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Posts Tagged ‘cuidado divino’

Escrito Nas Estrelas

Essa expressão “escrito nas estrelas” popularizou-se principalmente em 2010, época em que a novela que levou esse nome, foi exibida na televisão brasileira. Não pretendo tecer comentarios sobre tal novela, pois não tive a oportunidade de assistir nenhum de seus capítulos; neste artigo quero mesmo é comentar a respeito do conceito que essa frase transmite e que lições podemos captar sobre o assunto.

“Escrito nas estrelas” é, provavelmente, uma nova versão da frase já conhecida anteriormente “está escrito”, pois ambas têm o mesmo significado simbólico, da existência de um destino traçado para cada ser humano e que, por “estar escrito” nada poderá ser mudado ou anulado. Linguisticamente dizer “escrito nas estrelas”, causa maior impacto, do que dizer apenas “está escrito”. Está claro que essas argumentações são apenas reflexões filosóficas, como forma de encontrar um melhor entendimento, e assim poder aplicá-las em nossas atitudes do cotidiano. Precisamos apenas ser cautelosos quanto ao significado dessas palavras que  em sua essência podem estimular a credibilidade na predestinação absoluta.

Atualmente, com o avanço das novas tecnologias, qualquer documento pode ser alterado, camuflado, ou subornado de alguma forma, mesmo considerando os diversos tipos de suporte conhecidos: papel, madeira, ferro, pedra, ou principalmente, o virtual. Um dos motivos que contribuiu para a criação dessa frase, foi justamente a busca de um “suporte” que fosse mais duradouro a ponto de não se poder alterá-lo; é possível que a partir daí, alguém deve ter pensado: porque então não “escrever” nas estrelas?!!.

Quando transitamos da adolescencia para a juventude, começamos a delinear sonhos para nosso futuro e vamos procurando viver em direção à realização dos mesmos. É certo que todos enfrentam dificuldades e barreiras, às vezes quase que intransponíveis, mas os que perseveram sempre acabam realizando o que sonharam; se não tudo, pelo menos em parte.

Após a euforia da realização, entramos num periodo de monotonia, quando então nos parece que, o sonho que tanto ansiávamos realizar, não foi bem concretizado; é nesse momento de decepção, que nos vêm os questionamentos quanto ao nosso destino, e perguntamos para nós mesmos: será que o que estou vivenciando estava mesmo “escrito” desde que nasci?!.

Sabemos que existe um apelo insano através das diversas midias em falar sobre esse assunto de destino, predestinação e carma, pois eles alimentam a curiosidade da audiência e proporcionam um excelente ibope. Esse assunto tem sido muito explorado, mas bem pouco compreendido. Para melhor compreensão do meu raciocínio, quero comentar alguns fatos registrados na Bíblia Sagrada, que nos ajudarão a esclarecer melhor a sutil diferença entre predestinação e uma promessa feita por Deus.

Uma historia bíblica bastante conhecida é o pacto que Deus fez com Abraão. Deus prometeu a ele, confirmando diversas vezes que lhe daria um filho o qual seria seu herdeiro; sua descendência seria tão grande que Deus comparou-a ao pó da terra, à areia do mar e finalmente à quantidade de estrelas nos céus. A promessa estava feita, ou seja, “estava escrito”, porém Abraão achou que Deus estava demorando demais para cumprir a sua promessa, então acabou cedendo à sugestão de Sara, sua esposa, que lhe ofereceu uma escrava para que dela pudesse gerar o filho prometido para Abraão.

Essa precipitação de Abraão não “estava escrita” e muito menos predestinada, porém Deus não interferiu, porque no princípio da criação, Ele mesmo deu o livre-arbítrio para o homem, e portanto, qualquer interferência nas decisões humanas, Deus estaria se contradizendo na sua essência. Lamentavelmente essa interferência de Abraão nas promessas recebidas da parte de Deus, até hoje interferem nas relações internacionais, devido à contínua guerra entre os descendentes de seus filhos: Ismael e Isaque (Gn. cap. 15, 16 e 21).

Apesar de Deus nos ter oferecido o livre-arbítrio, é muito melhor, para nosso próprio bem, abrirmos mão desse direito e nos submetermos à vontade de Deus para nossas vidas. Quando aceitamos o que Deus nos predestinou, tudo caminha às mil maravilhas; mas, como humanos, temos grande dificuldade em confiarmos totalmente em Deus. A confiança é um sentimento que se adquire com a convivência e interação diária com o outro.

Outro exemplo registrado na Bíblia é a historia de Rute. O esposo dessa moça moabita veio a falecer e não lhe deixou filhos; quase que simultaneamente faleceu também seu cunhado e seu sogro.  Diante desse quadro desolador, sua sogra, Noemi, resolveu voltar para sua terra, que era Belém. Orfa a outra nora de Noemi, também viúva, decidiu ficar em Moabe e aguardar alí mesmo um novo casamento; mas Rute se apegou à sua sogra e escolheu partir com ela para Belém, não tendo nenhuma perspectiva de felicidade. A historia de Rute é uma linda historia de amor; quem não a conhece seria interessante ler esse livro que leva seu nome e faz parte da Biblia Sagrada.

Podemos dizer que estava “escrito nas estrelas”, pois sabemos que Deus tinha um propósito maravilhoso para a vida de Noemi e de Rute. Ambas, simplesmente viveram uma vida de confiança e comunhão com Deus seguindo passo-a-passo os seus preceitos durante suas vidas. Foi assim que Rute se encontrou com Boaz e teve um final feliz; seu filho Obede foi avô de Davi, de cuja descendência nasceu Jesus Cristo o Salvador da humanidade.

O mundo sofre com a precipitação de Abraão, mas também se alegra com a confiança que Rute depositou no Deus de Noemi fazendo-a participante da genealogia de Jesus.

Com esses exemplos apresentados não pretendo de forma alguma julgar a atitude dos personagens comentados, mesmo porque, Deus considerou Abraão como “o pai da fé”. Meu objetivo é apenas focar as atitudes que eles tiveram durante suas vidas, diante do que “estava escrito” para eles.

Deus nos predestinou a todos para que fôssemos salvos e conhecêssemos a verdade; apesar de ser predestinação, temos o direito de escolher outro caminho ou também servir a outros deuses (Rm. 8:28-30 e I Tm. 2:3-4). É por isso que Deus sempre “escreve” o melhor para todos os seres humanos, independente da sua religião, crença ou filosofia. A grande diferença está em aceitarmos ou não, a linda historia escrita por Deus para cada um de nós; a verdade é que nossas interferências inconsequentes, sempre acabam contribuindo para que tenhamos um destino fracassado.

Podemos dizer que quando Deus nos faz uma promessa,  Ele está “escrevendo nas estrelas” para nossa vida; assim, é importante que entreguemos os nossos sonhos nas mãos dEle, pois Ele delineará de forma sábia, nos proporcionando as duas coisas: o que Ele escreveu e a plena realização de nossos sonhos.

Para Deus não importa em que fase da vida nos encontramos; basta apenas nos voltarmos para Ele, pois somente Ele tem o poder de corrigir nossos passos errados, nossas precipitações e nos colocar novamente no caminho da vitoria.

Creiamos que se colocarmos nossos sonhos nas mãos de Deus, eles ainda poderão ser realizados e ainda vamos acabar reconhecendo que “valeu a pena esperar”.

Para pensar:

“Não devemos adequar as promessas de Deus aos nossos sonhos, pois eles se tornarão inatingíveis; somente quando adequamos nossos sonhos às promessas de Deus, é que então teremos a garantia de alcançarmos a plena realização deles.”

“Mais vale esperar em Deus e finalmente viver alguns anos de felicidade, do que nos precipitarmos e amargarmos uma vida toda de tormentos.”

Deus é fiel!!!!

Por Sonia Valerio da Costa

Em 28/04/2012

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Esconderijo do Altíssimo (Salmo 91)

(Imagens Google)

A prática de deixar a Bíblia aberta no Salmo 91, tem sido muito comum entre os cristãos. Esse comportamento é digno de respeito para com a crença de quem possui esse costume, porém o mais importante é a necessidade de entendermos o significado das palavras ali escritas, para que elas possam produzir o efeito desejado em nossas vidas.

Já ouvi muitas vezes a frase “A Bíblia fechada é apenas um livro, mas aberta é a Palavra de Deus”. Concordo apenas em parte com esta frase, pois a Bíblia passa a ser a Palavra de Deus a partir do momento em que é lida; aí sim, o Espírito Santo nos oferece o entendimento e a interpretação da vontade de Deus para conosco.

Meu objetivo neste artigo não é questionar essa prática, mas sim expor uma interpretação para esse Salmo tão conhecido e que tem abençoado muitas vidas. Quando o salmista escreveu “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo à sombra do Onipotente descansará”, ele estava falando de sua própria experiência com Deus.

Creio ser importante, antes de mais nada, conhecermos onde é o esconderijo do Altíssimo, para que nele possamos habitar. Deus nos disponibilizou um lugar especial onde podemos habitar com toda segurança e esse lugar é Jesus Cristo seu próprio Filho. Da mesma forma que o sangue passado no batente da porta das casas dos filhos de Israel, sinalizou a salvação para os primogênitos, simbolicamente o sangue de Jesus Cristo derramado na cruz do Calvário, também nos proporciona salvação e nos livra da morte e separação eterna de Deus.

Em Jesus Cristo podemos nos refugiar do inimigo das nossas almas, o qual nunca encontrará espaço nem condições de nos prejudicar. Em Jesus estamos protegidos como os filhotes dos pássaros que se aninham embaixo das asas do pássaro-mãe. Em Jesus possuímos um arsenal imbatível (o capacete da salvação, o escudo da fé e a Espada do Espírito) para combater os ataques mortíferos que o inimigo lança em nossa mente, tentando nos atingir.

Da mesma forma que o trabalhador chega cansado do seu trabalho e encontra amor, descanso e conforto em seu lar, em Jesus encontramos ambiente para descansarmos, repousarmos e também sermos revigorados espiritualmente. Jesus é o esconderijo que Deus nos disponibilizou.

Quando verdadeiramente habitamos no esconderijo de Deus, ou seja, quando estamos em Jesus, Ele nos livra das armadilhas e das doenças mortais, nos protege debaixo das suas asas, onde nos sentimos seguros; sua fidelidade nos protege como escudo; nEle não tememos a escuridão e nem a violência durante o dia. Não ficaremos assustados com a doença que se espalha nas trevas, nem com a destruição que acontece ao meio-dia.

Mil podem ser feridos e caírem ao nosso lado e outros dez mil morrerem à nossa direita, mas não seremos atingidos; somente contemplaremos a recompensa dos ímpios. Em Jesus nenhum mal nos sucederá e nossa casa não será atingida por desgraças. Ele dá ordem aos seus anjos para que nos guardem em todos os nossos caminhos. Somos sustentados em Suas mãos para que não tropecemos nas pedras do caminho.

Para todos os que aceitaram habitar em Jesus Cristo, cremos que por inspiração divina, o salmista profetiza as seguintes palavras, como sendo o próprio Deus falando conosco: “Pois assim diz o Senhor sobre ti: Ele se entregou a mim de todo o coração, por isso eu o salvarei! Ele me conhece pessoalmente e por isso Eu o colocarei num lugar alto e seguro. Ele me pedirá ajuda e eu lhe responderei. Quando estiver em dificuldades, Eu estarei ao seu lado, resolverei seus problemas e lhe darei uma posição de honra. Darei a ele uma vida longa e feliz, e a minha salvação”.

Satanás certamente sabia que o Salmo 91 se referia a Jesus Cristo, o Messias, pois Ele seria o esconderijo divino para todos aqueles que O aceitassem como seu único e suficiente Salvador; por isso utilizou as palavras deste Salmo para tentar a Jesus, mas Jesus conhecendo a astúcia do adversário, utilizou a própria Palavra de Deus para repreender a Satanás. (Bíblia Sagrada, Lucas 4:1-13).

Assim, quero deixar um conselho a todos os cristãos simpatizantes do Salmo 91, que não apenas deixem suas Bíblias abertas nele, mas que leiam este texto Bíblico, meditando em cada palavra e então vocês sentirão o Espírito Santo de Deus revelando segredos divinos e mostrando o verdadeiro esconderijo do Altíssimo.

Palavra ministrada em Caucaia do Alto (SP)
por Sonia Valerio da Costa
Em 01/10/2011  

Por que choras Mulher?

 

Já nascemos chorando e também derramamos muitas lágrimas no decorrer de nossas vidas, devido às circunstancias que vivenciamos direta e/ou indiretamente. Neste artigo quero me referir apenas ao choro como consequencia de uma dor provocada por uma angústia que envolve nossa alma.

Essa pergunta “porque choras mulher?” foi proferida pelo proprio Jesus depois de ressurreto. Se Deus promete enxugar nossas lágrimas, porque passamos por angustias e tristezas que nos levam ao choro? Porquê passamos anos chorando e nos angustiando pelos mesmos problemas e eles nunca se resolvem? Entendo que muitas vezes Deus permite que passemos por adversidades para nos fortalecer emocionalmente, e confiar mais nEle, porém Ele não tem prazer em nos deixar atravessar “noites” intermináveis, onde os anos passam e nunca vemos o amanhecer.

Lendo este texto bíblico (Jo. 20:11-18) entendi que Maria Madalena teve algumas atitudes importantes e que merecem nossa atenção de forma que possam ser aplicadas em nossas vidas, quando estivermos enfrentando uma situação de angustia e de choro.

Após a morte de Jesus, enquanto os discípulos se esconderam com medo de serem presos por terem seguido o Mestre, Maria Madalena teve outra atitude: inconformada com a morte de Jesus, foi até o sepulcro para chorar a perda de Seu Mestre. Vemos que Maria Madalena teve coragem de se expor para o mundo, demonstrando publicamente sua angustia por ter perdido o Mestre; assim, entendemos que o medo sempre forma uma barreira, muitas vezes intransponível, o que nos impede de chegar diante de Jesus para que Ele possa verdadeiramente enxugar nossas lágrimas.

Além da coragem de se expor publicamente, vemos que Maria Madalena foi chorar no lugar certo, isto é, onde havia visto Jesus pela última vez; se ela, ao invés de ir ao sepulcro, tivesse ido derramar suas lágrimas no Templo, com certeza teria perdido aquele encontro emocionante com o Mestre. Entendemos também que muitas vezes Deus não enxuga nossas lágrimas porque não estamos indo no lugar que Ele nos aguarda.

Lamentavelmente temos presenciado Instituições de diversos credos religiosos que adotaram liturgias sem nenhum fundamento bíblico e fazem questão de conclamar as multidões, afirmando que somente em tais locais poderão ter um encontro com Jesus; diversos fetiches criados por alguns líderes religiosos correspondem com práticas de invocação de espíritos, cuja Bíblia condena. As pessoas entram nesses templos, ficam emocionadas com as promessas que ouvem e acabam recebendo muita alegria, mas é apenas uma alegria passageira; quando saem dali, aquele clima nostálgico desaparece e o choro volta a tomar conta de seus pensamentos e emoções.

Aqui vale uma reflexão: será que Deus tem estado presente no lugar em que nos reunimos para adorá-lo, principalmente para enxugar nossas lágrimas, isto é, resolver literalmente nossos infortúnios? Precisamos entender que homem nenhum nesta terra tem poder para enxugar as lágrimas da nossa alma; somente Deus pode fazer isto perfeitamente. E Deus somente o fará se estivermos O adorando em Espírito e em Verdade.

De um modo geral as religiões precisam checar suas práticas à luz da Palavra de Deus, pois o proprio Jesus, depois de anos frequentando o Templo para aprender a Torá, entendeu que não poderia iniciar seu ministerio terreno, se ficasse atrelado aos desmandos dos Doutores da Lei; a religiosidade professada na época de Jesus, estava de tal forma engessada que seus seguidores não conseguiriam compreender Sua mensagem; e de fato acabaram crucificando o próprio Mestre Jesus Cristo.

Encontramos muitos “doutores da lei” que hoje em dia ainda tentam crucificar a Jesus, simplesmente porque o “jugo dEle é suave e Seu fardo é leve”; querem que seus seguidores acreditem que a Salvação oferecida gratuitamente por Jesus, precisa ser acompanhada de algumas “regrinhas” para que possa ser alcançada.

Mas voltando a analisar as atitudes de Maria Madalena, além dela não se preocupar com o que pudessem pensar ao seu respeito, ela foi até o local onde vira Jesus pela última vez. Simbolicamente acabamos permitindo em nossos cultos de adoração a Deus, que Jesus seja novamente “crucificado” e “enterrado” sob o dominio da nossa incredulidade provocada pelas nossas desilusões.

Neste momento peço que você reflita a respeito de sua vida; sua alma está angustiada e chora por não visualizar possibilidade nenhuma de que alguém enxugue suas lágrimas? Procure se lembrar onde foi que você se encontrou com Jesus pela última vez! Esse local pode ter sido esquecido no tempo e no espaço, mas Jesus te fará lembrar dele agora; volte lá, pois Jesus o espera para enxugar suas lágrimas.

Faça como Maria Madalena que não ficou apenas do lado de fora, mas abaixou-se e olhou dentro do sepulcro, pois estava determinada a ver Jesus. Foi então que pode contemplar a presença de dois anjos que lhe anunciaram que Jesus havia ressuscitado. É nesse local onde vimos Jesus pela última vez que poderemos receber as boas novas que nossa alma tanto anseia ouvir, presenciar e usufruir.

Quando desejamos com todas as forças da nossa alma, ver a Jesus, Ele sente prazer em se revelar para nós. Foi o que aconteceu com Maria Madalena; sua ansiedade e necessidade de ver a Jesus era tão grande que não conseguiu reconhecê-lo quando Ele apenas fez a pergunta: “porque choras, mulher?”. Ela o reconheceu quando Ele a chamou pelo nome “Maria”. Aquela forma de chamar pelo seu nome era inconfundível; somente Jesus a chamava de uma forma tão suave e cheia de autoridade, expressando o amor divinal que sempre se emanava dEle.

Emocionada ela queria deter Jesus e talvez até levá-lo para sua casa, porém agora depois de ressuscitado e livre das necessidades inerentes ao corpo humano, Jesus não seria mais apenas de um grupo de 12 discípulos, ou de uma cidade, ou mesmo de um país. Agora Jesus estava sendo entregue para a salvação de toda a humanidade, de todos os povos, linguas e nações.

Jesus nunca se deixará prender por religiões, dogmas, crenças ou tradições; Ele estará sempre acima das discussões e desentendimentos religiosos; Ele não veio salvar apenas um povo ou denominação. Ele foi enviado por Deus o Pai, para salvar a todos os que O aceitarem como Senhor e Salvador de suas vidas.

Falo com toda convicção que se você estiver frequentando um lugar onde suas lágrimas são cada vez mais abundantes e nunca chega o tempo de alegrias, procure investigar se Jesus está por lá. Talvez Ele tenha deixado esse local e nem mesmo os líderes se deram conta desse fato.

Se você ainda não teve um encontro pessoal com o Mestre Jesus, comece a ler a Sua Palavra que é a Bíblia Sagrada e, com certeza, você irá encontrá-lo. Vamos fazer como Maria Madalena: procurar diligentemente por Jesus até encontrá-lo e então Ele enxugará nossas lágrimas, transformando nossa tristeza em alegria e nossa “noite”, num lindo amanhecer!

Por Sonia Valerio da Costa
Em 27/09/2011

Trilhando Pelo Caminho das Pedras

(Google Imagens)

Todos nós encontramos muitas “pedras” ao longo de nossa caminhada por esta vida. Na maioria das vezes elas nos machucam e interferem diretamente no nosso estado emocional e comportamental. Se as considerássemos como oportunidades, e não como dificuldades, poderíamos alcançar resultados mais satisfatórios e benéficos para nós mesmos. Não podemos ignorá-las, porém, a solução será encontrada na forma como lidarmos com elas.

Muitas vezes passamos a vida toda pedindo a Deus para remover nossas dificuldades e não percebemos que nos bastaria apenas uma iniciativa ou uma simples atitude, e o problema já estaria resolvido. Como humanos que somos, ou por displicencia ou por falta de sabedoria, jogamos fora as pedras preciosas, colecionamos as que não servem para nada, e ainda ficamos reclamando de nossa “sorte”.

Podemos ignorá-las e seguir em frente ou então mudarmos a direção de nossa caminhada; às vezes tropeçamos em alguma delas e perdemos tempo analisando o tamanho, a qualidade ou mesmo o valor dessa “pedra” e esquecemos de correr atrás de nossos sonhos. Deixamos a vida passar sem realizarmos nada de produtivo pois nos falta coragem de removê-las ou abraçá-las e enfrentar as consequencias que poderão advir de uma ou de outra atitude.

Alguns exemplos bíblicos poderão nos ajudar a compreender melhor essa reflexão. Para ressuscitar Lázaro Jesus ordenou aos presentes que tirassem a pedra que bloqueava a entrada do túmulo (Bíblia Sagrada, João 11:38-45). Marta foi a primeira a questionar o Mestre dizendo que já era de 4 dias e cheirava mal; suas palavras exprimiam a realidade dos fatos, pois com certeza, ninguém alí estaria disposto a sentir o cheiro fétido de um corpo em decomposição. Estavam mais preocupados com o problema em si do que com a solução que Jesus poderia dar; se por um lado estavam se mostrando acomodados à situação de passar o resto da vida sem Lázaro, por outro não criam no milagre que Jesus poderia realizar, trazendo a vida de volta àquele corpo morto e já enterrado.

Quando Jesus chega para solucionar uma de nossas dificuldades, na maioria das vezes, nós mesmos somos o maior empecilho para a realização do milagre. Chegamos ao ponto de vermos nossa bênção ressuscitada ou restaurada, mas não queremos abraçá-la, simplesmente por escrúpulos sociais, pois nos preocupamos com a opinião alheia, de termos enterrado um sonho e agora estarmos novamente buscando sua realização. Poderemos ser acusados de não saber o que queremos, pois uma hora “enterramos” nossos anseios e outra hora os “ressuscitamos”. Cabe aqui dizer que não podemos ser inconstantes como as ondas do mar; precisamos ser definidos em nossas decisões. Se almejamos alcançar um objetivo, não podemos desistir no meio do caminho, até mesmo diante da morte, pois para Deus, que é o dono da vida, a morte é apenas um detalhe.

Temos um outro exemplo quando três mulheres foram visitar o túmulo de Jesus e estavam preocupadas em como removeriam a pedra que havia sido colocada para bloquear a entrada. Quando chegaram perceberam que a pedra já havia sido removida; o proprio anjo do Senhor fez o que elas não poderiam fazer. A pedra não fora removida para que Jesus ressuscitasse, mas para que as mulheres pudessem constatar que o corpo de Jesus não estava mais alí.

Vamos analisar. Se Jesus tivesse ressuscitado sem a remoção da pedra, quem iria comprovar o fato? Com o passar do tempo, mesmo que alguém ousasse remover a pedra para pesquisas científicas a respeito do corpo de Jesus, nada encontrariam e poderiam concluir que os guardas haviam vacilado na segurança, dando ocasião para que alguém pudesse roubar o corpo; assim, a ressurreição passaria a ser um mito não comprovado na historia judaica. Dessa forma entendemos que a pedra foi milagrosamente removida, não para que Jesus ressuscitasse, mas para que a humanidade constatasse com seus proprios olhos, o milagre que acontecera.

Nesse fato podemos entender a vontade soberana de Deus; quando Ele deseja realizar algum propósito em nossa vida, Ele faz acontecer, independentemente da nossa vontade e/ou atitude. Ele mesmo remove os empecilhos e faz com que o sonho seja realizado, não necessitando de nossa interferencia na situação. Nossas preocupações são totalmente dispensáveis diante da vontade do nosso Criador.

Nos exemplos citados anteriormente, tanto na ressurreição de Lázaro, quanto na de Jesus vemos apenas diferença de propósitos e objetivos a serem alcançados por Deus, porém em ambos a pedra representava dificuldades. No primeiro exemplo, Deus levou o homem a uma atitude de remover a pedra, para que através do milagre da ressurreição de Lázaro, Seu nome pudesse ser glorificado entre os homens. Na ressurreição de Jesus, Deus não aceitou nenhuma interferencia humana para que ninguém se achasse digno de adoração, por ter “ajudado” de alguma forma na realização do plano divino de resgatar o homem do seu estado pecaminoso; Deus nos amou de tal maneira, que se deu voluntariamente a si mesmo, para nos trazer salvação. (Bíblia Sagrada, Jo. 3:16)

Encontramos outros acontecimentos registrados na Bíblia Sagrada, onde entendemos que as pedras encontradas foram oportunidades de bênçãos. Após ter vencido os filisteus, Samuel colocou uma pedra entre Mispa e Sem e chamou o seu nome Ebenezer, que significa “Até aqui nos ajudou o Senhor”; aquela pedra simbolizou um altar onde puderam glorificar e exaltar o Nome do Senhor Deus dos Exércitos (Bíblia Sagrada, I Sm. 7:12). Um segundo exemplo de oportunidade foi uma das cinco pedras que Davi utilizou para derrotar Golias que desafiava o povo de Israel (Bíblia Sagrada, I Sm. 17:49).

Se a dificuldade que estamos enfrentando for no âmbito secular, Deus, através de seu Espírito Santo, nos levará até onde a pedra estiver e nos dará orientações para saber se deveremos removê-la de nosso caminho ou utilizá-la como uma oportunidade para a realização do milagre que esperamos. Se for no âmbito espiritual, não precisamos nos preocupar com os obstáculos que bloqueiam nossa vontade de conhecer Deus, pois ao contemplar nossa intenção, Deus mesmo remove as pedras da cegueira e da ignorancia espiritual para que possamos nos encontrar com Ele; somos conduzidos pelo caminho (Jesus), para que possamos ter um encontro de paz com o nosso Criador.

De qualquer forma, sempre será melhor caminharmos em direção ao túmulo de Jesus, para constatarmos que Ele ressuscitou e que através dEle podemos ter comunhão com Deus o Pai e O recebermos como Senhor de nossas vidas. A partir de então Ele nos levará pelos caminhos da nossa existencia e nos mostrará o que fazer com as pedras que encontrarmos, de forma que Ele possa ter a liberdade de realizar tanto os milagres que precisamos, quanto os que desejamos.

“Podemos utilizar as pedras encontradas no caminho, para fazer delas um caminho de pedras.” (Sonia Valerio da Costa)

(Google Imagens)

 
Por Sonia Valerio da Costa
Em 19/07/2011


Você poderá gostar também de: Uma Pedra no Caminho

 

Meus Pensamentos (4)

“Uma das melhores qualidades para cultivar um bom relacionamento é a sinceridade. Muitas vezes, pode até machucar, mas impede a construção de barreiras inúteis.” (06/04/2011)

“Não deixe para amanhã o amor que você pode expressar hoje. O tempo é traiçoeiro… nunca sabemos de antemão, a favor ou contra quem ele conspira. Somente o HOJE nos pertence! Amanhã pode ser tarde demais, e teremos apenas arrependimentos para guardar em nossas lembranças!” (05/04/2011)

“A altura que colocamos nossos sonhos será proporcional ao tempo de sua realização! Não desanime se você ainda não alcançou a realização de seus sonhos; não importa o quanto tempo ele demore para se realizar. O que mais importa é que quando ele se realizar, você possa estar inteiro(a) para usufruí-lo! Cuide-se física, espiritual mental e emocionalmente!” (17/03/2011)

“Os “loucos” também amam e devem ser amados! Viver perigosamente pode ser uma grande aventura! O amor SEMPRE triunfa sobre qualquer coração, por mais duro que possa parecer! Por isso vale a pena amar “loucamente” como Jesus amou….. até à morte!!!!! Só quem vive essa experiência é que tem o direito de triunfar como Jesus triunfou! Ame! Ame! Ame! e…. Ame!” (16/03/2011)

Pensamentos criados e postados no FaceBook
Por Sonia Valerio da Costa

Uma Outra TPM

(Imagens Google)

Meu propósito não é falar da TPM popularmente conhecida como “tensão pré-menstrual”, mas sim do “Transtorno de Personalidades Múltiplas”.

A primeira TPM, além de atingir apenas as mulheres, já é facilmente contornável com simples medicamentos e algumas doses de paciência; sua origem é física ou biológica. Já a segunda TPM, além de atingir tanto homens como mulheres, tem origem em traumas da infância e vão se manifestar como transtornos mentais principalmente na fase adulta.

Essa TPM surge repentinamente em crises de alter egos detonados pela interação de diversos fatores. Muitos estudiosos porém, defendem que o desencadeamento desta patologia tem sua origem em abusos sexuais durante a infância do paciente e também pode ser desencadeada por meio de quadros de grande estresse pós-traumático.

O paciente cria diversas personalidades para que ele mesmo vivencie de uma forma dissociada e anormal da consciência. Seria um mecanismo de defesa para ocultar as lembranças traumáticas e doloridas vivenciadas em outros periodos da vida. A TPM trata-se da criação de diversas personalidades dentro de um mesmo individuo, sendo que essas personalidades são completas e complexas. Cada uma delas se evidencia a um momento, tem suas próprias memórias, nem sempre reconhece outra personalidade vivenciada em momento anterior e, quando isso ocorre, pode rivalizar ou fraternizar com a atual.

Existem casos que a pessoa convive com apenas uma das personalidades desenvolvidas e portanto não demonstra anormalidade. Porém, pessoas mais próximas costumam presenciar mudanças bruscas de comportamento que passam pela forma de falar, agir, vestir, desaparecimentos eventuais e falta de explicação para esses “sumiços”.

Escrito com a ajuda de Clifford Thurlow, o livro “Hoje Sou Alice – Nove personalidades, uma mente torturada” (Editora Larousse do Brasil, 2010), é “um relato verdadeiro e extremamente pessoal dos eventos que se deram ao longo da minha infância e de como continuam assombrando minha vida adulta”, como afirma a própria Alice. “Sofri abuso sexual, físico e emocional até os 16 anos de idade, e não contei a ninguém”, destaca.

A melhor atitude é ter a coragem de denunciar o abusador, seja quem for, mesmo que pai ou mãe. A maior dificuldade para se tomar essa iniciativa é a preocupação com o que a sociedade, ou as pessoas próximas ao nosso convívio social vão pensar.

Temos que admitir a ocorrência desses abusos sexuais de pedofilia, independentemente de nível econômico, social, poder aquisitivo ou religioso; quando acontece em familias tradicionais da sociedade ou principalmente no meio cristão, os familiares preferem manter o paciente prisioneiro de suas próprias personalidades criadas por ele como forma de fuga, do que buscar tratamento e proporcionar um “escândalo” envolvendo o nome da família.

É lamentável quando os familiares preferem conviver com um parente tido como louco e anti-social, do que buscar ajuda para libertação dessa pessoa. Nesses casos, a própria familia se torna inimiga do seu doente, simplesmente porque não querem chegar ao âmago da questão e resolver o problema de vez.

Decidi escrever sobre este assunto, pois percebi que meu artigo sobre Cristãos Bipolares, escrito no sentido espiritual, foi muito mais acessado para buscar informações de solução física. Ainda existe muita resistência no meio evangélico em relação à distinção de doenças de cunho psicológico e psiquiátrico e a possessão demoníaca. Precisamos entender de uma vez por todas, que nem tudo é possessão demoníaca e muito menos culpa do diabo.

Muitas doenças são desencadeadas pela nossa própria desobediência moral e espiritual; quantos pais percebem que está acontecendo algo estranho com seus filhos, porém, ao invés de investigarem o que está acontecendo para que possam em tempo evitar uma desgraça, preferem assistir as novelas e os jogos de futebol, ou mesmo pegarem um cinema para assistir estréias e pré-estréias, pois afinal, eles merecem e estão muito cansados… não é mesmo?…. Dura realidade que a atual sociedade enfrenta.

Para que a tortura enfrentada pelo paciente que possui a TPM, possa ser melhor compreendida, vou transcrever um trecho do livro de Alice, conforme publicado na revista “Psique Ciência & Vida” de onde extraí as informações deste texto. Vejam: “Eu estava ‘possuída’ não por algo externo – demônios, diabo, espíritos bons ou maus -, mas por personalidades alternativas que emergiam independentemente da minha vontade ou conhecimento e que se tornavam aos poucos mais auto-conscientes e confiantes… fiz uma lista dos suspeitos: bebê Alice; Alice nº 2, que tinha dois anos e gostava de chupar pirulitos grudentos; Billy; Samuel; Shirley; Kato; e a enigmática Eliza… Estava cercada por personalidades alternativas, como se cada uma representasse um aspecto meu em particular enquanto ocultava minha personalidade real, completa, de mim mesma e do mundo.”

No livro, Alice pergunta: “O que é Transtorno de Personalidade Múltipla?” E responde subjetivamente: “é uma garotinha que imagina que o abuso está acontecendo com outra pessoa. Aí está o núcleo do distúrbio, o que dá origem a todos os outros traços. Essa fantasia é tão intensa, tão subjetivamente convincente e adaptativa, que a criança abusada tem aspectos próprios dissociados em outras pessoas. Essa é a característica principal, e também o que torna a doença tratável, pois a fantasia pode ser superada no momento em que o paciente confronta o passado e lida com ele.”

O  psicanalista, doutor em Psicologia Clínica  e Professor da Universidade Mackenzie, Ivan Ramos Estevão ainda fala de uma transtorno mais leve de comportamento que é a “dualidade humana” e que está na essência do homem. “A divisão da pessoa se vendo fazer coisas contrárias ao que faria normalmente é muito comum. Algumas têm a tendência a querer ser de um jeito que muitas vezes não corresponde ao que ela é. Às vezes a gente se pega fazendo coisas nas quais não nos reconhecemos. Dizemos ‘não era eu, eu estava fora de mim’. É que, dependendo das circuntâncias da nossa vida, o inconsciente é que nos move e não nos damos conta. É quase como se a gente virasse outra pessoa. O ser humano é múltiplo e tenta esconder os impulsos e fantasias, mas quando isso vem à tona, parece outra pessoa.”

A dualidade e a falta de conhecimento acerca de si, podem ser constatadas com facilidade em perfis nas comunidades virtuais na Internet. “Muitas pessoas não conseguem se definir e acabam usando o recurso dos poemas para isso. Uma prova da dificuldade em se saber quem a gente é”, argumenta Estevão.

Conheça as possibilidades de tratamentos propostos no artigo consultado onde  especialistas indicam alguns tratamentos para o transtorno de personalidade múltipla, além da prescrição de medicamentos:

Psicoterapia – visa reconectar o individuo às suas diferentes identidades, com o objetivo de levá-lo a restabelecer uma única identidade funcional, possibilitar a expressão e o reprocessamento das memórias traumáticas e dolorosas; apoiar e estimular sua reinserção social.

Terapias familiares – objetivam orientar parentes a lidar e apoiar o portador do transtorno, assim como com os conflitos gerados por ele e pelo distúrbio em si.

Arteterapia – possibilita ao paciente acessar, explorar e expressar de formas diversas seus sentimentos e pensamentos.

Fonte: Psique Ciência & Vida, vol. V, nº 56, Ago. 2010. p. 24-31

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“Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar.” (Bíblia Sagrada NVI, Dt. 6:6-7) Que possamos lembrar dessa orientação que o próprio Deus nos deixou; devemos conversar e educar os filhos para que temam o Deus que os formou no ventre materno.

Postado por Sonia Valerio da Costa
Em 19/02/2011

Sustentabilidade Insustentável

Nas últimas décadas este assunto tem sido discutido internacionalmente, tanto, que cheguei a pensar que já tivesse sido esgotado; porém, quando nos deparamos com tragédias sem precedentes como os deslizamentos das encostas serranas do Rio de Janeiro, acontecidos na semana passada,  percebemos que ainda há muita coisa a ser feita, para que essa situação possa ser revertida.

No meu entender, o cerne da questão está no equilibrio ambiental que começou a ser afetado, desde que o homem desafiou a Deus, pensando que já havia adquirido conhecimento suficiente, para se auto-sustentar. Nesse desentendimento com seu Criador e por insubmissão às ordens, regulamentos e regimentos internos do “lar” que Deus criou para que habitássemos juntamente com Ele, o homem não teve outra escolha a não ser sair de casa e “conhecer o mundo”.

Quero aqui destacar duas situações semelhantes quanto a esse tipo de separação. A primeira história aconteceu entre Abraão e Ló. Deus havia assumido um compromisso com Abraão; Ló, seu sobrinho o acompanhou até certo ponto da jornada, mas acabou preferindo seguir seu caminho, por sua própria conta e risco. Assim, aproveitando-se de um desentendimento entre os empregados de ambos, separou-se de seu tio e preferiu seguir pelas campinas de Sodoma e Gomorra. O fim de Ló foi trágico, porque teve que abandonar tudo o que havia construído, pois o lugar que escolhera para viver, estava condenado à destruição. Ele e suas duas filhas foram os únicos sobreviventes.

A segunda história foi contada por Jesus. Um jovem decidiu sair do seu lar, por entender que possuía experiência suficiente; se apossando de seus pertences, inclusive de sua herança, partiu sozinho pelas estradas da vida, para “conhecer o mundo”. Depois de perder tudo o que possuia, inclusive sua identidade, dignidade e também sua moral, não encontrou outra alternativa, a não ser retornar ao lar e reintegrar-se novamente à sua família. O pai desse jovem já estava preparado para o retorno de seu filho, pois baseado em sua experiência de vida, sabia que mais dia, menos dia, isso iria acontecer; tanto que, ao vê-lo de longe, correu para abraçá-lo. Para comemorar, promoveu uma grande celebração com sua família e amigos.

Estas duas histórias, ilustram bem, que o Pai Celestial aguarda nosso retorno para Ele. Estamos vivendo no lugar que Deus criou para que habitássemos com Ele, porém, estamos destruindo a “casa” dEle com as nossas atitudes inconsequentes de agressão à natureza.  A ética nos ensina que quando estamos na casa dos outros, precisamos nos submeter às regras daquele lugar; mas estamos agindo como crianças birrentas que não querem, nem estão dispostas a obedecer as ordens de seus pais.

Para que possamos entender melhor sobre a Terra e o Universo como morada de Deus, vejamos o que está escrito na Bíblia Sagrada: “O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés. Que espécie de casa vocês me edificarão? É este o meu lugar de descanso?” (Bíblia Sagrada NVI, Isaías 66:1)

O “castigo” e os grandes “puxões-de-orelha” que estamos recebendo de forma gritante, não vêm da parte de Deus nosso Pai, mas de suas criaturas que são radicalmente obedientes ao Seu Criador. Se faz necessário mudarmos nossas atitudes para com a natureza, pois não adianta pensarmos que as tragédias vão acontecer apenas na casa do “vizinho”; todos nós, indistintamente, sofreremos as consequências, seja por epidemias, seja pela alta da inflação em decorrência dos bilhões de prejuízos que estão sendo somados a cada dia.

“Devemos voltar a pensar a sociedade não contra a natureza, mas com ela; e a natureza como sendo – ela mesma – um sujeito dotado de humanidade”. (Roberto DaMatta – O Desastre Ecológico e a Ideologia Moderna)

“Quanto mais um sistema ou modo de vida está construído sobre o verde e a fotossíntese, mais ele é renovável e sustentável… Até que se apague o sol”. (Evaristo E. de Miranda – A Sustentabilidade é verde)

Veja a seguir as perguntas que Deus fez para Jó, quando ele havia perdido tudo e só lhe restava um caco de telha para se coçar: “Quem primeiro me deu alguma coisa, que eu lhe deva pagar? Tudo o que há debaixo dos céus me pertenceOnde você estava quando lancei os alicerces da terra? Responda-me, se é que você sabe tanto! Quem marcou os limites das suas dimensões? Talvez você saiba! E quem estendeu sobre ela a linha de medir? E os seus fundamentos, sobre o que foram postos? Quem represou o mar pondo-lhe portas, quando ele irrompeu do ventre materno, quando o vesti de nuvens e em densas trevas o envolvi, quando fixei os seus limites e lhe coloquei portas e barreiras, quando eu lhe disse: Até aqui você pode vir, além deste ponto não; aqui faço parar suas ondas orgulhosas? Quem dá à luz a geada que cai dos céus, quando as águas se tornam duras como pedra e a superfície do abismo se congela?” (Bíblia Sagrada, NVI – Jó, 41:11; 38:4-6; 8-11; 29-30)

Toda a criação obedece as leis de seu Criador; somente o homem, único ser racional criado, coloca de lado sua racionalidade e desobedece as leis da natureza, estabelecidas pelo próprio Deus que a criou.

Quanto de espaço que o homem já “roubou” do mar? Quanto represamento de águas, com barragens insuficientes para contê-las durante as cheias. Quanta poluição tem sido lançada na atmosfera? Quanto lixo não degradável tem sido jogado nas águas límpidas dos rios e corredeiras, comprometendo a água potável?

Tem sido a própria natureza que está “gritando” S.O.S. e falando em linguagem sem palavras, que estamos transtornando o Planeta Terra. Cada novo deslizamento, cada nova inundação, cada novo terremoto, cada novo ciclone, estamos sendo alertados de que estamos nos auto-destruindo.

A solução está nas mãos dos governantes nacionais e internacionais que precisam agir com maior sensibilidade, disponibilizando verba para o que realmente importa, com o fim de manter a sustentabilidade da natureza de forma equilibrada. Lembremos que Deus está no seu “sétimo dia”, desde quando terminou de criar todas as coisas, e viu que tudo era muito bom e estava funcionando na mais perfeita ordem.

“E Deus viu que tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom. Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o sexto dia. Assim foram concluídos os céus e a terra, e tudo o que neles há. No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou. Abençoou Deus o sétimo dia e o santificou, porque nele descansou de toda a obra que realizara na criação”. (Bíblia Sagrada, NVI, Gênesis, 1:31 a 2:1-3)

Quando esse “tempo de descanso de Deus” terminar, Ele enviará seu Filho Jesus Cristo, pela segunda vez, para restabecer a perfeita ordem, e não a ordem mundial que o homem está tentando implantar, fazendo reuniões intermináveis que nunca chegam a acordo nenhum.

“Aquietem-se todos perante o Senhor, porque Ele se levantou de sua santa habitação.” (Bíblia Sagrada, NVI, Zacarias, 2:13)

“Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz. O ímpio maquina contra o justo, e contra ele range os dentes. O Senhor se rirá dele, pois vê que vem chegando o seu dia”. (Bíblia Sagrada, NVI, Salmo 37:11-13)

Nossa insubmissão tem um preço impagável e ninguém quer assumir o êrro; a consequência tem sido uma total destruição, que vem acontecendo sequencialmente, como toda reação em cadeia.

O homem precisa reconhecer que não possui capacidade para querer sustentar o insustentável. A sabedoria está em abrirmos mão dessa loucura insana e devolver a Deus o controle do ecossistema, pois somente assim poderemos sobreviver neste caos ecológico que nós mesmos produzimos.

Sonia Valerio da Costa
Em 19/01/2011