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Posts Tagged ‘atitude inconsequente’

Cristãos Bipolares

(Google Imagens)

Depois de passar por tantos altos e baixos em minha vida espiritual, decidi fazer uma auto-avaliação do meu comportamento, de forma que eu pudesse detectar alguma falha, algum distúrbio, ou mesmo doença psicoteológica.

Então me dei conta de que estava apresentando todas as características de um “cristão bipolar”. Claro, procurei o melhor profissional da área, o Dr. Jesus, que é o Médico por excelência.

Ele me disse que passaria alguns medicamentos e que desde a primeira dose eu já iria sentir diversos efeitos colaterais, mas nada que prejudicasse meu comportamento social; pelo contrário, logo eu perceberia que estaria atraindo mais pessoas para o meu convívio e que, muitos daqueles que me olhavam desconfiados pensando que a qualquer momento eu pudesse surtar, iriam sentir maior segurança em formar vínculos de amizade comigo. Aceitei o desafio e comecei a fazer o tratamento. Hoje praticamente curada, começo a lembrar tudo o que passei. Foram as piores dores da minha vida, pois não eram dores físicas que pudessem ser curadas com qualquer analgésico; eram dores na alma, mas tanto que valeu a pena, que quero compartilhar como foi o tratamento:

Os remédios….

Ao levantar, uma dose de agradecimento por mais um dia de vida! Ao chegar ao trabalho, uma dose de Paz e de hora em hora, uma cápsula de paciência e humanidade. Ao retornar para casa, uma grande dose de amor e antes de dormir duas doses de consciência tranquila.

Os sintomas colaterais….

Dores emocionais, tipo “pressão psicológica”, “tortura chinesa”, “perseguição invisível”, traições, isolamento socio-afetivo, incompreensões, acusações, calúnias, falsos julgamentos, descrédito, etc.

O tratamento….

Em todas as intercorrências, era só chamar o Dr. Jesus, que Ele estava ao meu lado para me orientar, me consolar, para ouvir meus desabafos e aliviar minhas dores, injetando doses de bálsamo de Gileade.

A manutenção….

O Dr. Jesus me alertou, que cura total só terei quando estiver com um corpo glorioso como Ele mesmo possui desde que ressuscitou e retornou aos céus. Assim sendo, entendi que a melhor forma de fazer manutenção constante e segura pós tratamento, é ler diariamente a Bíblia Sagrada e conversar diariamente com meu terapeuta (o mesmo Dr. Jesus)…. e, pasmem, Ele se disponibiliza 24 horas por dia, 7 dias por semana, para todos os que procurarem por Ele. a mente dEle é tão especial, que nunca sobrecarrega e nem entra em parafuso; por maior que sejam os problemas que nos envolvemos nesta vida… creia!! Ele tem a solução!

O pagamento….

Ele nem quis entrar nesse particular, pois apenas me fez lembrar que tudo já foi pago na cruz do Calvário, quando Ele derramou seu sangue para perdoar nossos pecados, Ele também levou sobre si, todas as nossas dores e enfermidades, tanto do corpo, como da alma e também do nosso espírito.

Minha experiência….

Para qualquer tipo de enfermidade, com toda certeza eu RECOMENDO!!!!Pode procurar o Dr. Jesus Cristo!!! Ele é a solução!!!

Resultado dos Meus Exames

 

OBS: Este texto não é um “tratado” sobre a doença “Bipolar” (Transtorno Afetivo do Humor).

Apenas fiz uma comparação do comportamento de quem enfrenta essa doença física, com os cristãos que têm esse tipo de comportamento dentro da Igreja,  e, no sentido espiritual.

Como recebi alguns comentários demonstrando uma certa frustração a respeito, deixo como sugestão o Link:

Minha Vida

que tem informações muito importantes a respeito dessa doença, e você poderá sanar todas as dúvidas a respeito e orientar pessoas que verdadeiramente necessitam de acompanhamento médico.

 
Sonia Valerio da Costa
06/06/2010

A Importância de Ficarmos na Porta.

(Google Imagens)

Com a experiência que vivenciei nestes últimos meses, pude entender a importância de vigiarmos todas as portas de acesso a qualquer lugar que considerarmos importantes para nós: seja edifício, casa, meio de transporte ou até mesmo internet. Com certeza, muitas pessoas que trabalham em algum desses lugares estratégicos, já devem ter perdido várias oportunidades, ou por distração, ou mesmo por falta de percepção; com isso, perderam oportunidades, que poderiam mudar totalmente suas vidas.

Lembrei-me de um homem que decidiu assumir essa posição de permanecer assentado à porta do Palácio do rei Assuero. Seu nome?… Mardoqueu. (Bíblia Sagrada – Ester 2:21) Ele assumiu essa posição na fortaleza de Susã, por sua livre e expontânea vontade.

Através do relato bíblico entendemos que as pessoas que por alí passavam, não davam a mínima importância à sua presença junto daquela porta. Tanto isso era fato que, dois eunucos do rei, que eram guardas daquela porta, conspiraram alí mesmo contra o rei, procurando ocasião para matá-lo; tão distraídos estavam que nem deram importância à presença de Mardoqueu.

Sendo primo da rainha Ester, Mardoqueu fez com que o caso chegasse sigilosamente ao conhecimento do Rei. A acusação foi investigada e como teve provas da veracidade do fato, os envolvidos foram condenados e o acontecimento foi registrado no livro das Crônicas do Rei.

Muitas vezes também somos desconsiderados e até mesmo desprezados quando assumimos publicamente que somos cristãos, e que servimos a Jesus Cristo, Filho de Deus. Quando estamos nEle e Ele em nós, Ele mesmo disse “pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito” (Bíblia Sagrada – Jo. 15:7). Jesus Cristo é a porta de acesso ao Palácio celestial que, biblicamente, podemos comparar com as regiões celestiais em Cristo Jesus,  cujo Rei dos Reis é o Deus Pai, Todo-Poderoso, criador dos céus e da terra.

Em Jesus fomos colocados como atalaias para anunciar o Evangelho de Jesus Cristo, para que através dEle muitos possam entrar por essa Porta (Jesus Cristo) e receberem a Salvação de suas vidas.

Na posição de atalaias precisamos estar atentos, tanto para com os que entram, como para com os que saem desse “palácio”. Alguns saem com o objetivo de levar a Mensagem de salvação para aqueles que se encontram distantes da presença de Deus; outros, principalmente aqueles que nasceram dentro do palácio, saem para conhecer as “novidades” que estão acontecendo lá fora. Estes, infelizmente, acabam se perdendo e depois enfrentam sérias dificuldades, para encontrarem novamente a Porta de entrada.

Um terceiro grupo,  não entra e nem sai, mas prefere ficar na porta procurando ocasião para desvirtuar os ensinos do Mestre; são como os fariseus sobre os quais Jesus falou: “Ai de vós, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês fecham o Reino dos céus diante dos homens! Vocês mesmos não entram e nem deixam entrar aqueles que gostariam de fazê-lo.” (Bíblia NVI – Mt. 23:13)

Para não deixar dúvidas aos seus seguidores, Jesus ensinou sua doutrina na prática. Conhecedor das dificuldades que seus discípulos enfrentariam para viver seus ensinamentos, prometeu que, quando subisse para junto do Pai, não os deixaria órfãos, mas enviaria o Espírito Santo de Deus, para que os pudesse consolar, orientar, ensinar, revelar, santificar, purificar, limpar, proteger e os iluminar.

Isto aconteceu no Dia de Pentecostes, quando os discípulos de Jesus estavam reunidos no Cenáculo, com medo de tudo e de todos.

“E cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; e de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles; e todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.” (Bíblia Sagrada – At. 2:1-4)

Podemos entender o Espírito Santo como nosso verdadeiro firewell que, como um  muro de fogo, nos dá total proteção contra os ataques do inimigo das nossas almas. No caso de Mardoqueu, esse inimigo era representado por Hamã. Quem tem o espírito Santo de Deus, não precisa temer as calúnias nem os falsos testemunhos, pois assim como Mardoqueu foi honrado pelo próprio Hamã, por ordem do Rei Assuero, o nosso Deus e Pai nos honrará através de seu Espírito Santo, diante dos nossos inimigos.

Busque ser cheio do Espírito Santo; com certeza você vivenciará uma nova vida em Jesus Cristo e terá maior intimidade com Deus, nosso Pai e Senhor de nossas vidas.

“Que o Amor de Deus nosso Pai, a Graça de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e as Consolações do Espírito Santo, seja com todos! Amém e Amém!

Sonia Valerio da Costa
29/05/2010

Cultivando relacionamentos saudáveis.

(Google Imagens)

“Uma pessoa tem que ter amigos, estar com pessoas próximas e entes queridos. Nós geralmente sorrimos quando estamos acompanhados”.

Acabei de ler esta frase num periódico que fala sobre comportamento social. Parece-me que este assunto tem incomodado muita gente, pois como estamos sendo absorvidos pelos relacionamentos virtuais, os laços de compromissos afetivos estão se tornando cada vez mais frouxos.

Como seres humanos, não podemos utilizar a Internet como uma “droga” semelhante aos psicotrópicos, ou como um meio de fuga da nossa realidade. Quando perdemos o controle sobre o tempo que passamos grudados ao computador, nossa personalidade poderá ser distorcida, onde o mundo real não nos trará mais prazer algum. Essa fuga do real para o virtual acabará nos levando ao êxtase de uma alegria ilusória.

Sabemos que no mundo virtual vale tudo, ou quase tudo e que nem é necessário colocarmos máscaras para escondermos nossa personalidade e  estado de ânimo. Não temos o trabalho de disfarçar alguma atitude nossa em particular, a qual sabemos de antemão que poderá entristecer alguém.

As pressões sociais e as decepções acumuladas durante nossa vida, não são e nem podem ser utilizadas como justificativa para tentarmos compensar no campo virtual, a felicidade não encontrada no mundo real.

Encontramos internautas que acabam chegando ao extremo de enganarem seus amigos virtuais, através da mediocridade de uma máscara, e se divertem às custas de suas vítimas. Chegam a pensar que estão enganando e manipulando suas vítimas menos desavisadas, porém, estão enganando-se a si mesmos. O mundo virtual vai se mesclando sorrateiramente com o mundo real de tais pessoas, como num processo de osmose, e quando “acordam”, percebem que entraram num beco sem saída.

Para se conseguir voltar à realidade de forma sadia, e sem sofrimentos emocionais, devido aos períodos de abstinência de viver uma vida real e sem fantasias, somente buscando ajuda de profissionais da área comportamental.

O atual comportamento social está nos levando para a solidão, sendo que o ser humano não foi criado para isso. Mas nós podemos reverter essa situação, criando mecanismos que possam controlar nosso acesso ao mundo virtual. Nós temos um controle remoto em nossas mãos e não pode ser jogado fora; ele pode ser nossa tábua de salvação.

“Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas nem tudo edifica. Tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada me domine.” (I Coríntios 6:12 e 10:23 – da Bíblia NVI)

Sonia Valerio da Costa
25/04/2010

 

Considerações aos “desigrejados”

(Odêmio Antonio Ferrari)
Google Imagens: Pequenas Igrejas Grandes Negócios 

Apesar de ser um assunto bastante polêmico, deve ser encarado de frente, discutido e analisado para que possamos obter um melhor esclarecimento quanto ao pensamento desses tais “desigrejados” e dar-lhes orientações básicas, que talvez não tenham recebido em suas igrejas de origem.

Bem, em princípio, os desigrejados estão de certa forma corretos, pois no céu, não haverá espaços apropriados para esta ou aquela Igreja Cristã. Quanto à atitude de Jesus ter institucionalizado uma Igreja sem mácula, nem ruga….. sem vínculos ou ligações a prédios, e administrações eclesiásticas, entendo que:

– A Igreja Instituída na época dos apóstolos estava tão distante da verdade que, não teria condições de apenas otimizá-la, ou mesmo reformá-la; a abominação já havia chegado no altar, e seus integrantes, por sua vez, não tinham mais moral para ensinar o povo (na época, a maioria era analfabeto).

– Jesus também quis mostrar na prática, que o verdadeiro templo de adoração a Deus, não estava restrito a quatro paredes, mas que nós mesmos, como sendo a menor célula do corpo de Cristo, seríamos o templo de adoração a Deus.

– Esclarecendo melhor o ítem anterior, Deus nos considera TEMPLOS de adoração a ELE (Deus Criador) e que nós mesmos, não somos nem pequenos, nem grandes deuses.

– Jesus também demonstrou na prática que o que ligarmos ou desligarmos aqui na terra será confirmado nos céus, mas desde que nossas atitudes sejam aprovadas pelo Deus Todo Poderoso. Hoje temos presenciado lideres religiosos, “ligando”, “desligando” e “determinando” ordens, sem nenhuma aprovação ou autorização da parte de Deus. Assim como acontecia nos tempos de Jesus, hoje temos presenciado homens se dando autoridade a si mesmos e com isso contribuindo para grandes templos onde existem apenas práticas religiosas, mas não há lugar mais para a verdadeira adoração a Deus.

– Nestes 2000 anos presenciamos através da História, tanto secular, quanto  eclesiástica, que muitas heresias começaram a fazer parte do pensamento cristão, e também muitas doutrinas de homens, e até mesmo de demônios foram introduzidas nas crenças religiosas, e que hoje afirmam como sendo verdade!

– A Igreja institucionalizada na época de Jesus, tinha atitudes tão contraditórias, que até Pilatos não sabia o que era a “verdade” (João 18:38). Quando Pilatos disse aos judeus que não via crime algum em Jesus, estava naquele momento, agindo como disse Jesus: “Se estes se calarem, as próprias pedras clamarão” (Lucas 19:40)

– Muitos desigrejados assumiram publicamente essa posição, porque devem ter presenciado nas igrejas em que estavam membrados, a apostasia e abominação no meio da liderança de tal denominação.

Com estas considerações, meu conselho a tais seguidores dessa prática de “desigrejados”, é que nunca encontrarão aqui na terra uma igreja perfeita; mas é importante encontrar um lugar, onde possam sentir a presença de Deus, onde possam comungar com seus irmãos fraternais, onde possam manter a Unidade do corpo de Cristo e por fim, contribuirem para fazer a diferença de autênticos cristãos aqui na terra.

Palavras de Jesus: “Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!” (Mateus 18:7)

Comentário elaborado por Sonia Valerio da Costa, em 15/04/2010, no artigo “Os Desigrejados”, do Blog: http://tempora-mores.blogspot.com/

O Desequilíbrio entre o Bem e o Mal!

Atualmente, temos ouvido falar com muita frequência, sobre a necessidade de mantermos um equilíbrio interno, entre o bem e o mal; todos nós, seres humanos, encontramos dificuldades de controlar nossos impulsos. 

Esse equilíbrio proposto a nós seres humanos, no sentido de termos um auto-domínio, quanto a nossas atitudes, pode ser muito bem compreendido através das sábias palavras de um velho indígena, quando aconselhava um índio de sua tribo. Essa mensagem sobre os dois cachorros que existem dentro de nós tem sido bastante veiculada através da internet.

Essa mensagem nos transmite uma lição de moral, para que possamos sempre exercer boas ações. Indiretamente ela nos direciona a que tenhamos comportamentos adequados, para que o Bem possa estar sempre acima do mal; o equilíbrio entre essas duas forças trará consequências desastrosas. Sendo que o desequilíbrio entre os dois cachorros, nos trará a temperança, a paciência e a ponderação para tomarmos atitudes acertadas.

Assim, refletindo melhor sobre esse assunto, veio ao meu coração, que no eterno passado, quando existia apenas o Bem, o próprio Bem teve a ousadia e coragem de criar o Mal, para que, através do Mal, o Bem fosse fortalecido e cada vez mais reconhecido de que verdadeiramente, o Bem existe.

“Onde o pecado abundou, superabundou a graça”. (Romanos 5:20b). Se mantivermos um desequilíbrio interno em favor do Bem, seremos pessoas de carater sincero, onde a verdade estará sempre em nossos lábios, pensamentos e atitudes. Mas, se o nosso desequilíbrio interno for em favor do mal, nossas atitudes serão condenáveis não somente pela sociedade, mas também por Deus, que é o Bem maior e tem o controle de todas as coisas em Suas mãos.

Estamos proporcionando um desequilíbrio interno a favor de quem? Do Bem, que é a verdade, que é o próprio Deus, ou do Mal, que é a mentira e que o pai da mentira é o próprio Satanás? Pelas atitudes (frutos) é que conhecemos quem são as pessoas (árvore).

“Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente? De maneira nenhuma! Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele? Portanto não permitam que o pecado continue dominando os seus corpos mortais, fazendo que vocês obedeçam aos seus desejos. Não ofereçam os membros do corpo de vocês ao pecado, como instrumentos de injustiça; antes ofereçam-se a Deus, como quem voltou da morte para a vida; e ofereçam os membros do corpo de vocês a Ele, como instrumentos de justiça. Que fruto então colheram das coisas das quais agora vocês se envergonham? O fim delas é a morte! Mas agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram servos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade e o seu fim é a vida eterna. Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Bíblia Sagrada, Carta aos Romanos 6: 1-2, 12-13, 21-23)

Não existe equilíbrio entre o Bem e o Mal, pois o Bem (Deus) SEMPRE prevalecerá!

Sonia Valerio da Costa
22/03/2010

A Bênção de ser a 100ª Ovelha!

(Google Imagens)

Estudando mais profundamente a parábola  “A ovelha perdida”, tive uma nova compreensão deste texto bíblico; encontrei dois grupos de ovelhas vivendo em situações diferentes e em dois tempos distintos. Por ser uma parábola, entendemos que a ovelha representa nossa dependência para com Deus que nos criou.

Assim, simbolicamente me tornei uma ovelha, para que pudesse imergir de corpo e alma em cada situação vivenciada por elas. Essa experiência de reflexão até um tanto filosófica, me fez compreender os sentimentos que povoaram as mentes das ovelhas daquele rebanho.

Neste Post falarei apenas da 100ª ovelha. Num próximo Post  falarei a respeito das 99 ovelhas que ficaram no aprisco.

O que eu aprendi com a 100ª ovelha:

Todos nós já nos sentimos perdidos em alguma situação de nossas vidas; na maioria das vezes não tivemos apoio de ninguém e tivemos que encontrar o caminho de volta por nossa própria conta e risco. As consequências foram dores, tristezas, angústias, desprezos, desespero, feridas na alma e decepções, que deixaram cicatrizes profundas em nossas vidas. Muitos não suportam essa sobrecarga de stresse e se tornam tão amargurados, que acabam até mesmo perdendo a vontade de viver.

Para facilitar meu raciocínio, quero citar algumas situações do cotidiano que podem facilmente nos levar à condição de “perdidos”:

– quando perdemos a identidade (vítimas da fúria da natureza que acabaram perdendo tudo, família, casa, emprego, documentos pessoais e ficaram apenas com a roupa do corpo).

– quando perdemos a referência (faz parte da personalidade humana, nos sentirmos ligados a alguém ou a alguma instituição; aqui podemos citar os que ficaram desempregados, ou foram mandados embora de suas próprias casas, ou foram “excluídos” da condição de membro de algum Clube, Associação ou Instituição semelhante).

– quando perdemos a direção (estão incluídos aqui, todos os que se encontram em situação adversa e perderam o norte; já não sabem mais como se levantar novamente, seja no sentido profissional, espiritual, emocional ou familiar)

– quando perdemos o controle da situação (podemos exemplificar aqui, como um pai de família que, por ter perdido o emprego, acabou perdendo até a dignidade diante da família e dos amigos)

– quando somos esquecidos (são os que se encontram, simbolicamente falando, no fundo do poço; percebem que estão de tal forma “excluídos” da sociedade, que ninguém mais se lembra deles) 

– quando perdemos a esperança (nesta condição podemos citar a conhecida frase popular que diz que “a esperança é a última que morre”; normalmente, todos os que chegam a uma situação destas, olham para cima e, como último recurso dizem: “Deus, se tu existes mesmo….”)

Provavelmente todos nós já passamos por alguma dessas situações mencionadas, diferenciando-se apenas quanto ao grau de intensidade e/ou profundidade. De uma forma ou de outra, acabamos superando as barreiras e nos levantando moral, profissional e emocionalmente. A partir de então proclamamos que já temos muita experiência de vida e fazemos questão de apresentar nossas cicatrizes internas, como se fossem troféus e medalhas de honra ao mérito.

Mas a 100ª ovelha não agiu assim. Quando se sentiu totalmente perdida, machucada, ferida e sem rumo, preferiu parar e confiar que seu Pastor iria encontrá-la, e providenciaria seu retorno ao rebanho, da melhor forma possível. Na Parábola foi o que aconteceu; o Pastor deixou as 99 em segurança no aprisco e saiu em busca da que estava faltando.

Quando a encontrou, tomou-a nos braços e a envolveu com suas próprias vestes para que a ovelha pudesse se sentir resgatada, salva e livre de todos os infortúnios pelos quais havia passado, durante essa tragetória de distanciamento do rebanho, até perder-se totalmente.

Quando o Pastor percebeu que a ovelha já estava se sentindo amparada emocionalmente, então foi verificar suas feridas e machucados físicos; fez todos os procedimentos necessários para estancar o sangue onde havia sangramento, limpou e higienizou as feridas, derramou os remédios adequados e fez os curativos para evitar infecção ou contaminação externa.

Após esse procedimento, colocou a ovelha em seus ombros e trouxe-a de volta para junto do rebanho, totalmente salva e curada tanto de suas feridas externas quanto internas. Fico imaginando que quando eles adentraram o aprisco, aquela ovelha não trazia mais em seu coração, mágoas e ressentimentos por suas companheiras, que poderiam tê-la chamado quando viram que ela se distanciava do grupo.

O Pastor conclamou uma grande festa em comemoração ao retorno daquela ovelha, porque ela já possuia humildade suficiente para ser homenageada sem orgulho ou soberba. A 100ª ovelha tinha consciência que seu retorno à vida e ao aprisco, era mérito tão somente do Pastor que a havia resgatado do abismo que caíra.

Hoje em dia a humanidade tem aderido ao hedonismo que é uma filosofia um tanto egoista, pois leva o homem a pensar que o que importa é apenas o eu, o aqui e o agora. Esse pensamento mata duas necessidades intrínsecas do ser humano que é viver em sociedade e ter esperança de um futuro melhor. Se matarmos nossos sonhos e perdermos a esperança, seremos mortos-vivos e passaremos simplesmente a vegetar.

Para concluir este meu raciocício, quando estivermos “perdidos”, façamos como a 100ª ovelha que, sentindo-se incapacitada para retornar à sua posição de conforto e segurança, preferiu aguardar a chegada do seu Pastor. Sabemos que assim como a ovelha esperava e dependia do seu Pastor, nós, seres humanos dependemos de Deus que enviou Jesus Cristo Seu Filho, para fazer as vezes de nosso Pastor.

Quando nos colocamos em total dependência desse Pastor (Jesus) que nos foi enviado, somos resgatados, curados e não ficará nenhuma raiz de amargura, mágoa ou ressentimento em nosso coração. Se você ainda não tem Jesus como seu Pastor, chame por Ele e aguarde…. Ele já está indo ao seu encontro para salvar sua vida.

 (Google Imagens)

 

Sonia Valerio da Costa
22/02/2010

Falando sobre Carnaval…

(Google Imagens)

A origem do carnaval tem seu início na pré-história, muitos povos praticavam rituais mágico-religiosos, baseados em princípios mitológicos. Nos tempos dos Impérios greco-romanos, no campo essas festas eram voltadas aos deuses da agricultura. Nas zonas urbanas, duravam seis dias e eram acompanhadas de representações dramáticas, que deram origem à comédia e à tragédia gregas. As festas romanas eram pautadas por grandes orgias, onde as diferenças sociais ficavam abolidas. De uma forma fantasiosa, praticavam a inversão dos sexos (os homens se vestiam de mulheres) e a inversão dos papéis (o escravo tornava-se senhor por um dia e vice-versa). Para tanto, suspendiam-se as leis e, obviamente, as condenações por crimes, quaisquer que fossem, não poderiam ser executadas.

Essas festas eram acompanhadas de um cortejo de carros em forma de navio ou de arado “carros navalis”, o “navigiu Ísidis”, com o qual os romanos da época imperial, à semelhança dos egípcios, saíam em procissão para celebrar a festa da deusa Isis. Possivelmente originou-se a expressão abreviada para “curnavalis”, origem da palavra italiana “carnavale”. Uma outra etimologia bastante encontrada para “carnavale” é o de “carnes levare”, de “ad levandes carnes”, ou seja, o convite ao jejum da carne, que precede a Quaresma. E assim, chega-se ao significado cristão da festa: o consentimento de um período de folia, antes dos quarenta dias de penitência, que antecedem a celebração da morte e ressurreição de Jesus.

Portanto, nessa festa um pouco pagã e um pouco cristã, confluíam vários ritos, onde reinava grande alegria extravasada na licenciosidade. As festas carnavalescas, em todos os países onde ainda são mantidas, desenvolveram-se a partir desses ritos. Na Idade Média, a Igreja Católica condenava as festas carnavalescas por terem se tornado pecaminosas e libertinas. Já no século XV o Papa Paulo II, passou a entender que se tratava de uma festa popular e que traria benefícios para a própria Igreja. As máscaras, por sua vez, se tornaram um hábito, chegando ao ponto de serem proibidas, por terem estimulado não somente o disfarce, mas também a prática de crimes.

Até a Idade Média o período carnavalesco correspondia desde o solstício de inverno (nosso atual 22 de dezembro) até o prenúncio da primavera. Mais tarde se transportaram para 40 dias antes da Páscoa católica, que acontece sempre no primeiro domingo de lua-cheia, depois do início da Primavera. O Domingo de Carnaval acontece sete domingos antes do Domingo de Páscoa, estando assim, relacionado com o calendário litúrgico e gregoriano, e com a quaresma católica que se inicia na quarta-feira de cinzas. Por mais que o tempo passe, o período de Carnaval continua vinculado à Páscoa dos Católicos;  por isso é uma festa móvel e sua data varia do começo do mês de fevereiro ao começo do mês de março.

Países que promovem festas carnavalescas
Europa (Itália, Portugal, França, Bélgica, Áustria, Suíça, Espanha, Dinamarca, Rússia, Ilha de Malta)
África (Angola)
Ásia (Japão)
América do Norte (Estados Unidos, Canadá)
América do Sul (Bolívia, Brasil)

Até 1986 o Carnaval Paulistano era administrado sob a responsabilidade da UESP (União das Escolas de Samba Paulistanas). Em junho se divide e é criada também a LIGA (Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo). Em 1990, no Governo da Prefeita Luiza Erundina, o Carnaval Paulistano e as manifestações artístico-populares a ele vinculadas, foram oficializados nos termos da Lei nº 10.831 de 04 de janeiro de 1990. Especifica-se nessa Lei que, sendo um Evento oficial da Cidade, o Carnaval em todas as suas manifestações, passa a ter o apoio e ser administrado pela Prefeitura da Cidade de São Paulo.

(Obs.: As informações acima descritas, são de cunho histórico e foram retiradas do livro “Carnaval & Samba em Evolução Na Cidade de São Paulo”, de Maria Apparecida Urbano. Editora Plêiade, São Paulo, 2005)

Bem, “Falando em Carnaval…”  como estamos às vésperas de mais uma festa carnavalesca,  baseada na origem histórica do Carnaval, como acabamos de ler, para mim ficou bem claro, que o Carnaval é uma festa primitiva, pagã e teve origem na adoração dos deuses mitológicos. Com o passar do tempo, por questões um tanto vagas, essa festa foi sendo absorvida e finalmente vinculada oficialmente ao Catolicismo.

Sendo assim, abriu-se um parêntesis, um consentimento, uma licença oficial, ou como diz uma frase popular, “pedir cinco minutos de licença para Deus”, para poder praticar tudo o que a carne (corpo físico) desejar, numa total licenciosidade, pois em seguida se entraria num período de penitência. Acrescente-se ainda que, historicamente, o sentido principal do Carnaval é a prática da inversão de papéis exercidos dentro da sociedade e, consequentemente a “inversão de valores”; o mais condenável aqui, moralmente falando, é que,  durante o período dessas festas carnavalescas, devido a permissividade e a utilização de máscaras, qualquer crime que fosse praticado, não receberia nenhuma punição.

É lamentável que uma festa popular que só vem trazer prejuizos físicos, morais, emocionais e espirituais, seja oficialmente legalizada, com apoio tanto político, quanto religioso.

Quando o Carnaval se aproxima, sempre me lembro de uma festa semelhante, que aconteceu por volta de cinco séculos A.C., onde o Rei Belsazar promoveu um grande banquete ao deus mitológico Baco (deus do vinho), fazendo questão de utilizar todos os utensílios de ouro e de prata que seu pai, Nabucodonozor, havia trazido do Templo de Jerusalém. Era uma festa pagã, de cunho político e religioso. Em meio àquele verdadeiro bacanal, o rei presenciou dedos de mão de homem escrevendo no reboque da parede, na parte mais iluminada do Palácio Real. Nenhum sábio, astrólogo, mago ou advinhador daquele Reino souberam interpretar aquelas palavras.

Nesse momento de perturbação psicológica e emocional, alguém se lembrou do Profeta Daniel  pois nele se achava um espírito excelente e adorava o Deus dos deuses, Criador dos céus e da terra. Daniel foi conduzido à presença do Rei e através de revelação Divina interpretou aquelas palavras, dizendo:

“Deus contou os dias do teu reinado e determinou o seu fim. Foste pesado na balança e achado em falta. Teu reino foi dividido e entregue aos medos e persas.”

Naquela mesma noite cumpriram-se aquelas palavras. O Rei Belsazar foi morto e o Rei Dario, o medo, ocupou aquele reino. (Você poderá conferir na Bíblia Sagrada, no Livro do Profeta Daniel, capítulo 5).

Somos livres para fazermos o que quisermos, pois o próprio Deus que nos criou, nos deu essa liberdade. Porém, devemos ter maturidade suficiente, para assumirmos toda e qualquer consequência de suas atitudes, sem querer depois, transferí-la para Deus.  Finalizo com algumas perguntas para reflexão:

“Será que alguém pode ter certeza de que na 4ª feira de cinzas estará vivo para poder se redimir com cinzas?”
“Existe alguma garantia de que os participantes dessas festividades entrarão e sairão ilesos sem contrair doença alguma?”
“Quantos jovens será, que se tornarão viciados em drogas?”
“Quantas adolescentes será, que ficarão grávidas e talvez nem saberão quem foi o pai, do filho que estará sendo gerado em seu ventre?”
“Quantas famílias serão desfeitas, devido a traição de um dos conjuges?”
“Será que vale a pena se divertir por uns dias e depois chorar as consequências pelo resto da vida?”

Eis a questão: “Vale a pena pular o Carnaval?… Você decide!”

Sonia Valerio da Costa
08/02/2009