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Alma Humana e Alma Animal

Existem diversas diferenças entre a alma humana e a alma animal; elas são físicas, biológicas, espirituais, emocionais, comportamentais, racionais e também intuitivas. Enquanto seres vivos, tanto o homem quanto o animal têm necessidades físicas e biológicas que fazem parte da sobrevivência; ambos desfrutam dos cinco sentidos físicos (visão, audição, olfato, tato e paladar); mas eles diferem na inteligência e nos sentimentos, pois o homem tem raciocínio (racional), o animal não (irracional).

Por ser irracional, os animais foram criados com peles, providas ou não de pelos, penas, couro ou escamas, para sua proteção no habitat em que vivem. O ser humano tem apenas pele, e portanto necessita usar roupas para se proteger das intempéries do tempo, das estações e das diferentes circunstâncias em que vivem.

O homem tem capacidade para decidir a respeito de suas atitudes e o animal não; os sentimentos do homem são conscientes e os “sentimentos” expressados pelos animais são inconscientes e instintivos. O homem tem a capacidade de agir por intuição, pois por ser racional, acumula experiências que o ajudam a tomar decisões mais rápidas quando vivenciam experiências semelhantes; já o animal não tem raciocínio para isso.

O comportamento dos animais não é fruto de aprendizado consciente e racional, mas sim de reflexos condicionados que o homem exerce sobre eles, adestrando-os conforme a necessidade e interesses humanos (Gn 1:26 e 28). Os animais não pensam, agem apenas por instinto.

A “inteligência” que dizemos que os animais têm, na verdade são seus instintos moldados pelo aprendizado monitorado pelo homem. Não vemos nos animais um melhoramento nas suas “atitudes inteligentes”, pois se um animal adestrado voltar a conviver com outros não adestrados, ele regride e volta a se comportar conforme seus instintos naturais.

Quanto à comunicação, os animais se comunicam entre si, também por instinto, apenas para suprir suas necessidades de sobrevivência e conservação das diferentes espécies. Já o homem se comunica com linguagem criativa para desenvolver o aprendizado e criar ambientes que facilitem cada vez mais sua vida e seu hábitat.

O homem tem sentimentos e comportamentos bastante variados que podem ser resumidos pelos frutos do Espírito ou pelas obras da carne (Gl. 5:19-24). Os animais expressam sentimentos agressivos para se defenderem ou defenderem seus donos, e também quando não se sentem ameaçados, expressam sentimentos de felicidade e bem-estar.

Como já mencionamos anteriormente, no ser humano a alma é provida de razão, o que nos dá a capacidade de pensarmos e analisarmos criteriosamente antes de tomarmos qualquer atitude; já a alma dos animais é provida apenas do instinto e eles não raciocinam para viver, mas agem conforme o comportamento e o instinto que Deus determinou para cada espécie.

Outra diferença está na criação da alma do homem e da alma do animal. Em Gn. 1:20-21 e 24 está escrito que Deus determinou que as águas do mar produzissem alma vivente de todas as espécies: baleias, repteis e aves. Depois também ordenou que a terra produzisse alma vivente de toda espécie: gado, répteis e bestas-feras, todos conforme a sua espécie; mas quanto ao homem, em Gn. 2:7 está escrito que o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em seus narizes fôlego de vida e a partir de então ele foi feito alma vivente. Essa é portanto, uma diferença significativa pois os animais foram produzidos pelo mar e pela terra, e têm vida porque vida gera vida; mas o homem foi formado pelo próprio Deus, à Sua imagem e à  Sua semelhança e foi feito alma vivente a partir do momento que recebeu o fôlego de vida diretamente da boca de Deus (Gn. 1:26-27).

O homem tem algo a mais que o animal, que é o espírito de vida, dado pelo próprio Deus; assim, compreendemos que ao assoprar o fôlego de vida (espírito) no homem que criou, Deus imortalizou a alma do homem (Gn. 2:7), pois foi criado à Sua imagem e à Sua semelhança, e Deus é imortal. A alma e o espírito do homem são tão intrínsecas e entrelaçadas entre si que somente a Palavra de Deus pode penetrar entre um e outro (Hb. 4:12).

Outra diferença também é que Deus formou o homem provido de sabedoria para nomear e dominar sobre todos os animais, peixes e aves (Gn. 1:28); os animais se submetem e obedecem às ordens humanas, justamente por não terem raciocínio  e nem consciência de nada sobre a vida.

É bom lembrarmos também, que o texto bíblico de Ec.3:18-22 precisa ser lido de forma minuciosa para que não venhamos a entender que as almas, tanto do ser humano quanto dos animais são iguais quando morrem, porque não são.  Nesse texto, Salomão está apenas dizendo as semelhanças e não as diferenças de um e de outro; por isso ele diz que assim como morre o homem, morre também o animal, mas apenas no sentido físico, do corpo, que apodrece e volta à terra. O v. 20 é bastante claro quando diz que todos (o corpo) são pó e ao pó tornarão. No v. 18 ele diz que para provar os filhos dos homens, Deus os faz ver que são em em si mesmos, como os animais, isto é voltarão ao pó da mesma forma. No v. 21 Salomão faz uma interrogação aleatória, mas em Ec. 12:7, ele faz uma afirmação sobre a morte do homem, que “o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu”.

Salomão, o homem mais sábio do mundo não iria cair em contradição com o pensamento de Deus que é a própria Sabedoria. Compreendo o texto do cap. 3 de Eclesiastes no mesma sentido que o Apóstolo Paulo escreveu em I Co. 15:19.

A alma do animal morre, mas a do homem não (Mt. 10:28), pois terá que prestar contas de suas obras diante de Deus (Ec. 11:9 e 12:14, e Ap. 20:12b). Essa é outra diferença igualmente importante porque como os animais são desprovidos de raciocínio, suas almas não passarão por julgamento como os seres humanos, pois suas almas morrem juntamente com seus corpos físicos. Nos textos escatológicos vemos apenas as almas humanas prestando contas de suas atitudes; já os animais quando morrem não têm contas a prestar diante de Deus (Ap. 20), justamente porque não têm consciência de seus atos, que são expressados apenas por instinto.

Apesar dessas diferenças, como os animais também fazem parte da  criação divina, precisamos tratá-los com respeito e carinho e atenção, pois foram criados para nos beneficiar em todos os sentidos, assim como toda a natureza criada por Deus. Creio que Deus não se agrada, quando seres humanos maltratam os demais seres vivos que Ele criou, pois os criou em beneficio do ser humano, porém, não é justo exagerarmos nos cuidados dedicados aos animais em detrimento de seres humanos, nossos semelhantes que têm sido marginalizados da sociedade. Lembremos que todos nós iremos comparecer diante de Deus para prestar contas de nossas obras (Is. 45:22-24 e Ap. 20:12).

Por Sonia Valerio da Costa

Em 12/10/2012

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Se as Portas se Fecharem, Abram as Janelas

Sabemos que portas e janelas são abertas ou fechadas apenas a partir de uma ação humana; com isso compreendemos que somos os únicos responsáveis pelo que possa acontecer quando decidimos abrir ou fechar uma porta e/ou uma janela.

Constatamos isto em nosso cotidiano, principalmente quando displicentemente esquecemos de trancar com segurança nossa casa, carro, etc. Meu objetivo, porém, é refletir simbolicamente o que portas e janelas representam em nossa vida emocional e espiritual. De um modo geral as portas representam segurança, e as janelas, comunicação.

Lendo a historia de Noé e o diluvio poderemos compreender melhor aonde quero chegar. Tanta era a confiança que Noé depositava em Deus que, após cumprir todas as orientações divinas, permitiu que Ele fechasse a porta da arca pelo lado de fora. Deus em sua sabedoria agiu assim, para proteger a todos que alí estavam, de forma que pudessem sair da arca apenas quando houvesse perfeita segurança. Com essa atitude, Deus estava assumindo total responsabilidade pela integridade e salvação da familia de Noé.

Deus fechou a porta da arca, mas deixou que a janela ficasse sob a responsabilidade de Noé; ele poderia abrí-la sempre que quisesse ou precisasse se comunicar com Deus ou mesmo saber o que estava acontecendo do lado de fora da arca. Noé ficou em paz esperando o tempo necessário para, através dos pássaros, entender o que ele não conseguia ver com seus próprios olhos.

Em determinadas circunstancias da nossa vida, Deus toma atitudes que nos parecem radicais, simplesmente porque Ele, sendo onisciente, sabe que por nossa curiosidade, poderemos nos envolver em catástrofes desnecessárias. Deus nunca nos deixa incomunicáveis ou alienados do mundo exterior. Se Ele nos isola por um determinado período de nossa vida, é para modificar as circunstâncias que poderão nos prejudicar; Ele nos tira de cena para dar solução a determinados problemas, nos poupando de sairmos machucados em situações que nos seriam constrangedoras.

Portanto se nos encontrarmos em alguma situação sem saída, quando costumamos dizer que “as portas estão fechadas”, não será conveniente nos revoltarmos contra tudo e contra todos, ou mesmo nos colocar em posição de coitadinhos. Devemos lembrar que temos um Deus que está no controle de todas as coisas; no momento certo, quando houver segurança, Ele mesmo virá nos abrir a porta. Precisamos entender que portas fechadas por Deus, são para nos proteger e não para nos privar de algo que necessitamos ou desejamos.

Em tempos de portas fechadas sempre haverá uma janela de comunicação com o nosso Deus. Quando nos recusamos a abrir a janela de comunicação com Ele, sofremos emocionalmente pois fazemos falsas conjecturas com respeito ao que desconhecemos, que é o dia de amanhã. O salmista no Salmo 46:10a transmitiu uma palavra profética vinda da boca do próprio Deus que diz: “aquietai-vos e sabei que eu sou Deus”; a Bíblia NVI diz assim: “Parem de lutar! Saibam que eu sou Deus!”.

Quantos de nós encontramos dificuldades em conviver com o silencio de Deus, principalmente quando Ele nos deixa enclausurados e sem saída. É nesse momento que temos a oportunidade de exercitar nossa fé no Todo Poderoso, em quem temos crido. Não podemos nos esquecer que sempre encontraremos uma janela de comunicação com Deus, pois somente Ele nos confortará em todas as adversidades. Assim como as aves indicaram a Noé qual o momento certo para sair da arca, também seremos orientados através do Espírito Santo de Deus, a entendermos quando é o momento certo que Deus chegará para nos abrir a porta.

Deus é o único Ser que quando fecha uma porta, ninguém abre, mas quando abre, ninguém a pode fechar. (Ap. 3:7) É importante sempre deixarmos aberta a janela de comunicação com Deus, para que quando Ele nos chamar para fora do problema, possamos estar com disposição para receber com alegria a vitoria que nos espera! Assim como Abraão, sejamos fortalecidos em nossa fé louvando e glorificando a Deus em todas as circunstâncias.

Deus é fiel!

Por Sonia Valerio da Costa

Em 07/05/2012

Trilhando Pelo Caminho das Pedras

(Google Imagens)

Todos nós encontramos muitas “pedras” ao longo de nossa caminhada por esta vida. Na maioria das vezes elas nos machucam e interferem diretamente no nosso estado emocional e comportamental. Se as considerássemos como oportunidades, e não como dificuldades, poderíamos alcançar resultados mais satisfatórios e benéficos para nós mesmos. Não podemos ignorá-las, porém, a solução será encontrada na forma como lidarmos com elas.

Muitas vezes passamos a vida toda pedindo a Deus para remover nossas dificuldades e não percebemos que nos bastaria apenas uma iniciativa ou uma simples atitude, e o problema já estaria resolvido. Como humanos que somos, ou por displicencia ou por falta de sabedoria, jogamos fora as pedras preciosas, colecionamos as que não servem para nada, e ainda ficamos reclamando de nossa “sorte”.

Podemos ignorá-las e seguir em frente ou então mudarmos a direção de nossa caminhada; às vezes tropeçamos em alguma delas e perdemos tempo analisando o tamanho, a qualidade ou mesmo o valor dessa “pedra” e esquecemos de correr atrás de nossos sonhos. Deixamos a vida passar sem realizarmos nada de produtivo pois nos falta coragem de removê-las ou abraçá-las e enfrentar as consequencias que poderão advir de uma ou de outra atitude.

Alguns exemplos bíblicos poderão nos ajudar a compreender melhor essa reflexão. Para ressuscitar Lázaro Jesus ordenou aos presentes que tirassem a pedra que bloqueava a entrada do túmulo (Bíblia Sagrada, João 11:38-45). Marta foi a primeira a questionar o Mestre dizendo que já era de 4 dias e cheirava mal; suas palavras exprimiam a realidade dos fatos, pois com certeza, ninguém alí estaria disposto a sentir o cheiro fétido de um corpo em decomposição. Estavam mais preocupados com o problema em si do que com a solução que Jesus poderia dar; se por um lado estavam se mostrando acomodados à situação de passar o resto da vida sem Lázaro, por outro não criam no milagre que Jesus poderia realizar, trazendo a vida de volta àquele corpo morto e já enterrado.

Quando Jesus chega para solucionar uma de nossas dificuldades, na maioria das vezes, nós mesmos somos o maior empecilho para a realização do milagre. Chegamos ao ponto de vermos nossa bênção ressuscitada ou restaurada, mas não queremos abraçá-la, simplesmente por escrúpulos sociais, pois nos preocupamos com a opinião alheia, de termos enterrado um sonho e agora estarmos novamente buscando sua realização. Poderemos ser acusados de não saber o que queremos, pois uma hora “enterramos” nossos anseios e outra hora os “ressuscitamos”. Cabe aqui dizer que não podemos ser inconstantes como as ondas do mar; precisamos ser definidos em nossas decisões. Se almejamos alcançar um objetivo, não podemos desistir no meio do caminho, até mesmo diante da morte, pois para Deus, que é o dono da vida, a morte é apenas um detalhe.

Temos um outro exemplo quando três mulheres foram visitar o túmulo de Jesus e estavam preocupadas em como removeriam a pedra que havia sido colocada para bloquear a entrada. Quando chegaram perceberam que a pedra já havia sido removida; o proprio anjo do Senhor fez o que elas não poderiam fazer. A pedra não fora removida para que Jesus ressuscitasse, mas para que as mulheres pudessem constatar que o corpo de Jesus não estava mais alí.

Vamos analisar. Se Jesus tivesse ressuscitado sem a remoção da pedra, quem iria comprovar o fato? Com o passar do tempo, mesmo que alguém ousasse remover a pedra para pesquisas científicas a respeito do corpo de Jesus, nada encontrariam e poderiam concluir que os guardas haviam vacilado na segurança, dando ocasião para que alguém pudesse roubar o corpo; assim, a ressurreição passaria a ser um mito não comprovado na historia judaica. Dessa forma entendemos que a pedra foi milagrosamente removida, não para que Jesus ressuscitasse, mas para que a humanidade constatasse com seus proprios olhos, o milagre que acontecera.

Nesse fato podemos entender a vontade soberana de Deus; quando Ele deseja realizar algum propósito em nossa vida, Ele faz acontecer, independentemente da nossa vontade e/ou atitude. Ele mesmo remove os empecilhos e faz com que o sonho seja realizado, não necessitando de nossa interferencia na situação. Nossas preocupações são totalmente dispensáveis diante da vontade do nosso Criador.

Nos exemplos citados anteriormente, tanto na ressurreição de Lázaro, quanto na de Jesus vemos apenas diferença de propósitos e objetivos a serem alcançados por Deus, porém em ambos a pedra representava dificuldades. No primeiro exemplo, Deus levou o homem a uma atitude de remover a pedra, para que através do milagre da ressurreição de Lázaro, Seu nome pudesse ser glorificado entre os homens. Na ressurreição de Jesus, Deus não aceitou nenhuma interferencia humana para que ninguém se achasse digno de adoração, por ter “ajudado” de alguma forma na realização do plano divino de resgatar o homem do seu estado pecaminoso; Deus nos amou de tal maneira, que se deu voluntariamente a si mesmo, para nos trazer salvação. (Bíblia Sagrada, Jo. 3:16)

Encontramos outros acontecimentos registrados na Bíblia Sagrada, onde entendemos que as pedras encontradas foram oportunidades de bênçãos. Após ter vencido os filisteus, Samuel colocou uma pedra entre Mispa e Sem e chamou o seu nome Ebenezer, que significa “Até aqui nos ajudou o Senhor”; aquela pedra simbolizou um altar onde puderam glorificar e exaltar o Nome do Senhor Deus dos Exércitos (Bíblia Sagrada, I Sm. 7:12). Um segundo exemplo de oportunidade foi uma das cinco pedras que Davi utilizou para derrotar Golias que desafiava o povo de Israel (Bíblia Sagrada, I Sm. 17:49).

Se a dificuldade que estamos enfrentando for no âmbito secular, Deus, através de seu Espírito Santo, nos levará até onde a pedra estiver e nos dará orientações para saber se deveremos removê-la de nosso caminho ou utilizá-la como uma oportunidade para a realização do milagre que esperamos. Se for no âmbito espiritual, não precisamos nos preocupar com os obstáculos que bloqueiam nossa vontade de conhecer Deus, pois ao contemplar nossa intenção, Deus mesmo remove as pedras da cegueira e da ignorancia espiritual para que possamos nos encontrar com Ele; somos conduzidos pelo caminho (Jesus), para que possamos ter um encontro de paz com o nosso Criador.

De qualquer forma, sempre será melhor caminharmos em direção ao túmulo de Jesus, para constatarmos que Ele ressuscitou e que através dEle podemos ter comunhão com Deus o Pai e O recebermos como Senhor de nossas vidas. A partir de então Ele nos levará pelos caminhos da nossa existencia e nos mostrará o que fazer com as pedras que encontrarmos, de forma que Ele possa ter a liberdade de realizar tanto os milagres que precisamos, quanto os que desejamos.

“Podemos utilizar as pedras encontradas no caminho, para fazer delas um caminho de pedras.” (Sonia Valerio da Costa)

(Google Imagens)

 
Por Sonia Valerio da Costa
Em 19/07/2011


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Mentes Brilhantes … e Solitárias…

Solitárias?… Nem sempre!

Geralmente consideramos como normais, as pessoas que conseguem interagir socialmente, sem grandes dificuldades e de forma “aceitável”, no grupo em que estão inseridas. A sociedade marginaliza todos os que não conseguem desenvolver uma convivência social mínima aceitável, tanto em seu ambiente familiar, quanto em seu trabalho, escola ou lazer. Não temos “tempo” para identificar os motivos de tais comportamentos arredios e esquecemos que na maioria das vezes, num futuro muito próximo, poderemos sofrer consequências irreversíveis de nossas atitudes omissas para com esses comportamentos estranhos e inexplicáveis.

Quando ampliamos nossa bagagem de conhecimento, enfrentamos bastante resistência em nós mesmos, ao nos deparar com situações nas quais precisamos transmitir o que aprendemos, principalmente àquelas pessoas de raciocinio limitado pois demonstram dificuldades em acompanhar e assimilar nossa linha de pensamento.

Humanamente falando, o crescimento em conhecimento é inversamente proporcional à nossa disposição de compartilhar o que aprendemos com pessoas de raciocinio lento. O mais interessante, é que para Deus, em relação aos seres que criou, essa proposição não é válida, pois Ele está sempre disposto a nos transmitir Seu conhecimento, independentemente da nossa capacidade de assimilação ou não. Ele nunca esmorece e nunca se cansa, por mais que O questionemos, buscando compreender Suas ações.

Sendo a própria Sabedoria, Deus nunca esteve solitário ou isolado, mas desde sempre permanece rodeado de anjos, querubins, serafins e outros seres celestiais, inclusive os seres vivos que criou, dos quais recebe constante veneração. No principio da criação do homem, este também O venerava e O respeitava de forma incondicional, pois O reconhecia como fonte absoluta do conhecimento; lamentavelmente, a partir do momento em que o homem se deu conta que estava de posse da razão e do livre-arbítrio, entendeu que não mais teria o que “aprender”, mas que sozinho encontraria as respostas para suas indagações. Esse distanciamento do homem para com Deus,  trouxe sérios prejuízos, não apenas para a humanidade, que poderia já estar usufruindo de maiores confortos tecnológicos e científicos, mas também para a natureza e para o cosmos.

Deus nunca abandonou os seres que criou, mas sempre procurou chamá-los para si para que não se precipitassem em seus novos experimentos e acabassem prejudicando o equilibrio ecológico do Universo. Essa distância existente entre Deus (conhecimento absoluto) e o homem (conhecimento limitado), tem sido sempre alimentada pelo orgulho do homem em se recusar a reconhecer, que ainda tem muito o que aprender, e que por mais que se esforce para isso, nunca conseguirá alcançar o conhecimento em sua plenitude, pois existe um Ser Supremo que detém o controle de todas as coisas que existem nos céus e na terra.

Todos nós temos um potencial intelectual que poderia ser liberado através da imaginação, porém desde pequenos somos cerceados pela sociedade, a não pensar e aceitar as “verdades” existentes como inquestionáveis. Aprendemos a ser conformistas e mentalmente inertes, pois pensar incomoda nossos superiores. Ao longo da vida vamos estocando informações em nosso cérebro e não sabemos o que fazer com elas; não encontramos espaço para reinterpretá-las e reinventá-las de forma mais otimizada.

Quando fazemos muitas perguntas, somos vistos como insubmissos e perturbadores da ordem pública. Quando queremos saber “demais”, somos considerados “anormais”. Na maioria das vezes, essa pressão se torna tão forte, que acabamos por nos conformar com o que sabemos e aprendemos, e paramos de buscar novos conhecimentos; somos forçados a atrofiar nossa capacidade de sonhar, criar e reinventar. Porém, não foi isso que Deus planejou para o ser humano que criou.

Com a democratização do acesso virtual, por mais que se tentem boicotar o conhecimento, ele está cada vez mais disseminado e disponível para ser acessado por quem tiver curiosidade e interesse em saber mais. Creio que já está começando a acontecer a profecia bíblica, descrita em Isaias 11:9 “Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da minha santidade, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar.” No contexto desse versículo entendemos que o conhecimento será disseminado igualitariamente a todos os povos, de forma que ninguém dominará mais ninguém pelo fato de saber mais, ou saber menos.

Não podemos considerar que nossos pensamentos sejam verdadeiros, mas sim, apenas interpretações subjetivas do conhecimento que já adquirimos, interligado com as experiências vivenciadas. Somente Deus possui o conhecimento absoluto; é por isso que nós, seres humanos e mortais precisamos ser mais flexíveis nas verdades que defendemos. Somente os inseguros é que têm medo de serem questionados em suas verdades, pois sabem que poderão mudar de opinião e terão que dar satisfação de suas novas atitudes.

Mudar de opinião provoca dores emocionais e existenciais; por isso que estamos sempre fugindo de todo e qualquer tipo de mudança, porque na verdade, estamos fugindo mesmo, é do sofrimento que isso poderá desencadear em nossas vidas. Não nos damos conta porém, de que nossas omissões estão provocando o sofrimento daqueles com quem convivemos e acabamos sendo tanto vilões, como vítimas de nós mesmos.

O Deus Criador, detentor do Conhecimento absoluto, é  a própria Sabedoria e também possui uma “Mente Brilhante”. Não “esconde” seu conhecimento e nem receia em compartilhá-lo com o ser humano que criou. Também não usa Seu poder ou conhecimento para nos chantagear, ou mesmo nos intimidar. Pelo contrário, desde sempre nos apresentou o Bem e o Mal, a Verdade e a Mentira, a Vida e a Morte em sua essência, e nos aconselhou a que seguíssemos o caminho do Bem e da Verdade e da Vida, para que vivêssemos eternamente. Apesar dEle conhecer o fim que terão, todos os que escolherem o caminho do Mal e da Mentira e da Morte, nunca deixou de amá-los e chamá-los constantemente, para que saibam que somente nesta vida, até antes do último suspiro, terão oportunidade de mudarem o rumo de seu destino.

Todos sabemos que a única coisa certa nesta vida é a morte. Enquanto temos vida sempre teremos oportunidade de decidirmos onde passaremos a eternidade: se com Deus, escolhendo o Bem, a Verdade e a Vida, ou se longe dEle, se escolhermos o Mal, a Mentira e a Morte.

Sejamos como nosso Deus Criador que mesmo tendo “Mente Brilhante”, nunca esteve e nem nunca estará só. Compartilhemos o que temos aprendido e também estejamos abertos a ouvir nossos semelhantes que pensam de forma diferente. Todos nós temos uma  vida e uma experiência para compartilhar. Fomos formados para viver em sociedade e não em feudos. Podemos sim, contribuir para a implantação da paz que tanto desejamos.

“Que a Graça de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o Amor de Deus Nosso Pai e as Consolações do Espírito Santo de Deus, sejam com todos, desde agora e para sempre! Amém!”

Por Sonia Valerio da Costa
Em 08/05/2011
 
 
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Quando Começamos a Amar…

 

O objeto amado ou objeto do desejo, pode ser para o menino, alguém que se assemelhe à figura materna e, para a menina, a figura paterna.

Todos nós temos uma imagem formada de nosso objeto de desejo e procuramos nos objetos do mundo, algo que se assemelhe a ele. Não é todo dia que encontramos aquilo que é a imagem exata de nosso desejo; quando encontramos, sabemos bem identificar.

Quando o identificamos ou melhor, nos identificamos com essa figura inconsciente, formada dentro de nós, passamos a investir libido nesse objeto de desejo e então  dizemos que começamos a amar. É normal que nessa fase, tenhamos conflitos existenciais, proporcionando medo e dúvida por não saber ainda, se é amor ou apenas uma amizade.

Para esclarecer essa diferença de amores, precisamos entender que o amor que resulta apenas em amizade, é porque o investimento de libido foi inibido em sua finalidade genital. Portanto, toda relação afetiva, seja de amor ou amizade, é do ponto de vista da psicanálise, um investimento de energia sexual.

Assim, alguns investimentos em objetos de desejo que nos identificamos, a finalidade é inibida e tornada inconsciente, sobrando para o consciente, apenas um sentimento de amizade. O investimento de amor, carinho e compreensão, é o mesmo para os dois tipos de amor; a diferença está apenas que, para o amor, a libido é liberada conscientemente e para a amizade, a libido é bloqueada no inconsciente.

Quando se encontra o objeto do desejo a libido age de forma racional, pois analisa os prós e os contras, para que, havendo desejo de ser liberada, que essa liberação seja feita de forma consciente. Uma forte amizade que não consegue conter o investimento da libido, proporciona a existência do amor no sentido pleno da palavra.

O contrário também é possível; quando não se consegue superar traumas antigos por questões ou convenções sociais, a libido acaba sendo bloqueada involuntariamente; assim, o que poderia ser um amor no sentido pleno da palavra, acaba não conseguindo ser, nem memo uma amizade.

Esses traumas podem ser superados com a ajuda de aconselhamento pastoral, desde que seja alguém de muita confiança, idoneidade e que tenha preparo para esse acompanhamento; é de muita importancia também, a terapia feita com  profissionais da área da psicologia e mesmo psiquiatria.

A ciência do comportamento tem se expandido bastante nas últimas décadas, mas ainda tem sido vista com certas reservas por alguns cristãos fundamentalistas, que acreditam que apenas oração e leitura bíblica são suficientes para superação de traumas emocionais.

O mal deste século tem sido a depressão, causada principalmente pela solidão e falta de alguém com quem possamos compartilhar nossas vivências. A amizade virtual é muito boa, porém não substitui o calor humano, que só pode ser usufruido em sua plenitude, quando podemos abraçar pessoalmente a quem amamos.

Certa vez, um dos doutores da lei, perguntou para Jesus, para o experimentar, dizendo: “Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo semelhante a este é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas” (Bíblia Sagrada, Mt. 22:35-40)

Com base nestes mandamentos, como poderemos amar nosso próximo como a nós mesmos, se não conseguimos obter uma interatividade pessoal com ele? É apenas na convivência pessoal que conseguimos desenvolver sadiamente frutos do Espírito em nosso carater, com relação aos sentimentos de tolerência, bondade, benignidade, paz, mansidão, temperança, amor, confiança e paciência; se não tivermos contato pessoal e físico com o nosso semelhante, esses frutos serão improdutivos.

Não podemos nos enganar: ser cristão dentro de um templo (igreja), ou apenas no mundo virtual, é muito fácil; porém, o dia que nossos frutos forem colocados à prova, poderão ser reprovados pelo fogo.

Vamos exercitar o amor fraternal, que é o amor amigo; quanto ao amor que houver uma predisposição de se investir nossa libido, que seja exercido apenas entre pessoas de sexos opostos, pois esse amor é o amor conjugal, aprovado por Deus que o instituiu, e que proporciona a perpetuação da nossa espécie.

Não ofereça apenas amizade a quem está pedindo amor. Não ofereça amor a quem só pode dar amizade. Em ambas as situações, os sentimentos serão destruídos e proporcionarão corações machucados, feridos e traumatizados. Não podemos brincar com os sentimentos de ninguém.

Fonte: BOCK, Ana M. Bahia e outros. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. 9.ed. São Paulo, Saraiva, 1996.

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Por Sonia Valerio da Costa
Em 01/02/2011

Trincheiras Invisíveis

Quando falamos em trincheiras logo nos vem à mente diversos termos que representam o significado dessa palavra. Primeiro lembramos de proteção. Principalmente nas guerras, as trincheiras são construídas  como forma de proteger os soldados dos ataques inimigos. Depois nos sugere também a existência do medo. Se não houvesse esse sentimento, as trincheiras perderiam o sentido de existir; por exemplo, no caso dos soldados, se não fosse o medo, não se sentiriam compelidos a buscar proteção atrás delas.

As trincheiras também nos oferecem confiança. Atrás delas, os soldados se sentem um pouco mais tranquilos, pois sabem que formam uma barreira suficiente para receber o impacto das bombas inimigas. Contamos também, com a segurança que elas oferecem durante o combate; nenhum soldado em sã consciência arriscaria sua vida numa guerra, se não pudesse contar com um mínimo de segurança. Mesmo que elas sejam destruídas, os soldados serão preservados.

Mas até agora, falamos apenas das trincheiras visíveis, porém sem essa compreensão teriamos maiores dificuldades para alcançar o principal objetivo deste texto, que é falar das invisíveis, que são aquelas criadas em nossa mente, para nos proteger dos ataques imperceptíveis nos relacionamentos sociais.

Nossa predisposição para o relacionamento social é que vai determinar se teremos uma guerra a enfrentar, ou acordos de paz a serem feitos. Em 24/01/2011, no Jornal da Band, pudemos ouvir uma expressão muito interessante da filósofa Márcia Tiburi: dizia ela, “como eu faço para viver junto com o outro? sob uma perspectiva egoísta, o outro é meu inferno e eu quero acabar com ele; sob uma perspectiva de compaixão, ele é meu paraíso e eu quero integrá-lo, compreendê-lo, conhecê-lo”.

Ninguém pode se considerar inteligente, competente e com conhecimento o bastante para declarar-se auto-suficiente. Sempre teremos algo que desconhecemos e que precisaremos buscar ajuda para a solução dos problemas que se apresentam diante de nós.

São nesses relacionamento sociais que criamos as trincheiras invisíveis para nos proteger. Essas atitudes sempre são decorrentes de situações traumáticas já vivenciadas anteriormente. Sempre que tentamos uma aproximação e não conseguimos transpor os desentendimentos iniciais, vamos acumulando desgostos e experiências negativas, até que perdemos a confiança em novas oportunidades de relacionamento.

Devido ao medo de nos decepcionarmos mais uma vez, preferimos a segurança de criarmos uma trincheira invisível, com a qual sentiremos confiança de que estaremos protegidos de uma nova decepção.

Propositadamente negritei quatro palavras do parágrafo anterior, pois quando elas passam a existir conjuntamente dentro de nós, acendemos   o sinal vermelho e, inconscientemente, começamos a construir trincheiras invisíveis, ou fugindo de tudo e de todos, ou criando uma personalidade agressiva para intimidar aqueles que se achegarem a nós, buscando alguma forma de contato.

O maior problema dessas “trincheiras”, é que ao invés delas nos ajudarem socialmente, elas nos levarão sutilmente para o isolamento e solidão física; como fomos criados para viver e conviver em sociedade, essa atitude de nos afastarmos do convívio social, poderá gerar consequências às vezes irreversíveis, como doenças psicossomáticas, psicológicas e até mesmo mentais.

Precisamos entender que não somos os únicos a nos decepcionar com pessoas, pois nós mesmos, com certeza, já decepcionamos alguém. Outro ponto a considerar, é aceitarmos, dentro de um limite razoável, as diferenças de comportamento dos outros, entendendo que, se nós “suportamos” os outros, eles também irão nos “suportar”. Neste ponto ainda é necessário entender que, todos nós, em algum momento, seremos pessoas “non gratas” e sempre teremos que lidar com isso da melhor forma possível, sem que essas situações desagradáveis venham roubar nossas noites de sono.

O importante é não criarmos mais barreiras do que as que normalmente existem, para que possamos ter um mínimo de condições de nos manter inseridos de forma sadia na sociedade em que vivemos. Vale dizer também aqui, a respeito da importância de encontrarmos um ponto de afinidade com o “outro”, pois isto será uma porta aberta para o relacionamento social.

Não podemos construir barreiras, muros ou trincheiras; precisamos construir pontes de amizade, amor, carinho, companheirismo, compaixão, ternura e confiança mútua para, como disse a filósofa Márcia Tiburi, vivermos num paraíso, produzido pela integração, compreensão e conhecimento.

A única “trincheira invisível” que poderemos utilizar pela fé, é Jesus Cristo, pois Ele “apagará todos os dardos inflamados do malígno” (Bíblia Sagrada NVI, Efésios 6:16b); esses dardos, que também são invisíveis, atacam nossa mente para nos desviar da verdade da Palavra de Deus. Nesse mesmo capítulo do Livro da carta aos Efésios, o Apóstolo Paulo diz assim: “Pois nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal.” (Bíblia Sagrada NTLH, Efésios 6:12a)

Assim, precisamos entender que as decepções de relacionamento que enfrentamos, nos servem como aprendizado para um amadurecimento de nossa personalidade e também como experiência de vida; com essa “bagagem” de experiências poderemos ser usados por Deus, para incentivarmos os mais jovens que estiverem enfrentando esse mesmo tipo de situação. Poderemos dizer-lhes com propriedade, que todas essas coisas são passageiras e totalmente administráveis, principalmente quando temperadas com amor.

“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três: porém o maior destes é o amor.” (Bíblia Sagrada NVI, I Coríntios, 13:13)

Sonia Valerio da Costa
Em 25/01/2011

Espiãs de Deus

“Certo dia parei para observar as mulheres e só pude concluir uma coisa: elas não são humanas. São espiãs. São espiãs de Deus, disfarçadas entre nós.

Pare para refletir sobre o sexto-sentido. Alguém duvida de que ele exista? E como explicar que ela saiba exatamente qual mulher, entre as presentes, em uma reunião, seja aquela que dá em cima de você?

E quando ela antecipa que alguém tem algo contra você, que alguém está ficando doente ou que você quer terminar o relacionamento?

E quando ela diz que vai fazer frio e manda você levar um casaco? Rio de Janeiro, 40 graus, você vai pegar um avião pra São Paulo. Só meia-hora de vôo. Ela fala pra você levar um casaco, porque “vai fazer frio”. Você não leva. O que acontece? Antes de decolar, depois que você já entrou no avião, ele fica parado em terra, por quase duas horas, devido ao tráfego aéreo. O ar condicionado chega a pingar gelo, de tanto frio que faz lá dentro!

“Leve um sapato extra na mala, querido. Vai que você pisa numa poça…”
Se você não levar o “sapato extra”, meu amigo, leve dinheiro extra para comprar outro. Pois o seu, sem dúvida,  estará molhado…

O sexto-sentido não faz sentido!É a comunicação direta com Deus!
Assim é muito fácil… As mulheres são mães! E preparam, literalmente, gente dentro de si. Será que Deus confiaria tamanha responsabilidade a um reles mortal?

E não satisfeitas em ensinar a vida elas insistem em ensinar a vivê-la, de forma íntegra, oferecendo amor incondicional e disponibilidade integral.
Fala-se em “praga de mãe”, “amor de mãe”, “coração de mãe”… Tudo isso é meio mágico…

Talvez Deus tenha instalado o dispositivo “coração de mãe” nos “anjos da guarda” de Seus filhos (que, aliás, foram criados à Sua imagem e semelhança).

As mulheres choram. Ou vazam? Ou extravazam? Homens também choram, mas é um choro diferente. As lágrimas das mulheres têm um não sei quê, que não quer chorar, um não sei quê de fragilidade, um não sei quê de amor, um não sei quê de tempero divino, que tem um efeito devastador sobre os homens… É choro feminino. É choro de mulher…

Já viram como as mulheres conversam com os olhos? Elas conseguem pedir umas às outras para mudar de assunto com apenas um olhar. Elas fazem um comentário sarcástico com outro olhar. E apontam uma terceira pessoa com outro olhar. Quantos tipos de olhar existem? Elas conhecem todos…

Parece que freqüentam escolas diferentes das que freqüentam os homens!
E é com um desses milhões de olhares que elas enfeitiçam os homens.

EN-FEI-TI-ÇAM !

E tem mais! No tocante às profissões, por que se concentram nas áreas de Humanas? Para estudar os homens, é claro! Embora algumas disfarcem e estudem Exatas…

Nem mesmo Freud se arriscou a adentrar nessa seara. Ele, que estudou, como poucos, o comportamento humano, disse que a mulher era “um continente obscuro”.

Quer evidência maior do que essa? Qualquer um que ama se aproxima de Deus. E com as mulheres também é assim. O amor as leva para perto dEle, já que Ele é o próprio amor. Por isso dizem “estar nas nuvens”, quando apaixonadas.

É sabido que as mulheres confundem sexo e amor. E isso seria uma falha, se não obrigasse os homens a uma atitude mais sensível e respeitosa com a própria vida. Pena que eles nunca verão as mulheres-anjos que têm ao lado.
Com todo esse amor de mãe, esposa e amiga, elas ainda são mulheres, a maior parte do tempo.

Mas elas são anjos depois do sexo-amor. É nessa hora que elas se sentem o próprio amor encarnado e voltam a ser anjos. E levitam. Algumas até voam.

Mas os homens não sabem disso. E nem poderiam. Porque são tomados por um encantamento que os faz dormir nessa hora.”

Crônica de Luis Fernando Veríssimo
Postado por Sonia Valerio da Costa
Em 06/11/2010