vidas. Foi assim que Rute se encontrou com Boaz e teve um final feliz; seu filho Obede foi avô de Davi, de cuja descendência nasceu Jesus Cristo o Salvador da humanidade.

O mundo sofre com a precipitação de Abraão, mas também se alegra com a confiança que Rute depositou no Deus de Noemi fazendo-a participante da genealogia de Jesus.

Com esses exemplos apresentados não pretendo de forma alguma julgar a atitude dos personagens comentados, mesmo porque, Deus considerou Abraão como “o pai da fé”. Meu objetivo é apenas focar as atitudes que eles tiveram durante suas vidas, diante do que “estava escrito” para eles.

Deus nos predestinou a todos para que fôssemos salvos e conhecêssemos a verdade; apesar de ser predestinação, temos o direito de escolher outro caminho ou também servir a outros deuses (Rm. 8:28-30 e I Tm. 2:3-4). É por isso que Deus sempre “escreve” o melhor para todos os seres humanos, independente da sua religião, crença ou filosofia. A grande diferença está em aceitarmos ou não, a linda historia escrita por Deus para cada um de nós; a verdade é que nossas interferências inconsequentes, sempre acabam contribuindo para que tenhamos um destino fracassado.

Podemos dizer que quando Deus nos faz uma promessa,  Ele está “escrevendo nas estrelas” para nossa vida; assim, é importante que entreguemos os nossos sonhos nas mãos dEle, pois Ele delineará de forma sábia, nos proporcionando as duas coisas: o que Ele escreveu e a plena realização de nossos sonhos.

Para Deus não importa em que fase da vida nos encontramos; basta apenas nos voltarmos para Ele, pois somente Ele tem o poder de corrigir nossos passos errados, nossas precipitações e nos colocar novamente no caminho da vitoria.

Creiamos que se colocarmos nossos sonhos nas mãos de Deus, eles ainda poderão ser realizados e ainda vamos acabar reconhecendo que “valeu a pena esperar”.

Para pensar:

“Não devemos adequar as promessas de Deus aos nossos sonhos, pois eles se tornarão inatingíveis; somente quando adequamos nossos sonhos às promessas de Deus, é que então teremos a garantia de alcançarmos a plena realização deles.”

“Mais vale esperar em Deus e finalmente viver alguns anos de felicidade, do que nos precipitarmos e amargarmos uma vida toda de tormentos.”

Deus é fiel!!!!

Por Sonia Valerio da Costa

Em 28/04/2012

Os Hindus Cegos e o Pluralismo Religioso

(Imagens Google)

“Existe uma antiga parábola que fala a respeito de seis hindus cegos que tocavam um elefante. Um dos cegos tocou o lado do corpo do elefante e disse que era um muro. Outro cego tocou a orelha do elefante e disse que era uma grande folha de árvore. Outro segurou uma das pernas do elefante e pensou que fosse o tronco de uma árvore. Outro ainda segurou a tromba do elefante e disse que era uma cobra. Outro cego tocou uma das presas de marfim e pensou que se tratava de uma lança. Finalmente, outro cego tomou a cauda do elefante nas mãos e julgou estar segurando uma corda. Todos os cegos estavam tocando a mesma realidade, mas compreendiam-na de maneiras diferentes. Eles todos tinham o direito de interpretar o que tocaram de acordo com o seu modo pessoal, mas o objeto tocado era o mesmo elefante.” (1)

Essa parábola tem sido muito utilizada para ilustrar a existência de diferentes religiões e suas diversas práticas com respeito a uma mesma realidade espiritual quanto ao relacionamento do homem para com Deus; ela também nos induz a pensar que cada um interpreta uma mesma realidade, de acordo com seus próprios olhos, nos levando a uma certa passividade com relação à tolerância para com as diferentes formas de pensar.

Assim, o secularismo educacional defende o pluralismo e a tolerância como ferramentas para a criação de um ambiente liberal; essa sutileza filosófica tem levado muitos jovens a duvidar da existência de um único Deus criador que, para se comunicar com o homem que criou, enviou seu próprio Filho Jesus Cristo para resgatar a humanidade de seu estado de separação de Deus.

É um engano comparar essa parábola com a proposta de harmonizar as diferentes religiões entre si, pois todos os que apalparam o elefante eram cegos, o que limitou  a percepção exata do elefante como um todo; quanto a nós que enxergamos e estamos numa posição privilegiada em relação a eles, podemos compreender que a realidade absoluta existe mas não pode ser compreendida por eles, por serem deficientes visuais.

Esse texto poderia ser utilizado apenas para preferências e gostos individuais em todos os sentidos e até mesmo quanto à escolha de uma religião, porém nunca para justificar que a verdade será sempre relativa e nunca absoluta. O fato de compreendermos uma realidade de forma subjetiva não justifica que a realidade ou verdade absoluta não existe, mesmo que não sejam perceptíveis para nós.

Os cegos da parábola não conseguem perceber a existência do elefante e muito menos sua forma física, porém nós, que não somos deficientes visuais, sabemos que na realidade esse animal existe e conhecemos sua forma física. A falta de visão dos hindus não comprometem a existência absoluta do elefante. Dessa mesma forma, apesar de nossas limitações de compreensão da verdade absoluta, temos consciência de que Deus existe, mesmo que essa percepção de Sua natureza, seja subjetiva.

Desde o principio Deus se utilizou de diversas formas para dialogar com o homem que criou e assim, poder transmitir-lhe Seu conhecimento. Nossa limitação física e mental não tem capacidade de compreender a verdade absoluta, mas podemos ter uma percepção significativamente próxima da realidade, pois o próprio Deus enviou seu Filho Jesus Cristo para iluminar o entendimento de todos aqueles que O aceitarem e crerem no Seu Nome.

Vejamos o que a Palavra de Deus (A Bíblia) diz:

“A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho.” (Sl. 119:105)

“Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são!” (Mt. 6:22-23)

Oração de Simeão: “Ó Soberano, como prometeste, agora podes despedir em paz o teu servo. Pois os meus olhos já viram a tua salvação, que preparaste à vista de todos os povos: luz para revelação dos gentios e para a glória de Israel, teu povo.” (Lc. 2:29-32)

“Surgiu um homem enviado por Deus, chamado João. Ele veio como testemunha para testificar acerca da luz, a fim de que por meio dele todos os homens cressem. Ele próprio não era a luz, mas veio como testemunha da luz. Estava chegando ao mundo a verdadeira luz, que ilumina todos os homens.” (Jo. 1:6-9)

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dEle. Quem nEle crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus. Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a luz, porque as suas obras eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, temendo que suas obras sejam manifestas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se veja claramente que as suas obras são realizadas por intermédio de Deus.” (Jo. 3:16-21)

“Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (Jo.8:12b)

“O deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. Mas não pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo o Senhor, e a nós como escravos de vocês, por causa de Jesus. Pois Deus que disse: ‘Das trevas resplandeça a luz’, Ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo.” (I Cor. 4:4-6)

Estes versículos bíblicos nos deixam bastante claro que Deus enviou seu Filho para iluminar o nosso entendimento de forma que possamos ter uma compreensão suficiente de Sua natureza divina e Seu plano de salvação para todo ser humano, concedendo a vida eterna a todos que receberem Seu Filho Jesus Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas. Está muito claro que essa luz, chamada Jesus Cristo o Filho de Deus, veio ao mundo para desvendar os mistérios divinos e abrir um caminho de conexão entre Deus e o homem que Ele criou.

Não podemos ignorar a Luz (Jesus Cristo), que nos foi enviada por Deus para iluminar nosso entendimento quanto a Verdade Absoluta que é o próprio Deus Pai. Assim, por questões lógicas, essa mesma parábola dos cegos hindus, quando melhor analisada através da Luz do conhecimento da Palavra enviada por Deus, entendemos que a Verdade Absoluta existe e portanto não há nada que justifique que todas as religiões sejam verdadeiras como afirma o Pluralismo.

(Imagens Google)

“Ninguém fará nenhum mal, nem destruirá coisa alguma em todo o meu santo monte, pois a terra se encherá do conhecimento do Senhor como as águas cobrem o mar.” (Is. 11:9)

Com a imprensa e agora mais ainda com o acesso à internet, temos liberdade de nos aprofundarmos no conhecimento, de tal forma que temos o livre-arbitrio de escolhermos ficar na Luz enviada por Deus ou continuarmos nas trevas espirituais.

“Se um cego conduzir outro cego, ambos cairão num buraco.” (Mt. 15:14b)

EU ESCOLHI ANDAR NA LUZ! E VOCÊ?

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(1) Texto extraído do Livro “Fundamentos Inabaláveis”, Norman Geisler e Peter Bocchino.  São Paulo, Vida, 2003.  p. 33

Os versículos são da Bíblia NVI

Por Sonia Valerio da Costa
Em 12/11/2011

Esconderijo do Altíssimo (Salmo 91)

(Imagens Google)

A prática de deixar a Bíblia aberta no Salmo 91, tem sido muito comum entre os cristãos. Esse comportamento é digno de respeito para com a crença de quem possui esse costume, porém o mais importante é a necessidade de entendermos o significado das palavras ali escritas, para que elas possam produzir o efeito desejado em nossas vidas.

Já ouvi muitas vezes a frase “A Bíblia fechada é apenas um livro, mas aberta é a Palavra de Deus”. Concordo apenas em parte com esta frase, pois a Bíblia passa a ser a Palavra de Deus a partir do momento em que é lida; aí sim, o Espírito Santo nos oferece o entendimento e a interpretação da vontade de Deus para conosco.

Meu objetivo neste artigo não é questionar essa prática, mas sim expor uma interpretação para esse Salmo tão conhecido e que tem abençoado muitas vidas. Quando o salmista escreveu “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo à sombra do Onipotente descansará”, ele estava falando de sua própria experiência com Deus.

Creio ser importante, antes de mais nada, conhecermos onde é o esconderijo do Altíssimo, para que nele possamos habitar. Deus nos disponibilizou um lugar especial onde podemos habitar com toda segurança e esse lugar é Jesus Cristo seu próprio Filho. Da mesma forma que o sangue passado no batente da porta das casas dos filhos de Israel, sinalizou a salvação para os primogênitos, simbolicamente o sangue de Jesus Cristo derramado na cruz do Calvário, também nos proporciona salvação e nos livra da morte e separação eterna de Deus.

Em Jesus Cristo podemos nos refugiar do inimigo das nossas almas, o qual nunca encontrará espaço nem condições de nos prejudicar. Em Jesus estamos protegidos como os filhotes dos pássaros que se aninham embaixo das asas do pássaro-mãe. Em Jesus possuímos um arsenal imbatível (o capacete da salvação, o escudo da fé e a Espada do Espírito) para combater os ataques mortíferos que o inimigo lança em nossa mente, tentando nos atingir.

Da mesma forma que o trabalhador chega cansado do seu trabalho e encontra amor, descanso e conforto em seu lar, em Jesus encontramos ambiente para descansarmos, repousarmos e também sermos revigorados espiritualmente. Jesus é o esconderijo que Deus nos disponibilizou.

Quando verdadeiramente habitamos no esconderijo de Deus, ou seja, quando estamos em Jesus, Ele nos livra das armadilhas e das doenças mortais, nos protege debaixo das suas asas, onde nos sentimos seguros; sua fidelidade nos protege como escudo; nEle não tememos a escuridão e nem a violência durante o dia. Não ficaremos assustados com a doença que se espalha nas trevas, nem com a destruição que acontece ao meio-dia.

Mil podem ser feridos e caírem ao nosso lado e outros dez mil morrerem à nossa direita, mas não seremos atingidos; somente contemplaremos a recompensa dos ímpios. Em Jesus nenhum mal nos sucederá e nossa casa não será atingida por desgraças. Ele dá ordem aos seus anjos para que nos guardem em todos os nossos caminhos. Somos sustentados em Suas mãos para que não tropecemos nas pedras do caminho.

Para todos os que aceitaram habitar em Jesus Cristo, cremos que por inspiração divina, o salmista profetiza as seguintes palavras, como sendo o próprio Deus falando conosco: “Pois assim diz o Senhor sobre ti: Ele se entregou a mim de todo o coração, por isso eu o salvarei! Ele me conhece pessoalmente e por isso Eu o colocarei num lugar alto e seguro. Ele me pedirá ajuda e eu lhe responderei. Quando estiver em dificuldades, Eu estarei ao seu lado, resolverei seus problemas e lhe darei uma posição de honra. Darei a ele uma vida longa e feliz, e a minha salvação”.

Satanás certamente sabia que o Salmo 91 se referia a Jesus Cristo, o Messias, pois Ele seria o esconderijo divino para todos aqueles que O aceitassem como seu único e suficiente Salvador; por isso utilizou as palavras deste Salmo para tentar a Jesus, mas Jesus conhecendo a astúcia do adversário, utilizou a própria Palavra de Deus para repreender a Satanás. (Bíblia Sagrada, Lucas 4:1-13).

Assim, quero deixar um conselho a todos os cristãos simpatizantes do Salmo 91, que não apenas deixem suas Bíblias abertas nele, mas que leiam este texto Bíblico, meditando em cada palavra e então vocês sentirão o Espírito Santo de Deus revelando segredos divinos e mostrando o verdadeiro esconderijo do Altíssimo.

Palavra ministrada em Caucaia do Alto (SP)
por Sonia Valerio da Costa
Em 01/10/2011  

Por que choras Mulher?

 

Já nascemos chorando e também derramamos muitas lágrimas no decorrer de nossas vidas, devido às circunstancias que vivenciamos direta e/ou indiretamente. Neste artigo quero me referir apenas ao choro como consequencia de uma dor provocada por uma angústia que envolve nossa alma.

Essa pergunta “porque choras mulher?” foi proferida pelo proprio Jesus depois de ressurreto. Se Deus promete enxugar nossas lágrimas, porque passamos por angustias e tristezas que nos levam ao choro? Porquê passamos anos chorando e nos angustiando pelos mesmos problemas e eles nunca se resolvem? Entendo que muitas vezes Deus permite que passemos por adversidades para nos fortalecer emocionalmente, e confiar mais nEle, porém Ele não tem prazer em nos deixar atravessar “noites” intermináveis, onde os anos passam e nunca vemos o amanhecer.

Lendo este texto bíblico (Jo. 20:11-18) entendi que Maria Madalena teve algumas atitudes importantes e que merecem nossa atenção de forma que possam ser aplicadas em nossas vidas, quando estivermos enfrentando uma situação de angustia e de choro.

Após a morte de Jesus, enquanto os discípulos se esconderam com medo de serem presos por terem seguido o Mestre, Maria Madalena teve outra atitude: inconformada com a morte de Jesus, foi até o sepulcro para chorar a perda de Seu Mestre. Vemos que Maria Madalena teve coragem de se expor para o mundo, demonstrando publicamente sua angustia por ter perdido o Mestre; assim, entendemos que o medo sempre forma uma barreira, muitas vezes intransponível, o que nos impede de chegar diante de Jesus para que Ele possa verdadeiramente enxugar nossas lágrimas.

Além da coragem de se expor publicamente, vemos que Maria Madalena foi chorar no lugar certo, isto é, onde havia visto Jesus pela última vez; se ela, ao invés de ir ao sepulcro, tivesse ido derramar suas lágrimas no Templo, com certeza teria perdido aquele encontro emocionante com o Mestre. Entendemos também que muitas vezes Deus não enxuga nossas lágrimas porque não estamos indo no lugar que Ele nos aguarda.

Lamentavelmente temos presenciado Instituições de diversos credos religiosos que adotaram liturgias sem nenhum fundamento bíblico e fazem questão de conclamar as multidões, afirmando que somente em tais locais poderão ter um encontro com Jesus; diversos fetiches criados por alguns líderes religiosos correspondem com práticas de invocação de espíritos, cuja Bíblia condena. As pessoas entram nesses templos, ficam emocionadas com as promessas que ouvem e acabam recebendo muita alegria, mas é apenas uma alegria passageira; quando saem dali, aquele clima nostálgico desaparece e o choro volta a tomar conta de seus pensamentos e emoções.

Aqui vale uma reflexão: será que Deus tem estado presente no lugar em que nos reunimos para adorá-lo, principalmente para enxugar nossas lágrimas, isto é, resolver literalmente nossos infortúnios? Precisamos entender que homem nenhum nesta terra tem poder para enxugar as lágrimas da nossa alma; somente Deus pode fazer isto perfeitamente. E Deus somente o fará se estivermos O adorando em Espírito e em Verdade.

De um modo geral as religiões precisam checar suas práticas à luz da Palavra de Deus, pois o proprio Jesus, depois de anos frequentando o Templo para aprender a Torá, entendeu que não poderia iniciar seu ministerio terreno, se ficasse atrelado aos desmandos dos Doutores da Lei; a religiosidade professada na época de Jesus, estava de tal forma engessada que seus seguidores não conseguiriam compreender Sua mensagem; e de fato acabaram crucificando o próprio Mestre Jesus Cristo.

Encontramos muitos “doutores da lei” que hoje em dia ainda tentam crucificar a Jesus, simplesmente porque o “jugo dEle é suave e Seu fardo é leve”; querem que seus seguidores acreditem que a Salvação oferecida gratuitamente por Jesus, precisa ser acompanhada de algumas “regrinhas” para que possa ser alcançada.

Mas voltando a analisar as atitudes de Maria Madalena, além dela não se preocupar com o que pudessem pensar ao seu respeito, ela foi até o local onde vira Jesus pela última vez. Simbolicamente acabamos permitindo em nossos cultos de adoração a Deus, que Jesus seja novamente “crucificado” e “enterrado” sob o dominio da nossa incredulidade provocada pelas nossas desilusões.

Neste momento peço que você reflita a respeito de sua vida; sua alma está angustiada e chora por não visualizar possibilidade nenhuma de que alguém enxugue suas lágrimas? Procure se lembrar onde foi que você se encontrou com Jesus pela última vez! Esse local pode ter sido esquecido no tempo e no espaço, mas Jesus te fará lembrar dele agora; volte lá, pois Jesus o espera para enxugar suas lágrimas.

Faça como Maria Madalena que não ficou apenas do lado de fora, mas abaixou-se e olhou dentro do sepulcro, pois estava determinada a ver Jesus. Foi então que pode contemplar a presença de dois anjos que lhe anunciaram que Jesus havia ressuscitado. É nesse local onde vimos Jesus pela última vez que poderemos receber as boas novas que nossa alma tanto anseia ouvir, presenciar e usufruir.

Quando desejamos com todas as forças da nossa alma, ver a Jesus, Ele sente prazer em se revelar para nós. Foi o que aconteceu com Maria Madalena; sua ansiedade e necessidade de ver a Jesus era tão grande que não conseguiu reconhecê-lo quando Ele apenas fez a pergunta: “porque choras, mulher?”. Ela o reconheceu quando Ele a chamou pelo nome “Maria”. Aquela forma de chamar pelo seu nome era inconfundível; somente Jesus a chamava de uma forma tão suave e cheia de autoridade, expressando o amor divinal que sempre se emanava dEle.

Emocionada ela queria deter Jesus e talvez até levá-lo para sua casa, porém agora depois de ressuscitado e livre das necessidades inerentes ao corpo humano, Jesus não seria mais apenas de um grupo de 12 discípulos, ou de uma cidade, ou mesmo de um país. Agora Jesus estava sendo entregue para a salvação de toda a humanidade, de todos os povos, linguas e nações.

Jesus nunca se deixará prender por religiões, dogmas, crenças ou tradições; Ele estará sempre acima das discussões e desentendimentos religiosos; Ele não veio salvar apenas um povo ou denominação. Ele foi enviado por Deus o Pai, para salvar a todos os que O aceitarem como Senhor e Salvador de suas vidas.

Falo com toda convicção que se você estiver frequentando um lugar onde suas lágrimas são cada vez mais abundantes e nunca chega o tempo de alegrias, procure investigar se Jesus está por lá. Talvez Ele tenha deixado esse local e nem mesmo os líderes se deram conta desse fato.

Se você ainda não teve um encontro pessoal com o Mestre Jesus, comece a ler a Sua Palavra que é a Bíblia Sagrada e, com certeza, você irá encontrá-lo. Vamos fazer como Maria Madalena: procurar diligentemente por Jesus até encontrá-lo e então Ele enxugará nossas lágrimas, transformando nossa tristeza em alegria e nossa “noite”, num lindo amanhecer!

Por Sonia Valerio da Costa
Em 27/09/2011

Afinal, quem é o meu próximo para que eu o ame?

Reintegração

Temos presenciado com bastante frequencia, reações constrangedoras de grupos radicais isolados que estão tentando reprimir de forma violenta, deixando emergir instintos primitivos e fomentando o desamor e a discriminação desenfreada contra pessoas que expressam comportamentos ou pensamentos diferentes dos demais membros da sociedade na qual estão inseridos.

Atualmente a sociedade tem se mostrado indignada com grupos homofóbicos fundamentalistas por não praticarem o mandamento bastante incisivo declarado por Jesus: “devemos amar nosso próximo como a nós mesmos”. Jesus apresentou de forma bastante compreensível a um dos Doutores da Lei como identificar quem é o nosso próximo. Se você ainda não conhece a Parábola do “Bom Samaritano”, seria importante que você a lesse antes de prosseguir com a leitura deste artigo (Biblia Sagrada, Lc. 10:25-37); isso facilitará a compreensão do meu raciocinio.

Jesus perguntou: “quem foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores”? Estava bastante claro que foi o que usou de misericordia para com ele. Atitudes inconsequentes como o pai que foi agredido e teve sua orelha mutilada simplesmente por estar abraçado com seu filho, estão proporcionando não só cicatrizes físicas, mas também sociais e emocionais.

Entendo que os movimentos de conscientização para o combate à discriminação social, comportamental, religiosa e étnica, levam em seu âmago, um clamor muito mais profundo, que é a necessidade de amor e aceitação social. Os grupos minoritarios que estão clamando por um espaço na sociedade, na verdade estão precisando de amor e de misericordia, o que não implica que a maioria concorde ou não com suas atitudes, e ou comportamentos “diferentes”.

Quando os cristãos se expressam contrários à aprovação das leis que combatem a homofobia, estão sendo mal interpretados devido a forma como estão expondo suas opiniões. Como cristã, me sinto à vontade para expressar nosso verdadeiro pensamento a respeito das atitudes homofóbicas. Não somos contra as pessoas que tem comportamentos GLBT, porém não podem nos obrigar a pensar e agir como eles; todos os seres humanos possuem o livre-arbítrio de pensar e agir conforme seus próprios princípios, desde que suas atitudes não interfiram e nem comprometam o espaço de seu semelhante; indistintamente, todos nós carecemos do amor e da misericórdia de Deus, porém esse “direito” que Ele nos deu, não nos isenta de sermos reprovados por nossos comportamentos contrários às leis divinas.

Deus nos criou com sexos definidos, macho e femea, homem e mulher, e cada sexo possue comportamentos emocionais proprios e reações diferentes um do outro. Temos instruções suficientes (não somente bíblicas), para usufruir com sabedoria dos prazeres físicos, e entendermos que toda prática diferente da forma como Ele nos criou, acarretará em consequencias desastrosas que poderão ser até mesmo irreversiveis.

A questão que não pode calar é que tanto homossexuais quanto heterossexuais não podem se enfrentar mutuamente de forma animalesca, tentando fazer prevalecer suas respectivas formas de pensar e de agir. É fato que “cada qual com seu igual”, mas a liberdade proclamada pelos GLBTs não pode comprometer a liberdade dos heterossexuais e vice-e-versa; afinal, agora são os heterossexuais que estão sendo discriminados. O respeito deve ser de mão dupla e não apenas de um grupo em relação ao outro.

Na Parábola apresentada por Jesus, vemos que a violencia desenfreada e injustificavel dos salteadores, quase tirou a vida de um inocente. Caído na beira da estrada e semi-morto, aquele homem foi julgado, discriminado e desprezado por dois dos homens que passaram por alí. Um deles era um doutor da lei, ou seja, alguém que possuia muito conhecimento filosófico e religioso, mas ainda não conhecia a linguagem do amor e da misericordia; claro, sua posição privilegiada na sociedade, eclipsou o amor fraternal que ele poderia expressar naquela oportunidade.

O outro foi um levita, que apesar de também ser religioso, cultivava escrúpulos pessoais, pois tinha medo de se “contaminar” com o sangue daquele homem que poderia estar morto; na dúvida, também preferiu ignorar a oportunidade de expressar seu amor fraternal para com aquele desafortunado.

Logo depois, um novo caminhante passou por alí. Era um homem de Samaria e por não estar aprisionado aos dogmas religiosos praticados nas sinagogas de Jerusalem, nada havia que o impedisse de socorrer aquele desconhecido caído na beira da estrada. Ele não perdeu a oportunidade de expressar seu amor ao próximo. Sua atitude foi completa; deu atendimento de primeiros socorros e depois o levou a uma estalagem onde ele poderia receber acompanhamento para sua total recuperação. Deixou um valor como caução, com o objetivo de cobrir as despesas do tratamento, mas também prometeu voltar e cobrir as despesas que ultrapassassem o valor depositado.

O samaritano fez tudo o que estava ao seu alcance oferecendo total assistência para que o tratamento alcançasse o resultado esperado. Assim, concluímos que “próximo é aquele que usa de misericordia para com o outro, e que “põe a mão na massa”, sem escrúpulos de “sujar” suas mãos, mas seu principal objetivo é socorrer e, por amor, reintegrar à sociedade os necessitados e excluídos por ela. O próximo ama, abraça, oferece calor humano com suas atitudes, mas também providencia uma nova forma de vida para o necessitado. Ele entra junto no barco para acompanhar mais de perto os infortúnios de seus semelhantes e cria formas de dar a solução mais adequada ao problema, porém isso não implica que tenha que concordar com a vida que o ajudado esteja levando!

Esta Parábola nos permite entender que Jesus Cristo teve para com a humanidade, a mesma atitude que aquele samaritano. Nós estávamos no pecado da desobediência, o que nos mantinha distantes de Deus; nessa posição espiritual, nosso adversário (satanás), constantemente nos acusava e nos oprimia. Mas Jesus se ofereceu a si mesmo para nos resgatar dessa posição de pecadores para nos levar às “regiões celestiais” (posição simbólica alcançada pela salvação em Jesus Cristo). Nessa posição de salvos pela fé e pela graça de Jesus Cristo, estamos sempre recebendo acompanhamento divino para nossos dilemas emocionais, sociais, comportamentais e espirituais para que possamos nutrir uma sadia comunhão com Deus.

Jesus se apresenta como o “Bom Samaritano”, pois nos amou e usou de misericórdia para conosco. Ele nos deixou o verdadeiro exemplo do que é amar o próximo; amar o próximo não é simplesmente concordar com as atitudes do nosso semelhante, para agradá-lo de forma inconsequente. Amar o próximo é dar-lhe a oportunidade de conhecer uma nova vida de paz, saúde e tranquilidade nesta vida e também indicar o caminho da vida eterna que, com certeza, todo ser humano almeja. Cuidado… nem sempre “a voz do povo é a voz de Deus”.

Se você ainda não experimentou os cuidados especiais que esse “Bom Samaritano” pode oferecer, abra seu coração para Ele e permita que Ele cuide de sua vida, em todos os sentidos; com certeza através dEle você entenderá o que é verdadeiramente “amar o próximo como a si mesmo”. Creia que se sua posição é como a de um desses excluídos da sociedade, Ele providenciará sua reintegração social.

Permita que Jesus manifeste em sua vida, todo o Seu Amor e Sua Misericórdia. A partir de então sua vida não será mais a mesma! Experimente!

Por Sonia Valerio da Costa

 

 

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