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Corpus Christi (significado).

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A festa de Corpus Christi (Corpo de Cristo) é uma das festas mais alegres para o povo católico. Por impossibilidade ética de externar toda sua alegria, na quinta-feira santa que é a Eucaristia, dia da instituição do sacerdócio e do sacrifício cristão, quando estão revivendo as dores da paixão de Jesus, a Igreja reservou a quinta-feira após o primeiro Domingo depois do Pentecostes, para esta solenidade.

O Catolicismo comemora nessa data o sacramento da última Santa Ceia celebrada por Jesus Cristo antes de sua morte na cruz do Calvário.

“E quando comiam, Jesus tomou o pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos seus discípulos, e disse: ‘Tomai, comei, isto é o meu corpo’. E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: ‘Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados’.” (Bíblia Sagrada. Mt. 26:26-28)

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CORPUS CHRISTI

 

Antes de ser na cruz sacrificado,

e pelos homens imolado,

Jesus, Nosso Senhor,

num gesto de amor,

reuniu os Apóstolos,

na última ceia.

 

A hora sagrada, solene o momento.

Jesus abriu seu coração

E leu o Testamento:

“Eu vos dou um novo Mandamento:

Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”

 

Em seguida, o Filho de Deus

Lavou os pés dos seus.

No meio dessa humildade,

Escondia-se tanta grandeza!

A primitiva nobreza!

 

Como poderia partir

E ao mesmo tempo aqui ficar?

A Eucaristia foi a solução

Abençoou o pão e o cálice,

Deixando-nos este Sacramento,

Por seu Testamento.

 

É o memorial de sua Paixão.

Garantia da nossa ressurreição.

Com ele se renova a Aliança,

Fonte de nossa esperança

Transformou o Cenáculo

No primeiro Tabernáculo.

 

Para festejar neste momento,

da Eucaristia o grande Sacramento,

O corpo de Cristo é levado

pelas ruas, pelo povo é adorado.

O povo cristão está em festa,

Sua fé com vivas manifesta.

 

As janelas estão enfeitadas,

Com flores, praças e ruas ornadas.

Há lindos tapetes e pinturas,

Símbolos e figuras,

Obras de tantos artistas,

que merecem ser vistas.

 

Por onde passa a procissão,

Fica-se tomado pela emoção.

Jogam-se flores e batem-se palmas,

Regozijam-se os corações.

Repete-se o gesto milenar

De Israel o alegre cantar.

 

É como se fosse a entrada triunfal

De Cristo na sua capital.

De joelhos ou de pé,

À passagem de Cristo, renovamos a fé,

Agradecemos a Deus

Por este pão descido dos céus.

 Fonte: Origem das Datas Comemorativas – Mario Basacchi

Postado por: Sonia Valerio da Costa
03/06/2010
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Bons Samaritanos

(Google Imagens)

“Comecei a andar sem rumo; havia perdido minha identidade. A fome apertava e tudo que conseguia comer, não era suficiente para manter meu peso. Fui emagrecendo, perdendo a disposição e meu semblante já não era o mesmo.

Há alguns dias atrás, me ofereceram comida e água à vontade; dessa vez consegui me alimentar suficientemente, mas quando pensei em agradecer, já não vi mais ninguém. Voltei a andar; andar sem rumo, pois essa era a única atividade que me distraia.

De repente, comecei a transpirar; será que havia comido demais? Não conseguia entender o que estava acontecendo comigo. Sentia algo estranho percorrendo meu corpo; um tremor e uma fraqueza foram tomando conta de minhas pernas.

A preocupação de que eu pudesse desmaiar em algum lugar que não houvesse ninguém, fez com que eu reunisse todas as forças que ainda me sobravam para encontrar um lugar de um considerável número de pessoas passando. Foi então que me ocorreu a idéia de subir as escadas da Estação de Metrô Corinthians-Itaquera. Caminhei pela estação e o melhor lugar que encontrei, foi diante de uma das catracas de acesso às plataformas de embarque. Ali mesmo, sem forças mais para reagir, entreguei-me à minha canseira e deitei-me ali mesmo no chão. Com certeza, alguma das pessoas que passassem por ali, teria compaixão de mim e me levaria para sua casa.

Para minha decepção, ninguém se importava comigo; as pessoas passavam apressadas por cima de mim, como se eu fosse um monte de lixo que os funcionários ainda não tivessem recolhido. 

Os minutos foram se passando. Para mim eram minutos intermináveis e, o pensamento de que alguém seria solidário com a minha situação, já estava se desvanecendo, quando vi um segurança aproximar-se de mim; tocou-me com o pé para ver se eu reagiria de alguma forma. Ao perceber que eu já não tinha mais forças para reagir, com o cacetete foi me empurrando para fora da Estação.

Compreendi que minha vida havia chegado ao fim, pois não me restava mais nenhuma alternativa de ser recolhido por alguém. Fui me arrastando, até que num canto qualquer, pude ficar em paz. Pude perceber que as pessoas que passavam, estavam tão mais preocupadas com seus problemas pessoais, que em seus corações não havia espaço para serem solidárias com o meu sofrimento.

Afinal, quem iria se preocupar com um ser irracional e ainda enfermo?”

Quando fui licenciar meu carro, presenciei esta cena e foi difícil conter minha emoção. Lembrei-me daquele “homem que descia de Jerusalém para Jericó, e acabou caindo nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto”. (Lc. 10:30)

Depois disso passaram por ali, vários religiosos; todos olharam de longe e nada fizeram. Em seguida, passou um homem de Samaria, e diante daquela cena, logo imaginou o que havia acontecido. Movido por uma íntima compaixão, aproximou-se, e deu-lhe os primeiros socorros; higienizou suas feridas e cobriu-as para que não infeccionassem. Sem mesmo conhecê-lo, tomou aquele homem nos braços e o colocou sobre sua cavalgadura.

Seguiram pelo caminho até que chegaram numa estalagem, onde esse samaritano pode cuidar melhor daquele homem ferido. No dia seguinte ele partiu, mas antes, deixou uma importância em dinheiro, para que o dono da estalagem pudesse dar continuidade ao tratamento; afirmou que quando voltasse, cobriria os gastos que ultrapassassem o valor disponibilizado.

Fazendo um paralelo entre o fato que presenciei, com essa parábola proferida por Jesus, quero refletir, juntamente com você, quantas vezes passamos por situações semelhantes e não encontramos ninguém que possa nos ajudar, principalmente para curar as feridas da nossa alma, das nossas emoções e os conflitos que torturam nosso pensamento.

Assim que puder, leia essa parábola em Lucas cap. 10: de 25 a 37. Você poderá entender mais claramente, porque Jesus se comparou a esse “Bom Samaritano”. Ele está sempre à disposição para cuidar de nós. Muitas vezes não somos curados, porque não estamos procurando a pessoa certa. Somente Jesus pode curar nossas feridas internas, sem dizermos uma palavra sequer, porque, quando fomos feridos, Ele estava contemplando. Ele poderia ter evitado todas as situações constrangedoras que já passamos, mas não o fez, para que nossa personalidade pudesse ser moldada através do Seu amor.

Abra agora seu coração e renda-se a Ele. Diga-lhe que você quer conhecê-lo. Creio que vendo o propósito do seu coração, Ele passará a cuidar de você de uma forma tão especial, que nunca mais você pensará em se afastar dEle. Pelo contrário, seu coração se abrirá cada vez mais para Ele, até desejar uma entrega total, dizendo: “Jesus, até aqui tenho te conhecido como amigo, mas sabendo que tu és Deus, quero que tu sejas meu Senhor e também Salvador da minha alma”.

Após essa entrega total, sua alma será invadida de uma Paz celestial, pois terá a certeza que o Deus do impossível estará cuidando de você.

                                                                                   (Google Imagens)

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Sonia Valerio da Costa
16/11/2009