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Afinal, quem é o meu próximo para que eu o ame?

Reintegração

Temos presenciado com bastante frequencia, reações constrangedoras de grupos radicais isolados que estão tentando reprimir de forma violenta, deixando emergir instintos primitivos e fomentando o desamor e a discriminação desenfreada contra pessoas que expressam comportamentos ou pensamentos diferentes dos demais membros da sociedade na qual estão inseridos.

Atualmente a sociedade tem se mostrado indignada com grupos homofóbicos fundamentalistas por não praticarem o mandamento bastante incisivo declarado por Jesus: “devemos amar nosso próximo como a nós mesmos”. Jesus apresentou de forma bastante compreensível a um dos Doutores da Lei como identificar quem é o nosso próximo. Se você ainda não conhece a Parábola do “Bom Samaritano”, seria importante que você a lesse antes de prosseguir com a leitura deste artigo (Biblia Sagrada, Lc. 10:25-37); isso facilitará a compreensão do meu raciocinio.

Jesus perguntou: “quem foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores”? Estava bastante claro que foi o que usou de misericordia para com ele. Atitudes inconsequentes como o pai que foi agredido e teve sua orelha mutilada simplesmente por estar abraçado com seu filho, estão proporcionando não só cicatrizes físicas, mas também sociais e emocionais.

Entendo que os movimentos de conscientização para o combate à discriminação social, comportamental, religiosa e étnica, levam em seu âmago, um clamor muito mais profundo, que é a necessidade de amor e aceitação social. Os grupos minoritarios que estão clamando por um espaço na sociedade, na verdade estão precisando de amor e de misericordia, o que não implica que a maioria concorde ou não com suas atitudes, e ou comportamentos “diferentes”.

Quando os cristãos se expressam contrários à aprovação das leis que combatem a homofobia, estão sendo mal interpretados devido a forma como estão expondo suas opiniões. Como cristã, me sinto à vontade para expressar nosso verdadeiro pensamento a respeito das atitudes homofóbicas. Não somos contra as pessoas que tem comportamentos GLBT, porém não podem nos obrigar a pensar e agir como eles; todos os seres humanos possuem o livre-arbítrio de pensar e agir conforme seus próprios princípios, desde que suas atitudes não interfiram e nem comprometam o espaço de seu semelhante; indistintamente, todos nós carecemos do amor e da misericórdia de Deus, porém esse “direito” que Ele nos deu, não nos isenta de sermos reprovados por nossos comportamentos contrários às leis divinas.

Deus nos criou com sexos definidos, macho e femea, homem e mulher, e cada sexo possue comportamentos emocionais proprios e reações diferentes um do outro. Temos instruções suficientes (não somente bíblicas), para usufruir com sabedoria dos prazeres físicos, e entendermos que toda prática diferente da forma como Ele nos criou, acarretará em consequencias desastrosas que poderão ser até mesmo irreversiveis.

A questão que não pode calar é que tanto homossexuais quanto heterossexuais não podem se enfrentar mutuamente de forma animalesca, tentando fazer prevalecer suas respectivas formas de pensar e de agir. É fato que “cada qual com seu igual”, mas a liberdade proclamada pelos GLBTs não pode comprometer a liberdade dos heterossexuais e vice-e-versa; afinal, agora são os heterossexuais que estão sendo discriminados. O respeito deve ser de mão dupla e não apenas de um grupo em relação ao outro.

Na Parábola apresentada por Jesus, vemos que a violencia desenfreada e injustificavel dos salteadores, quase tirou a vida de um inocente. Caído na beira da estrada e semi-morto, aquele homem foi julgado, discriminado e desprezado por dois dos homens que passaram por alí. Um deles era um doutor da lei, ou seja, alguém que possuia muito conhecimento filosófico e religioso, mas ainda não conhecia a linguagem do amor e da misericordia; claro, sua posição privilegiada na sociedade, eclipsou o amor fraternal que ele poderia expressar naquela oportunidade.

O outro foi um levita, que apesar de também ser religioso, cultivava escrúpulos pessoais, pois tinha medo de se “contaminar” com o sangue daquele homem que poderia estar morto; na dúvida, também preferiu ignorar a oportunidade de expressar seu amor fraternal para com aquele desafortunado.

Logo depois, um novo caminhante passou por alí. Era um homem de Samaria e por não estar aprisionado aos dogmas religiosos praticados nas sinagogas de Jerusalem, nada havia que o impedisse de socorrer aquele desconhecido caído na beira da estrada. Ele não perdeu a oportunidade de expressar seu amor ao próximo. Sua atitude foi completa; deu atendimento de primeiros socorros e depois o levou a uma estalagem onde ele poderia receber acompanhamento para sua total recuperação. Deixou um valor como caução, com o objetivo de cobrir as despesas do tratamento, mas também prometeu voltar e cobrir as despesas que ultrapassassem o valor depositado.

O samaritano fez tudo o que estava ao seu alcance oferecendo total assistência para que o tratamento alcançasse o resultado esperado. Assim, concluímos que “próximo é aquele que usa de misericordia para com o outro, e que “põe a mão na massa”, sem escrúpulos de “sujar” suas mãos, mas seu principal objetivo é socorrer e, por amor, reintegrar à sociedade os necessitados e excluídos por ela. O próximo ama, abraça, oferece calor humano com suas atitudes, mas também providencia uma nova forma de vida para o necessitado. Ele entra junto no barco para acompanhar mais de perto os infortúnios de seus semelhantes e cria formas de dar a solução mais adequada ao problema, porém isso não implica que tenha que concordar com a vida que o ajudado esteja levando!

Esta Parábola nos permite entender que Jesus Cristo teve para com a humanidade, a mesma atitude que aquele samaritano. Nós estávamos no pecado da desobediência, o que nos mantinha distantes de Deus; nessa posição espiritual, nosso adversário (satanás), constantemente nos acusava e nos oprimia. Mas Jesus se ofereceu a si mesmo para nos resgatar dessa posição de pecadores para nos levar às “regiões celestiais” (posição simbólica alcançada pela salvação em Jesus Cristo). Nessa posição de salvos pela fé e pela graça de Jesus Cristo, estamos sempre recebendo acompanhamento divino para nossos dilemas emocionais, sociais, comportamentais e espirituais para que possamos nutrir uma sadia comunhão com Deus.

Jesus se apresenta como o “Bom Samaritano”, pois nos amou e usou de misericórdia para conosco. Ele nos deixou o verdadeiro exemplo do que é amar o próximo; amar o próximo não é simplesmente concordar com as atitudes do nosso semelhante, para agradá-lo de forma inconsequente. Amar o próximo é dar-lhe a oportunidade de conhecer uma nova vida de paz, saúde e tranquilidade nesta vida e também indicar o caminho da vida eterna que, com certeza, todo ser humano almeja. Cuidado… nem sempre “a voz do povo é a voz de Deus”.

Se você ainda não experimentou os cuidados especiais que esse “Bom Samaritano” pode oferecer, abra seu coração para Ele e permita que Ele cuide de sua vida, em todos os sentidos; com certeza através dEle você entenderá o que é verdadeiramente “amar o próximo como a si mesmo”. Creia que se sua posição é como a de um desses excluídos da sociedade, Ele providenciará sua reintegração social.

Permita que Jesus manifeste em sua vida, todo o Seu Amor e Sua Misericórdia. A partir de então sua vida não será mais a mesma! Experimente!

Por Sonia Valerio da Costa

 

 

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O Amor está no ar!

(Google Imagens)

Sempre quando nos aproximamos do mês de junho, exatamente do dia 12/06, pelo menos para os brasileiros, sentimos uma nostalgia gostosa pairando no ar, invadindo nossos corações e nos trazendo uma sensação de prazer e bem-estar. Consciente ou inconscientemente começamos poetar em palavras, a música que insiste em explodir de dentro de nossa alma. Claro, é a necessidade de possuirmos um amor para comemorar em grande estilo.

Todos nós já experimentamos essa sensação, pois é próprio de todo ser humano, a necessidade de amar e ser amado. Ter e poder usufruir de um amor, deveria ser uma constante ininterrupta em nossas vidas e não somente quando nos aproximamos do “dia dos namorados”. A questão é que como seres humanos que somos, temos nossas falhas e, infelizmente, o amor que dedicamos a alguém, também pode sofrer alterações momentâneas; precisamos aprender a trabalhar com isso, para que essas alterações não se tornem definitivas e acabem destruindo o belo, que outrora parecia imutável e indestrutível.

Tudo nesta vida é passageiro; até mesmo o amor humano. Às vezes costumamos dizer que fica viúvo é quem morre. Pensando bem, é a saudade que toma o lugar do amor que foi vivenciado e, por se entender que ele jamais voltará, vamos abrindo espaço e permitindo que aquele amor possa ser desconstruído, desalimentado e finalmente enterrado, pois sabemos que a nossa vida continua e não podemos nos enterrar vivos com um passado que acabou.

Quando perdemos um amor, seja para a morte ou mesmo para outra pessoa, tendemos a digerí-lo, de forma a permitir que ele se esvazie por si só; depois de digerido, o amor passado não poderá mais interferir em um novo amor que surgir diante de nós. Sempre achamos que não conseguiremos superar, mas como tudo é passageiro, sabemos muito bem que temos capacidade de virarmos a página do passado e caminharmos em direção a uma nova alegria; é nesse momento que entendemos que está na hora de deixarmos a “fila andar”. Porque sofrer por alguém que não consegue reconhecer o nosso valor, sendo que existem mil e uma outras possibilidades de sermos valorizados!? É que o amor gosta e sente prazer no sofrimento; é por isso que investimos num amor, mesmo que nos pareça impossível. Os nossos sonhos falam mais alto e a esperança em vê-lo realizado chega a ser tão forte, que o desprezo passa a ser um incentivo a mais para que esperemos a flor desabrochar!

Tanto homens quanto mulheres sentem prazer em viver num jardim florido, onde possam sentir o perfume do amor acompanhado do canto de pássaros, de preferência num dia ensolarado. Podemos dizer que esse sentimento, cultivado no jardim de nossas vidas são sentimentos do amor amigo. Esse nobre sentimento da amizade, apesar de ser importante para nossa auto-estima, é insuficiente para satisfazer todos os desejos da nossa alma. Por isso, mais dia, menos dia, olhamos para o nosso jardim e, de repente, uma das flores que embelezam nossa vida, passa a ter um algo a mais de especial, de inexplicável, e de incontrolável, que entra em nosso pensamento e desce ao nosso coração, sem pedir; a partir de então esse sentimento começa a criar raizes de emoções incontroláveis e toma conta de todos os nossos momentos, tanto do dia quanto da noite e até mesmo durante nossos sonhos. Claro, é o amor que está no ar!

Quando esse amor nos envolve, vivemos tanto momentos de euforia como de tristeza, devido a incerteza de não sabermos se estamos ou não, sendo correspondidos. Esse tipo de amor é tão forte e intenso que transparece através de nossos poros, nossos gestos, nossa voz, nosso olhar, nosso andar e do nosso agir. Quem ainda não foi questionado por seus amigos “você está diferente, mais bonito(a)!?… hummmmm, qual é a novidade?”. Aí, claro, o amor que está no ar nos impede de conseguirmos disfarçar o sorriso de quem viu “passarinho verde” e que teima em nos trair!

Pelo amor vivemos e pelo amor também morremos! Ao mesmo tempo que o amor nos dá estímulo para a vida, pode também nos encorajar para a morte em nome do amor. Quando o amor está no ar, temos dificuldades de controlar nossos atos e emoções; até mesmo nossa razão entra em parafuso. Precisamos sempre lembrar que somos humanos e que assim como os outros falham para conosco, nós também cometeremos falhas para com eles; assim, o importante é perdoarmos sempre. O perdão alimenta o amor e possui todos os ingredientes necessários para que o amor seja sadio.

O perdão atua como um hormônio para que o amor possa crescer e chegar ao amadurecimento, alimentando e sendo alimentado. Amor e perdão, perdão e amor sempre devem andar juntos, pois um alimenta o outro. Desde sempre o amor esteve no ar, nós é que muitas vezes não nos damos conta da sua existência. Quando olhamos apenas para nós mesmos, deixamos ervas daninhas, como a auto-suficiência, o orgulho e o egoísmo tomarem conta do nosso jardim, e por isso não conseguimos sentir a presença do amor.

Se alguém estiver carente e necessitado de amar e ser amado, existe um amor que sempre esteve no ar: é o amor de nosso Deus que nos criou. Esse é o amor perfeito, saturado de perdão e ao mesmo tempo de justiça. É Ele que nos mantém com vida e através do Seu amor, nos deu Seu proprio Filho Jesus Cristo para nos dar a vida eterna. “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito, para que todo o que nEle crer, não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo. 3:16)

Quando temos esse amor perfeito atuando em nossas vidas, temos maior facilidade para amarmos nossos semelhantes e também sermos amados por eles. O amor de Deus em nossas vidas proporciona condições para que o amor flua de forma mais prazerosa entre nós; essa afirmação pode ser compreendida pelo simples fato que quando amamos e sentimos que somos amados, teremos maior possibilidade de expressar esse amor e levar vida para as pessoas com as quais nos relacionamos. O amor de Deus para conosco é tão forte, que nos atraiu a Ele através da morte de seu Filho Jesus Cristo na cruz do calvário nos proporcionando vida eterna, para que pudéssemos viver esse amor eternamente. Que o amor que Deus demonstrou ter por nós, possa ser um exemplo de dedicação e afeto aos que convivem conosco!

Sempre sentiremos o amor no ar enquanto Deus estiver em nosso coração! O amor está no ar! Abra seu coração e permita ser amado(a) e também ame com todas as suas forças! O amor é vida! O amor é alegria! O amor é festa! Faça com que sua vida seja uma festa ininterrupta! Deus nos ajudará a vivermos assim, porque o amor está no ar!

(Google Imagens)

Por Sonia Valerio da Costa
Em 28/05/2011
 

 

Uma Outra TPM

(Imagens Google)

Meu propósito não é falar da TPM popularmente conhecida como “tensão pré-menstrual”, mas sim do “Transtorno de Personalidades Múltiplas”.

A primeira TPM, além de atingir apenas as mulheres, já é facilmente contornável com simples medicamentos e algumas doses de paciência; sua origem é física ou biológica. Já a segunda TPM, além de atingir tanto homens como mulheres, tem origem em traumas da infância e vão se manifestar como transtornos mentais principalmente na fase adulta.

Essa TPM surge repentinamente em crises de alter egos detonados pela interação de diversos fatores. Muitos estudiosos porém, defendem que o desencadeamento desta patologia tem sua origem em abusos sexuais durante a infância do paciente e também pode ser desencadeada por meio de quadros de grande estresse pós-traumático.

O paciente cria diversas personalidades para que ele mesmo vivencie de uma forma dissociada e anormal da consciência. Seria um mecanismo de defesa para ocultar as lembranças traumáticas e doloridas vivenciadas em outros periodos da vida. A TPM trata-se da criação de diversas personalidades dentro de um mesmo individuo, sendo que essas personalidades são completas e complexas. Cada uma delas se evidencia a um momento, tem suas próprias memórias, nem sempre reconhece outra personalidade vivenciada em momento anterior e, quando isso ocorre, pode rivalizar ou fraternizar com a atual.

Existem casos que a pessoa convive com apenas uma das personalidades desenvolvidas e portanto não demonstra anormalidade. Porém, pessoas mais próximas costumam presenciar mudanças bruscas de comportamento que passam pela forma de falar, agir, vestir, desaparecimentos eventuais e falta de explicação para esses “sumiços”.

Escrito com a ajuda de Clifford Thurlow, o livro “Hoje Sou Alice – Nove personalidades, uma mente torturada” (Editora Larousse do Brasil, 2010), é “um relato verdadeiro e extremamente pessoal dos eventos que se deram ao longo da minha infância e de como continuam assombrando minha vida adulta”, como afirma a própria Alice. “Sofri abuso sexual, físico e emocional até os 16 anos de idade, e não contei a ninguém”, destaca.

A melhor atitude é ter a coragem de denunciar o abusador, seja quem for, mesmo que pai ou mãe. A maior dificuldade para se tomar essa iniciativa é a preocupação com o que a sociedade, ou as pessoas próximas ao nosso convívio social vão pensar.

Temos que admitir a ocorrência desses abusos sexuais de pedofilia, independentemente de nível econômico, social, poder aquisitivo ou religioso; quando acontece em familias tradicionais da sociedade ou principalmente no meio cristão, os familiares preferem manter o paciente prisioneiro de suas próprias personalidades criadas por ele como forma de fuga, do que buscar tratamento e proporcionar um “escândalo” envolvendo o nome da família.

É lamentável quando os familiares preferem conviver com um parente tido como louco e anti-social, do que buscar ajuda para libertação dessa pessoa. Nesses casos, a própria familia se torna inimiga do seu doente, simplesmente porque não querem chegar ao âmago da questão e resolver o problema de vez.

Decidi escrever sobre este assunto, pois percebi que meu artigo sobre Cristãos Bipolares, escrito no sentido espiritual, foi muito mais acessado para buscar informações de solução física. Ainda existe muita resistência no meio evangélico em relação à distinção de doenças de cunho psicológico e psiquiátrico e a possessão demoníaca. Precisamos entender de uma vez por todas, que nem tudo é possessão demoníaca e muito menos culpa do diabo.

Muitas doenças são desencadeadas pela nossa própria desobediência moral e espiritual; quantos pais percebem que está acontecendo algo estranho com seus filhos, porém, ao invés de investigarem o que está acontecendo para que possam em tempo evitar uma desgraça, preferem assistir as novelas e os jogos de futebol, ou mesmo pegarem um cinema para assistir estréias e pré-estréias, pois afinal, eles merecem e estão muito cansados… não é mesmo?…. Dura realidade que a atual sociedade enfrenta.

Para que a tortura enfrentada pelo paciente que possui a TPM, possa ser melhor compreendida, vou transcrever um trecho do livro de Alice, conforme publicado na revista “Psique Ciência & Vida” de onde extraí as informações deste texto. Vejam: “Eu estava ‘possuída’ não por algo externo – demônios, diabo, espíritos bons ou maus -, mas por personalidades alternativas que emergiam independentemente da minha vontade ou conhecimento e que se tornavam aos poucos mais auto-conscientes e confiantes… fiz uma lista dos suspeitos: bebê Alice; Alice nº 2, que tinha dois anos e gostava de chupar pirulitos grudentos; Billy; Samuel; Shirley; Kato; e a enigmática Eliza… Estava cercada por personalidades alternativas, como se cada uma representasse um aspecto meu em particular enquanto ocultava minha personalidade real, completa, de mim mesma e do mundo.”

No livro, Alice pergunta: “O que é Transtorno de Personalidade Múltipla?” E responde subjetivamente: “é uma garotinha que imagina que o abuso está acontecendo com outra pessoa. Aí está o núcleo do distúrbio, o que dá origem a todos os outros traços. Essa fantasia é tão intensa, tão subjetivamente convincente e adaptativa, que a criança abusada tem aspectos próprios dissociados em outras pessoas. Essa é a característica principal, e também o que torna a doença tratável, pois a fantasia pode ser superada no momento em que o paciente confronta o passado e lida com ele.”

O  psicanalista, doutor em Psicologia Clínica  e Professor da Universidade Mackenzie, Ivan Ramos Estevão ainda fala de uma transtorno mais leve de comportamento que é a “dualidade humana” e que está na essência do homem. “A divisão da pessoa se vendo fazer coisas contrárias ao que faria normalmente é muito comum. Algumas têm a tendência a querer ser de um jeito que muitas vezes não corresponde ao que ela é. Às vezes a gente se pega fazendo coisas nas quais não nos reconhecemos. Dizemos ‘não era eu, eu estava fora de mim’. É que, dependendo das circuntâncias da nossa vida, o inconsciente é que nos move e não nos damos conta. É quase como se a gente virasse outra pessoa. O ser humano é múltiplo e tenta esconder os impulsos e fantasias, mas quando isso vem à tona, parece outra pessoa.”

A dualidade e a falta de conhecimento acerca de si, podem ser constatadas com facilidade em perfis nas comunidades virtuais na Internet. “Muitas pessoas não conseguem se definir e acabam usando o recurso dos poemas para isso. Uma prova da dificuldade em se saber quem a gente é”, argumenta Estevão.

Conheça as possibilidades de tratamentos propostos no artigo consultado onde  especialistas indicam alguns tratamentos para o transtorno de personalidade múltipla, além da prescrição de medicamentos:

Psicoterapia – visa reconectar o individuo às suas diferentes identidades, com o objetivo de levá-lo a restabelecer uma única identidade funcional, possibilitar a expressão e o reprocessamento das memórias traumáticas e dolorosas; apoiar e estimular sua reinserção social.

Terapias familiares – objetivam orientar parentes a lidar e apoiar o portador do transtorno, assim como com os conflitos gerados por ele e pelo distúrbio em si.

Arteterapia – possibilita ao paciente acessar, explorar e expressar de formas diversas seus sentimentos e pensamentos.

Fonte: Psique Ciência & Vida, vol. V, nº 56, Ago. 2010. p. 24-31

Saiba mais:

Psicosite

ABC da Saúde

Psicologia na Net

“Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar.” (Bíblia Sagrada NVI, Dt. 6:6-7) Que possamos lembrar dessa orientação que o próprio Deus nos deixou; devemos conversar e educar os filhos para que temam o Deus que os formou no ventre materno.

Postado por Sonia Valerio da Costa
Em 19/02/2011

Quando Começamos a Amar…

 

O objeto amado ou objeto do desejo, pode ser para o menino, alguém que se assemelhe à figura materna e, para a menina, a figura paterna.

Todos nós temos uma imagem formada de nosso objeto de desejo e procuramos nos objetos do mundo, algo que se assemelhe a ele. Não é todo dia que encontramos aquilo que é a imagem exata de nosso desejo; quando encontramos, sabemos bem identificar.

Quando o identificamos ou melhor, nos identificamos com essa figura inconsciente, formada dentro de nós, passamos a investir libido nesse objeto de desejo e então  dizemos que começamos a amar. É normal que nessa fase, tenhamos conflitos existenciais, proporcionando medo e dúvida por não saber ainda, se é amor ou apenas uma amizade.

Para esclarecer essa diferença de amores, precisamos entender que o amor que resulta apenas em amizade, é porque o investimento de libido foi inibido em sua finalidade genital. Portanto, toda relação afetiva, seja de amor ou amizade, é do ponto de vista da psicanálise, um investimento de energia sexual.

Assim, alguns investimentos em objetos de desejo que nos identificamos, a finalidade é inibida e tornada inconsciente, sobrando para o consciente, apenas um sentimento de amizade. O investimento de amor, carinho e compreensão, é o mesmo para os dois tipos de amor; a diferença está apenas que, para o amor, a libido é liberada conscientemente e para a amizade, a libido é bloqueada no inconsciente.

Quando se encontra o objeto do desejo a libido age de forma racional, pois analisa os prós e os contras, para que, havendo desejo de ser liberada, que essa liberação seja feita de forma consciente. Uma forte amizade que não consegue conter o investimento da libido, proporciona a existência do amor no sentido pleno da palavra.

O contrário também é possível; quando não se consegue superar traumas antigos por questões ou convenções sociais, a libido acaba sendo bloqueada involuntariamente; assim, o que poderia ser um amor no sentido pleno da palavra, acaba não conseguindo ser, nem memo uma amizade.

Esses traumas podem ser superados com a ajuda de aconselhamento pastoral, desde que seja alguém de muita confiança, idoneidade e que tenha preparo para esse acompanhamento; é de muita importancia também, a terapia feita com  profissionais da área da psicologia e mesmo psiquiatria.

A ciência do comportamento tem se expandido bastante nas últimas décadas, mas ainda tem sido vista com certas reservas por alguns cristãos fundamentalistas, que acreditam que apenas oração e leitura bíblica são suficientes para superação de traumas emocionais.

O mal deste século tem sido a depressão, causada principalmente pela solidão e falta de alguém com quem possamos compartilhar nossas vivências. A amizade virtual é muito boa, porém não substitui o calor humano, que só pode ser usufruido em sua plenitude, quando podemos abraçar pessoalmente a quem amamos.

Certa vez, um dos doutores da lei, perguntou para Jesus, para o experimentar, dizendo: “Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo semelhante a este é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas” (Bíblia Sagrada, Mt. 22:35-40)

Com base nestes mandamentos, como poderemos amar nosso próximo como a nós mesmos, se não conseguimos obter uma interatividade pessoal com ele? É apenas na convivência pessoal que conseguimos desenvolver sadiamente frutos do Espírito em nosso carater, com relação aos sentimentos de tolerência, bondade, benignidade, paz, mansidão, temperança, amor, confiança e paciência; se não tivermos contato pessoal e físico com o nosso semelhante, esses frutos serão improdutivos.

Não podemos nos enganar: ser cristão dentro de um templo (igreja), ou apenas no mundo virtual, é muito fácil; porém, o dia que nossos frutos forem colocados à prova, poderão ser reprovados pelo fogo.

Vamos exercitar o amor fraternal, que é o amor amigo; quanto ao amor que houver uma predisposição de se investir nossa libido, que seja exercido apenas entre pessoas de sexos opostos, pois esse amor é o amor conjugal, aprovado por Deus que o instituiu, e que proporciona a perpetuação da nossa espécie.

Não ofereça apenas amizade a quem está pedindo amor. Não ofereça amor a quem só pode dar amizade. Em ambas as situações, os sentimentos serão destruídos e proporcionarão corações machucados, feridos e traumatizados. Não podemos brincar com os sentimentos de ninguém.

Fonte: BOCK, Ana M. Bahia e outros. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. 9.ed. São Paulo, Saraiva, 1996.

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Por Sonia Valerio da Costa
Em 01/02/2011

Sustentabilidade Insustentável

Nas últimas décadas este assunto tem sido discutido internacionalmente, tanto, que cheguei a pensar que já tivesse sido esgotado; porém, quando nos deparamos com tragédias sem precedentes como os deslizamentos das encostas serranas do Rio de Janeiro, acontecidos na semana passada,  percebemos que ainda há muita coisa a ser feita, para que essa situação possa ser revertida.

No meu entender, o cerne da questão está no equilibrio ambiental que começou a ser afetado, desde que o homem desafiou a Deus, pensando que já havia adquirido conhecimento suficiente, para se auto-sustentar. Nesse desentendimento com seu Criador e por insubmissão às ordens, regulamentos e regimentos internos do “lar” que Deus criou para que habitássemos juntamente com Ele, o homem não teve outra escolha a não ser sair de casa e “conhecer o mundo”.

Quero aqui destacar duas situações semelhantes quanto a esse tipo de separação. A primeira história aconteceu entre Abraão e Ló. Deus havia assumido um compromisso com Abraão; Ló, seu sobrinho o acompanhou até certo ponto da jornada, mas acabou preferindo seguir seu caminho, por sua própria conta e risco. Assim, aproveitando-se de um desentendimento entre os empregados de ambos, separou-se de seu tio e preferiu seguir pelas campinas de Sodoma e Gomorra. O fim de Ló foi trágico, porque teve que abandonar tudo o que havia construído, pois o lugar que escolhera para viver, estava condenado à destruição. Ele e suas duas filhas foram os únicos sobreviventes.

A segunda história foi contada por Jesus. Um jovem decidiu sair do seu lar, por entender que possuía experiência suficiente; se apossando de seus pertences, inclusive de sua herança, partiu sozinho pelas estradas da vida, para “conhecer o mundo”. Depois de perder tudo o que possuia, inclusive sua identidade, dignidade e também sua moral, não encontrou outra alternativa, a não ser retornar ao lar e reintegrar-se novamente à sua família. O pai desse jovem já estava preparado para o retorno de seu filho, pois baseado em sua experiência de vida, sabia que mais dia, menos dia, isso iria acontecer; tanto que, ao vê-lo de longe, correu para abraçá-lo. Para comemorar, promoveu uma grande celebração com sua família e amigos.

Estas duas histórias, ilustram bem, que o Pai Celestial aguarda nosso retorno para Ele. Estamos vivendo no lugar que Deus criou para que habitássemos com Ele, porém, estamos destruindo a “casa” dEle com as nossas atitudes inconsequentes de agressão à natureza.  A ética nos ensina que quando estamos na casa dos outros, precisamos nos submeter às regras daquele lugar; mas estamos agindo como crianças birrentas que não querem, nem estão dispostas a obedecer as ordens de seus pais.

Para que possamos entender melhor sobre a Terra e o Universo como morada de Deus, vejamos o que está escrito na Bíblia Sagrada: “O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés. Que espécie de casa vocês me edificarão? É este o meu lugar de descanso?” (Bíblia Sagrada NVI, Isaías 66:1)

O “castigo” e os grandes “puxões-de-orelha” que estamos recebendo de forma gritante, não vêm da parte de Deus nosso Pai, mas de suas criaturas que são radicalmente obedientes ao Seu Criador. Se faz necessário mudarmos nossas atitudes para com a natureza, pois não adianta pensarmos que as tragédias vão acontecer apenas na casa do “vizinho”; todos nós, indistintamente, sofreremos as consequências, seja por epidemias, seja pela alta da inflação em decorrência dos bilhões de prejuízos que estão sendo somados a cada dia.

“Devemos voltar a pensar a sociedade não contra a natureza, mas com ela; e a natureza como sendo – ela mesma – um sujeito dotado de humanidade”. (Roberto DaMatta – O Desastre Ecológico e a Ideologia Moderna)

“Quanto mais um sistema ou modo de vida está construído sobre o verde e a fotossíntese, mais ele é renovável e sustentável… Até que se apague o sol”. (Evaristo E. de Miranda – A Sustentabilidade é verde)

Veja a seguir as perguntas que Deus fez para Jó, quando ele havia perdido tudo e só lhe restava um caco de telha para se coçar: “Quem primeiro me deu alguma coisa, que eu lhe deva pagar? Tudo o que há debaixo dos céus me pertenceOnde você estava quando lancei os alicerces da terra? Responda-me, se é que você sabe tanto! Quem marcou os limites das suas dimensões? Talvez você saiba! E quem estendeu sobre ela a linha de medir? E os seus fundamentos, sobre o que foram postos? Quem represou o mar pondo-lhe portas, quando ele irrompeu do ventre materno, quando o vesti de nuvens e em densas trevas o envolvi, quando fixei os seus limites e lhe coloquei portas e barreiras, quando eu lhe disse: Até aqui você pode vir, além deste ponto não; aqui faço parar suas ondas orgulhosas? Quem dá à luz a geada que cai dos céus, quando as águas se tornam duras como pedra e a superfície do abismo se congela?” (Bíblia Sagrada, NVI – Jó, 41:11; 38:4-6; 8-11; 29-30)

Toda a criação obedece as leis de seu Criador; somente o homem, único ser racional criado, coloca de lado sua racionalidade e desobedece as leis da natureza, estabelecidas pelo próprio Deus que a criou.

Quanto de espaço que o homem já “roubou” do mar? Quanto represamento de águas, com barragens insuficientes para contê-las durante as cheias. Quanta poluição tem sido lançada na atmosfera? Quanto lixo não degradável tem sido jogado nas águas límpidas dos rios e corredeiras, comprometendo a água potável?

Tem sido a própria natureza que está “gritando” S.O.S. e falando em linguagem sem palavras, que estamos transtornando o Planeta Terra. Cada novo deslizamento, cada nova inundação, cada novo terremoto, cada novo ciclone, estamos sendo alertados de que estamos nos auto-destruindo.

A solução está nas mãos dos governantes nacionais e internacionais que precisam agir com maior sensibilidade, disponibilizando verba para o que realmente importa, com o fim de manter a sustentabilidade da natureza de forma equilibrada. Lembremos que Deus está no seu “sétimo dia”, desde quando terminou de criar todas as coisas, e viu que tudo era muito bom e estava funcionando na mais perfeita ordem.

“E Deus viu que tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom. Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o sexto dia. Assim foram concluídos os céus e a terra, e tudo o que neles há. No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou. Abençoou Deus o sétimo dia e o santificou, porque nele descansou de toda a obra que realizara na criação”. (Bíblia Sagrada, NVI, Gênesis, 1:31 a 2:1-3)

Quando esse “tempo de descanso de Deus” terminar, Ele enviará seu Filho Jesus Cristo, pela segunda vez, para restabecer a perfeita ordem, e não a ordem mundial que o homem está tentando implantar, fazendo reuniões intermináveis que nunca chegam a acordo nenhum.

“Aquietem-se todos perante o Senhor, porque Ele se levantou de sua santa habitação.” (Bíblia Sagrada, NVI, Zacarias, 2:13)

“Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz. O ímpio maquina contra o justo, e contra ele range os dentes. O Senhor se rirá dele, pois vê que vem chegando o seu dia”. (Bíblia Sagrada, NVI, Salmo 37:11-13)

Nossa insubmissão tem um preço impagável e ninguém quer assumir o êrro; a consequência tem sido uma total destruição, que vem acontecendo sequencialmente, como toda reação em cadeia.

O homem precisa reconhecer que não possui capacidade para querer sustentar o insustentável. A sabedoria está em abrirmos mão dessa loucura insana e devolver a Deus o controle do ecossistema, pois somente assim poderemos sobreviver neste caos ecológico que nós mesmos produzimos.

Sonia Valerio da Costa
Em 19/01/2011

Projeto Missy

Nós, um grupo de leitores que se sentiu tocado por “A Cabana“, estamos convencidos de que este livro merece ser lido pelo maior número de pessoas possível. Não é somente uma historia envolvente e inspiradora, mas tem uma qualidade literária que faz dela um presente especial. Oferece uma das visões mais pungentes de Deus e de como Ele se relaciona com a humanidade. Não somente irá encorajar os que já O conhecem, mas também atrairá quem ainda não reconheceu a presença do Criador em sua vida.

Produtores de cinema já expressaram interesse em transformar esta história em filme e farão isso depois que um número considerável de livros estiver em circulação. A divulgação boca a boca ainda é a ferramenta mais eficaz para que um livro como este possa causar transformações.

Se você, como nós, foi tocado pela mensagem deste livro, talvez já tenha algumas idéias de como fazer que outros o conheçam. Oferecemos algumas sugestões para ajudá-lo a compartilhar “A Cabana” com outras pessoas.

Dê o livro de presente a amigos e até mesmo a estranhos. Eles receberão não apenas uma historia empolgante, mas também um vislumbre magnífico sobre a natureza de Deus, de uma forma raramente apresentada em nossa cultura.

Se você tem um site ou um Blog na internet, fale um pouco sobre o livro e como ele tocou sua vida (eu já fiz: A Cabana). Não revele o enredo, mas recomende entusiasticamente para que as pessoas o leiam.

Escreva uma resenha para um jornal de sua cidade, uma revista de sua predileção ou um site que você frequente. Se você tem uma loja, exponha o livro com a maior visibilidade possível. Se for dono de uma empresa, considere a possibilidade de presentear com o livro seus clientes preferenciais.

Doe o livro para abrigos femininos, prisões, lares de reabilitação, casas de repouso e outros lugares onde as pessoas possam ser encorajadas pela historia e pela mensagem.

Em reuniões e encontros, fale do livro e conte do impacto que ele causou em sua vida. Você prestará um grande favor aos que o escutarem.

Para mais informações e idéias de como você pode ajudar, conheça o Projeto Missy (The Missy Project) em nosso site em inglês:

The Shack

Se você se sentiu tocado pelo assombro deste livro “A Cabana” e quer ajudar a torná-lo disponível a outros num nível mais amplo, nós o convidamos a participar do…

Projeto Missy

Este texto foi reproduzido na íntegra, conforme publicado ao final do Livro “A Cabana” de William P. Young, por:

Sonia Valerio da Costa
Em 04/01/2011
 
P.S. Em 06/04/2017 foi a estréia do Filme A Cabana nos cinemas brasileiros.

A Lenda do Amor

Era uma vez, o amor…

morava numa casa repleta de estrelas e enfeitada de sol.

Luz não havia na casa do amor, afinal, a luz era o próprio amor.

Certa vez o amor quis construir uma casa mais linda para si.

Então fez a terra, e na terra fez a carne, e na carne soprou a vida e na vida imprimiu a imagem de sua semelhança.

E chamou a vida de homem.

E, dentro do peito do homem, o amor construiu sua casa, pequenina, mas palpitante, inquieta e insatisfeita como o próprio amor.

E o amor foi morar no coração do homem.

E coube todinho lá dentro porque o coração do homem foi feito do infinito.

Uma vez…. o homem ficou com inveja do amor.

Queria para si a casa do amor, só para si.

Queria a felicidade do amor, como se o amor pudesse viver só.

Então o amor foi-se embora do coração do homem.

O homem começou a encher seu coração; encheu-o com todas as riquezas da Terra e ainda ficou vazio.  (Ele sempre tinha fome).

E continuava com o coração vazio.

Uma vez… o homem resolveu repartir seu coração com as criaturas da Terra.

O amor soube…vestiu-se de carne e veio também receber o coração do homem.

Mas o homem reconheceu o amor e o pregou numa cruz.

E continuou a derramar suor para ganhar a comida.

O amor teve uma idéia: Vestiu-se de comida,

se disfarçou de pão e ficou quietinho…

Quando o homem ingeriu a comida, o amor voltou à sua casa,

no coração do homem.

E o coração do homem se encheu de plenitude.

“Bíblia Sagrada” – João 6:53-58

Fonte: Mensagens Angels
Postado por Sonia Valerio da Costa
Em 23/12/2010