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Posts Tagged ‘comportamento social’

Outubro Rosa

(Google Imagens)

O movimento “Outubro Rosa” teve origem na última década do século 20, nos Estados Unidos. A cor escolhida remete à do laço rosa, lançado pela Fundação “Susan G. Komen for the Cure”, que simboliza a luta contra o câncer de mama. Outubro foi escolhido porque nos Estados Unidos é o mês que sempre apresentava o maior número de ações contra a doença.

Desde então, todos os anos são realizadas passeatas, corridas e manifestações a favor da causa rosa. Em São Paulo, o primeiro monumento a ser iluminado por essa causa foi o Mausoléu do Soldado Constitucionalista, popularmente conhecido como Obelisco do Ibirapuera, em 2002.

O Ilume instalou lâmpadas de vapor metálico nesses pontos e está adaptando materiais a elas para produzir o efeito rosa. No caso da iluminação da Ponte Estaiada, feita por luminárias de LED, é possível atingir a cor desejada, já que a tecnologia do equipamento permite a reprodução de luz colorida. A ponte possui 142 projetores de LED de 50W.

A Secretaria de Serviços da PMSP, por meio do Departamento de Iluminação Pública (Ilume), apoiará o movimento mundialmente conhecido como Outubro Rosa. Até o dia 21/10/2011, os arcos do Viaduto do Chá, o Monumento das Bandeiras e a Ponte Estaiada, considerados cartões-postais da Cidade de São Paulo, receberão a iluminação característica da causa, que busca conscientizar sobre a importância da prevenção do câncer de mama.

O Ilume utiliza as iluminações de destaque em apoio a inúmeras campanhas de conscientização na Cidade, como, por exemplo, o Dia Mundial de Combate à Aids, Câncer de Mama e do Diabetes, Semana Internacional do Autismo, além da Campanha Mundial Contra Acidentes de Trânsito. Recentemente, a Semana Mundial do Meio Ambiente foi homenageada com a iluminação na cor verde nesses importantes pontos da Cidade de São Paulo.

Ponte Estaiada (São Paulo) – Imagens Google

 
Texto publicado no Jornal “O Retrato” de 07 a 13/10/2011, p. 05.
Sonia Valerio da Costa
Em 07/10/2011
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Trilhando Pelo Caminho das Pedras

(Google Imagens)

Todos nós encontramos muitas “pedras” ao longo de nossa caminhada por esta vida. Na maioria das vezes elas nos machucam e interferem diretamente no nosso estado emocional e comportamental. Se as considerássemos como oportunidades, e não como dificuldades, poderíamos alcançar resultados mais satisfatórios e benéficos para nós mesmos. Não podemos ignorá-las, porém, a solução será encontrada na forma como lidarmos com elas.

Muitas vezes passamos a vida toda pedindo a Deus para remover nossas dificuldades e não percebemos que nos bastaria apenas uma iniciativa ou uma simples atitude, e o problema já estaria resolvido. Como humanos que somos, ou por displicencia ou por falta de sabedoria, jogamos fora as pedras preciosas, colecionamos as que não servem para nada, e ainda ficamos reclamando de nossa “sorte”.

Podemos ignorá-las e seguir em frente ou então mudarmos a direção de nossa caminhada; às vezes tropeçamos em alguma delas e perdemos tempo analisando o tamanho, a qualidade ou mesmo o valor dessa “pedra” e esquecemos de correr atrás de nossos sonhos. Deixamos a vida passar sem realizarmos nada de produtivo pois nos falta coragem de removê-las ou abraçá-las e enfrentar as consequencias que poderão advir de uma ou de outra atitude.

Alguns exemplos bíblicos poderão nos ajudar a compreender melhor essa reflexão. Para ressuscitar Lázaro Jesus ordenou aos presentes que tirassem a pedra que bloqueava a entrada do túmulo (Bíblia Sagrada, João 11:38-45). Marta foi a primeira a questionar o Mestre dizendo que já era de 4 dias e cheirava mal; suas palavras exprimiam a realidade dos fatos, pois com certeza, ninguém alí estaria disposto a sentir o cheiro fétido de um corpo em decomposição. Estavam mais preocupados com o problema em si do que com a solução que Jesus poderia dar; se por um lado estavam se mostrando acomodados à situação de passar o resto da vida sem Lázaro, por outro não criam no milagre que Jesus poderia realizar, trazendo a vida de volta àquele corpo morto e já enterrado.

Quando Jesus chega para solucionar uma de nossas dificuldades, na maioria das vezes, nós mesmos somos o maior empecilho para a realização do milagre. Chegamos ao ponto de vermos nossa bênção ressuscitada ou restaurada, mas não queremos abraçá-la, simplesmente por escrúpulos sociais, pois nos preocupamos com a opinião alheia, de termos enterrado um sonho e agora estarmos novamente buscando sua realização. Poderemos ser acusados de não saber o que queremos, pois uma hora “enterramos” nossos anseios e outra hora os “ressuscitamos”. Cabe aqui dizer que não podemos ser inconstantes como as ondas do mar; precisamos ser definidos em nossas decisões. Se almejamos alcançar um objetivo, não podemos desistir no meio do caminho, até mesmo diante da morte, pois para Deus, que é o dono da vida, a morte é apenas um detalhe.

Temos um outro exemplo quando três mulheres foram visitar o túmulo de Jesus e estavam preocupadas em como removeriam a pedra que havia sido colocada para bloquear a entrada. Quando chegaram perceberam que a pedra já havia sido removida; o proprio anjo do Senhor fez o que elas não poderiam fazer. A pedra não fora removida para que Jesus ressuscitasse, mas para que as mulheres pudessem constatar que o corpo de Jesus não estava mais alí.

Vamos analisar. Se Jesus tivesse ressuscitado sem a remoção da pedra, quem iria comprovar o fato? Com o passar do tempo, mesmo que alguém ousasse remover a pedra para pesquisas científicas a respeito do corpo de Jesus, nada encontrariam e poderiam concluir que os guardas haviam vacilado na segurança, dando ocasião para que alguém pudesse roubar o corpo; assim, a ressurreição passaria a ser um mito não comprovado na historia judaica. Dessa forma entendemos que a pedra foi milagrosamente removida, não para que Jesus ressuscitasse, mas para que a humanidade constatasse com seus proprios olhos, o milagre que acontecera.

Nesse fato podemos entender a vontade soberana de Deus; quando Ele deseja realizar algum propósito em nossa vida, Ele faz acontecer, independentemente da nossa vontade e/ou atitude. Ele mesmo remove os empecilhos e faz com que o sonho seja realizado, não necessitando de nossa interferencia na situação. Nossas preocupações são totalmente dispensáveis diante da vontade do nosso Criador.

Nos exemplos citados anteriormente, tanto na ressurreição de Lázaro, quanto na de Jesus vemos apenas diferença de propósitos e objetivos a serem alcançados por Deus, porém em ambos a pedra representava dificuldades. No primeiro exemplo, Deus levou o homem a uma atitude de remover a pedra, para que através do milagre da ressurreição de Lázaro, Seu nome pudesse ser glorificado entre os homens. Na ressurreição de Jesus, Deus não aceitou nenhuma interferencia humana para que ninguém se achasse digno de adoração, por ter “ajudado” de alguma forma na realização do plano divino de resgatar o homem do seu estado pecaminoso; Deus nos amou de tal maneira, que se deu voluntariamente a si mesmo, para nos trazer salvação. (Bíblia Sagrada, Jo. 3:16)

Encontramos outros acontecimentos registrados na Bíblia Sagrada, onde entendemos que as pedras encontradas foram oportunidades de bênçãos. Após ter vencido os filisteus, Samuel colocou uma pedra entre Mispa e Sem e chamou o seu nome Ebenezer, que significa “Até aqui nos ajudou o Senhor”; aquela pedra simbolizou um altar onde puderam glorificar e exaltar o Nome do Senhor Deus dos Exércitos (Bíblia Sagrada, I Sm. 7:12). Um segundo exemplo de oportunidade foi uma das cinco pedras que Davi utilizou para derrotar Golias que desafiava o povo de Israel (Bíblia Sagrada, I Sm. 17:49).

Se a dificuldade que estamos enfrentando for no âmbito secular, Deus, através de seu Espírito Santo, nos levará até onde a pedra estiver e nos dará orientações para saber se deveremos removê-la de nosso caminho ou utilizá-la como uma oportunidade para a realização do milagre que esperamos. Se for no âmbito espiritual, não precisamos nos preocupar com os obstáculos que bloqueiam nossa vontade de conhecer Deus, pois ao contemplar nossa intenção, Deus mesmo remove as pedras da cegueira e da ignorancia espiritual para que possamos nos encontrar com Ele; somos conduzidos pelo caminho (Jesus), para que possamos ter um encontro de paz com o nosso Criador.

De qualquer forma, sempre será melhor caminharmos em direção ao túmulo de Jesus, para constatarmos que Ele ressuscitou e que através dEle podemos ter comunhão com Deus o Pai e O recebermos como Senhor de nossas vidas. A partir de então Ele nos levará pelos caminhos da nossa existencia e nos mostrará o que fazer com as pedras que encontrarmos, de forma que Ele possa ter a liberdade de realizar tanto os milagres que precisamos, quanto os que desejamos.

“Podemos utilizar as pedras encontradas no caminho, para fazer delas um caminho de pedras.” (Sonia Valerio da Costa)

(Google Imagens)

 
Por Sonia Valerio da Costa
Em 19/07/2011


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O Amor está no ar!

(Google Imagens)

Sempre quando nos aproximamos do mês de junho, exatamente do dia 12/06, pelo menos para os brasileiros, sentimos uma nostalgia gostosa pairando no ar, invadindo nossos corações e nos trazendo uma sensação de prazer e bem-estar. Consciente ou inconscientemente começamos poetar em palavras, a música que insiste em explodir de dentro de nossa alma. Claro, é a necessidade de possuirmos um amor para comemorar em grande estilo.

Todos nós já experimentamos essa sensação, pois é próprio de todo ser humano, a necessidade de amar e ser amado. Ter e poder usufruir de um amor, deveria ser uma constante ininterrupta em nossas vidas e não somente quando nos aproximamos do “dia dos namorados”. A questão é que como seres humanos que somos, temos nossas falhas e, infelizmente, o amor que dedicamos a alguém, também pode sofrer alterações momentâneas; precisamos aprender a trabalhar com isso, para que essas alterações não se tornem definitivas e acabem destruindo o belo, que outrora parecia imutável e indestrutível.

Tudo nesta vida é passageiro; até mesmo o amor humano. Às vezes costumamos dizer que fica viúvo é quem morre. Pensando bem, é a saudade que toma o lugar do amor que foi vivenciado e, por se entender que ele jamais voltará, vamos abrindo espaço e permitindo que aquele amor possa ser desconstruído, desalimentado e finalmente enterrado, pois sabemos que a nossa vida continua e não podemos nos enterrar vivos com um passado que acabou.

Quando perdemos um amor, seja para a morte ou mesmo para outra pessoa, tendemos a digerí-lo, de forma a permitir que ele se esvazie por si só; depois de digerido, o amor passado não poderá mais interferir em um novo amor que surgir diante de nós. Sempre achamos que não conseguiremos superar, mas como tudo é passageiro, sabemos muito bem que temos capacidade de virarmos a página do passado e caminharmos em direção a uma nova alegria; é nesse momento que entendemos que está na hora de deixarmos a “fila andar”. Porque sofrer por alguém que não consegue reconhecer o nosso valor, sendo que existem mil e uma outras possibilidades de sermos valorizados!? É que o amor gosta e sente prazer no sofrimento; é por isso que investimos num amor, mesmo que nos pareça impossível. Os nossos sonhos falam mais alto e a esperança em vê-lo realizado chega a ser tão forte, que o desprezo passa a ser um incentivo a mais para que esperemos a flor desabrochar!

Tanto homens quanto mulheres sentem prazer em viver num jardim florido, onde possam sentir o perfume do amor acompanhado do canto de pássaros, de preferência num dia ensolarado. Podemos dizer que esse sentimento, cultivado no jardim de nossas vidas são sentimentos do amor amigo. Esse nobre sentimento da amizade, apesar de ser importante para nossa auto-estima, é insuficiente para satisfazer todos os desejos da nossa alma. Por isso, mais dia, menos dia, olhamos para o nosso jardim e, de repente, uma das flores que embelezam nossa vida, passa a ter um algo a mais de especial, de inexplicável, e de incontrolável, que entra em nosso pensamento e desce ao nosso coração, sem pedir; a partir de então esse sentimento começa a criar raizes de emoções incontroláveis e toma conta de todos os nossos momentos, tanto do dia quanto da noite e até mesmo durante nossos sonhos. Claro, é o amor que está no ar!

Quando esse amor nos envolve, vivemos tanto momentos de euforia como de tristeza, devido a incerteza de não sabermos se estamos ou não, sendo correspondidos. Esse tipo de amor é tão forte e intenso que transparece através de nossos poros, nossos gestos, nossa voz, nosso olhar, nosso andar e do nosso agir. Quem ainda não foi questionado por seus amigos “você está diferente, mais bonito(a)!?… hummmmm, qual é a novidade?”. Aí, claro, o amor que está no ar nos impede de conseguirmos disfarçar o sorriso de quem viu “passarinho verde” e que teima em nos trair!

Pelo amor vivemos e pelo amor também morremos! Ao mesmo tempo que o amor nos dá estímulo para a vida, pode também nos encorajar para a morte em nome do amor. Quando o amor está no ar, temos dificuldades de controlar nossos atos e emoções; até mesmo nossa razão entra em parafuso. Precisamos sempre lembrar que somos humanos e que assim como os outros falham para conosco, nós também cometeremos falhas para com eles; assim, o importante é perdoarmos sempre. O perdão alimenta o amor e possui todos os ingredientes necessários para que o amor seja sadio.

O perdão atua como um hormônio para que o amor possa crescer e chegar ao amadurecimento, alimentando e sendo alimentado. Amor e perdão, perdão e amor sempre devem andar juntos, pois um alimenta o outro. Desde sempre o amor esteve no ar, nós é que muitas vezes não nos damos conta da sua existência. Quando olhamos apenas para nós mesmos, deixamos ervas daninhas, como a auto-suficiência, o orgulho e o egoísmo tomarem conta do nosso jardim, e por isso não conseguimos sentir a presença do amor.

Se alguém estiver carente e necessitado de amar e ser amado, existe um amor que sempre esteve no ar: é o amor de nosso Deus que nos criou. Esse é o amor perfeito, saturado de perdão e ao mesmo tempo de justiça. É Ele que nos mantém com vida e através do Seu amor, nos deu Seu proprio Filho Jesus Cristo para nos dar a vida eterna. “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito, para que todo o que nEle crer, não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo. 3:16)

Quando temos esse amor perfeito atuando em nossas vidas, temos maior facilidade para amarmos nossos semelhantes e também sermos amados por eles. O amor de Deus em nossas vidas proporciona condições para que o amor flua de forma mais prazerosa entre nós; essa afirmação pode ser compreendida pelo simples fato que quando amamos e sentimos que somos amados, teremos maior possibilidade de expressar esse amor e levar vida para as pessoas com as quais nos relacionamos. O amor de Deus para conosco é tão forte, que nos atraiu a Ele através da morte de seu Filho Jesus Cristo na cruz do calvário nos proporcionando vida eterna, para que pudéssemos viver esse amor eternamente. Que o amor que Deus demonstrou ter por nós, possa ser um exemplo de dedicação e afeto aos que convivem conosco!

Sempre sentiremos o amor no ar enquanto Deus estiver em nosso coração! O amor está no ar! Abra seu coração e permita ser amado(a) e também ame com todas as suas forças! O amor é vida! O amor é alegria! O amor é festa! Faça com que sua vida seja uma festa ininterrupta! Deus nos ajudará a vivermos assim, porque o amor está no ar!

(Google Imagens)

Por Sonia Valerio da Costa
Em 28/05/2011
 

 

Três Mulheres e Um Rei

Conta-nos a historia que entre os anos de 483 a 473 a.C. o Rei Assuero (também conhecido como Xerxes) reinou sobre 127 Províncias, desde a Índia até a Etiópia; seu palacio ficou conhecido como “A Fortaleza de Susã”. Três mulheres se destacaram nesse reinado: Vasti, Ester e Zeres. Ester se tornou a mais conhecida das três, porque a historia épica de como se tornou rainha em lugar de Vasti, acabou sendo amplamente divulgada devido a diversas produções cinematográficas.

Meu objetivo neste texto porém, não será falar apenas sobre Ester, mas sobre o comportamento de cada mulher, e como suas atitudes mudaram, de forma tão marcante, o rumo da historia daquele reino; o livro que nos conta essa historia, além de levar o nome de “Ester”, foi aceito no canon bíblico. Podemos dividir a historia de Assuero em duas épocas distintas: a primeira, quando casado com a Rainha Vasti, onde vemos tipificada a Igreja do Antigo Testamento Bíblico; a segunda, quando casado com a Rainha Ester, vemos tipificada a Igreja do Novo Testamento Bíblico.

O comportamento de Assuero em seu primeiro casamento, tipifica o legalismo das religiões fundamentalistas, nas quais não há complacencia e nem misericordia para com as falhas humanas. O que manda é a lei! As circunstâncias, a ética,  o bom senso, o respeito e a discrição, não são levados em consideração; não há perdão e nem misericordia. Quando Vasti se recusou a apresentar-se diante do Rei, seu marido, o fez no sentido de preservar sua dignidade e reputação, pois sabia que ele já estava com seu coração bastante “alegre” devido ao vinho e ela não queria se expor como objeto de vitrine diante de seus súditos. Ela só não imaginava a consequência radical que sofreria, devido à sua recusa em obedecer as ordens do Rei.

Os conselheiros de Assuero foram rápidos em exigir uma punição para Vasti, não porque estivessem preocupados em cumprir as leis instiuídas, mas em preservar suas próprias autoridades para com suas mulheres; a atitude daqueles homens precipitados, foi apenas um capricho machista e que não tiveram o equilibrio de medir a consequência dos seus conselhos e atos insanos. Ao ser coagido, Assuero acabou acatando o conselho inconsequente de depor Vasti de sua posição de Rainha, mesmo antes que ele voltasse ao seu estado de lucidez. Após a ressaca daquelas duas festas (180 e 7 dias), o Rei caiu em si, porém sua palavra não mais poderia voltar  atrás; sua ordem foi executada e a posição da rainha ficou vaga. Lamentavelmente presenciamos líderes de diversas áreas da sociedade atual, agindo com discriminação em circunstâncias semelhantes; premiam os mais abastados e marginalizam os que não têm quem os defenda.

Percebendo a tristeza do Rei, para que a situação fosse contornada, os conselheiros apresentaram uma solução: convocar todas as virgens do reino para que o Rei escolhesse dentre elas, uma que pudesse assumir a posição de rainha no lugar de Vasti. Baseado na experiência legalista com que lidou em seu primeiro casamento, Assuero passou a ser mais maleável até mesmo na escolha de Ester, sua 2ª esposa. Assuero já não possuía mais atitudes separatistas; já não se preocupava com a origem ou classe social das candidatas. Dessa vez ele preferiu que seu coração falasse mais alto e, com a linguagem do amor, tudo passou a fluir com maior tranquilidade.

Os fatos acontecidos durante o reinado de Ester, tipificam o comportamento das religiões que professam o amor, a caridade, a longanimidade, a paciência e o respeito, tanto entre seus seguidores, como para com os que não comungam com suas ideologias. Como cristã me sinto com liberdade para falar sobre religiões que se dizem cristãs, mas não são imitadoras de Cristo como o Apóstolo Paulo afirmou: “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo” (I Co. 11:1)

Quando Jesus veio a este mundo para pregar a Verdade e confrontar os Doutores da Lei, expulsou os mercadores do Templo em Jerusalém, alertando-os que “Sua Casa seria chamada “Casa de Oração” e não covil de ladrões” (Mt. 21:13), creio que muitas denominações precisam ser passadas a limpo, expulsando de seus bastidores e da liderança, todo o engano, falsidade e acordos por conveniências e trocas de interesses pessoais.

A Igreja a.C. era regida por leis, mandamentos e atos religiosos, através dos quais o homem interagia com Deus e dEle recebia perdão; o homem só conseguiria alcançar o favor de Deus, se cumprisse todos os mandamentos da lei mosaica. A Igreja d.C foi fundamentada em Jesus Cristo que veio anunciar a salvação através da Sua graça, manifestada em Sua morte e ressurreição; com Cristo, o homem passou a ter acesso direto com Deus, que pela manifestação de Sua misericordia, nos oferece salvação e perdão de nossos pecados, através de Seu Filho Jesus Cristo.

É bem provável que o leitor já esteja se perguntando, “mas e a 3ª mulher, Zeres?”; essa mulher era esposa de Hamã, que havia sido nomeado pelo Rei Assuero, como Príncipe de todos os Príncipes daquele reino. Era uma mulher astuta e tentou induzir seu marido para que enforcasse Mardoqueu, pois este não se prostrava diante de seu marido; porém, não sabia ela, que se tratava do primo da Rainha Ester. Hamã seguiu o conselho ardiloso de sua esposa e, além de construir a forca para Mardoqueu, conseguiu o aval do Rei para destruir todo o povo judeu que vivia conjuntamente alí no reino.

A Rainha Ester, consciente de que também seria morta, revelou sua origem ao Rei, apresentando Hamã como um traidor tanto seu, como do povo judeu; quando Hamã percebeu que o pedido de clemência feito por Ester, seria reconsiderado, lançou-se aos seus pés para que a Rainha intercedesse por ele junto ao Rei. Ao presenciar aquela cena ridícula, o Rei Assuero se enfureceu, pois entendeu que Hamã estava querendo seduzir a Rainha Ester. Aquela atitude de furia foi suficiente para que Hamã entendesse que sua morte já estava decretada pelo Rei Assuero.

Harbona, um dos eunucos daquele reino comunicou ao Rei Assuero sobre a forca que Hamã havia construído para Mardoqueu; então o Rei determinou que Hamã fosse enforcado nela e paralelamente permitiu que os judeus se defendessem dos ataques decretados para sua extinção. Terminada aquela guerra civil, os dez filhos de Hamã também morreram enforcados pelos próprios judeus.

A atitude de Zeres, tipifica a parte da Igreja do Novo Testamento, que não assume um compromisso de fidelidade para com Deus, mas está sempre a promover divisões eclesiásticas, e a semear discordias e contendas nas Congregações. Sua atitude pode ser comparada ao comportamento das “virgens loucas” que sem provisão de azeite suficiente para manter suas lâmpadas acesas, ainda tentaram extorquir a reserva das “virgens prudentes”; sem sucesso, se viram obrigadas a se arriscarem a sair em busca de azeite. Mas foi justamente nesse meio tempo que o noivo chegou e introduziu as “virgens prudentes” em suas bodas e fechou a porta; quando as “virgens loucas” voltaram, bateram na porta, mas não puderam mais entrar; apenas ouviram a voz do noivo, anunciando lá de dentro: “em verdade vos digo que vos não conheço”. (Mt. 25:1-13)

É inútil se levantar contra a Igreja de Jesus Cristo, fundada na cruz do calvário. Essa Igreja universal composta de pessoas que adoram a Deus e aceitam Seu Filho Jesus Cristo como único Caminho para a salvação de suas almas, tem total proteção de suas almas durante toda a eternidade. A vida neste mundo é passageira e a única coisa certa é a morte deste corpo, seja de que forma for; nossa preocupação deverá ser apenas onde e com quem passaremos a eternidade. Com certeza passaremos nossa eternidade futura com o Deus que adoramos no presente.

Sejamos como a Rainha Ester, que na hora da dificuldade, conclamou a todos os judeus para que se conscientizassem e reconhecessem a necessidade que temos de depender de Deus em todas as circunstancias; somente Ele poderá providenciar livramento para os que clamam por Sua misericordia.

O Apóstolo Paulo deu essa mesma recomendação a Timoteo: “Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graça por todos os homens; pelos reis e por todos que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos.” (I Tm.2:1-6)

Palavra ministrada por
Sonia Valerio da Costa
Em 23/05/2008
 

Mentes Brilhantes … e Solitárias…

Solitárias?… Nem sempre!

Geralmente consideramos como normais, as pessoas que conseguem interagir socialmente, sem grandes dificuldades e de forma “aceitável”, no grupo em que estão inseridas. A sociedade marginaliza todos os que não conseguem desenvolver uma convivência social mínima aceitável, tanto em seu ambiente familiar, quanto em seu trabalho, escola ou lazer. Não temos “tempo” para identificar os motivos de tais comportamentos arredios e esquecemos que na maioria das vezes, num futuro muito próximo, poderemos sofrer consequências irreversíveis de nossas atitudes omissas para com esses comportamentos estranhos e inexplicáveis.

Quando ampliamos nossa bagagem de conhecimento, enfrentamos bastante resistência em nós mesmos, ao nos deparar com situações nas quais precisamos transmitir o que aprendemos, principalmente àquelas pessoas de raciocinio limitado pois demonstram dificuldades em acompanhar e assimilar nossa linha de pensamento.

Humanamente falando, o crescimento em conhecimento é inversamente proporcional à nossa disposição de compartilhar o que aprendemos com pessoas de raciocinio lento. O mais interessante, é que para Deus, em relação aos seres que criou, essa proposição não é válida, pois Ele está sempre disposto a nos transmitir Seu conhecimento, independentemente da nossa capacidade de assimilação ou não. Ele nunca esmorece e nunca se cansa, por mais que O questionemos, buscando compreender Suas ações.

Sendo a própria Sabedoria, Deus nunca esteve solitário ou isolado, mas desde sempre permanece rodeado de anjos, querubins, serafins e outros seres celestiais, inclusive os seres vivos que criou, dos quais recebe constante veneração. No principio da criação do homem, este também O venerava e O respeitava de forma incondicional, pois O reconhecia como fonte absoluta do conhecimento; lamentavelmente, a partir do momento em que o homem se deu conta que estava de posse da razão e do livre-arbítrio, entendeu que não mais teria o que “aprender”, mas que sozinho encontraria as respostas para suas indagações. Esse distanciamento do homem para com Deus,  trouxe sérios prejuízos, não apenas para a humanidade, que poderia já estar usufruindo de maiores confortos tecnológicos e científicos, mas também para a natureza e para o cosmos.

Deus nunca abandonou os seres que criou, mas sempre procurou chamá-los para si para que não se precipitassem em seus novos experimentos e acabassem prejudicando o equilibrio ecológico do Universo. Essa distância existente entre Deus (conhecimento absoluto) e o homem (conhecimento limitado), tem sido sempre alimentada pelo orgulho do homem em se recusar a reconhecer, que ainda tem muito o que aprender, e que por mais que se esforce para isso, nunca conseguirá alcançar o conhecimento em sua plenitude, pois existe um Ser Supremo que detém o controle de todas as coisas que existem nos céus e na terra.

Todos nós temos um potencial intelectual que poderia ser liberado através da imaginação, porém desde pequenos somos cerceados pela sociedade, a não pensar e aceitar as “verdades” existentes como inquestionáveis. Aprendemos a ser conformistas e mentalmente inertes, pois pensar incomoda nossos superiores. Ao longo da vida vamos estocando informações em nosso cérebro e não sabemos o que fazer com elas; não encontramos espaço para reinterpretá-las e reinventá-las de forma mais otimizada.

Quando fazemos muitas perguntas, somos vistos como insubmissos e perturbadores da ordem pública. Quando queremos saber “demais”, somos considerados “anormais”. Na maioria das vezes, essa pressão se torna tão forte, que acabamos por nos conformar com o que sabemos e aprendemos, e paramos de buscar novos conhecimentos; somos forçados a atrofiar nossa capacidade de sonhar, criar e reinventar. Porém, não foi isso que Deus planejou para o ser humano que criou.

Com a democratização do acesso virtual, por mais que se tentem boicotar o conhecimento, ele está cada vez mais disseminado e disponível para ser acessado por quem tiver curiosidade e interesse em saber mais. Creio que já está começando a acontecer a profecia bíblica, descrita em Isaias 11:9 “Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da minha santidade, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar.” No contexto desse versículo entendemos que o conhecimento será disseminado igualitariamente a todos os povos, de forma que ninguém dominará mais ninguém pelo fato de saber mais, ou saber menos.

Não podemos considerar que nossos pensamentos sejam verdadeiros, mas sim, apenas interpretações subjetivas do conhecimento que já adquirimos, interligado com as experiências vivenciadas. Somente Deus possui o conhecimento absoluto; é por isso que nós, seres humanos e mortais precisamos ser mais flexíveis nas verdades que defendemos. Somente os inseguros é que têm medo de serem questionados em suas verdades, pois sabem que poderão mudar de opinião e terão que dar satisfação de suas novas atitudes.

Mudar de opinião provoca dores emocionais e existenciais; por isso que estamos sempre fugindo de todo e qualquer tipo de mudança, porque na verdade, estamos fugindo mesmo, é do sofrimento que isso poderá desencadear em nossas vidas. Não nos damos conta porém, de que nossas omissões estão provocando o sofrimento daqueles com quem convivemos e acabamos sendo tanto vilões, como vítimas de nós mesmos.

O Deus Criador, detentor do Conhecimento absoluto, é  a própria Sabedoria e também possui uma “Mente Brilhante”. Não “esconde” seu conhecimento e nem receia em compartilhá-lo com o ser humano que criou. Também não usa Seu poder ou conhecimento para nos chantagear, ou mesmo nos intimidar. Pelo contrário, desde sempre nos apresentou o Bem e o Mal, a Verdade e a Mentira, a Vida e a Morte em sua essência, e nos aconselhou a que seguíssemos o caminho do Bem e da Verdade e da Vida, para que vivêssemos eternamente. Apesar dEle conhecer o fim que terão, todos os que escolherem o caminho do Mal e da Mentira e da Morte, nunca deixou de amá-los e chamá-los constantemente, para que saibam que somente nesta vida, até antes do último suspiro, terão oportunidade de mudarem o rumo de seu destino.

Todos sabemos que a única coisa certa nesta vida é a morte. Enquanto temos vida sempre teremos oportunidade de decidirmos onde passaremos a eternidade: se com Deus, escolhendo o Bem, a Verdade e a Vida, ou se longe dEle, se escolhermos o Mal, a Mentira e a Morte.

Sejamos como nosso Deus Criador que mesmo tendo “Mente Brilhante”, nunca esteve e nem nunca estará só. Compartilhemos o que temos aprendido e também estejamos abertos a ouvir nossos semelhantes que pensam de forma diferente. Todos nós temos uma  vida e uma experiência para compartilhar. Fomos formados para viver em sociedade e não em feudos. Podemos sim, contribuir para a implantação da paz que tanto desejamos.

“Que a Graça de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o Amor de Deus Nosso Pai e as Consolações do Espírito Santo de Deus, sejam com todos, desde agora e para sempre! Amém!”

Por Sonia Valerio da Costa
Em 08/05/2011
 
 
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Repensando o Conhecimento

 

Uma Outra TPM

(Imagens Google)

Meu propósito não é falar da TPM popularmente conhecida como “tensão pré-menstrual”, mas sim do “Transtorno de Personalidades Múltiplas”.

A primeira TPM, além de atingir apenas as mulheres, já é facilmente contornável com simples medicamentos e algumas doses de paciência; sua origem é física ou biológica. Já a segunda TPM, além de atingir tanto homens como mulheres, tem origem em traumas da infância e vão se manifestar como transtornos mentais principalmente na fase adulta.

Essa TPM surge repentinamente em crises de alter egos detonados pela interação de diversos fatores. Muitos estudiosos porém, defendem que o desencadeamento desta patologia tem sua origem em abusos sexuais durante a infância do paciente e também pode ser desencadeada por meio de quadros de grande estresse pós-traumático.

O paciente cria diversas personalidades para que ele mesmo vivencie de uma forma dissociada e anormal da consciência. Seria um mecanismo de defesa para ocultar as lembranças traumáticas e doloridas vivenciadas em outros periodos da vida. A TPM trata-se da criação de diversas personalidades dentro de um mesmo individuo, sendo que essas personalidades são completas e complexas. Cada uma delas se evidencia a um momento, tem suas próprias memórias, nem sempre reconhece outra personalidade vivenciada em momento anterior e, quando isso ocorre, pode rivalizar ou fraternizar com a atual.

Existem casos que a pessoa convive com apenas uma das personalidades desenvolvidas e portanto não demonstra anormalidade. Porém, pessoas mais próximas costumam presenciar mudanças bruscas de comportamento que passam pela forma de falar, agir, vestir, desaparecimentos eventuais e falta de explicação para esses “sumiços”.

Escrito com a ajuda de Clifford Thurlow, o livro “Hoje Sou Alice – Nove personalidades, uma mente torturada” (Editora Larousse do Brasil, 2010), é “um relato verdadeiro e extremamente pessoal dos eventos que se deram ao longo da minha infância e de como continuam assombrando minha vida adulta”, como afirma a própria Alice. “Sofri abuso sexual, físico e emocional até os 16 anos de idade, e não contei a ninguém”, destaca.

A melhor atitude é ter a coragem de denunciar o abusador, seja quem for, mesmo que pai ou mãe. A maior dificuldade para se tomar essa iniciativa é a preocupação com o que a sociedade, ou as pessoas próximas ao nosso convívio social vão pensar.

Temos que admitir a ocorrência desses abusos sexuais de pedofilia, independentemente de nível econômico, social, poder aquisitivo ou religioso; quando acontece em familias tradicionais da sociedade ou principalmente no meio cristão, os familiares preferem manter o paciente prisioneiro de suas próprias personalidades criadas por ele como forma de fuga, do que buscar tratamento e proporcionar um “escândalo” envolvendo o nome da família.

É lamentável quando os familiares preferem conviver com um parente tido como louco e anti-social, do que buscar ajuda para libertação dessa pessoa. Nesses casos, a própria familia se torna inimiga do seu doente, simplesmente porque não querem chegar ao âmago da questão e resolver o problema de vez.

Decidi escrever sobre este assunto, pois percebi que meu artigo sobre Cristãos Bipolares, escrito no sentido espiritual, foi muito mais acessado para buscar informações de solução física. Ainda existe muita resistência no meio evangélico em relação à distinção de doenças de cunho psicológico e psiquiátrico e a possessão demoníaca. Precisamos entender de uma vez por todas, que nem tudo é possessão demoníaca e muito menos culpa do diabo.

Muitas doenças são desencadeadas pela nossa própria desobediência moral e espiritual; quantos pais percebem que está acontecendo algo estranho com seus filhos, porém, ao invés de investigarem o que está acontecendo para que possam em tempo evitar uma desgraça, preferem assistir as novelas e os jogos de futebol, ou mesmo pegarem um cinema para assistir estréias e pré-estréias, pois afinal, eles merecem e estão muito cansados… não é mesmo?…. Dura realidade que a atual sociedade enfrenta.

Para que a tortura enfrentada pelo paciente que possui a TPM, possa ser melhor compreendida, vou transcrever um trecho do livro de Alice, conforme publicado na revista “Psique Ciência & Vida” de onde extraí as informações deste texto. Vejam: “Eu estava ‘possuída’ não por algo externo – demônios, diabo, espíritos bons ou maus -, mas por personalidades alternativas que emergiam independentemente da minha vontade ou conhecimento e que se tornavam aos poucos mais auto-conscientes e confiantes… fiz uma lista dos suspeitos: bebê Alice; Alice nº 2, que tinha dois anos e gostava de chupar pirulitos grudentos; Billy; Samuel; Shirley; Kato; e a enigmática Eliza… Estava cercada por personalidades alternativas, como se cada uma representasse um aspecto meu em particular enquanto ocultava minha personalidade real, completa, de mim mesma e do mundo.”

No livro, Alice pergunta: “O que é Transtorno de Personalidade Múltipla?” E responde subjetivamente: “é uma garotinha que imagina que o abuso está acontecendo com outra pessoa. Aí está o núcleo do distúrbio, o que dá origem a todos os outros traços. Essa fantasia é tão intensa, tão subjetivamente convincente e adaptativa, que a criança abusada tem aspectos próprios dissociados em outras pessoas. Essa é a característica principal, e também o que torna a doença tratável, pois a fantasia pode ser superada no momento em que o paciente confronta o passado e lida com ele.”

O  psicanalista, doutor em Psicologia Clínica  e Professor da Universidade Mackenzie, Ivan Ramos Estevão ainda fala de uma transtorno mais leve de comportamento que é a “dualidade humana” e que está na essência do homem. “A divisão da pessoa se vendo fazer coisas contrárias ao que faria normalmente é muito comum. Algumas têm a tendência a querer ser de um jeito que muitas vezes não corresponde ao que ela é. Às vezes a gente se pega fazendo coisas nas quais não nos reconhecemos. Dizemos ‘não era eu, eu estava fora de mim’. É que, dependendo das circuntâncias da nossa vida, o inconsciente é que nos move e não nos damos conta. É quase como se a gente virasse outra pessoa. O ser humano é múltiplo e tenta esconder os impulsos e fantasias, mas quando isso vem à tona, parece outra pessoa.”

A dualidade e a falta de conhecimento acerca de si, podem ser constatadas com facilidade em perfis nas comunidades virtuais na Internet. “Muitas pessoas não conseguem se definir e acabam usando o recurso dos poemas para isso. Uma prova da dificuldade em se saber quem a gente é”, argumenta Estevão.

Conheça as possibilidades de tratamentos propostos no artigo consultado onde  especialistas indicam alguns tratamentos para o transtorno de personalidade múltipla, além da prescrição de medicamentos:

Psicoterapia – visa reconectar o individuo às suas diferentes identidades, com o objetivo de levá-lo a restabelecer uma única identidade funcional, possibilitar a expressão e o reprocessamento das memórias traumáticas e dolorosas; apoiar e estimular sua reinserção social.

Terapias familiares – objetivam orientar parentes a lidar e apoiar o portador do transtorno, assim como com os conflitos gerados por ele e pelo distúrbio em si.

Arteterapia – possibilita ao paciente acessar, explorar e expressar de formas diversas seus sentimentos e pensamentos.

Fonte: Psique Ciência & Vida, vol. V, nº 56, Ago. 2010. p. 24-31

Saiba mais:

Psicosite

ABC da Saúde

Psicologia na Net

“Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar.” (Bíblia Sagrada NVI, Dt. 6:6-7) Que possamos lembrar dessa orientação que o próprio Deus nos deixou; devemos conversar e educar os filhos para que temam o Deus que os formou no ventre materno.

Postado por Sonia Valerio da Costa
Em 19/02/2011

Famílias Em Estado de Decomposição

(video enviado ao youtube em 21/12/2010)

Lamentavelmente o silêncio dos “bons” (bons entre aspas mesmo) tem aberto, não só precedentes, mas verdadeiras comportas para o apodrecimento da estrutura familiar instituída por Deus que nos criou.

Nas últimas décadas precisávamos fazer uma verdadeira lavagem cerebral nas crianças, quando retornavam da escola, pois vinham entulhadas com teorias (até hoje continuam sendo teorias) da “evolução”, da busca do “elo perdido”…. e agora teremos que salvaguardá-las da promiscuição sexual em seu âmbito mais deplorável, que é o GLBT que, por falta de parceiros para suas luxurias, querem formar uma nova geração de adeptos, agindo descaradamente como verdadeiros pedófilos e, pasmem…. com o apoio do Governo.

Isto é no mínimo inaceitável sob todos os pontos de vista, para se manter a integridade de uma sociedade. Rui Barbosa já dizia que a familia é a célula mater da sociedade; se a familia for destruída, consequentemente a sociedade será afetada. “Sem a moralidade, a sociedade se torna fraca” (palavras do Papa Bento XI)

Eu dizia em resposta a um comentário feito em meu último Post publicado, “Quando Começamos a Amar…” (ver comentário nº 3), que se desconsiderarmos as instruções do  “Manual de Funcionamento” de determinado equipamento, a consequência, será no mínimo reduzir o tempo de vida útil do mesmo. É isso que a humanidade está fazendo; desprezam o Deus Criador e suas instruções contidas na Bíblia Sagrada e, quando milhares acabam morrendo em consequência das alterações feitas no equilibrio ecológico original, aí sim, se lembram de Deus para acusá-lo de que Ele é cruel, pois não faz nada para impedir essas tragédias da natureza.

O ser humano tem a desobediência enraizada em seu código genético e, se ela não for “domada” em tempo, ninguém mais segura. Satanás sabe que é de pequeno, que se doma a fera; por isso seu principal alvo tem sido atacar as crianças desta geração, usando de todos os golpes sujos e imaginários possíveis. Isto vem acontecendo desde que Adão (o primeiro homem a pecar) decidiu deixar a direção de Deus para submeter-se à direção de Satanás; usando o livre-arbítrio concedido por Deus, Adão e Eva tomaram a atitude de virar as costas para Deus e seguir a Satanás, por sua própria conta e risco.

As consequencias desastrosas de tal atitude estão “gritando”, mas ninguém quer ouvir e os “bons entre aspas”, que se fossem realmente bons e íntegros moralmente, estariam indo para as ruas demonstrar seus protestos contra tal ignomínia como foi declarada neste video. Mas infelizmente o que temos visto, são acordos escusos, pois ninguém quer perder a “boquinha” dos altos salários, do “caixa-dois”, das três… quatro aposentadorias e, completando, querem sair “bem” na foto!

Essa tsunami de lama imoral que atualmente está chegando aos lares da classe pobre (que é a maioria), mais cedo ou mais tarde, vai atingir também a classe media e a alta. Bem diz a Palavra de Deus “que o mundo inteiro jaz no maligno” (Bíblia RA, I Jo. 5:19b); isto quer dizer que o mundo (toda a humanidade) está “enterrado” no maligno. Conclamemos em altas vozes para “acordar” os que ainda não foram enterrados vivos, e vamos ser verdadeiros agentes de Deus para reimplantação de Seu Reino aqui na terra.

Este mundo precisa ser devolvido à direção original, que é de Deus e Seu Filho Jesus Cristo, que pagou um preço de sangue na cruz do Calvário, para resgatar o homem da perdição eterna.

Por Sonia Valerio da Costa
Em 06/02/2011