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Posts Tagged ‘fé’

Bezerros de Ouro

Quando falamos em bezerro de ouro, automaticamente lembramos de Moisés descendo o Monte Sinai com as tábuas da Lei e contemplando o povo numa orgia desenfreada, adorando aquela imagem e afirmando que aquele era o deus que os havia tirado da escravidão do Egito. Neste artigo, meu objetivo é conversar um pouco sobre o aspecto simbólico que o bezerro de ouro representa em nossa vida.

Existem sentimentos que forjam “bezerros de ouro” em nossos corações e quando nos damos conta, nossos sentimentos altruístas vão se desvanecendo, e o lugar que antes pertencia a Deus, vai sendo tomado por pensamentos questionativos que nos levam em direção oposta ao nosso Criador.

Vejamos alguns deles:

Incredulidade

A incredulidade é decorrente da falta de alimentação espiritual. Quando nos alimentamos com a Palavra de Deus nossa fé é fortalecida e a incredulidade vai cedendo espaço para a confiança em Deus. “Sem fé é impossível agradar a Deus”(Hb. 11.6). “A fé vem pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus” (Rom. 10.17). Em Nazaré Jesus não fez muitas maravilhas devido a incredulidade daquele povo (Mt. 13.58 e Mc. 6.5-6).

A incredulidade abre portas para o ceticismo, a desconfiança e a dúvida, fazendo com que a vida se nos pareça inútil e sem sentido. Quando se chega nesse estágio, as portas do coração já estarão abertas para qualquer deus entrar e fazer morada.

A incredulidade tira Deus do nosso coração.

Procrastinação

A procrastinação é um ladrão do nosso tempo. Quantas vezes planejamos realizar algumas tarefas durante o dia, mas não conseguimos alcançar nosso objetivo, porque sempre aparecem imprevistos que nos impedem de levarmos ao fim e ao cabo, as tarefas a que nos propomos.

Assim acontece quando nos propomos servir a Deus, agradá-lo e fazer a Sua vontade. Fazemos propósitos de um devocional diário, nem que seja por cinco minutos, com leitura bíblica e orações; conseguimos cumprir por alguns dias, mas eis que surge um imprevisto e então começamos a falhar nesse nosso propósito. Quando nos damos conta, o horário do nosso devocional foi trocado por outras prioridades e Deus foi colocado em segundo plano na nossa vida.

A nossa alma anseia pela presença de Deus, mas nossa humanidade procura sempre nos arrastar em direção oposta. Sabendo desse problema que enfrentamos diariamente, Jesus nos deixou esta passagem bíblica como alerta para o nosso viver diário: “E aconteceu que, indo eles pelo caminho, lhe disse um: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores. E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. E disse a outro: Segue-me. Mas ele respondeu: Senhor, deixa que primeiro eu vá a enterrar meu pai. Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus. Disse também outro: Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa. E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus.” (Lc. 9.57-62)

Temos que ser disciplinados para alcançarmos nossos objetivos, pois sempre teremos “mortos para enterrar” e “despedidas para fazer”; quando invertemos prioridades, sempre acharemos desculpas para postergarmos a fazer aquilo que nos propomos em princípio.

O ‘amanhã’ é um perigo, porque o amanhã nunca chega. Quando deixamos para o amanhã aquilo que podemos fazer hoje, prejudicamos a nós mesmos e também aos que estão ao nosso redor. (Ex. 8.9-10)

A procrastinação tira Deus do Seu devido lugar em nossa vida.

Indolencia

A indolencia é outra atitude que nos leva a abrir portas para todo tipo de distração, tirando nosso foco espiritual e substituindo a presença de Deus por bezerros de ouro.

Salomão conhecia o que era a preguiça e a indolência (Pv. 19.15 e Pv. 20.13 e Pv. 24.33-34)). Quando nos propomos a desenvolver algo que demanda esforço e tempo, precisamos estar atentos e cultivar a perseverança, pois com certeza em algum momento, a indolência ou desânimo vai se manifestar, para que venhamos a desistir dos nossos sonhos.

Neemias é um excelente exemplo bíblico de como vencer a indolência, ou preguiça pois apesar das adversidades e dos inimigos que o afrontavam para que desistisse, ele conduziu com animosidade a reconstrução dos muros de Jerusalém. (Ne. 4)

A indolência também nos impede de crescermos na vida espiritual (I Co 3.1-2), mas o Espírito Santo nos ajuda a combater o desânimo, para que sejamos fortalecidos na força do Seu poder (Ef.3.14-16). O Apóstolo Paulo também nos desperta para que sejamos perseverantes na obra de Deus (I Co.15.58).

A indolência minimiza a presença de Deus em nossa vida.

 

Essas três atitudes comentadas acima, são apenas alguns comportamentos humanos que nos impedem de vivermos a plenitude da presença de Deus em nossa vida. Quando diminuímos a importância devida a Deus em nossa vida, com certeza estamos dando lugar para a entrada de outros deuses no nicho do nosso coração. É uma luta diária e constante que temos que travar com o nosso eu, mas com a ajuda do Espírito Santo (Gl. 5.22-25), seremos mais que vencedores (Rm. 8.1-14 e 8.37-39), pois Deus estará sempre de braços abertos para receber seus filhos e restaurar os sonhos perdidos. (Zc. 1.3) (Lc. 15.20-24)

Vivamos de tal forma que apenas Deus seja entronizado em nosso coração (Jo. 4.23).

 

Eu te convido a fazer esta oração comigo:

Deus Santo, Criador dos céus e da terra, sonda meu coração e vê se está sendo formado em mim, algum bezerro de ouro que possa estar comprometendo o meu relacionamento contigo. Se houver, por Tua misericordia, despedaça-o antes que ele se torne tão grande que eu não consiga mais dominá-lo, pois minha alma deseja que Tua soberania seja proeminente em minha vida, e que Teu Espírito Santo cultive em mim, a sensibilidade de sempre me render ao Teu querer. Eu te peço em Nome de Jesus Cristo, Teu Filho Amado, Amém!

 

Bibliografia pesquisada e recomendada:

Bíblia Online

ENCICLOPEDIA de Bíblia Teologia e Fiolosofia.   9.ed.   Russell Norman Champlin.   São Paulo, Hagnos, 2008.   6. v.

JEREMIAH, David.  Derrotando os Gigantes de sua vida.   São Paulo, Vida, 2004.   282 p.

 

Por Sonia Valerio da Costa

Em 27/04/2017

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Jesus me Curou

milagres

No final de 2014 comecei a perder a articulação do polegar direito e fui diagnosticada com “dedo em gatilho”. Se configura “dedo em gatilho” quando dobramos o dedo e ele não consegue mais abrir sozinho. Fiz fisioterapia e também infiltração. Em princípio tive uma aparente melhora, mas dentro de pouco tempo o problema retornou, começando também no polegar direito. Finalmente o médico afirmou que dentro da ortopedia, eu poderia escolher entre, receber infiltrações periódicas para conviver com o problema, ou decidir por cirurgia em todos os dedos que fossem dando esse mesmo problema.

Por orientação de uma fisioterapeuta, no começo de 2015, consultei uma reumatologista que, além dos dedos em gatilho, me diagnosticou também, com artrose em ambas as mãos. Ela prescreveu as substâncias condroitina e glucosamina, como forma de controlar o problema, que não tem cura na medicina. Esse medicamento apenas aliviou os sintomas das mãos, porém atacou meu estômago com gastrite e esofagite, me fazendo sentir refluxo até mesmo com água.

Por orientação de um médico gastro, em novembro de 2015 suspendi essa medicação, pois do contrário a gastrite só iria piorar. Fiquei sem chão, pois já imaginava a volta das dores e formigamento nas mãos. Em contrapartida eu estava orando para que Deus me libertasse dos medicamentos, pois eu não aguentava mais ter que depender deles pra ter um pouco de saúde. Assim, dentro de três dias, os sintomas começaram a voltar. Eu não conseguia fazer coisas simples, como abrir uma maçaneta, bater palmas e nem abrir embalagens como de um iogurte, ou mesmo abrir garrafas.

Mas Deus foi muito misericordioso para comigo, pois durante a serie “O Poder do Testemunho” na Igreja Monte Sião, em 15/11/2015, o Lucas Hayashi convidou para que ficassem em pé, todos que tivessem algum impedimento em qualquer área de sua vida, pois a Igreja iria orar. Durante a oração, eu tive uma visão que passava em minhas mãos um leitor de código de barras e imediatamente senti um alívio da formigação. Em seguida, o Felipe Borges pregou naquela manhã e testemunhou que Deus havia feito crescer o osso da perna de um rapaz. Minha fé foi se fortalecendo e quando o culto terminou, eu contei pra ele a visão que eu havia tido com minhas mãos e pedi que ele orasse por mim, para que aquela cura fosse confirmada.

Deus fez o milagre, pois não tomei mais medicamento algum e, passados seis meses, as articulações dos meus dedos estão perfeitamente normais.

Deus seja louvado!!!!

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Se você  estiver vivenciando um impedimento  físico devido a alguma enfermidade, quero encorajá-lo a crer no poder do testemunho (Ap. 19.10). Assim como Deus fez esse milagre na minha vida, Ele também tem poder e quer fazer milagres na sua vida; Deus não tem prazer no sofrimento, por isso que quando O buscamos, Ele vem com seu amor e nos traz a paz para nosso espírito e salvação para nossa alma.

Em 06/06/2016

Por Sonia Valerio da Costa

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Vivenciando a Restituição

 

Todos os anos, assim que termina o período da declaração do IR, quem tem imposto a restituir já começa a ficar na expectativa e até mesmo a fazer planos com esse dinheiro, porém não é sobre esse tipo de restituição que pretendo abordar neste artigo, mas sim sobre nossas conquistas durante a vida e que, devido a alguma adversidade acabamos perdendo o que alcançamos.

O termo restituição significa receber de volta aquilo que nos pertence por direito. Em Biblia Sagrada, II Reis 8:1-6, temos um exemplo bastante claro a respeito de restituição, e é com base nesse texto que desejo fazer algumas considerações. A historia dessa mulher começa em Bíblia Sagrada, II Reis 4:8-37 quando ela conheceu o Profeta Eliseu.

Para que sua compreensão possa ser mais efetiva, seria importante que você lesse os dois textos acima, antes de continuar a leitura deste artigo. Analisando o comportamento da mulher sunamita, identificamos cinco fases da sua vida, que merecem nossa atenção. Vamos então aprender algumas lições deixadas por essa mulher.

Primeira fase – Adoração

Ela identifica Eliseu como um homem de Deus e não mede esforços para abençoá-lo. Apesar de rica, ela não tinha filhos e naquela época a mulher estéril era desprezada. Mesmo assim ela adorava ao Deus Todo-Poderoso, tanto que, em comum acordo com seu marido, construiu uma pousada permanente em sua casa, para que o Profeta Eliseu se hospedasse ali, sempre que passasse por aquela cidade. Para Israel, a presença de um sacerdote, significava a própria presença de Deus, pois ele tinha autoridade de consultar a Deus e receber diretamente dEle um direcionamento para todas as circunstâncias do dia-a-dia.

Segunda fase – Bênção

Por ter abençoado a vida de Eliseu e lhe proporcionado um merecido conforto, Deus abençoou seu marido que, mesmo avançado em idade, teve sua virilidade restaurada para gerar um filho e ela pode ser recompensada com a dádiva de ser mãe e embalar um filho em seus braços. A partir de então ela passou a ser honrada e ter dignidade reconhecida diante da sociedade.

Terceira fase – Fé

Deus coloca sua fé em prova quando ela enfrenta a adversidade de ver seu filho morto. Com certeza ela pensou que Deus cairia em contradição se lhe desse um filho para perpetuar sua descendência e permitisse que ele morresse, antes mesmo que tivesse idade para gerar filhos. Foi assim que, imbuída de uma fé inabalável, ela correu para Eliseu para que ele orasse e Deus ressuscitou seu filho.

Quarta fase – Confiança

Quando ela estava totalmente estabilizada em todas as áreas da sua vida (familiar, emocional, espiritual e financeira), Deus, através de Eliseu, a direcionou para peregrinar em outras terras por sete anos, pois a fome assolaria a região de Suném. Ela obedeceu sem questionamentos e viveu durante sete anos na terra dos filisteus. Apesar dos filisteus serem inimigos potenciais de Israel, ela creu que Deus a protegeria em terras estranhas, pois já havia nutrido e vivenciado experiências profundas com Deus.

Quinta fase – Prosperidade

Passados os sete anos ela voltou para Suném e, por providencia divina, chegou no exato momento em que Geasi (servo de Eliseu), dava testemunho dela para o rei. As circunstâncias lhe foram totalmente favoráveis, e ela aproveitou para reivindicar ao rei, a restituição de sua casa e de suas terras. Ao ouvir seu relato, confirmando o que Geasi acabara de testemunhar, o Rei destaca um oficial para providenciar a restituição de tudo o que lhe pertencia, inclusive todas as rendas que a terra havia produzido, durante os sete anos que ela estivera ausente. Assim ela consegue a restituição de tudo o que lhe pertencia.

Conclusão

Vemos que a mulher sunamita era uma adoradora em potencial, independente das circunstâncias adversas em que vivia. Deus se agradou dessa sua atitude e a abençoou  com um filho. Deus provou aquela mulher quando permitiu a morte de seu filho, porem sua fé e confiança no Deus Todo-Poderoso foi fortalecida. Com esse aprendizado ela cresceu espiritualmente e se tornou merecedora de receber a restituição dos seus bens. Não foi necessário fazer campanhas de jejum e oração, porque a intimidade que ela nutria com Deus, foi a garantia de vivenciar uma vida abençoada, sem prejuízos financeiros, emocionais ou familiares.

Muitas vezes pedimos insistentemente a Deus a restituição de algo que perdemos e Ele, por sua misericordia, até pode atender nossas orações, porém quando assumimos o compromisso de adorá-lo e obedecê-LO independente das circunstâncias, Ele não permitirá que venhamos a perder nossos bens e herança.

Assim, a adoração que ministramos a Deus está diretamente ligada à rapidez das respostas das nossas orações. A adoração nos blinda dos ataques do nosso adversário. Porque “Deus procura verdadeiros adoradores que o adorem em espírito e em verdade”. Biblia Sagrada, Jo. 4:23. Sejamos verdadeiros adoradores do Deus Todo-Poderoso, que criou os céus e a terra e tudo o que neles há e que se inclina para ouvir o clamor dos justos para os livrar. Bíblia Sagrada, Is. 65:24 e Lc. 1:87.

Por Sonia Valerio da Costa

em 10/09/2015

 

Aonde Você For Eu Também Irei

“Aonde você for, eu também irei”, é uma frase que marcou a vida de uma jovem mulher, que decidiu trocar sua terra, seu povo e seu deus, pela terra, povo e Deus de sua sogra.  Estou falando de Rute, a moabita que, mesmo tendo ficado viúva, tomou uma decisão muito importante em sua vida, que foi a de se apegar à sua sogra, Noemi, e caminhar ao seu lado, por toda sua vida.

Noemi ficara viúva e após 10 anos perdeu também seus dois filhos, depois de casados, porém sem filhos. Sozinha, decidiu voltar para Belém de Judá, terra de seus antepassados. Suas noras, Rute e Orfa decidiram seguí-la, porém quando Noemi aconselhou-as a voltarem para suas respectivas familias em Moabe, somente Orfa retornou. Rute se apegou a sua sogra e disse as seguintes palavras:

“Não insistas comigo que te deixe e que não mais te acompanhe. Aonde fores irei, onde ficares ficarei! O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus! Onde morreres morrerei, e ali serei sepultada. Que o Senhor me castigue com todo o rigor, se outra coisa que não a morte me separar de ti!” (Rt. 1:16-17)

Diante dessas palavras, Noemi não insistiu mais para que Rute também voltasse para sua terra, e assim, seguiram juntas até Belém. Essa decisão corajosa de Rute, demonstra que ela chegou a conhecer a misericordia do Deus de Noemi, de uma forma tão íntima, que escolheu seguí-lo, fazendo também uma promessa de fidelidade para com Ele. Ela cria nesse Deus vivo, e que Ele poderia mudar o cenário, tanto de sua vida quanto da vida de sua sogra.

Quando Deus deseja mudar o cenario da nossa vida, Ele nos dirige a sairmos de uma determinada situação e espera que creiamos nEle, de tal forma a não retrocedermos na jornada, mas seguirmos em frente, confiantes de que Deus nos proporcionará muito mais do que pedimos ou pensamos.

Rute e Orfa não tinham mais nenhum compromisso com a familia de seus respectivos esposos, tanto que Orfa voltou para a casa de seus pais, mas Rute não aceitou se conformar com um final infeliz; ela creu que aquela adversidade seria passageira e que Deus mudaria as circunstancias adversas para lhe dar um final abençoado.

Noemi e Rute retornaram a Belém no principio da colheita da cevada. Assim, Rute se dispôs a colher espigas no campo após os segadores. Com certeza Deus que sempre está no controle da vida de seus filhos, levou-a a colher espigas justamente num campo que pertencia a Boaz, parente de Elimeleque, marido de Noemi.

Naquele tempo era costume que o parente mais chegado daquele que morresse, casasse com sua viúva para suscitar descendência. Num acordo com o primeiro remidor, Boaz acabou sendo escolhido para redimir, tanto as terras que haviam pertencido a Elimileque, quanto a Rute que agora estava viúva. Assim, Boaz tomou a Rute como sua mulher e Deus lhes deu um filho que se chamou Obede, o qual foi avô do Rei Davi.

A fé que Rute depositou no Deus de Noemi, foi honrada; Deus restaurou sua dignidade e a inseriu na genealogia de Jesus Cristo o Filho de Deus. Boaz tem sido considerado como um tipo de Cristo: como Senhor da seara (Rt. 2:2-3, comparar com Mt. 9:37-38); como provedor de pão (Rt. 3:15, comparar com Jo. 6:50-51); como remidor (Rt. 2:20, comparar com At. 5:30-32); como proporcionador de descanso (Rt. 3:1, comparar com Mt. 11:29); como homem de riqueza (Rt. 2:1, comparar com Jo. 3:16, Fl. 2:5-11).

É muito bom estudarmos a vida dos personagens bíblicos, pois com eles, adquirimos experiência e aprendemos como usufruir melhor das bênçãos de Deus, nosso Pai. (Ro. 10:8-11)

Por Sonia Valerio da Costa

Em 02/05/2014

 

Sinais que Antecedem a Volta de Jesus

1-) Entendemos que a volta de Jesus para arrebatar Sua Igreja está muito próxima, devido a ocorrência simultânea em vários lugares das catástrofes mencionadas em Mt. 24:6-7 e Lc. 21:9-11. Jesus anuncia que esses acontecimentos são apenas “o principio das dores” que antecedem a Grande Tribulação. Como creio no Pré-Tribulacionismo, que o Arrebatamento da Igreja se dará antes da Grande Tribulação, podemos considerar essa simultaneidade como um dos sinais de que Jesus está voltando.

2-) A Apostasia também é um sinal evidente de que a volta de Jesus para arrebatar Sua Igreja está bem próxima, pois é um periodo que precederá a Grande Tribulação. Em II Ts. 2:1-12 está bastante claro (v.3) que a Apostasia precederá a manifestação do Anti-Cristo, e que é o Espírito Santo (v.7) que está resistindo a manifestação desse iníquo. Sabemos que o Espírito Santo também será retirado desta terra juntamente com a Igreja quando esta for arrebatada. Temos presenciado o espírito do Anti-Cristo trabalhando assustadoramente com manifestações de violência, corrupção, ódio, escândalos, falsos profetas, multiplicação da iniquidade e esfriamento do primeiro amor (Mt. 24:10-13; I Tm. 4:1-3 e II Tm.4:3-4).

3-) Formação do Estado de Israel  em Maio de 1948 é um forte sinal da proximidade da volta de Jesus para arrebatar sua Igreja (Mt. 24:32-42).

(Discordia familiar entre árabes e judeus)

Atualmente Israel está vivenciando a 69ª semana, das 70 semanas que Deus determinou para purificação do povo de Israel (Dn.9:24-27). Essa 69ª semana corresponde a 70 anos, contados desde a criação do Estado de Israel em 1948 e que terminará em 2018. Antes de começar  a 70ª semana, que corresponde à Grande Tribulação, haverá um periodo  indeterminado de tempo para que haja a manifestação da Apostasia e a volta de Jesus nas nuvens, para arrebatar Sua Igreja. A partir de então acontecerá o inicio da 70ª semana para Israel, que corresponde ao período da Grande Tribulação; essa última semana durará apenas 7 anos (Dn.9:27; 7:25 e 12:11-12, e Ap. 11:3 e 13:5). Biblicamente, a figueira representa Israel (Mt. 24:32-42). A partir de 2018, com certeza, este mundo sofrerá muitas transformações sociais, políticas e religiosas.

4-) Volta dos judeus para o Estado de Israel. Com a criação do Estado de Israel, os judeus estão voltando de todos os lugares do mundo para viverem na terra prometida a Abraão, Isaque e Jacó. Esse retorno ao Estado de Israel é profético e está acontecendo atualmente (Is.43:5-6; Is. 49:22 e Jr. 16:14-16) “aliyah” (retorno a Israel).

Os links abaixo contém as diversas imigrações do povo judeu para Israel. E eles continuam voltando…

Aliyah 1

Aliyah 2

5-) O evangelho será pregado a todas as nações (etnias). Em Mt. 24:14 Jesus afirma que o Evangelho do Reino será pregado por todo o mundo em testemunho a todas as Nações. O significado literal de mundo e nações, é “todos os povos e etnias”. Através dos atuais meios de comunicação, principalmente a internet, temos percebido que o Evangelho de Jesus Cristo já está conhecido em todo o mundo e em todas as Nações. Este também é um forte sinal que antecede o Arrebatamento da Igreja, pois Jesus diz: “e então virá o fim”. Esse “fim”, corresponde à Grande Tribulação que, como já dissemos no item 3, durará 7 anos (Dn. 9:27 e 12:7-13).

6-) A ciência se multiplicará. Vemos claramente um extraordinário crescimento e desenvolvimento da ciência e da tecnologia em todos os campos do conhecimento (Dn. 12:4b). Em meados do século XX e atualmente no século XXI, a integração do conhecimento tecnológico com a medicina, tem sido extremamente fantástico que há 50 anos atrás nem imaginávamos que o homem um dia chegasse a descobrir. Encontrei um video que fala um pouco desse desenvolvimento da ciência e que isto está ligado à Nova Ordem Mundial; e sabemos que o Anti-Cristo utilizará de todas essas estratégias para fazer as suas maravilhas para tentar enganar o povo judeu, durante a Grande Tribulação:


 

 

Conclusão: creio que esses 6 ítens apresentados representam claramente o cumprimento das profecias bíblicas que antecedem a volta de Jesus para arrebatar sua Igreja. Ele está às portas. Maranata!

Link inserido em 29/08/2014: Instituto Tenta Criar Terceiro Templo judeu em Israel

Leia também

A Grande Tribulação do Livro de Apocalipse

 

Por Sonia Valerio da Costa

Em 16/11/2012

Moisés e Elias no Monte da Transfiguração


Existem passagens bíblicas não totalmente reveladas (Dt. 29:29); por isso não podemos estabelecer como verdade, os acontecimentos bíblicos que nos parecem um tanto misteriosos, como é o que aconteceu durante a transfiguração de Jesus. Apesar disso, muitos estudiosos da Bíblia expõem opiniões conflitantes sobre a questão do aparecimento de Moisés e Elias; após ler sobre o assunto em diversos livros teológicos, vou expor minha conclusão sobre o assunto.

No texto bíblico de Mt. 17:1-8, entendemos que a Transfiguração foi uma experiência de origem divina, uma revelação dada aos apóstolos, sobre a gloria do Reino futuro, no qual, Jesus será Rei. Durante esse acontecimento Moisés e Elias foram vistos pelos discípulos, conversando com Jesus. É importante que esse texto seja lido antes de continuar a leitura deste artigo.

Jesus foi visto em sua glória; homem imortal exaltado, e também participante na natureza divina. Moisés estava representando a autoridade judaica da lei, e Elias os profetas; juntos foram vistos como representantes da autoridade básica da religião, revelada aos judeus. Há ainda alguns intérpretes que vêem nesse acontecimento da Transfiguração, Moisés representando os que passaram pela experiência da morte, e Elias como a figura dos redimidos que serão arrebatados sem ver a morte.

Ali aconteceu uma reunião de 7 pessoas: o eterno Deus Pai, Jesus o redentor do mundo, Moisés o representante da Lei, Elias o representante dos profetas, e Pedro, Tiago e João como o núcleo da Igreja Cristã. Estavam alí duas pessoas da velha dispensação; três da nova, uma de todas as dispensações e Deus sobre todos. Jesus orientou os três discípulos, que não contassem o fato a ninguém, antes que Ele ressuscitasse dentre os mortos. Com certeza, essa orientação era para que eles não fossem tidos como loucos ao transmitirem aquele acontecimento, porque até então, criam apenas na ressurreição para o julgamento final; naquele momento a ressurreição de Jesus ainda estava encoberta aos olhos deles. Por outro lado, quem seriam aqueles personagens que os discípulos identificaram como sendo Moisés e Elias? Eles já haviam ressuscitado e já estavam com seus corpos glorificados?

A Bíblia relata a morte de Moisés em Dt. 34:1-8; sabe-se que Moisés morreu, porque antes, Deus avisou  que isso aconteceria (Dt. 32:48-52), mas fica claro que não foi Moisés quem escreveu sobre sua morte (Dt. 34), mas entendemos que esse relato tenha sido feito por alguém que estava muito próximo a Moisés e sabia de fatos importantes; assim, foi registrado que Moisés morreu no Monte Nebo, mas foi sepultado por Deus num Vale da terra de Moabe, porém o local exato ninguém ficou sabendo até hoje. Devido a essa inexatidão, chego a pensar na possibilidade de que Moisés não tenha morrido, mas que Deus o tenha preservado para uma manifestação futura. Em contrapartida, a Bíblia registra também em Jd. v.9, a respeito da disputa entre o Arcanjo Miguel e o diabo a respeito do corpo de Moisés; entendo ser essa, uma revelação que Judas recebeu, sobre o fato de ninguém saber onde Deus colocou o corpo de Moisés.

Com certeza podemos dizer que, Elias e Moisés não ressuscitaram antes de Jesus Cristo; mesmo que eles tivessem morrido, eles também ainda não poderiam ter ressuscitado com um corpo glorioso como os discípulos presenciaram, pois a Bíblia afirma que Jesus foi a primícia dentre os mortos (I Co. 15:20-23). Jesus Cristo foi o primeiro homem a morrer e ressuscitar num corpo glorificado. Aqui reside o cerne da questão, pois tanto no Antigo Testamento como também durante o ministério terreno de Jesus e mesmo depois da Sua ressurreição, muitos morreram e ressuscitaram, porém em seus próprios corpos mortais. Dessa forma é impossível que Deus já tivesse dado um corpo glorificado para Moisés e Elias, durante a transfiguração de Jesus. Passagens bíblicas de pessoas que morreram e ressuscitaram em seus próprios corpos: I Rs. 17:17-22; II Rs. 13:21; Lc. 7:11-16; Lc. 8:49-55; Jo 11:34-44; At. 9:36-42.

Vejo duas possibilidades  para compreender e justificar o aparecimento de Moisés e Elias conversando com Jesus durante a Transfiguração, a saber: ou nem um e nem outro morreram fisicamente e Deus os conserva vivos numa outra dimensão, e permitiu que eles aparecessem durante aquele evento, porém estão sendo preservados para voltarem à terra para alguma missão especial, como a missão das duas testemunhas que fala em Apocalipse (Ap. 11:3), ou, se apenas Moisés realmente morreu, Deus pode ter dado apenas uma visão, para que os discípulos pudessem ter uma experiência mais contundente da divindade de Jesus e que Seu ministério estava totalmente aprovado por Deus Pai.

Dessa forma creio que, ou foi apenas uma visão dada por Deus, com o objetivo de consolar mais diretamente os discípulos, não só naquele momento, mas também mais tarde após a morte e ressurreição de Jesus, pois com certeza, eles se lembrariam daquele acontecimento; ou, realmente Moisés e Elias estão guardados por Deus numa outra dimensão, incompreensível ao conhecimento humano. Um outro objetivo divino durante a transfiguração de Jesus, foi para demonstrar o êxito do Seu ministério terreno, confirmado pelo próprio Pai quando ouviu-se a voz do meio da nuvem “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a Ele ouvi” (Mt.17:5b). Um terceiro propósito divino foi demonstrar aos discípulos que Jesus não era quem o povo dizia que Ele era (Mt. 16:13-17). Dessa forma, somente Jesus transfigurou-se em corpo glorioso; a aparição de Moisés e Elias foi apenas uma visão dada aos discípulos.

Face a essas considerações fico aberta a outras interpretações que algum teólogo possa apresentar, de forma que esse acontecimento durante a transfiguração de Jesus, possa ser melhor compreendido.

Por Sonia Valerio da Costa

Em 04/11/2012

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Fontes consultadas:

A Bíblia Sagrada.

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal: ARA. Rio de Janeiro, CPAD, 1996. 2012 p.

A Bíblia Explicada. 18.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2005. 507 p.

BRUCE, F.F. Comentário Bíblico NVI. São Paulo, Vida, 2009. 2271 p.

Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. R. N. Champlin. 9.ed. São Paulo, Hagnos, 2008. 6v.

Se as Portas se Fecharem, Abram as Janelas

Sabemos que portas e janelas são abertas ou fechadas apenas a partir de uma ação humana; com isso compreendemos que somos os únicos responsáveis pelo que possa acontecer quando decidimos abrir ou fechar uma porta e/ou uma janela.

Constatamos isto em nosso cotidiano, principalmente quando displicentemente esquecemos de trancar com segurança nossa casa, carro, etc. Meu objetivo, porém, é refletir simbolicamente o que portas e janelas representam em nossa vida emocional e espiritual. De um modo geral as portas representam segurança, e as janelas, comunicação.

Lendo a historia de Noé e o diluvio poderemos compreender melhor aonde quero chegar. Tanta era a confiança que Noé depositava em Deus que, após cumprir todas as orientações divinas, permitiu que Ele fechasse a porta da arca pelo lado de fora. Deus em sua sabedoria agiu assim, para proteger a todos que alí estavam, de forma que pudessem sair da arca apenas quando houvesse perfeita segurança. Com essa atitude, Deus estava assumindo total responsabilidade pela integridade e salvação da familia de Noé.

Deus fechou a porta da arca, mas deixou que a janela ficasse sob a responsabilidade de Noé; ele poderia abrí-la sempre que quisesse ou precisasse se comunicar com Deus ou mesmo saber o que estava acontecendo do lado de fora da arca. Noé ficou em paz esperando o tempo necessário para, através dos pássaros, entender o que ele não conseguia ver com seus próprios olhos.

Em determinadas circunstancias da nossa vida, Deus toma atitudes que nos parecem radicais, simplesmente porque Ele, sendo onisciente, sabe que por nossa curiosidade, poderemos nos envolver em catástrofes desnecessárias. Deus nunca nos deixa incomunicáveis ou alienados do mundo exterior. Se Ele nos isola por um determinado período de nossa vida, é para modificar as circunstâncias que poderão nos prejudicar; Ele nos tira de cena para dar solução a determinados problemas, nos poupando de sairmos machucados em situações que nos seriam constrangedoras.

Portanto se nos encontrarmos em alguma situação sem saída, quando costumamos dizer que “as portas estão fechadas”, não será conveniente nos revoltarmos contra tudo e contra todos, ou mesmo nos colocar em posição de coitadinhos. Devemos lembrar que temos um Deus que está no controle de todas as coisas; no momento certo, quando houver segurança, Ele mesmo virá nos abrir a porta. Precisamos entender que portas fechadas por Deus, são para nos proteger e não para nos privar de algo que necessitamos ou desejamos.

Em tempos de portas fechadas sempre haverá uma janela de comunicação com o nosso Deus. Quando nos recusamos a abrir a janela de comunicação com Ele, sofremos emocionalmente pois fazemos falsas conjecturas com respeito ao que desconhecemos, que é o dia de amanhã. O salmista no Salmo 46:10a transmitiu uma palavra profética vinda da boca do próprio Deus que diz: “aquietai-vos e sabei que eu sou Deus”; a Bíblia NVI diz assim: “Parem de lutar! Saibam que eu sou Deus!”.

Quantos de nós encontramos dificuldades em conviver com o silencio de Deus, principalmente quando Ele nos deixa enclausurados e sem saída. É nesse momento que temos a oportunidade de exercitar nossa fé no Todo Poderoso, em quem temos crido. Não podemos nos esquecer que sempre encontraremos uma janela de comunicação com Deus, pois somente Ele nos confortará em todas as adversidades. Assim como as aves indicaram a Noé qual o momento certo para sair da arca, também seremos orientados através do Espírito Santo de Deus, a entendermos quando é o momento certo que Deus chegará para nos abrir a porta.

Deus é o único Ser que quando fecha uma porta, ninguém abre, mas quando abre, ninguém a pode fechar. (Ap. 3:7) É importante sempre deixarmos aberta a janela de comunicação com Deus, para que quando Ele nos chamar para fora do problema, possamos estar com disposição para receber com alegria a vitoria que nos espera! Assim como Abraão, sejamos fortalecidos em nossa fé louvando e glorificando a Deus em todas as circunstâncias.

Deus é fiel!

Por Sonia Valerio da Costa

Em 07/05/2012