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Eutanásia, Suicídio e Pena Capital

O cristão precisa estar de acordo com o que a Bíblia ensina, e portanto, não pode ser a favor nem da eutanasia, nem do suicidio e nem da pena capital.

O sexto mandamento diz “Não matarás” (Ex. 20:13). Esse mandamento engloba toda e qualquer atitude humana que tenha o propósito de tirar ou antecipar a morte tanto de si mesmo como de outrem. “Não matarás” é o mesmo que dizer “não tirarás a vida de seu semelhante”, pois a nossa vida é um dom de Deus e também sabemos que ela está em Suas mãos (Gn. 4:10; I Sm.2:6; Sl.39:4-5; Is.38:5; Jo.1:4 e 10:10; Cl.3:3).

O texto de I Sm.31:4-6 e II Sm.1:6-10 nos dá a entender que Saul tentou suicidar-se, para não passar pela deshonra de ser morto pelos seus inimigos; como não conseguiu fazê-lo sozinho, contou com a ajuda de um amalequita que, podemos dizer que praticou um ato de eutanasia, apressando a morte de Saul para colocar fim ao seu sofrimento.

Apesar de Deus nos ter deixado esse mandamento “não matarás”, sabemos que atualmente a medicina aplica a eutanasia passiva quando aplica drogas injetáveis em doentes terminais, com o objetivo de aliviar suas dores, mesmo sabendo que seus efeitos irão gradualmente perdendo o efeito aliviador e passam a provocar um efeito debilitador, apressando a chegada da morte. Essa postura medicinal tem sido aceita na sociedade atual, pois não pode ser considerada como a eutanasia radical propriamente dita.

Quanto a pena capital, entendemos que Deus determinou que o homicida deveria morrer, pois seu sangue seria expiação pelo sangue da vítima; essa sentença seria executada para o homicida que matasse alguém de forma consciente (Nm.35:16-21). Para os que matassem alguém por um acidente alheio à sua vontade, estariam livrem de morrerem se ficassem morando numa das cidades de refugio que estavam designadas para isso (Nm.35:22-34). No A.T. a lei era “olho por olho e dente por dente” (Ex.21:23-25), porém Jesus durante o seu ministério terreno se reporta a essa lei e ensina que devemos amar aos nossos inimigos (Mt.5:38-48); dessa forma, se o Antigo Testamento sugere e indica a pena capital, no Novo Testamento Jesus condena essa prática e nos ensina a exercer o amor e o perdão tanto aos nossos inimigos como também àqueles que nos ferem.

Jesus veio para nos dar vida, e pela fé cremos que Seu amor expressado por toda a humanidade, através de Sua morte alí na cruz do Calvário, tem poder para transformar e libertar o mais vil pecador. (I Tm.1:15; Hb. 10:16-19) O melhor exemplo foi o ladrão que foi crucificado ao lado de Jesus e recebeu salvação instantânea (Lc. 23:42-43; Ro.5:8-11).

Quanto ao suicidio, entendemos que é uma passagem para a eternidade de uma forma antinatural, contrária às leis divinas. O suicidio é contrário ao amor que o individuo deveria ter tanto para consigo mesmo quanto para com seu próximo. É também considerado uma ofensa à sociedade, pois ninguém vive para si mesmo, como também ninguém morre para si mesmo. O suicidio também usurpa o poder de Deus, pois é o único que pode tomar decisões quanto o viver e o morrer do homem; principalmente o cristão, que é o Templo do Espírito Santo, estando em sã consciência, nunca deveria pensar em cometer esse ato.

“Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que tenham direito à Árvore da Vida, e possam entrar na cidade pelas portas. Ficarão de for a os cães e o feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.” (Ap. 22:14-15)

Por Sonia Valerio da Costa

Em 26/11/2012

 

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Afinal, quem é o meu próximo para que eu o ame?

Reintegração

Temos presenciado com bastante frequencia, reações constrangedoras de grupos radicais isolados que estão tentando reprimir de forma violenta, deixando emergir instintos primitivos e fomentando o desamor e a discriminação desenfreada contra pessoas que expressam comportamentos ou pensamentos diferentes dos demais membros da sociedade na qual estão inseridos.

Atualmente a sociedade tem se mostrado indignada com grupos homofóbicos fundamentalistas por não praticarem o mandamento bastante incisivo declarado por Jesus: “devemos amar nosso próximo como a nós mesmos”. Jesus apresentou de forma bastante compreensível a um dos Doutores da Lei como identificar quem é o nosso próximo. Se você ainda não conhece a Parábola do “Bom Samaritano”, seria importante que você a lesse antes de prosseguir com a leitura deste artigo (Biblia Sagrada, Lc. 10:25-37); isso facilitará a compreensão do meu raciocinio.

Jesus perguntou: “quem foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores”? Estava bastante claro que foi o que usou de misericordia para com ele. Atitudes inconsequentes como o pai que foi agredido e teve sua orelha mutilada simplesmente por estar abraçado com seu filho, estão proporcionando não só cicatrizes físicas, mas também sociais e emocionais.

Entendo que os movimentos de conscientização para o combate à discriminação social, comportamental, religiosa e étnica, levam em seu âmago, um clamor muito mais profundo, que é a necessidade de amor e aceitação social. Os grupos minoritarios que estão clamando por um espaço na sociedade, na verdade estão precisando de amor e de misericordia, o que não implica que a maioria concorde ou não com suas atitudes, e ou comportamentos “diferentes”.

Quando os cristãos se expressam contrários à aprovação das leis que combatem a homofobia, estão sendo mal interpretados devido a forma como estão expondo suas opiniões. Como cristã, me sinto à vontade para expressar nosso verdadeiro pensamento a respeito das atitudes homofóbicas. Não somos contra as pessoas que tem comportamentos GLBT, porém não podem nos obrigar a pensar e agir como eles; todos os seres humanos possuem o livre-arbítrio de pensar e agir conforme seus próprios princípios, desde que suas atitudes não interfiram e nem comprometam o espaço de seu semelhante; indistintamente, todos nós carecemos do amor e da misericórdia de Deus, porém esse “direito” que Ele nos deu, não nos isenta de sermos reprovados por nossos comportamentos contrários às leis divinas.

Deus nos criou com sexos definidos, macho e femea, homem e mulher, e cada sexo possue comportamentos emocionais proprios e reações diferentes um do outro. Temos instruções suficientes (não somente bíblicas), para usufruir com sabedoria dos prazeres físicos, e entendermos que toda prática diferente da forma como Ele nos criou, acarretará em consequencias desastrosas que poderão ser até mesmo irreversiveis.

A questão que não pode calar é que tanto homossexuais quanto heterossexuais não podem se enfrentar mutuamente de forma animalesca, tentando fazer prevalecer suas respectivas formas de pensar e de agir. É fato que “cada qual com seu igual”, mas a liberdade proclamada pelos GLBTs não pode comprometer a liberdade dos heterossexuais e vice-e-versa; afinal, agora são os heterossexuais que estão sendo discriminados. O respeito deve ser de mão dupla e não apenas de um grupo em relação ao outro.

Na Parábola apresentada por Jesus, vemos que a violencia desenfreada e injustificavel dos salteadores, quase tirou a vida de um inocente. Caído na beira da estrada e semi-morto, aquele homem foi julgado, discriminado e desprezado por dois dos homens que passaram por alí. Um deles era um doutor da lei, ou seja, alguém que possuia muito conhecimento filosófico e religioso, mas ainda não conhecia a linguagem do amor e da misericordia; claro, sua posição privilegiada na sociedade, eclipsou o amor fraternal que ele poderia expressar naquela oportunidade.

O outro foi um levita, que apesar de também ser religioso, cultivava escrúpulos pessoais, pois tinha medo de se “contaminar” com o sangue daquele homem que poderia estar morto; na dúvida, também preferiu ignorar a oportunidade de expressar seu amor fraternal para com aquele desafortunado.

Logo depois, um novo caminhante passou por alí. Era um homem de Samaria e por não estar aprisionado aos dogmas religiosos praticados nas sinagogas de Jerusalem, nada havia que o impedisse de socorrer aquele desconhecido caído na beira da estrada. Ele não perdeu a oportunidade de expressar seu amor ao próximo. Sua atitude foi completa; deu atendimento de primeiros socorros e depois o levou a uma estalagem onde ele poderia receber acompanhamento para sua total recuperação. Deixou um valor como caução, com o objetivo de cobrir as despesas do tratamento, mas também prometeu voltar e cobrir as despesas que ultrapassassem o valor depositado.

O samaritano fez tudo o que estava ao seu alcance oferecendo total assistência para que o tratamento alcançasse o resultado esperado. Assim, concluímos que “próximo é aquele que usa de misericordia para com o outro, e que “põe a mão na massa”, sem escrúpulos de “sujar” suas mãos, mas seu principal objetivo é socorrer e, por amor, reintegrar à sociedade os necessitados e excluídos por ela. O próximo ama, abraça, oferece calor humano com suas atitudes, mas também providencia uma nova forma de vida para o necessitado. Ele entra junto no barco para acompanhar mais de perto os infortúnios de seus semelhantes e cria formas de dar a solução mais adequada ao problema, porém isso não implica que tenha que concordar com a vida que o ajudado esteja levando!

Esta Parábola nos permite entender que Jesus Cristo teve para com a humanidade, a mesma atitude que aquele samaritano. Nós estávamos no pecado da desobediência, o que nos mantinha distantes de Deus; nessa posição espiritual, nosso adversário (satanás), constantemente nos acusava e nos oprimia. Mas Jesus se ofereceu a si mesmo para nos resgatar dessa posição de pecadores para nos levar às “regiões celestiais” (posição simbólica alcançada pela salvação em Jesus Cristo). Nessa posição de salvos pela fé e pela graça de Jesus Cristo, estamos sempre recebendo acompanhamento divino para nossos dilemas emocionais, sociais, comportamentais e espirituais para que possamos nutrir uma sadia comunhão com Deus.

Jesus se apresenta como o “Bom Samaritano”, pois nos amou e usou de misericórdia para conosco. Ele nos deixou o verdadeiro exemplo do que é amar o próximo; amar o próximo não é simplesmente concordar com as atitudes do nosso semelhante, para agradá-lo de forma inconsequente. Amar o próximo é dar-lhe a oportunidade de conhecer uma nova vida de paz, saúde e tranquilidade nesta vida e também indicar o caminho da vida eterna que, com certeza, todo ser humano almeja. Cuidado… nem sempre “a voz do povo é a voz de Deus”.

Se você ainda não experimentou os cuidados especiais que esse “Bom Samaritano” pode oferecer, abra seu coração para Ele e permita que Ele cuide de sua vida, em todos os sentidos; com certeza através dEle você entenderá o que é verdadeiramente “amar o próximo como a si mesmo”. Creia que se sua posição é como a de um desses excluídos da sociedade, Ele providenciará sua reintegração social.

Permita que Jesus manifeste em sua vida, todo o Seu Amor e Sua Misericórdia. A partir de então sua vida não será mais a mesma! Experimente!

Por Sonia Valerio da Costa

 

 

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O Amor está no ar!

(Google Imagens)

Sempre quando nos aproximamos do mês de junho, exatamente do dia 12/06, pelo menos para os brasileiros, sentimos uma nostalgia gostosa pairando no ar, invadindo nossos corações e nos trazendo uma sensação de prazer e bem-estar. Consciente ou inconscientemente começamos poetar em palavras, a música que insiste em explodir de dentro de nossa alma. Claro, é a necessidade de possuirmos um amor para comemorar em grande estilo.

Todos nós já experimentamos essa sensação, pois é próprio de todo ser humano, a necessidade de amar e ser amado. Ter e poder usufruir de um amor, deveria ser uma constante ininterrupta em nossas vidas e não somente quando nos aproximamos do “dia dos namorados”. A questão é que como seres humanos que somos, temos nossas falhas e, infelizmente, o amor que dedicamos a alguém, também pode sofrer alterações momentâneas; precisamos aprender a trabalhar com isso, para que essas alterações não se tornem definitivas e acabem destruindo o belo, que outrora parecia imutável e indestrutível.

Tudo nesta vida é passageiro; até mesmo o amor humano. Às vezes costumamos dizer que fica viúvo é quem morre. Pensando bem, é a saudade que toma o lugar do amor que foi vivenciado e, por se entender que ele jamais voltará, vamos abrindo espaço e permitindo que aquele amor possa ser desconstruído, desalimentado e finalmente enterrado, pois sabemos que a nossa vida continua e não podemos nos enterrar vivos com um passado que acabou.

Quando perdemos um amor, seja para a morte ou mesmo para outra pessoa, tendemos a digerí-lo, de forma a permitir que ele se esvazie por si só; depois de digerido, o amor passado não poderá mais interferir em um novo amor que surgir diante de nós. Sempre achamos que não conseguiremos superar, mas como tudo é passageiro, sabemos muito bem que temos capacidade de virarmos a página do passado e caminharmos em direção a uma nova alegria; é nesse momento que entendemos que está na hora de deixarmos a “fila andar”. Porque sofrer por alguém que não consegue reconhecer o nosso valor, sendo que existem mil e uma outras possibilidades de sermos valorizados!? É que o amor gosta e sente prazer no sofrimento; é por isso que investimos num amor, mesmo que nos pareça impossível. Os nossos sonhos falam mais alto e a esperança em vê-lo realizado chega a ser tão forte, que o desprezo passa a ser um incentivo a mais para que esperemos a flor desabrochar!

Tanto homens quanto mulheres sentem prazer em viver num jardim florido, onde possam sentir o perfume do amor acompanhado do canto de pássaros, de preferência num dia ensolarado. Podemos dizer que esse sentimento, cultivado no jardim de nossas vidas são sentimentos do amor amigo. Esse nobre sentimento da amizade, apesar de ser importante para nossa auto-estima, é insuficiente para satisfazer todos os desejos da nossa alma. Por isso, mais dia, menos dia, olhamos para o nosso jardim e, de repente, uma das flores que embelezam nossa vida, passa a ter um algo a mais de especial, de inexplicável, e de incontrolável, que entra em nosso pensamento e desce ao nosso coração, sem pedir; a partir de então esse sentimento começa a criar raizes de emoções incontroláveis e toma conta de todos os nossos momentos, tanto do dia quanto da noite e até mesmo durante nossos sonhos. Claro, é o amor que está no ar!

Quando esse amor nos envolve, vivemos tanto momentos de euforia como de tristeza, devido a incerteza de não sabermos se estamos ou não, sendo correspondidos. Esse tipo de amor é tão forte e intenso que transparece através de nossos poros, nossos gestos, nossa voz, nosso olhar, nosso andar e do nosso agir. Quem ainda não foi questionado por seus amigos “você está diferente, mais bonito(a)!?… hummmmm, qual é a novidade?”. Aí, claro, o amor que está no ar nos impede de conseguirmos disfarçar o sorriso de quem viu “passarinho verde” e que teima em nos trair!

Pelo amor vivemos e pelo amor também morremos! Ao mesmo tempo que o amor nos dá estímulo para a vida, pode também nos encorajar para a morte em nome do amor. Quando o amor está no ar, temos dificuldades de controlar nossos atos e emoções; até mesmo nossa razão entra em parafuso. Precisamos sempre lembrar que somos humanos e que assim como os outros falham para conosco, nós também cometeremos falhas para com eles; assim, o importante é perdoarmos sempre. O perdão alimenta o amor e possui todos os ingredientes necessários para que o amor seja sadio.

O perdão atua como um hormônio para que o amor possa crescer e chegar ao amadurecimento, alimentando e sendo alimentado. Amor e perdão, perdão e amor sempre devem andar juntos, pois um alimenta o outro. Desde sempre o amor esteve no ar, nós é que muitas vezes não nos damos conta da sua existência. Quando olhamos apenas para nós mesmos, deixamos ervas daninhas, como a auto-suficiência, o orgulho e o egoísmo tomarem conta do nosso jardim, e por isso não conseguimos sentir a presença do amor.

Se alguém estiver carente e necessitado de amar e ser amado, existe um amor que sempre esteve no ar: é o amor de nosso Deus que nos criou. Esse é o amor perfeito, saturado de perdão e ao mesmo tempo de justiça. É Ele que nos mantém com vida e através do Seu amor, nos deu Seu proprio Filho Jesus Cristo para nos dar a vida eterna. “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito, para que todo o que nEle crer, não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo. 3:16)

Quando temos esse amor perfeito atuando em nossas vidas, temos maior facilidade para amarmos nossos semelhantes e também sermos amados por eles. O amor de Deus em nossas vidas proporciona condições para que o amor flua de forma mais prazerosa entre nós; essa afirmação pode ser compreendida pelo simples fato que quando amamos e sentimos que somos amados, teremos maior possibilidade de expressar esse amor e levar vida para as pessoas com as quais nos relacionamos. O amor de Deus para conosco é tão forte, que nos atraiu a Ele através da morte de seu Filho Jesus Cristo na cruz do calvário nos proporcionando vida eterna, para que pudéssemos viver esse amor eternamente. Que o amor que Deus demonstrou ter por nós, possa ser um exemplo de dedicação e afeto aos que convivem conosco!

Sempre sentiremos o amor no ar enquanto Deus estiver em nosso coração! O amor está no ar! Abra seu coração e permita ser amado(a) e também ame com todas as suas forças! O amor é vida! O amor é alegria! O amor é festa! Faça com que sua vida seja uma festa ininterrupta! Deus nos ajudará a vivermos assim, porque o amor está no ar!

(Google Imagens)

Por Sonia Valerio da Costa
Em 28/05/2011
 

 

Três Mulheres e Um Rei

Conta-nos a historia que entre os anos de 483 a 473 a.C. o Rei Assuero (também conhecido como Xerxes) reinou sobre 127 Províncias, desde a Índia até a Etiópia; seu palacio ficou conhecido como “A Fortaleza de Susã”. Três mulheres se destacaram nesse reinado: Vasti, Ester e Zeres. Ester se tornou a mais conhecida das três, porque a historia épica de como se tornou rainha em lugar de Vasti, acabou sendo amplamente divulgada devido a diversas produções cinematográficas.

Meu objetivo neste texto porém, não será falar apenas sobre Ester, mas sobre o comportamento de cada mulher, e como suas atitudes mudaram, de forma tão marcante, o rumo da historia daquele reino; o livro que nos conta essa historia, além de levar o nome de “Ester”, foi aceito no canon bíblico. Podemos dividir a historia de Assuero em duas épocas distintas: a primeira, quando casado com a Rainha Vasti, onde vemos tipificada a Igreja do Antigo Testamento Bíblico; a segunda, quando casado com a Rainha Ester, vemos tipificada a Igreja do Novo Testamento Bíblico.

O comportamento de Assuero em seu primeiro casamento, tipifica o legalismo das religiões fundamentalistas, nas quais não há complacencia e nem misericordia para com as falhas humanas. O que manda é a lei! As circunstâncias, a ética,  o bom senso, o respeito e a discrição, não são levados em consideração; não há perdão e nem misericordia. Quando Vasti se recusou a apresentar-se diante do Rei, seu marido, o fez no sentido de preservar sua dignidade e reputação, pois sabia que ele já estava com seu coração bastante “alegre” devido ao vinho e ela não queria se expor como objeto de vitrine diante de seus súditos. Ela só não imaginava a consequência radical que sofreria, devido à sua recusa em obedecer as ordens do Rei.

Os conselheiros de Assuero foram rápidos em exigir uma punição para Vasti, não porque estivessem preocupados em cumprir as leis instiuídas, mas em preservar suas próprias autoridades para com suas mulheres; a atitude daqueles homens precipitados, foi apenas um capricho machista e que não tiveram o equilibrio de medir a consequência dos seus conselhos e atos insanos. Ao ser coagido, Assuero acabou acatando o conselho inconsequente de depor Vasti de sua posição de Rainha, mesmo antes que ele voltasse ao seu estado de lucidez. Após a ressaca daquelas duas festas (180 e 7 dias), o Rei caiu em si, porém sua palavra não mais poderia voltar  atrás; sua ordem foi executada e a posição da rainha ficou vaga. Lamentavelmente presenciamos líderes de diversas áreas da sociedade atual, agindo com discriminação em circunstâncias semelhantes; premiam os mais abastados e marginalizam os que não têm quem os defenda.

Percebendo a tristeza do Rei, para que a situação fosse contornada, os conselheiros apresentaram uma solução: convocar todas as virgens do reino para que o Rei escolhesse dentre elas, uma que pudesse assumir a posição de rainha no lugar de Vasti. Baseado na experiência legalista com que lidou em seu primeiro casamento, Assuero passou a ser mais maleável até mesmo na escolha de Ester, sua 2ª esposa. Assuero já não possuía mais atitudes separatistas; já não se preocupava com a origem ou classe social das candidatas. Dessa vez ele preferiu que seu coração falasse mais alto e, com a linguagem do amor, tudo passou a fluir com maior tranquilidade.

Os fatos acontecidos durante o reinado de Ester, tipificam o comportamento das religiões que professam o amor, a caridade, a longanimidade, a paciência e o respeito, tanto entre seus seguidores, como para com os que não comungam com suas ideologias. Como cristã me sinto com liberdade para falar sobre religiões que se dizem cristãs, mas não são imitadoras de Cristo como o Apóstolo Paulo afirmou: “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo” (I Co. 11:1)

Quando Jesus veio a este mundo para pregar a Verdade e confrontar os Doutores da Lei, expulsou os mercadores do Templo em Jerusalém, alertando-os que “Sua Casa seria chamada “Casa de Oração” e não covil de ladrões” (Mt. 21:13), creio que muitas denominações precisam ser passadas a limpo, expulsando de seus bastidores e da liderança, todo o engano, falsidade e acordos por conveniências e trocas de interesses pessoais.

A Igreja a.C. era regida por leis, mandamentos e atos religiosos, através dos quais o homem interagia com Deus e dEle recebia perdão; o homem só conseguiria alcançar o favor de Deus, se cumprisse todos os mandamentos da lei mosaica. A Igreja d.C foi fundamentada em Jesus Cristo que veio anunciar a salvação através da Sua graça, manifestada em Sua morte e ressurreição; com Cristo, o homem passou a ter acesso direto com Deus, que pela manifestação de Sua misericordia, nos oferece salvação e perdão de nossos pecados, através de Seu Filho Jesus Cristo.

É bem provável que o leitor já esteja se perguntando, “mas e a 3ª mulher, Zeres?”; essa mulher era esposa de Hamã, que havia sido nomeado pelo Rei Assuero, como Príncipe de todos os Príncipes daquele reino. Era uma mulher astuta e tentou induzir seu marido para que enforcasse Mardoqueu, pois este não se prostrava diante de seu marido; porém, não sabia ela, que se tratava do primo da Rainha Ester. Hamã seguiu o conselho ardiloso de sua esposa e, além de construir a forca para Mardoqueu, conseguiu o aval do Rei para destruir todo o povo judeu que vivia conjuntamente alí no reino.

A Rainha Ester, consciente de que também seria morta, revelou sua origem ao Rei, apresentando Hamã como um traidor tanto seu, como do povo judeu; quando Hamã percebeu que o pedido de clemência feito por Ester, seria reconsiderado, lançou-se aos seus pés para que a Rainha intercedesse por ele junto ao Rei. Ao presenciar aquela cena ridícula, o Rei Assuero se enfureceu, pois entendeu que Hamã estava querendo seduzir a Rainha Ester. Aquela atitude de furia foi suficiente para que Hamã entendesse que sua morte já estava decretada pelo Rei Assuero.

Harbona, um dos eunucos daquele reino comunicou ao Rei Assuero sobre a forca que Hamã havia construído para Mardoqueu; então o Rei determinou que Hamã fosse enforcado nela e paralelamente permitiu que os judeus se defendessem dos ataques decretados para sua extinção. Terminada aquela guerra civil, os dez filhos de Hamã também morreram enforcados pelos próprios judeus.

A atitude de Zeres, tipifica a parte da Igreja do Novo Testamento, que não assume um compromisso de fidelidade para com Deus, mas está sempre a promover divisões eclesiásticas, e a semear discordias e contendas nas Congregações. Sua atitude pode ser comparada ao comportamento das “virgens loucas” que sem provisão de azeite suficiente para manter suas lâmpadas acesas, ainda tentaram extorquir a reserva das “virgens prudentes”; sem sucesso, se viram obrigadas a se arriscarem a sair em busca de azeite. Mas foi justamente nesse meio tempo que o noivo chegou e introduziu as “virgens prudentes” em suas bodas e fechou a porta; quando as “virgens loucas” voltaram, bateram na porta, mas não puderam mais entrar; apenas ouviram a voz do noivo, anunciando lá de dentro: “em verdade vos digo que vos não conheço”. (Mt. 25:1-13)

É inútil se levantar contra a Igreja de Jesus Cristo, fundada na cruz do calvário. Essa Igreja universal composta de pessoas que adoram a Deus e aceitam Seu Filho Jesus Cristo como único Caminho para a salvação de suas almas, tem total proteção de suas almas durante toda a eternidade. A vida neste mundo é passageira e a única coisa certa é a morte deste corpo, seja de que forma for; nossa preocupação deverá ser apenas onde e com quem passaremos a eternidade. Com certeza passaremos nossa eternidade futura com o Deus que adoramos no presente.

Sejamos como a Rainha Ester, que na hora da dificuldade, conclamou a todos os judeus para que se conscientizassem e reconhecessem a necessidade que temos de depender de Deus em todas as circunstancias; somente Ele poderá providenciar livramento para os que clamam por Sua misericordia.

O Apóstolo Paulo deu essa mesma recomendação a Timoteo: “Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graça por todos os homens; pelos reis e por todos que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos.” (I Tm.2:1-6)

Palavra ministrada por
Sonia Valerio da Costa
Em 23/05/2008
 

Meus Pensamentos (4)

“Uma das melhores qualidades para cultivar um bom relacionamento é a sinceridade. Muitas vezes, pode até machucar, mas impede a construção de barreiras inúteis.” (06/04/2011)

“Não deixe para amanhã o amor que você pode expressar hoje. O tempo é traiçoeiro… nunca sabemos de antemão, a favor ou contra quem ele conspira. Somente o HOJE nos pertence! Amanhã pode ser tarde demais, e teremos apenas arrependimentos para guardar em nossas lembranças!” (05/04/2011)

“A altura que colocamos nossos sonhos será proporcional ao tempo de sua realização! Não desanime se você ainda não alcançou a realização de seus sonhos; não importa o quanto tempo ele demore para se realizar. O que mais importa é que quando ele se realizar, você possa estar inteiro(a) para usufruí-lo! Cuide-se física, espiritual mental e emocionalmente!” (17/03/2011)

“Os “loucos” também amam e devem ser amados! Viver perigosamente pode ser uma grande aventura! O amor SEMPRE triunfa sobre qualquer coração, por mais duro que possa parecer! Por isso vale a pena amar “loucamente” como Jesus amou….. até à morte!!!!! Só quem vive essa experiência é que tem o direito de triunfar como Jesus triunfou! Ame! Ame! Ame! e…. Ame!” (16/03/2011)

Pensamentos criados e postados no FaceBook
Por Sonia Valerio da Costa

Quando Começamos a Amar…

 

O objeto amado ou objeto do desejo, pode ser para o menino, alguém que se assemelhe à figura materna e, para a menina, a figura paterna.

Todos nós temos uma imagem formada de nosso objeto de desejo e procuramos nos objetos do mundo, algo que se assemelhe a ele. Não é todo dia que encontramos aquilo que é a imagem exata de nosso desejo; quando encontramos, sabemos bem identificar.

Quando o identificamos ou melhor, nos identificamos com essa figura inconsciente, formada dentro de nós, passamos a investir libido nesse objeto de desejo e então  dizemos que começamos a amar. É normal que nessa fase, tenhamos conflitos existenciais, proporcionando medo e dúvida por não saber ainda, se é amor ou apenas uma amizade.

Para esclarecer essa diferença de amores, precisamos entender que o amor que resulta apenas em amizade, é porque o investimento de libido foi inibido em sua finalidade genital. Portanto, toda relação afetiva, seja de amor ou amizade, é do ponto de vista da psicanálise, um investimento de energia sexual.

Assim, alguns investimentos em objetos de desejo que nos identificamos, a finalidade é inibida e tornada inconsciente, sobrando para o consciente, apenas um sentimento de amizade. O investimento de amor, carinho e compreensão, é o mesmo para os dois tipos de amor; a diferença está apenas que, para o amor, a libido é liberada conscientemente e para a amizade, a libido é bloqueada no inconsciente.

Quando se encontra o objeto do desejo a libido age de forma racional, pois analisa os prós e os contras, para que, havendo desejo de ser liberada, que essa liberação seja feita de forma consciente. Uma forte amizade que não consegue conter o investimento da libido, proporciona a existência do amor no sentido pleno da palavra.

O contrário também é possível; quando não se consegue superar traumas antigos por questões ou convenções sociais, a libido acaba sendo bloqueada involuntariamente; assim, o que poderia ser um amor no sentido pleno da palavra, acaba não conseguindo ser, nem memo uma amizade.

Esses traumas podem ser superados com a ajuda de aconselhamento pastoral, desde que seja alguém de muita confiança, idoneidade e que tenha preparo para esse acompanhamento; é de muita importancia também, a terapia feita com  profissionais da área da psicologia e mesmo psiquiatria.

A ciência do comportamento tem se expandido bastante nas últimas décadas, mas ainda tem sido vista com certas reservas por alguns cristãos fundamentalistas, que acreditam que apenas oração e leitura bíblica são suficientes para superação de traumas emocionais.

O mal deste século tem sido a depressão, causada principalmente pela solidão e falta de alguém com quem possamos compartilhar nossas vivências. A amizade virtual é muito boa, porém não substitui o calor humano, que só pode ser usufruido em sua plenitude, quando podemos abraçar pessoalmente a quem amamos.

Certa vez, um dos doutores da lei, perguntou para Jesus, para o experimentar, dizendo: “Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo semelhante a este é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas” (Bíblia Sagrada, Mt. 22:35-40)

Com base nestes mandamentos, como poderemos amar nosso próximo como a nós mesmos, se não conseguimos obter uma interatividade pessoal com ele? É apenas na convivência pessoal que conseguimos desenvolver sadiamente frutos do Espírito em nosso carater, com relação aos sentimentos de tolerência, bondade, benignidade, paz, mansidão, temperança, amor, confiança e paciência; se não tivermos contato pessoal e físico com o nosso semelhante, esses frutos serão improdutivos.

Não podemos nos enganar: ser cristão dentro de um templo (igreja), ou apenas no mundo virtual, é muito fácil; porém, o dia que nossos frutos forem colocados à prova, poderão ser reprovados pelo fogo.

Vamos exercitar o amor fraternal, que é o amor amigo; quanto ao amor que houver uma predisposição de se investir nossa libido, que seja exercido apenas entre pessoas de sexos opostos, pois esse amor é o amor conjugal, aprovado por Deus que o instituiu, e que proporciona a perpetuação da nossa espécie.

Não ofereça apenas amizade a quem está pedindo amor. Não ofereça amor a quem só pode dar amizade. Em ambas as situações, os sentimentos serão destruídos e proporcionarão corações machucados, feridos e traumatizados. Não podemos brincar com os sentimentos de ninguém.

Fonte: BOCK, Ana M. Bahia e outros. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. 9.ed. São Paulo, Saraiva, 1996.

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Em 01/02/2011

Somente Por Amor…

 

Com a reprise de “O Clone”, no Programa “Vale a Pena Ver de Novo”, lembrei-me desta música maravilhosa! Essa frase “somente por amor, a gente põe a mão”, cala no fundo das minhas reflexões, pois somente por amor é que conseguimos transpor barreiras que nos parecem intransponíveis, vencer desafios, distâncias, medos, conflitos… e nosso próprio orgulho.

Se não existir amor, provavelmente vamos colocar os pés pelas mãos. Os pés nos levam até onde as mãos podem tocar, pegar e sentir; isto se nosso coração for despertado por um forte desejo, envolvido no sentimento do amor, para que o corpo possa degustar, usufruir, se alimentar e nutrir-se das vitaminas, proteínas e sais minerais, proporcionados pelo objeto do desejo.

Não colocamos nossas mãos em terreno arenoso, areia movediça, caminho sem destino, barco furado ou mesmo alimento envenenado. Inconscientemente preservamos nossas mãos como algo sagrado do nosso corpo. Antes de colocarmos as mãos, somos despertados pelo olfato e, através dele,  podemos ser atraídos por algum cheiro agradável ou perfume envolvente… mas são nossas mãos que, muitas vezes tem receio de tocar no alimento que exala o cheiro agradável ou na fonte do perfume que nos envolve.

Chegamos perto, mas consciente ou inconscientemente, Somente por amor é que estendemos nossas mãos para que, através do tato, possamos sentir a temperatura, a densidade, a consistência, a aspereza, a maciez, a delicadeza, a beleza, a receptividade, o magnetismo, a pureza, a limpeza, a firmeza, a confiança, a segurança.

Se não houver amor, o melhor é nos afastarmos, para que não venhamos, ao invés de colocarmos as mãos, colocarmos os pés e machucarmos sentimentos de outrem. Porém, se estivermos conscientes de que o amor brotou, se manifestou e aflorou, e existe receptividade para o seu crescimento, então é o momento de vivenciarmos a felicidade que Deus nos proporcionou.

Quando colocamos a mão, é porque o amor conseguiu transpor as barreiras pessoais (físicas, psicológicas e circunstanciais); por fim, quando nos sentimos seguros e confiantes, o amor nos leva também, a ultrapassar os limites sociais!!!

 

Por Sonia Valerio da Costa

Em 17/01/2011