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Posts Tagged ‘amor divino’

Se as Portas se Fecharem, Abram as Janelas

Sabemos que portas e janelas são abertas ou fechadas apenas a partir de uma ação humana; com isso compreendemos que somos os únicos responsáveis pelo que possa acontecer quando decidimos abrir ou fechar uma porta e/ou uma janela.

Constatamos isto em nosso cotidiano, principalmente quando displicentemente esquecemos de trancar com segurança nossa casa, carro, etc. Meu objetivo, porém, é refletir simbolicamente o que portas e janelas representam em nossa vida emocional e espiritual. De um modo geral as portas representam segurança, e as janelas, comunicação.

Lendo a historia de Noé e o diluvio poderemos compreender melhor aonde quero chegar. Tanta era a confiança que Noé depositava em Deus que, após cumprir todas as orientações divinas, permitiu que Ele fechasse a porta da arca pelo lado de fora. Deus em sua sabedoria agiu assim, para proteger a todos que alí estavam, de forma que pudessem sair da arca apenas quando houvesse perfeita segurança. Com essa atitude, Deus estava assumindo total responsabilidade pela integridade e salvação da familia de Noé.

Deus fechou a porta da arca, mas deixou que a janela ficasse sob a responsabilidade de Noé; ele poderia abrí-la sempre que quisesse ou precisasse se comunicar com Deus ou mesmo saber o que estava acontecendo do lado de fora da arca. Noé ficou em paz esperando o tempo necessário para, através dos pássaros, entender o que ele não conseguia ver com seus próprios olhos.

Em determinadas circunstancias da nossa vida, Deus toma atitudes que nos parecem radicais, simplesmente porque Ele, sendo onisciente, sabe que por nossa curiosidade, poderemos nos envolver em catástrofes desnecessárias. Deus nunca nos deixa incomunicáveis ou alienados do mundo exterior. Se Ele nos isola por um determinado período de nossa vida, é para modificar as circunstâncias que poderão nos prejudicar; Ele nos tira de cena para dar solução a determinados problemas, nos poupando de sairmos machucados em situações que nos seriam constrangedoras.

Portanto se nos encontrarmos em alguma situação sem saída, quando costumamos dizer que “as portas estão fechadas”, não será conveniente nos revoltarmos contra tudo e contra todos, ou mesmo nos colocar em posição de coitadinhos. Devemos lembrar que temos um Deus que está no controle de todas as coisas; no momento certo, quando houver segurança, Ele mesmo virá nos abrir a porta. Precisamos entender que portas fechadas por Deus, são para nos proteger e não para nos privar de algo que necessitamos ou desejamos.

Em tempos de portas fechadas sempre haverá uma janela de comunicação com o nosso Deus. Quando nos recusamos a abrir a janela de comunicação com Ele, sofremos emocionalmente pois fazemos falsas conjecturas com respeito ao que desconhecemos, que é o dia de amanhã. O salmista no Salmo 46:10a transmitiu uma palavra profética vinda da boca do próprio Deus que diz: “aquietai-vos e sabei que eu sou Deus”; a Bíblia NVI diz assim: “Parem de lutar! Saibam que eu sou Deus!”.

Quantos de nós encontramos dificuldades em conviver com o silencio de Deus, principalmente quando Ele nos deixa enclausurados e sem saída. É nesse momento que temos a oportunidade de exercitar nossa fé no Todo Poderoso, em quem temos crido. Não podemos nos esquecer que sempre encontraremos uma janela de comunicação com Deus, pois somente Ele nos confortará em todas as adversidades. Assim como as aves indicaram a Noé qual o momento certo para sair da arca, também seremos orientados através do Espírito Santo de Deus, a entendermos quando é o momento certo que Deus chegará para nos abrir a porta.

Deus é o único Ser que quando fecha uma porta, ninguém abre, mas quando abre, ninguém a pode fechar. (Ap. 3:7) É importante sempre deixarmos aberta a janela de comunicação com Deus, para que quando Ele nos chamar para fora do problema, possamos estar com disposição para receber com alegria a vitoria que nos espera! Assim como Abraão, sejamos fortalecidos em nossa fé louvando e glorificando a Deus em todas as circunstâncias.

Deus é fiel!

Por Sonia Valerio da Costa

Em 07/05/2012

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Escrito Nas Estrelas

Essa expressão “escrito nas estrelas” popularizou-se principalmente em 2010, época em que a novela que levou esse nome, foi exibida na televisão brasileira. Não pretendo tecer comentarios sobre tal novela, pois não tive a oportunidade de assistir nenhum de seus capítulos; neste artigo quero mesmo é comentar a respeito do conceito que essa frase transmite e que lições podemos captar sobre o assunto.

“Escrito nas estrelas” é, provavelmente, uma nova versão da frase já conhecida anteriormente “está escrito”, pois ambas têm o mesmo significado simbólico, da existência de um destino traçado para cada ser humano e que, por “estar escrito” nada poderá ser mudado ou anulado. Linguisticamente dizer “escrito nas estrelas”, causa maior impacto, do que dizer apenas “está escrito”. Está claro que essas argumentações são apenas reflexões filosóficas, como forma de encontrar um melhor entendimento, e assim poder aplicá-las em nossas atitudes do cotidiano. Precisamos apenas ser cautelosos quanto ao significado dessas palavras que  em sua essência podem estimular a credibilidade na predestinação absoluta.

Atualmente, com o avanço das novas tecnologias, qualquer documento pode ser alterado, camuflado, ou subornado de alguma forma, mesmo considerando os diversos tipos de suporte conhecidos: papel, madeira, ferro, pedra, ou principalmente, o virtual. Um dos motivos que contribuiu para a criação dessa frase, foi justamente a busca de um “suporte” que fosse mais duradouro a ponto de não se poder alterá-lo; é possível que a partir daí, alguém deve ter pensado: porque então não “escrever” nas estrelas?!!.

Quando transitamos da adolescencia para a juventude, começamos a delinear sonhos para nosso futuro e vamos procurando viver em direção à realização dos mesmos. É certo que todos enfrentam dificuldades e barreiras, às vezes quase que intransponíveis, mas os que perseveram sempre acabam realizando o que sonharam; se não tudo, pelo menos em parte.

Após a euforia da realização, entramos num periodo de monotonia, quando então nos parece que, o sonho que tanto ansiávamos realizar, não foi bem concretizado; é nesse momento de decepção, que nos vêm os questionamentos quanto ao nosso destino, e perguntamos para nós mesmos: será que o que estou vivenciando estava mesmo “escrito” desde que nasci?!.

Sabemos que existe um apelo insano através das diversas midias em falar sobre esse assunto de destino, predestinação e carma, pois eles alimentam a curiosidade da audiência e proporcionam um excelente ibope. Esse assunto tem sido muito explorado, mas bem pouco compreendido. Para melhor compreensão do meu raciocínio, quero comentar alguns fatos registrados na Bíblia Sagrada, que nos ajudarão a esclarecer melhor a sutil diferença entre predestinação e uma promessa feita por Deus.

Uma historia bíblica bastante conhecida é o pacto que Deus fez com Abraão. Deus prometeu a ele, confirmando diversas vezes que lhe daria um filho o qual seria seu herdeiro; sua descendência seria tão grande que Deus comparou-a ao pó da terra, à areia do mar e finalmente à quantidade de estrelas nos céus. A promessa estava feita, ou seja, “estava escrito”, porém Abraão achou que Deus estava demorando demais para cumprir a sua promessa, então acabou cedendo à sugestão de Sara, sua esposa, que lhe ofereceu uma escrava para que dela pudesse gerar o filho prometido para Abraão.

Essa precipitação de Abraão não “estava escrita” e muito menos predestinada, porém Deus não interferiu, porque no princípio da criação, Ele mesmo deu o livre-arbítrio para o homem, e portanto, qualquer interferência nas decisões humanas, Deus estaria se contradizendo na sua essência. Lamentavelmente essa interferência de Abraão nas promessas recebidas da parte de Deus, até hoje interferem nas relações internacionais, devido à contínua guerra entre os descendentes de seus filhos: Ismael e Isaque (Gn. cap. 15, 16 e 21).

Apesar de Deus nos ter oferecido o livre-arbítrio, é muito melhor, para nosso próprio bem, abrirmos mão desse direito e nos submetermos à vontade de Deus para nossas vidas. Quando aceitamos o que Deus nos predestinou, tudo caminha às mil maravilhas; mas, como humanos, temos grande dificuldade em confiarmos totalmente em Deus. A confiança é um sentimento que se adquire com a convivência e interação diária com o outro.

Outro exemplo registrado na Bíblia é a historia de Rute. O esposo dessa moça moabita veio a falecer e não lhe deixou filhos; quase que simultaneamente faleceu também seu cunhado e seu sogro.  Diante desse quadro desolador, sua sogra, Noemi, resolveu voltar para sua terra, que era Belém. Orfa a outra nora de Noemi, também viúva, decidiu ficar em Moabe e aguardar alí mesmo um novo casamento; mas Rute se apegou à sua sogra e escolheu partir com ela para Belém, não tendo nenhuma perspectiva de felicidade. A historia de Rute é uma linda historia de amor; quem não a conhece seria interessante ler esse livro que leva seu nome e faz parte da Biblia Sagrada.

Podemos dizer que estava “escrito nas estrelas”, pois sabemos que Deus tinha um propósito maravilhoso para a vida de Noemi e de Rute. Ambas, simplesmente viveram uma vida de confiança e comunhão com Deus seguindo passo-a-passo os seus preceitos durante suas vidas. Foi assim que Rute se encontrou com Boaz e teve um final feliz; seu filho Obede foi avô de Davi, de cuja descendência nasceu Jesus Cristo o Salvador da humanidade.

O mundo sofre com a precipitação de Abraão, mas também se alegra com a confiança que Rute depositou no Deus de Noemi fazendo-a participante da genealogia de Jesus.

Com esses exemplos apresentados não pretendo de forma alguma julgar a atitude dos personagens comentados, mesmo porque, Deus considerou Abraão como “o pai da fé”. Meu objetivo é apenas focar as atitudes que eles tiveram durante suas vidas, diante do que “estava escrito” para eles.

Deus nos predestinou a todos para que fôssemos salvos e conhecêssemos a verdade; apesar de ser predestinação, temos o direito de escolher outro caminho ou também servir a outros deuses (Rm. 8:28-30 e I Tm. 2:3-4). É por isso que Deus sempre “escreve” o melhor para todos os seres humanos, independente da sua religião, crença ou filosofia. A grande diferença está em aceitarmos ou não, a linda historia escrita por Deus para cada um de nós; a verdade é que nossas interferências inconsequentes, sempre acabam contribuindo para que tenhamos um destino fracassado.

Podemos dizer que quando Deus nos faz uma promessa,  Ele está “escrevendo nas estrelas” para nossa vida; assim, é importante que entreguemos os nossos sonhos nas mãos dEle, pois Ele delineará de forma sábia, nos proporcionando as duas coisas: o que Ele escreveu e a plena realização de nossos sonhos.

Para Deus não importa em que fase da vida nos encontramos; basta apenas nos voltarmos para Ele, pois somente Ele tem o poder de corrigir nossos passos errados, nossas precipitações e nos colocar novamente no caminho da vitoria.

Creiamos que se colocarmos nossos sonhos nas mãos de Deus, eles ainda poderão ser realizados e ainda vamos acabar reconhecendo que “valeu a pena esperar”.

Para pensar:

“Não devemos adequar as promessas de Deus aos nossos sonhos, pois eles se tornarão inatingíveis; somente quando adequamos nossos sonhos às promessas de Deus, é que então teremos a garantia de alcançarmos a plena realização deles.”

“Mais vale esperar em Deus e finalmente viver alguns anos de felicidade, do que nos precipitarmos e amargarmos uma vida toda de tormentos.”

Deus é fiel!!!!

Por Sonia Valerio da Costa

Em 28/04/2012

Os Hindus Cegos e o Pluralismo Religioso

(Imagens Google)

“Existe uma antiga parábola que fala a respeito de seis hindus cegos que tocavam um elefante. Um dos cegos tocou o lado do corpo do elefante e disse que era um muro. Outro cego tocou a orelha do elefante e disse que era uma grande folha de árvore. Outro segurou uma das pernas do elefante e pensou que fosse o tronco de uma árvore. Outro ainda segurou a tromba do elefante e disse que era uma cobra. Outro cego tocou uma das presas de marfim e pensou que se tratava de uma lança. Finalmente, outro cego tomou a cauda do elefante nas mãos e julgou estar segurando uma corda. Todos os cegos estavam tocando a mesma realidade, mas compreendiam-na de maneiras diferentes. Eles todos tinham o direito de interpretar o que tocaram de acordo com o seu modo pessoal, mas o objeto tocado era o mesmo elefante.” (1)

Essa parábola tem sido muito utilizada para ilustrar a existência de diferentes religiões e suas diversas práticas com respeito a uma mesma realidade espiritual quanto ao relacionamento do homem para com Deus; ela também nos induz a pensar que cada um interpreta uma mesma realidade, de acordo com seus próprios olhos, nos levando a uma certa passividade com relação à tolerância para com as diferentes formas de pensar.

Assim, o secularismo educacional defende o pluralismo e a tolerância como ferramentas para a criação de um ambiente liberal; essa sutileza filosófica tem levado muitos jovens a duvidar da existência de um único Deus criador que, para se comunicar com o homem que criou, enviou seu próprio Filho Jesus Cristo para resgatar a humanidade de seu estado de separação de Deus.

É um engano comparar essa parábola com a proposta de harmonizar as diferentes religiões entre si, pois todos os que apalparam o elefante eram cegos, o que limitou  a percepção exata do elefante como um todo; quanto a nós que enxergamos e estamos numa posição privilegiada em relação a eles, podemos compreender que a realidade absoluta existe mas não pode ser compreendida por eles, por serem deficientes visuais.

Esse texto poderia ser utilizado apenas para preferências e gostos individuais em todos os sentidos e até mesmo quanto à escolha de uma religião, porém nunca para justificar que a verdade será sempre relativa e nunca absoluta. O fato de compreendermos uma realidade de forma subjetiva não justifica que a realidade ou verdade absoluta não existe, mesmo que não sejam perceptíveis para nós.

Os cegos da parábola não conseguem perceber a existência do elefante e muito menos sua forma física, porém nós, que não somos deficientes visuais, sabemos que na realidade esse animal existe e conhecemos sua forma física. A falta de visão dos hindus não comprometem a existência absoluta do elefante. Dessa mesma forma, apesar de nossas limitações de compreensão da verdade absoluta, temos consciência de que Deus existe, mesmo que essa percepção de Sua natureza, seja subjetiva.

Desde o principio Deus se utilizou de diversas formas para dialogar com o homem que criou e assim, poder transmitir-lhe Seu conhecimento. Nossa limitação física e mental não tem capacidade de compreender a verdade absoluta, mas podemos ter uma percepção significativamente próxima da realidade, pois o próprio Deus enviou seu Filho Jesus Cristo para iluminar o entendimento de todos aqueles que O aceitarem e crerem no Seu Nome.

Vejamos o que a Palavra de Deus (A Bíblia) diz:

“A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho.” (Sl. 119:105)

“Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são!” (Mt. 6:22-23)

Oração de Simeão: “Ó Soberano, como prometeste, agora podes despedir em paz o teu servo. Pois os meus olhos já viram a tua salvação, que preparaste à vista de todos os povos: luz para revelação dos gentios e para a glória de Israel, teu povo.” (Lc. 2:29-32)

“Surgiu um homem enviado por Deus, chamado João. Ele veio como testemunha para testificar acerca da luz, a fim de que por meio dele todos os homens cressem. Ele próprio não era a luz, mas veio como testemunha da luz. Estava chegando ao mundo a verdadeira luz, que ilumina todos os homens.” (Jo. 1:6-9)

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dEle. Quem nEle crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus. Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a luz, porque as suas obras eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, temendo que suas obras sejam manifestas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se veja claramente que as suas obras são realizadas por intermédio de Deus.” (Jo. 3:16-21)

“Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (Jo.8:12b)

“O deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. Mas não pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo o Senhor, e a nós como escravos de vocês, por causa de Jesus. Pois Deus que disse: ‘Das trevas resplandeça a luz’, Ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo.” (I Cor. 4:4-6)

Estes versículos bíblicos nos deixam bastante claro que Deus enviou seu Filho para iluminar o nosso entendimento de forma que possamos ter uma compreensão suficiente de Sua natureza divina e Seu plano de salvação para todo ser humano, concedendo a vida eterna a todos que receberem Seu Filho Jesus Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas. Está muito claro que essa luz, chamada Jesus Cristo o Filho de Deus, veio ao mundo para desvendar os mistérios divinos e abrir um caminho de conexão entre Deus e o homem que Ele criou.

Não podemos ignorar a Luz (Jesus Cristo), que nos foi enviada por Deus para iluminar nosso entendimento quanto a Verdade Absoluta que é o próprio Deus Pai. Assim, por questões lógicas, essa mesma parábola dos cegos hindus, quando melhor analisada através da Luz do conhecimento da Palavra enviada por Deus, entendemos que a Verdade Absoluta existe e portanto não há nada que justifique que todas as religiões sejam verdadeiras como afirma o Pluralismo.

(Imagens Google)

“Ninguém fará nenhum mal, nem destruirá coisa alguma em todo o meu santo monte, pois a terra se encherá do conhecimento do Senhor como as águas cobrem o mar.” (Is. 11:9)

Com a imprensa e agora mais ainda com o acesso à internet, temos liberdade de nos aprofundarmos no conhecimento, de tal forma que temos o livre-arbitrio de escolhermos ficar na Luz enviada por Deus ou continuarmos nas trevas espirituais.

“Se um cego conduzir outro cego, ambos cairão num buraco.” (Mt. 15:14b)

EU ESCOLHI ANDAR NA LUZ! E VOCÊ?

__________

(1) Texto extraído do Livro “Fundamentos Inabaláveis”, Norman Geisler e Peter Bocchino.  São Paulo, Vida, 2003.  p. 33

Os versículos são da Bíblia NVI

Por Sonia Valerio da Costa
Em 12/11/2011

Esconderijo do Altíssimo (Salmo 91)

(Imagens Google)

A prática de deixar a Bíblia aberta no Salmo 91, tem sido muito comum entre os cristãos. Esse comportamento é digno de respeito para com a crença de quem possui esse costume, porém o mais importante é a necessidade de entendermos o significado das palavras ali escritas, para que elas possam produzir o efeito desejado em nossas vidas.

Já ouvi muitas vezes a frase “A Bíblia fechada é apenas um livro, mas aberta é a Palavra de Deus”. Concordo apenas em parte com esta frase, pois a Bíblia passa a ser a Palavra de Deus a partir do momento em que é lida; aí sim, o Espírito Santo nos oferece o entendimento e a interpretação da vontade de Deus para conosco.

Meu objetivo neste artigo não é questionar essa prática, mas sim expor uma interpretação para esse Salmo tão conhecido e que tem abençoado muitas vidas. Quando o salmista escreveu “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo à sombra do Onipotente descansará”, ele estava falando de sua própria experiência com Deus.

Creio ser importante, antes de mais nada, conhecermos onde é o esconderijo do Altíssimo, para que nele possamos habitar. Deus nos disponibilizou um lugar especial onde podemos habitar com toda segurança e esse lugar é Jesus Cristo seu próprio Filho. Da mesma forma que o sangue passado no batente da porta das casas dos filhos de Israel, sinalizou a salvação para os primogênitos, simbolicamente o sangue de Jesus Cristo derramado na cruz do Calvário, também nos proporciona salvação e nos livra da morte e separação eterna de Deus.

Em Jesus Cristo podemos nos refugiar do inimigo das nossas almas, o qual nunca encontrará espaço nem condições de nos prejudicar. Em Jesus estamos protegidos como os filhotes dos pássaros que se aninham embaixo das asas do pássaro-mãe. Em Jesus possuímos um arsenal imbatível (o capacete da salvação, o escudo da fé e a Espada do Espírito) para combater os ataques mortíferos que o inimigo lança em nossa mente, tentando nos atingir.

Da mesma forma que o trabalhador chega cansado do seu trabalho e encontra amor, descanso e conforto em seu lar, em Jesus encontramos ambiente para descansarmos, repousarmos e também sermos revigorados espiritualmente. Jesus é o esconderijo que Deus nos disponibilizou.

Quando verdadeiramente habitamos no esconderijo de Deus, ou seja, quando estamos em Jesus, Ele nos livra das armadilhas e das doenças mortais, nos protege debaixo das suas asas, onde nos sentimos seguros; sua fidelidade nos protege como escudo; nEle não tememos a escuridão e nem a violência durante o dia. Não ficaremos assustados com a doença que se espalha nas trevas, nem com a destruição que acontece ao meio-dia.

Mil podem ser feridos e caírem ao nosso lado e outros dez mil morrerem à nossa direita, mas não seremos atingidos; somente contemplaremos a recompensa dos ímpios. Em Jesus nenhum mal nos sucederá e nossa casa não será atingida por desgraças. Ele dá ordem aos seus anjos para que nos guardem em todos os nossos caminhos. Somos sustentados em Suas mãos para que não tropecemos nas pedras do caminho.

Para todos os que aceitaram habitar em Jesus Cristo, cremos que por inspiração divina, o salmista profetiza as seguintes palavras, como sendo o próprio Deus falando conosco: “Pois assim diz o Senhor sobre ti: Ele se entregou a mim de todo o coração, por isso eu o salvarei! Ele me conhece pessoalmente e por isso Eu o colocarei num lugar alto e seguro. Ele me pedirá ajuda e eu lhe responderei. Quando estiver em dificuldades, Eu estarei ao seu lado, resolverei seus problemas e lhe darei uma posição de honra. Darei a ele uma vida longa e feliz, e a minha salvação”.

Satanás certamente sabia que o Salmo 91 se referia a Jesus Cristo, o Messias, pois Ele seria o esconderijo divino para todos aqueles que O aceitassem como seu único e suficiente Salvador; por isso utilizou as palavras deste Salmo para tentar a Jesus, mas Jesus conhecendo a astúcia do adversário, utilizou a própria Palavra de Deus para repreender a Satanás. (Bíblia Sagrada, Lucas 4:1-13).

Assim, quero deixar um conselho a todos os cristãos simpatizantes do Salmo 91, que não apenas deixem suas Bíblias abertas nele, mas que leiam este texto Bíblico, meditando em cada palavra e então vocês sentirão o Espírito Santo de Deus revelando segredos divinos e mostrando o verdadeiro esconderijo do Altíssimo.

Palavra ministrada em Caucaia do Alto (SP)
por Sonia Valerio da Costa
Em 01/10/2011  

Por que choras Mulher?

 

Já nascemos chorando e também derramamos muitas lágrimas no decorrer de nossas vidas, devido às circunstancias que vivenciamos direta e/ou indiretamente. Neste artigo quero me referir apenas ao choro como consequencia de uma dor provocada por uma angústia que envolve nossa alma.

Essa pergunta “porque choras mulher?” foi proferida pelo proprio Jesus depois de ressurreto. Se Deus promete enxugar nossas lágrimas, porque passamos por angustias e tristezas que nos levam ao choro? Porquê passamos anos chorando e nos angustiando pelos mesmos problemas e eles nunca se resolvem? Entendo que muitas vezes Deus permite que passemos por adversidades para nos fortalecer emocionalmente, e confiar mais nEle, porém Ele não tem prazer em nos deixar atravessar “noites” intermináveis, onde os anos passam e nunca vemos o amanhecer.

Lendo este texto bíblico (Jo. 20:11-18) entendi que Maria Madalena teve algumas atitudes importantes e que merecem nossa atenção de forma que possam ser aplicadas em nossas vidas, quando estivermos enfrentando uma situação de angustia e de choro.

Após a morte de Jesus, enquanto os discípulos se esconderam com medo de serem presos por terem seguido o Mestre, Maria Madalena teve outra atitude: inconformada com a morte de Jesus, foi até o sepulcro para chorar a perda de Seu Mestre. Vemos que Maria Madalena teve coragem de se expor para o mundo, demonstrando publicamente sua angustia por ter perdido o Mestre; assim, entendemos que o medo sempre forma uma barreira, muitas vezes intransponível, o que nos impede de chegar diante de Jesus para que Ele possa verdadeiramente enxugar nossas lágrimas.

Além da coragem de se expor publicamente, vemos que Maria Madalena foi chorar no lugar certo, isto é, onde havia visto Jesus pela última vez; se ela, ao invés de ir ao sepulcro, tivesse ido derramar suas lágrimas no Templo, com certeza teria perdido aquele encontro emocionante com o Mestre. Entendemos também que muitas vezes Deus não enxuga nossas lágrimas porque não estamos indo no lugar que Ele nos aguarda.

Lamentavelmente temos presenciado Instituições de diversos credos religiosos que adotaram liturgias sem nenhum fundamento bíblico e fazem questão de conclamar as multidões, afirmando que somente em tais locais poderão ter um encontro com Jesus; diversos fetiches criados por alguns líderes religiosos correspondem com práticas de invocação de espíritos, cuja Bíblia condena. As pessoas entram nesses templos, ficam emocionadas com as promessas que ouvem e acabam recebendo muita alegria, mas é apenas uma alegria passageira; quando saem dali, aquele clima nostálgico desaparece e o choro volta a tomar conta de seus pensamentos e emoções.

Aqui vale uma reflexão: será que Deus tem estado presente no lugar em que nos reunimos para adorá-lo, principalmente para enxugar nossas lágrimas, isto é, resolver literalmente nossos infortúnios? Precisamos entender que homem nenhum nesta terra tem poder para enxugar as lágrimas da nossa alma; somente Deus pode fazer isto perfeitamente. E Deus somente o fará se estivermos O adorando em Espírito e em Verdade.

De um modo geral as religiões precisam checar suas práticas à luz da Palavra de Deus, pois o proprio Jesus, depois de anos frequentando o Templo para aprender a Torá, entendeu que não poderia iniciar seu ministerio terreno, se ficasse atrelado aos desmandos dos Doutores da Lei; a religiosidade professada na época de Jesus, estava de tal forma engessada que seus seguidores não conseguiriam compreender Sua mensagem; e de fato acabaram crucificando o próprio Mestre Jesus Cristo.

Encontramos muitos “doutores da lei” que hoje em dia ainda tentam crucificar a Jesus, simplesmente porque o “jugo dEle é suave e Seu fardo é leve”; querem que seus seguidores acreditem que a Salvação oferecida gratuitamente por Jesus, precisa ser acompanhada de algumas “regrinhas” para que possa ser alcançada.

Mas voltando a analisar as atitudes de Maria Madalena, além dela não se preocupar com o que pudessem pensar ao seu respeito, ela foi até o local onde vira Jesus pela última vez. Simbolicamente acabamos permitindo em nossos cultos de adoração a Deus, que Jesus seja novamente “crucificado” e “enterrado” sob o dominio da nossa incredulidade provocada pelas nossas desilusões.

Neste momento peço que você reflita a respeito de sua vida; sua alma está angustiada e chora por não visualizar possibilidade nenhuma de que alguém enxugue suas lágrimas? Procure se lembrar onde foi que você se encontrou com Jesus pela última vez! Esse local pode ter sido esquecido no tempo e no espaço, mas Jesus te fará lembrar dele agora; volte lá, pois Jesus o espera para enxugar suas lágrimas.

Faça como Maria Madalena que não ficou apenas do lado de fora, mas abaixou-se e olhou dentro do sepulcro, pois estava determinada a ver Jesus. Foi então que pode contemplar a presença de dois anjos que lhe anunciaram que Jesus havia ressuscitado. É nesse local onde vimos Jesus pela última vez que poderemos receber as boas novas que nossa alma tanto anseia ouvir, presenciar e usufruir.

Quando desejamos com todas as forças da nossa alma, ver a Jesus, Ele sente prazer em se revelar para nós. Foi o que aconteceu com Maria Madalena; sua ansiedade e necessidade de ver a Jesus era tão grande que não conseguiu reconhecê-lo quando Ele apenas fez a pergunta: “porque choras, mulher?”. Ela o reconheceu quando Ele a chamou pelo nome “Maria”. Aquela forma de chamar pelo seu nome era inconfundível; somente Jesus a chamava de uma forma tão suave e cheia de autoridade, expressando o amor divinal que sempre se emanava dEle.

Emocionada ela queria deter Jesus e talvez até levá-lo para sua casa, porém agora depois de ressuscitado e livre das necessidades inerentes ao corpo humano, Jesus não seria mais apenas de um grupo de 12 discípulos, ou de uma cidade, ou mesmo de um país. Agora Jesus estava sendo entregue para a salvação de toda a humanidade, de todos os povos, linguas e nações.

Jesus nunca se deixará prender por religiões, dogmas, crenças ou tradições; Ele estará sempre acima das discussões e desentendimentos religiosos; Ele não veio salvar apenas um povo ou denominação. Ele foi enviado por Deus o Pai, para salvar a todos os que O aceitarem como Senhor e Salvador de suas vidas.

Falo com toda convicção que se você estiver frequentando um lugar onde suas lágrimas são cada vez mais abundantes e nunca chega o tempo de alegrias, procure investigar se Jesus está por lá. Talvez Ele tenha deixado esse local e nem mesmo os líderes se deram conta desse fato.

Se você ainda não teve um encontro pessoal com o Mestre Jesus, comece a ler a Sua Palavra que é a Bíblia Sagrada e, com certeza, você irá encontrá-lo. Vamos fazer como Maria Madalena: procurar diligentemente por Jesus até encontrá-lo e então Ele enxugará nossas lágrimas, transformando nossa tristeza em alegria e nossa “noite”, num lindo amanhecer!

Por Sonia Valerio da Costa
Em 27/09/2011

Trilhando Pelo Caminho das Pedras

(Google Imagens)

Todos nós encontramos muitas “pedras” ao longo de nossa caminhada por esta vida. Na maioria das vezes elas nos machucam e interferem diretamente no nosso estado emocional e comportamental. Se as considerássemos como oportunidades, e não como dificuldades, poderíamos alcançar resultados mais satisfatórios e benéficos para nós mesmos. Não podemos ignorá-las, porém, a solução será encontrada na forma como lidarmos com elas.

Muitas vezes passamos a vida toda pedindo a Deus para remover nossas dificuldades e não percebemos que nos bastaria apenas uma iniciativa ou uma simples atitude, e o problema já estaria resolvido. Como humanos que somos, ou por displicencia ou por falta de sabedoria, jogamos fora as pedras preciosas, colecionamos as que não servem para nada, e ainda ficamos reclamando de nossa “sorte”.

Podemos ignorá-las e seguir em frente ou então mudarmos a direção de nossa caminhada; às vezes tropeçamos em alguma delas e perdemos tempo analisando o tamanho, a qualidade ou mesmo o valor dessa “pedra” e esquecemos de correr atrás de nossos sonhos. Deixamos a vida passar sem realizarmos nada de produtivo pois nos falta coragem de removê-las ou abraçá-las e enfrentar as consequencias que poderão advir de uma ou de outra atitude.

Alguns exemplos bíblicos poderão nos ajudar a compreender melhor essa reflexão. Para ressuscitar Lázaro Jesus ordenou aos presentes que tirassem a pedra que bloqueava a entrada do túmulo (Bíblia Sagrada, João 11:38-45). Marta foi a primeira a questionar o Mestre dizendo que já era de 4 dias e cheirava mal; suas palavras exprimiam a realidade dos fatos, pois com certeza, ninguém alí estaria disposto a sentir o cheiro fétido de um corpo em decomposição. Estavam mais preocupados com o problema em si do que com a solução que Jesus poderia dar; se por um lado estavam se mostrando acomodados à situação de passar o resto da vida sem Lázaro, por outro não criam no milagre que Jesus poderia realizar, trazendo a vida de volta àquele corpo morto e já enterrado.

Quando Jesus chega para solucionar uma de nossas dificuldades, na maioria das vezes, nós mesmos somos o maior empecilho para a realização do milagre. Chegamos ao ponto de vermos nossa bênção ressuscitada ou restaurada, mas não queremos abraçá-la, simplesmente por escrúpulos sociais, pois nos preocupamos com a opinião alheia, de termos enterrado um sonho e agora estarmos novamente buscando sua realização. Poderemos ser acusados de não saber o que queremos, pois uma hora “enterramos” nossos anseios e outra hora os “ressuscitamos”. Cabe aqui dizer que não podemos ser inconstantes como as ondas do mar; precisamos ser definidos em nossas decisões. Se almejamos alcançar um objetivo, não podemos desistir no meio do caminho, até mesmo diante da morte, pois para Deus, que é o dono da vida, a morte é apenas um detalhe.

Temos um outro exemplo quando três mulheres foram visitar o túmulo de Jesus e estavam preocupadas em como removeriam a pedra que havia sido colocada para bloquear a entrada. Quando chegaram perceberam que a pedra já havia sido removida; o proprio anjo do Senhor fez o que elas não poderiam fazer. A pedra não fora removida para que Jesus ressuscitasse, mas para que as mulheres pudessem constatar que o corpo de Jesus não estava mais alí.

Vamos analisar. Se Jesus tivesse ressuscitado sem a remoção da pedra, quem iria comprovar o fato? Com o passar do tempo, mesmo que alguém ousasse remover a pedra para pesquisas científicas a respeito do corpo de Jesus, nada encontrariam e poderiam concluir que os guardas haviam vacilado na segurança, dando ocasião para que alguém pudesse roubar o corpo; assim, a ressurreição passaria a ser um mito não comprovado na historia judaica. Dessa forma entendemos que a pedra foi milagrosamente removida, não para que Jesus ressuscitasse, mas para que a humanidade constatasse com seus proprios olhos, o milagre que acontecera.

Nesse fato podemos entender a vontade soberana de Deus; quando Ele deseja realizar algum propósito em nossa vida, Ele faz acontecer, independentemente da nossa vontade e/ou atitude. Ele mesmo remove os empecilhos e faz com que o sonho seja realizado, não necessitando de nossa interferencia na situação. Nossas preocupações são totalmente dispensáveis diante da vontade do nosso Criador.

Nos exemplos citados anteriormente, tanto na ressurreição de Lázaro, quanto na de Jesus vemos apenas diferença de propósitos e objetivos a serem alcançados por Deus, porém em ambos a pedra representava dificuldades. No primeiro exemplo, Deus levou o homem a uma atitude de remover a pedra, para que através do milagre da ressurreição de Lázaro, Seu nome pudesse ser glorificado entre os homens. Na ressurreição de Jesus, Deus não aceitou nenhuma interferencia humana para que ninguém se achasse digno de adoração, por ter “ajudado” de alguma forma na realização do plano divino de resgatar o homem do seu estado pecaminoso; Deus nos amou de tal maneira, que se deu voluntariamente a si mesmo, para nos trazer salvação. (Bíblia Sagrada, Jo. 3:16)

Encontramos outros acontecimentos registrados na Bíblia Sagrada, onde entendemos que as pedras encontradas foram oportunidades de bênçãos. Após ter vencido os filisteus, Samuel colocou uma pedra entre Mispa e Sem e chamou o seu nome Ebenezer, que significa “Até aqui nos ajudou o Senhor”; aquela pedra simbolizou um altar onde puderam glorificar e exaltar o Nome do Senhor Deus dos Exércitos (Bíblia Sagrada, I Sm. 7:12). Um segundo exemplo de oportunidade foi uma das cinco pedras que Davi utilizou para derrotar Golias que desafiava o povo de Israel (Bíblia Sagrada, I Sm. 17:49).

Se a dificuldade que estamos enfrentando for no âmbito secular, Deus, através de seu Espírito Santo, nos levará até onde a pedra estiver e nos dará orientações para saber se deveremos removê-la de nosso caminho ou utilizá-la como uma oportunidade para a realização do milagre que esperamos. Se for no âmbito espiritual, não precisamos nos preocupar com os obstáculos que bloqueiam nossa vontade de conhecer Deus, pois ao contemplar nossa intenção, Deus mesmo remove as pedras da cegueira e da ignorancia espiritual para que possamos nos encontrar com Ele; somos conduzidos pelo caminho (Jesus), para que possamos ter um encontro de paz com o nosso Criador.

De qualquer forma, sempre será melhor caminharmos em direção ao túmulo de Jesus, para constatarmos que Ele ressuscitou e que através dEle podemos ter comunhão com Deus o Pai e O recebermos como Senhor de nossas vidas. A partir de então Ele nos levará pelos caminhos da nossa existencia e nos mostrará o que fazer com as pedras que encontrarmos, de forma que Ele possa ter a liberdade de realizar tanto os milagres que precisamos, quanto os que desejamos.

“Podemos utilizar as pedras encontradas no caminho, para fazer delas um caminho de pedras.” (Sonia Valerio da Costa)

(Google Imagens)

 
Por Sonia Valerio da Costa
Em 19/07/2011


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Multidões de Pesamentos Contrários

O comportamento das multidões tem sido objeto de estudo das Ciências Sociais, principalmente pela forma de agir dos seus integrantes, quando estão diante de situações inesperadas.

Os indivíduos que as integram podem ser influenciados por um estímulo externo, por suas próprias lideranças, ou também por seus demais participantes; todos agem de uma forma inconsciente e incontrolável, como se um elo invisível os unisse numa só  pessoa e cada indivíduo sentisse o contato com os demais como uma extensão de si próprio. O comportamento das massas tem um efeito dominó; basta por exemplo, que alguém comece a correr, que todos o seguirão. É o que chamamos de efeito manada.

Algumas multidões se manifestam de forma pacífica, com o objetivo de conscientizar seus seguidores em torno de uma causa nobre; outras, quando se unem, apresentam mais agressividade, principalmente quando o objetivo é político-social. O mais preocupante é quando, duas multidões com objetivos diferentes, se encontram, pois as consequências sempre serão imprevisíveis. Numa situação dessas, poderá haver tanto um confronto, quanto uma concordância de ambas em unir forças, objetivando ampliar os motivos a serem reivindicados.

Uma terceira possibilidade que também pode acontecer, é quando o objetivo de uma se sobrepõem de tal forma ao da outra, que a mais fraca abre mão dos seus objetivos em favor dos objetivos e ideais da outra. Parece um tanto utópico pensarmos que uma multidão possa absorver integralmente a outra, mas a Bíblia registra um fato assim e como isso aconteceu de uma forma tão maravilhosa e sem precedentes na história da humanidade.

Foi na cidade de Naim onde uma pobre viúva havia acabado de perder seu único filho. Seus parentes e amigos foram chegando e logo formou-se uma grande multidão, cujo propósito era chorar e consolar o coração daquela mulher. A morte fora mais forte que a medicina daquela época; todos os planos e sonhos daquela viúva, idealizados para o futuro de seu filho, foram frustrados pela impotência do ser humano diante da morte.

Assim que a multidão iniciou o cortejo fúnebre, a dor, a tristeza e a angústia foi se espalhando por todos, como ondas em forma de osmose emocional; nada nem ninguém da terra poderia mudar o curso daquela historia que, fatalmente, terminaria no cemitério e depois, para sempre, ficaria apenas a lembrança dolorosa da separação, principalmente para os familiares.

Enquanto o jovem estava com vida, ainda havia esperança que aquela situação pudesse ser revertida; mas morto, nada mais restava a ser feito, a não ser sepultá-lo. Justamente quando aquela multidão cruzava o portão de saída da cidade, para caminhar em direção ao cemitério, aconteceu o inesperado; uma outra multidão, liderada por Jesus Cristo entrava na cidade.

Enquanto a multidão que saia da cidade havia sido formada em torno da morte, a que entrava havia sido formada em torno da vida, da paz e da alegria. A que saía, chorava; a  que entrava, sorria. A que seguia a morte, perdera as esperanças; a que seguia a vida, sonhava com dias melhores. A primeira caminhava para o fim da vida; a segunda caminhava para o inicio de uma nova vida. Um grande contraste; um verdadeiro paradoxo. Impossível não pensar nas peculiaridades e objetivos expressados na manifestação de cada multidão.

Em respeito à dor e ao sofrimento, o normal seria que a multidão que entrava na cidade parasse, para que a que estava saindo pudesse passar com segurança; mas não foi isso que aconteceu. Jesus Cristo, sendo Filho de Deus, seria o único com autoridade para interromper um funeral, sem ser questionado por atitude tão controversa. A multidão que seguia a Jesus estava familiarizada com seus milagres de cura, libertação, transformação, mudança social e também ressurreição; já estavam acostumados com as atitudes de Jesus, que em princípio eram incompreensíveis, mas no final sempre presenciavam Seus milagres.

Como lider da multidão que entrava, Jesus ficou emocionado diante da triste cena de uma viúva que perdera seu único filho, e por isso parou o enterro e disse àquela viuva: “não chores”. Ninguém, de nenhuma das duas multidões, ousou questionar a atitude de Jesus; pararam e aguardaram em silêncio, apenas observando o que iria acontecer. Sendo um líder carismático as palavras de Jesus, sempre transmitiam segurança e acalmavam as multidões. Sendo o dono da vida, Jesus poderia dizer para que a viuva não chorasse, pois somente Ele teria condições de reverter aquele ambiente de tristeza, em alegria.

Foi o que aconteceu. Jesus ordenou ao defunto que ressuscitasse e, imediatamente o jovem sentou-se no caixão, deixando todos os presentes perplexos com aquela manifestação milagrosa; Jesus apenas o devolveu à sua mãe. Como não tinham mais defunto para sepultar, aquela multidão que caminhava cabisbaixa, acabou se misturando à outra que vinha glorificando a Jesus. Não foi necessario pedir-lhes que seguissem a Jesus, pois de forma expontânea a multidão que seguia a “Vida”, absorveu totalmente a que seguia a “Morte”.

Quando refletimos sobre aquele acontecimento, percebemos que a humanidade hoje, também está dividida em duas multidões semelhantes àquelas. Uma caminha em direção à morte, pois já perdeu todas as suas esperanças de viver dias melhores; seus indivíduos praticamente já jogaram a toalha e estão vivendo apenas por inercia. Já bateram em tantas portas, já buscaram solução servindo tanto homens, quanto santos e até mesmo a diversos deuses, mas tudo tem sido em vão.

Muitos integrantes da multidão que caminha para a morte, tentam desesperadamente encontrar a vida que é o proprio Deus, mas não conseguem pois pensam que poderão encontrá-lo sem passar por Jesus. Sendo Filho de Deus e também o próprio Deus encarnado, Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim. Se vocês realmente me conhecessem, conheceriam também o meu Pai. Já agora vocês o conhecem e o tem visto” “quem me vê a mim, vê também o Pai” (Bíblia Sagrada, Jo. 14:6-7 e 9b). Quando em nossa caminhada pela vida, temos o privilegio de encontrar Jesus, logo passamos a seguí-lo, pois Ele nunca despede ninguém vazio. Ele sempre tem uma bênção a nos oferecer, além da salvação e também da vida eterna.

Se é necessario passarmos por Jesus para que nos encontremos com Deus, onde então poderemos encontrá-lo? “Vocês estudam cuidadosamente as Escrituras, porque pensam que nelas vocês têm a vida eterna. E são as Escrituras que testemunham a meu respeito; contudo, vocês não querem vir a mim para terem vida” (Bíblia Sagrada, Jo. 5:39-40). Quando lemos na Bíblia Sagrada a respeito da vida de Jesus, suas viagens, obras e milagres, seu comportamento, gostos e relacionamentos, seus ensinamentos, diretrizes e planos, seu poderio, sua natureza e emoções, etc., vamos aprofundando nossa comunhão com Ele e, paralelamente, assimilando a personalidade de Deus em nossas vidas. Essa nova experiência de viver em comunhão com Deus, nos levará, com certeza, a trocarmos de multidão; é com alegria que deixamos de seguir a morte e passamos a seguir a vida, a vida eterna.

Para refletir: qual das multidões estamos seguindo? A da vida ou a da morte? Se seguirmos a da vida, teremos a vida eterna e viveremos eternamente com Deus. Se seguirmos a da morte, nossa vida se acabará na solidão eterna, separados do Deus Todo Poderoso, que nos criou! Pense nisso e seja mais um integrante da multidão que está seguindo Jesus e também a vida eterna.

“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vós o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Palavras de Jesus, Bíblia Sagrada, Mt. 11:28-30)

Palavra ministrada por
Sonia Valerio da Costa
Em 15/01/2007