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Dia dos Namorados (12 de junho)

Fonte: Quem Namora

Diferenças entre os relacionamentos:

Amor colega:

Quando o relacionamento é apenas de coleguismo, ficamos contentes quando revemos uma pessoa que nos trouxe algum benefício, alguma alegria, ou mesmo nos orientou em algum problema que enfrentávamos no momento em que aquela pessoa nos foi útil. Normalmente esquecemos grande porcentagem dos benefícios que recebemos desses nossos “colegas”; mas, quando os encontramos temos o prazer de compartilhar alguma novidade, mas tudo de forma um tanto superficial. É difícil quem não possui diversos relacionamentos de coleguismo. Este tipo de relacionamento acontece geralmente entre colegas de escola, ou mesmo de trabalho. Quando as circunstâncias da vida, separam essas pessoas, o sentimento de perda é tão irrisório, que não nos provoca dores e nem mesmo frustrações.

Amor Amigo:

Quando encontramos alguém que sentimos uma confiança mais profunda e ficamos à vontade para compartilharmos assuntos mais íntimos, segredos, de forma que possamos receber ajuda, orientação e até mesmo conselhos, vamos formando laços de amizade, e de uma certa querência, que até sentimos saudades de conversar, de trocar idéias, de colocar os assuntos em dia e, até mesmo expor nossas necessidades para encontrar ajuda em todos os sentidos. Se por algum motivo inesperado, acontecer um distanciamento, sentiremos saudades, solidão, mas apesar de guardarmos lembranças agradáveis pela convivência dessa amizade que tivemos o privilégio de usufruir, aceitamos emocionalmente de forma tranquila, tanto que logo encontramos uma nova amizade.

Amor Amor:

Este é o tipo de relacionamento que se comemora no dia 12 de junho no Brasil. Em alguns países essa data é comemorada em 14 de fevereiro, dia de São Valentim. Conta a história que na Roma Antiga do século III o imperador romano Cláudio II, proibia o casamento dos seus soldados. Ele acreditava que os solteiros eram mais eficientes nos campos de batalha.

Sem se importar com as ordens do Imperador, o sacerdote Valentim continuou celebrando casamentos secretamente. Foi descoberto e condenado à morte. Na prisão, Valentim se apaixonou pela filha de um carcereiro. No dia 14 de fevereiro, antes de morrer, Valentim deixou um cartão para ela, assinado: “Do seu namorado”. Por isso os apaixonados celebram o amor no dia de São Valentim. (Fonte “Eco Kids: guia de datas comemorativas” de Marli Mitsunaga)

No Brasil, o Dia dos Namorados foi criado em 12 de junho de 1949 pelo publicitário João Dória, para aumentar as vendas das antigas lojas Clipper. Essa data cai na véspera do dia de Santo Antonio, que é o “Santo Casamenteiro”.

Há alguns anos atrás percebíamos uma nostalgia muito forte envolvendo os amantes e apaixonados, que, por serem conscientes da necessidade de que o ser humano precisa usufruir de um amor estável, buscavam fortalecer seus laços e vínculos amorosos e até aproveitavam a ocasião para tomar decisões mais sérias em suas vidas.

Hoje, com a inversão de certos valores sociais, onde vemos uma grande ênfase ao “descompromisso”, muitos simulam a existência de amor, apenas para levar vantagens, ganhar presentes e até mesmo ter uma companhia para passar uma tarde ou uma noite de prazer, apenas físico.

O lindo amor “eros” que é forte o suficiente para unir pessoas numa vida íntima de felicidade, está sendo sutilmente congelado e substituído pelo amor “ficante”. Os que se encontram carentes são as maiores vítimas desse tal “amor ficante”, pois se apegam a esse tipo de relacionamento sem futuro, principalmente por falta de opção e também porque não vêem outra forma de satisfazer suas necessidades físicas e emocionais. Quando caem na realidade, se dão conta das feridas emocionais que permitiram acontecer em suas vidas.

Nesse ponto não podemos culpar nenhum dos sexos, porque ambos estão sendo manipulados pelos desvios dos comportamentos sociais que deixaram de valorizar a família, que é o único lugar onde podemos tirar nossas máscaras sociais e vivermos nossa verdadeira identidade.

Mas como saber se fomos ou não atingidos pela flecha desse amor verdadeiro, desse amor “eros” e se realmente encontramos ou não a pessoa dos nossos sonhos?!

É muito fácil de identificar através das nossas próprias reações. Assim como o amor “colega” e o amor “amigo” afetam muito superficialmente nossas emoções quando os perdemos, o amor “eros” não aceita abrir mão da felicidade. Ele cria raízes tão mais profundas, que não se consegue uma separação ou um distanciamento sem deixar feridas profundas, mágoas e cicatrizes, e porque não dizer também “saudades”!!!

Quando existe a dúvida em identificar se o sentimento é apenas “um forte amor amigo” ou o “amor eros”, é até válido um afastamento para permitir que os corpos e almas dos envolvidos possam ter a oportunidade de reagir à essa nova situação de solidão, e poderem compreender a linguagem de seus corações.

Normalmente, o “amor amor” se fortalece nessas separações, pois se consegue visualizar de forma mais clara e racional, o quanto a outra metade representa para nossas vidas.

Nessas separações, descobrimos se esse amor eros existe ou não, quando detectamos alguns sinais como: 

– preocupação com o que possa estar acontecendo com o outro(a); será que está acontecendo alguma coisa?! … o que será sua ocupação neste momento?!

– uma solidão começa a invadir o coração… vai tomando conta do corpo e nada nem ninguém conseguirá preencher satisfatoriamente a ausência do outro(a); nessas circunstâncias nos tornamos irritadiços por não encontrarmos respostas que possam acalmar nossas emoções.

– a saudade aumenta em progressão geométrica; nos fechamos e nos refugiamos na solidão interna, fazendo o estritamente necessário para nossa sobrevivência; passamos a andar com o semblante caído, perdemos o viço da alegria de viver. Esse sentimento inexplicável, sem tradução, chamado “saudade” corrói nossos pensamentos que nos mata lentamente!!!

– o raciocínio perde o controle e até mesmo a razão; a imagem do outro(a) insiste em ocupar nosso pensamento; com isso, o pensamento se “desliga” e “viaja” em vão, pela busca do outro(a).

Se estivermos com esses sintomas, através de nossas atitudes, poderemos desbloquear um relacionamento truncado, e fazer reacender a chama do amor.

Vamos abrir nosso coração para o amor, pois esse é o sentimento mais sublime que Deus criou para nos unir e nos multiplicar.

Deus é o próprio AMOR.

COMUMENTE É ASSIM

Cada um ao nascer
traz sua dose de amor,
mas os empregos,
o dinheiro,
tudo isso,
nos resseca o solo do coração.
Sobre o coração levamos o corpo,
sobre o corpo a camisa,
mas isto é pouco.
Alguém
imbecilmente
inventou os punhos
e sobre os peitos
fez correr o amido de engomar.                                                                                              Quando velhos, se arrependem.
A mulher se pinta.
O homem faz ginástica
pelo sistema Muller.
Mas é tarde.
A pele enche-se de rugas.
O amor floresce,
floresce,
e depois desfolha.

Vladimir Maiakóvski

NÃO DEIXE O AMOR PASSAR

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.

Por isso, preste atenção nos sinais – não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.

Carlos Drummond de Andrade

Sonia Valerio da Costa
12/06/2010
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Olhe-se no Espelho! (Lya Luft)

(Google Imagens)

“No mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher. Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades. E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.

Foi um momento inesquecível!!… A platéia inteira fez um ‘oooohh’ de descrédito.

Aí fiquei pensando: “pôxa, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?”

Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado ‘juventude eterna’. Estão todos em busca da reversão do tempo. Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.

Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada. A fonte da juventude chama-se “mudança”. De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora. A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.

Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.

“Mudança”, o que vem a ser tal coisa?

Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho. Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, …….Rejuvenesceu!.

Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. Rejuvenesceu!.

Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol. … Rejuvenesceu!!!.

Toda mudança cobra um alto preço emocional. Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza. Mas então chega o depois da coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face. Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.

Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.

Olhe-se no espelho…”

Texto de Lya Luft
Postado por Sonia Valerio da Costa
Em 20/05/2010

1º Aniversário deste Blog: 21/04/2010

www.artigosecronicas.com.br

  

Assista em PPT alguns lançes do primeiro ano deste Blog:

1º Aniversário do Blog Artigos & Crônicas

 

Eu agradeço publicamente o apoio direta ou indiretamente de todos que contribuiram para o desenvolvimento e sucesso deste Blog. Que através das mensagens  registradas aqui neste Blog “Artigos & Crônicas” muitas vidas possam ser abençoadas!

Anísio – Scraps Pereira – http://www.scrapspereira.com.br/

Antonio – LedStyle – http://www.tuxresources.org/blog/

Claudio – Padoka Panneteria – http://www.padokapanneteria.com/

Eliseu – Belverede – http://belverede.blogspot.com/

Francikley – Vosbi – http://www.vosbi.blogspot.com/

Jacson – Família Sonho de Deus – http://minhafamiliasonhodedeus.blogspot.com/

João Cruzué – Olhar Cristão – http://olharcristao.blogspot.com/

Pr. Sílvio – Igreja Batista Filadélfia http://www.ibfaguarasa.com.br/

Valdeir – Ponderantes – http://www.ponderantes.com.br/

    

Sonia Valerio da Costa
23/04/2010     

Selos recebidos

 

Todos os Selos que este Blog recebeu, durante seu primeiro ano de existência, de Abril/2009 a Março/2010, coloco-os à disposição de todos os internautas que passarem por aqui.

 

 

“Este Blog é um Sonho” da amiga Leila Franca:

“PrêmioDardos” da amiga Isabel Ruiz:

“Blog Chic” da amiga Claudine:

“Mundo Melhor” da amiga Claudine:

“Este Blog é D+” da amiga Claudine:

“Este Blog é um Docinho” da amiga Vera:

“Cápsula do Tempo” da amiga Sereníssima:

“Uma Imagem Mil Palavras” da amiga Sereníssima:

“Mulher 2010” do amigo Valter Poeta:

“Este Blog Vale Ouro” do amigo Sérgio Cristino:

“Este Blog tem Glamour” da amiga Claudine:

“Blogueiro Noturno” do amigo Sérgio Cristino:

“Este Blog é uma Delícia” da amiga Rose Nakamura:

“Amizade Sem Fronteiras” da amiga Rosana:

Selos “Batalhão do Bem”

“Natal Presépio”

“Parabéns Mulher” da amiga Rose Sakamura:

“Feliz Páscoa com Jesus” da amiga Rosana:

“Blog Nota 10” da amiga Claudine:

Selos reunidos por Sonia Valerio da Costa
em 03/04/2010

Mulher (8 de Março)

A origem da comemoração do Dia da Mulher foi um episódio muito triste que aconteceu em Nova York, nos Estados Unidos, em 08 de março de 1857. Nesse dia, 129 operárias de uma fábrica de tecidos declararam greve por melhores salários e melhores condições de trabalho. Elas se recusaram a sair da fábrica e morreram em um incêndio criminoso. Por causa disso, essa data entrou para a história e foi escolhida para ser o Dia Internacional da Mulher.

Em plena Revolução Francesa, surgiu a Declaração dos Direitos da mulher e da cidadã. Lemos em seu preâmbulo:  “As mães, as filhas, as irmãs, representantes da nação, pedem para ser constituídas em Assembléia Nacional. Considerando que a ignorância, o esquecimento ou o desprezo pelos direitos da mulher são as únicas causas das desgraças públicas e da corrupção dos governantes, as mulheres resolveram expor os seus direitos naturais, inalienáveis e sagrados em uma declaração…”

Em consequência, o sexo superior em beleza e coragem nos sofrimentos maternos reconhece e declara, em presença do Ser supremo, os seguintes direitos da mulher cidadã:

Artigo 1º – A mulher nasce livre e permanece igual ao homem em direitos. As diferenças sociais podem ser baseadas no bem comum.

Artigo 2º – A finalidade de qualquer associação política é a conservação dos direitos naturais e imprescritíveis da mulher e do homem; esses direitos são: a liberdade, a propriedade, a segurança e, sobretudo, a resistência à opressão.

Essa Declaração cujo texto completo compreende dezessete artigos, semelhante à declaração de 26 de agosto de 1789, escrita por uma simples cidadã, nunca foi reconhecida e, portanto, nunca teve valor jurídico. A própria autora, Olympe de Gouges, foi guilhotinada em 1793.

Todavia muitos se conscientizaram de que o homem e a mulher têm os mesmos direitos e, por isso, devem ser tratados com o mesmo respeito e a mesma dignidade.

A Mulher exemplar

“Uma esposa exemplar; feliz quem a encontrar! É muito mais valiosa que os rubis. Seu marido tem plena confiança nela e nunca lhe falta coisa alguma. Ela só lhe faz o bem, e nunca o mal, todos os dias da sua vida. Escolhe a lã e o linho e com prazer trabalha com as mãos. Como os navios mercantes, ela traz de longe as suas provisões. Antes de clarear o dia ela se levanta, prepara comida para todos os de casa, e dá tarefas às suas servas. Ela avalia um campo e o compra; com o que ganha planta uma vinha. Entrega-se com vontade ao seu trabalho; seus braços são fortes e vigorosos.  Administra bem o seu comércio lucrativo, e a sua lâmpada fica acesa durante a noite. Nas mãos segura o fuso e com os dedos pega a roca. Acolhe os necessitados e estende as mãos aos pobres. Não teme por seus familiares quando chega a neve, pois todos eles vestem agasalhos. Faz cobertas para a sua cama; veste-se de linho fino e de púrpura. Seu marido é respeitado na porta da cidade, onde toma assento entre as autoridades da sua terra. Ela faz vestes de linho e as vende, e fornece cintos aos comerciantes. Reveste-se de força e dignidade; sorri diante do futuro. Fala com sabedoria e ensina com amor. Cuida dos negócios de sua casa e não dá lugar à preguiça. Seus filhos se levantam e a elogiam; seu marido também a elogia, dizendo: “Muitas mulheres são exemplares, mas você a todas supera”. A beleza é enganosa, e a formosura é passageira; mas a mulher que teme o Senhor será elogiada. Que ela receba a recompensa merecida, e as suas obras sejam elogiadas à porta da cidade.” (Palavras de Salomão – Prov.31:10-31)

Fontes de pesquisa:
EcoKids: guia de datas comemorativas (Marli Mitsunaga)
Origem das datas comemorativas (Mário Basacchi)
– Bíblia Sagrada.

Compilado por:

Sonia Valerio da Costa
04/03/2010

Prêmio “Amizade sem Fronteiras”

 

Nesta semana, nossa adorável amiga dihittiana, Rosana Madjarof, disponibilizou este maravilhoso Selo, que vem solidificar todas as amizades virtuais que ela conquistou aqui no diHITT, através de todo seu amor e carinho, expressado em seus textos poéticos.

Me sinto honrada por participar de seu grupo de amigos. Seu Blog é verdadeiramente um cantinho familiar, onde quem entra, se sente em casa e sempre encontrará novidades e surpresas agradáveis para conferir.

Da mesma forma que recebi, quero disponibilizar este Selo que simboliza a Amizade verdadeira, para todos os meus amigos que acessarem este Post.

Gostaria  de conhecer todos os  meus amigos que levarem este selo. Para tanto, tomem um cafezinho e depois deixem um comentário registrado aqui no meu Blog, pois guardarei como recordação de todos os Blogueiros que conheci. Obrigada a todos!

Sonia Valerio da Costa
19/02/2010
(Google Imagens)

Falando sobre Carnaval…

(Google Imagens)

A origem do carnaval tem seu início na pré-história, muitos povos praticavam rituais mágico-religiosos, baseados em princípios mitológicos. Nos tempos dos Impérios greco-romanos, no campo essas festas eram voltadas aos deuses da agricultura. Nas zonas urbanas, duravam seis dias e eram acompanhadas de representações dramáticas, que deram origem à comédia e à tragédia gregas. As festas romanas eram pautadas por grandes orgias, onde as diferenças sociais ficavam abolidas. De uma forma fantasiosa, praticavam a inversão dos sexos (os homens se vestiam de mulheres) e a inversão dos papéis (o escravo tornava-se senhor por um dia e vice-versa). Para tanto, suspendiam-se as leis e, obviamente, as condenações por crimes, quaisquer que fossem, não poderiam ser executadas.

Essas festas eram acompanhadas de um cortejo de carros em forma de navio ou de arado “carros navalis”, o “navigiu Ísidis”, com o qual os romanos da época imperial, à semelhança dos egípcios, saíam em procissão para celebrar a festa da deusa Isis. Possivelmente originou-se a expressão abreviada para “curnavalis”, origem da palavra italiana “carnavale”. Uma outra etimologia bastante encontrada para “carnavale” é o de “carnes levare”, de “ad levandes carnes”, ou seja, o convite ao jejum da carne, que precede a Quaresma. E assim, chega-se ao significado cristão da festa: o consentimento de um período de folia, antes dos quarenta dias de penitência, que antecedem a celebração da morte e ressurreição de Jesus.

Portanto, nessa festa um pouco pagã e um pouco cristã, confluíam vários ritos, onde reinava grande alegria extravasada na licenciosidade. As festas carnavalescas, em todos os países onde ainda são mantidas, desenvolveram-se a partir desses ritos. Na Idade Média, a Igreja Católica condenava as festas carnavalescas por terem se tornado pecaminosas e libertinas. Já no século XV o Papa Paulo II, passou a entender que se tratava de uma festa popular e que traria benefícios para a própria Igreja. As máscaras, por sua vez, se tornaram um hábito, chegando ao ponto de serem proibidas, por terem estimulado não somente o disfarce, mas também a prática de crimes.

Até a Idade Média o período carnavalesco correspondia desde o solstício de inverno (nosso atual 22 de dezembro) até o prenúncio da primavera. Mais tarde se transportaram para 40 dias antes da Páscoa católica, que acontece sempre no primeiro domingo de lua-cheia, depois do início da Primavera. O Domingo de Carnaval acontece sete domingos antes do Domingo de Páscoa, estando assim, relacionado com o calendário litúrgico e gregoriano, e com a quaresma católica que se inicia na quarta-feira de cinzas. Por mais que o tempo passe, o período de Carnaval continua vinculado à Páscoa dos Católicos;  por isso é uma festa móvel e sua data varia do começo do mês de fevereiro ao começo do mês de março.

Países que promovem festas carnavalescas
Europa (Itália, Portugal, França, Bélgica, Áustria, Suíça, Espanha, Dinamarca, Rússia, Ilha de Malta)
África (Angola)
Ásia (Japão)
América do Norte (Estados Unidos, Canadá)
América do Sul (Bolívia, Brasil)

Até 1986 o Carnaval Paulistano era administrado sob a responsabilidade da UESP (União das Escolas de Samba Paulistanas). Em junho se divide e é criada também a LIGA (Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo). Em 1990, no Governo da Prefeita Luiza Erundina, o Carnaval Paulistano e as manifestações artístico-populares a ele vinculadas, foram oficializados nos termos da Lei nº 10.831 de 04 de janeiro de 1990. Especifica-se nessa Lei que, sendo um Evento oficial da Cidade, o Carnaval em todas as suas manifestações, passa a ter o apoio e ser administrado pela Prefeitura da Cidade de São Paulo.

(Obs.: As informações acima descritas, são de cunho histórico e foram retiradas do livro “Carnaval & Samba em Evolução Na Cidade de São Paulo”, de Maria Apparecida Urbano. Editora Plêiade, São Paulo, 2005)

Bem, “Falando em Carnaval…”  como estamos às vésperas de mais uma festa carnavalesca,  baseada na origem histórica do Carnaval, como acabamos de ler, para mim ficou bem claro, que o Carnaval é uma festa primitiva, pagã e teve origem na adoração dos deuses mitológicos. Com o passar do tempo, por questões um tanto vagas, essa festa foi sendo absorvida e finalmente vinculada oficialmente ao Catolicismo.

Sendo assim, abriu-se um parêntesis, um consentimento, uma licença oficial, ou como diz uma frase popular, “pedir cinco minutos de licença para Deus”, para poder praticar tudo o que a carne (corpo físico) desejar, numa total licenciosidade, pois em seguida se entraria num período de penitência. Acrescente-se ainda que, historicamente, o sentido principal do Carnaval é a prática da inversão de papéis exercidos dentro da sociedade e, consequentemente a “inversão de valores”; o mais condenável aqui, moralmente falando, é que,  durante o período dessas festas carnavalescas, devido a permissividade e a utilização de máscaras, qualquer crime que fosse praticado, não receberia nenhuma punição.

É lamentável que uma festa popular que só vem trazer prejuizos físicos, morais, emocionais e espirituais, seja oficialmente legalizada, com apoio tanto político, quanto religioso.

Quando o Carnaval se aproxima, sempre me lembro de uma festa semelhante, que aconteceu por volta de cinco séculos A.C., onde o Rei Belsazar promoveu um grande banquete ao deus mitológico Baco (deus do vinho), fazendo questão de utilizar todos os utensílios de ouro e de prata que seu pai, Nabucodonozor, havia trazido do Templo de Jerusalém. Era uma festa pagã, de cunho político e religioso. Em meio àquele verdadeiro bacanal, o rei presenciou dedos de mão de homem escrevendo no reboque da parede, na parte mais iluminada do Palácio Real. Nenhum sábio, astrólogo, mago ou advinhador daquele Reino souberam interpretar aquelas palavras.

Nesse momento de perturbação psicológica e emocional, alguém se lembrou do Profeta Daniel  pois nele se achava um espírito excelente e adorava o Deus dos deuses, Criador dos céus e da terra. Daniel foi conduzido à presença do Rei e através de revelação Divina interpretou aquelas palavras, dizendo:

“Deus contou os dias do teu reinado e determinou o seu fim. Foste pesado na balança e achado em falta. Teu reino foi dividido e entregue aos medos e persas.”

Naquela mesma noite cumpriram-se aquelas palavras. O Rei Belsazar foi morto e o Rei Dario, o medo, ocupou aquele reino. (Você poderá conferir na Bíblia Sagrada, no Livro do Profeta Daniel, capítulo 5).

Somos livres para fazermos o que quisermos, pois o próprio Deus que nos criou, nos deu essa liberdade. Porém, devemos ter maturidade suficiente, para assumirmos toda e qualquer consequência de suas atitudes, sem querer depois, transferí-la para Deus.  Finalizo com algumas perguntas para reflexão:

“Será que alguém pode ter certeza de que na 4ª feira de cinzas estará vivo para poder se redimir com cinzas?”
“Existe alguma garantia de que os participantes dessas festividades entrarão e sairão ilesos sem contrair doença alguma?”
“Quantos jovens será, que se tornarão viciados em drogas?”
“Quantas adolescentes será, que ficarão grávidas e talvez nem saberão quem foi o pai, do filho que estará sendo gerado em seu ventre?”
“Quantas famílias serão desfeitas, devido a traição de um dos conjuges?”
“Será que vale a pena se divertir por uns dias e depois chorar as consequências pelo resto da vida?”

Eis a questão: “Vale a pena pular o Carnaval?… Você decide!”

Sonia Valerio da Costa
08/02/2009