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Posts Tagged ‘amizade’

O Amor está no ar!

(Google Imagens)

Sempre quando nos aproximamos do mês de junho, exatamente do dia 12/06, pelo menos para os brasileiros, sentimos uma nostalgia gostosa pairando no ar, invadindo nossos corações e nos trazendo uma sensação de prazer e bem-estar. Consciente ou inconscientemente começamos poetar em palavras, a música que insiste em explodir de dentro de nossa alma. Claro, é a necessidade de possuirmos um amor para comemorar em grande estilo.

Todos nós já experimentamos essa sensação, pois é próprio de todo ser humano, a necessidade de amar e ser amado. Ter e poder usufruir de um amor, deveria ser uma constante ininterrupta em nossas vidas e não somente quando nos aproximamos do “dia dos namorados”. A questão é que como seres humanos que somos, temos nossas falhas e, infelizmente, o amor que dedicamos a alguém, também pode sofrer alterações momentâneas; precisamos aprender a trabalhar com isso, para que essas alterações não se tornem definitivas e acabem destruindo o belo, que outrora parecia imutável e indestrutível.

Tudo nesta vida é passageiro; até mesmo o amor humano. Às vezes costumamos dizer que fica viúvo é quem morre. Pensando bem, é a saudade que toma o lugar do amor que foi vivenciado e, por se entender que ele jamais voltará, vamos abrindo espaço e permitindo que aquele amor possa ser desconstruído, desalimentado e finalmente enterrado, pois sabemos que a nossa vida continua e não podemos nos enterrar vivos com um passado que acabou.

Quando perdemos um amor, seja para a morte ou mesmo para outra pessoa, tendemos a digerí-lo, de forma a permitir que ele se esvazie por si só; depois de digerido, o amor passado não poderá mais interferir em um novo amor que surgir diante de nós. Sempre achamos que não conseguiremos superar, mas como tudo é passageiro, sabemos muito bem que temos capacidade de virarmos a página do passado e caminharmos em direção a uma nova alegria; é nesse momento que entendemos que está na hora de deixarmos a “fila andar”. Porque sofrer por alguém que não consegue reconhecer o nosso valor, sendo que existem mil e uma outras possibilidades de sermos valorizados!? É que o amor gosta e sente prazer no sofrimento; é por isso que investimos num amor, mesmo que nos pareça impossível. Os nossos sonhos falam mais alto e a esperança em vê-lo realizado chega a ser tão forte, que o desprezo passa a ser um incentivo a mais para que esperemos a flor desabrochar!

Tanto homens quanto mulheres sentem prazer em viver num jardim florido, onde possam sentir o perfume do amor acompanhado do canto de pássaros, de preferência num dia ensolarado. Podemos dizer que esse sentimento, cultivado no jardim de nossas vidas são sentimentos do amor amigo. Esse nobre sentimento da amizade, apesar de ser importante para nossa auto-estima, é insuficiente para satisfazer todos os desejos da nossa alma. Por isso, mais dia, menos dia, olhamos para o nosso jardim e, de repente, uma das flores que embelezam nossa vida, passa a ter um algo a mais de especial, de inexplicável, e de incontrolável, que entra em nosso pensamento e desce ao nosso coração, sem pedir; a partir de então esse sentimento começa a criar raizes de emoções incontroláveis e toma conta de todos os nossos momentos, tanto do dia quanto da noite e até mesmo durante nossos sonhos. Claro, é o amor que está no ar!

Quando esse amor nos envolve, vivemos tanto momentos de euforia como de tristeza, devido a incerteza de não sabermos se estamos ou não, sendo correspondidos. Esse tipo de amor é tão forte e intenso que transparece através de nossos poros, nossos gestos, nossa voz, nosso olhar, nosso andar e do nosso agir. Quem ainda não foi questionado por seus amigos “você está diferente, mais bonito(a)!?… hummmmm, qual é a novidade?”. Aí, claro, o amor que está no ar nos impede de conseguirmos disfarçar o sorriso de quem viu “passarinho verde” e que teima em nos trair!

Pelo amor vivemos e pelo amor também morremos! Ao mesmo tempo que o amor nos dá estímulo para a vida, pode também nos encorajar para a morte em nome do amor. Quando o amor está no ar, temos dificuldades de controlar nossos atos e emoções; até mesmo nossa razão entra em parafuso. Precisamos sempre lembrar que somos humanos e que assim como os outros falham para conosco, nós também cometeremos falhas para com eles; assim, o importante é perdoarmos sempre. O perdão alimenta o amor e possui todos os ingredientes necessários para que o amor seja sadio.

O perdão atua como um hormônio para que o amor possa crescer e chegar ao amadurecimento, alimentando e sendo alimentado. Amor e perdão, perdão e amor sempre devem andar juntos, pois um alimenta o outro. Desde sempre o amor esteve no ar, nós é que muitas vezes não nos damos conta da sua existência. Quando olhamos apenas para nós mesmos, deixamos ervas daninhas, como a auto-suficiência, o orgulho e o egoísmo tomarem conta do nosso jardim, e por isso não conseguimos sentir a presença do amor.

Se alguém estiver carente e necessitado de amar e ser amado, existe um amor que sempre esteve no ar: é o amor de nosso Deus que nos criou. Esse é o amor perfeito, saturado de perdão e ao mesmo tempo de justiça. É Ele que nos mantém com vida e através do Seu amor, nos deu Seu proprio Filho Jesus Cristo para nos dar a vida eterna. “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito, para que todo o que nEle crer, não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo. 3:16)

Quando temos esse amor perfeito atuando em nossas vidas, temos maior facilidade para amarmos nossos semelhantes e também sermos amados por eles. O amor de Deus em nossas vidas proporciona condições para que o amor flua de forma mais prazerosa entre nós; essa afirmação pode ser compreendida pelo simples fato que quando amamos e sentimos que somos amados, teremos maior possibilidade de expressar esse amor e levar vida para as pessoas com as quais nos relacionamos. O amor de Deus para conosco é tão forte, que nos atraiu a Ele através da morte de seu Filho Jesus Cristo na cruz do calvário nos proporcionando vida eterna, para que pudéssemos viver esse amor eternamente. Que o amor que Deus demonstrou ter por nós, possa ser um exemplo de dedicação e afeto aos que convivem conosco!

Sempre sentiremos o amor no ar enquanto Deus estiver em nosso coração! O amor está no ar! Abra seu coração e permita ser amado(a) e também ame com todas as suas forças! O amor é vida! O amor é alegria! O amor é festa! Faça com que sua vida seja uma festa ininterrupta! Deus nos ajudará a vivermos assim, porque o amor está no ar!

(Google Imagens)

Por Sonia Valerio da Costa
Em 28/05/2011
 

 

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Quando Começamos a Amar…

 

O objeto amado ou objeto do desejo, pode ser para o menino, alguém que se assemelhe à figura materna e, para a menina, a figura paterna.

Todos nós temos uma imagem formada de nosso objeto de desejo e procuramos nos objetos do mundo, algo que se assemelhe a ele. Não é todo dia que encontramos aquilo que é a imagem exata de nosso desejo; quando encontramos, sabemos bem identificar.

Quando o identificamos ou melhor, nos identificamos com essa figura inconsciente, formada dentro de nós, passamos a investir libido nesse objeto de desejo e então  dizemos que começamos a amar. É normal que nessa fase, tenhamos conflitos existenciais, proporcionando medo e dúvida por não saber ainda, se é amor ou apenas uma amizade.

Para esclarecer essa diferença de amores, precisamos entender que o amor que resulta apenas em amizade, é porque o investimento de libido foi inibido em sua finalidade genital. Portanto, toda relação afetiva, seja de amor ou amizade, é do ponto de vista da psicanálise, um investimento de energia sexual.

Assim, alguns investimentos em objetos de desejo que nos identificamos, a finalidade é inibida e tornada inconsciente, sobrando para o consciente, apenas um sentimento de amizade. O investimento de amor, carinho e compreensão, é o mesmo para os dois tipos de amor; a diferença está apenas que, para o amor, a libido é liberada conscientemente e para a amizade, a libido é bloqueada no inconsciente.

Quando se encontra o objeto do desejo a libido age de forma racional, pois analisa os prós e os contras, para que, havendo desejo de ser liberada, que essa liberação seja feita de forma consciente. Uma forte amizade que não consegue conter o investimento da libido, proporciona a existência do amor no sentido pleno da palavra.

O contrário também é possível; quando não se consegue superar traumas antigos por questões ou convenções sociais, a libido acaba sendo bloqueada involuntariamente; assim, o que poderia ser um amor no sentido pleno da palavra, acaba não conseguindo ser, nem memo uma amizade.

Esses traumas podem ser superados com a ajuda de aconselhamento pastoral, desde que seja alguém de muita confiança, idoneidade e que tenha preparo para esse acompanhamento; é de muita importancia também, a terapia feita com  profissionais da área da psicologia e mesmo psiquiatria.

A ciência do comportamento tem se expandido bastante nas últimas décadas, mas ainda tem sido vista com certas reservas por alguns cristãos fundamentalistas, que acreditam que apenas oração e leitura bíblica são suficientes para superação de traumas emocionais.

O mal deste século tem sido a depressão, causada principalmente pela solidão e falta de alguém com quem possamos compartilhar nossas vivências. A amizade virtual é muito boa, porém não substitui o calor humano, que só pode ser usufruido em sua plenitude, quando podemos abraçar pessoalmente a quem amamos.

Certa vez, um dos doutores da lei, perguntou para Jesus, para o experimentar, dizendo: “Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo semelhante a este é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas” (Bíblia Sagrada, Mt. 22:35-40)

Com base nestes mandamentos, como poderemos amar nosso próximo como a nós mesmos, se não conseguimos obter uma interatividade pessoal com ele? É apenas na convivência pessoal que conseguimos desenvolver sadiamente frutos do Espírito em nosso carater, com relação aos sentimentos de tolerência, bondade, benignidade, paz, mansidão, temperança, amor, confiança e paciência; se não tivermos contato pessoal e físico com o nosso semelhante, esses frutos serão improdutivos.

Não podemos nos enganar: ser cristão dentro de um templo (igreja), ou apenas no mundo virtual, é muito fácil; porém, o dia que nossos frutos forem colocados à prova, poderão ser reprovados pelo fogo.

Vamos exercitar o amor fraternal, que é o amor amigo; quanto ao amor que houver uma predisposição de se investir nossa libido, que seja exercido apenas entre pessoas de sexos opostos, pois esse amor é o amor conjugal, aprovado por Deus que o instituiu, e que proporciona a perpetuação da nossa espécie.

Não ofereça apenas amizade a quem está pedindo amor. Não ofereça amor a quem só pode dar amizade. Em ambas as situações, os sentimentos serão destruídos e proporcionarão corações machucados, feridos e traumatizados. Não podemos brincar com os sentimentos de ninguém.

Fonte: BOCK, Ana M. Bahia e outros. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. 9.ed. São Paulo, Saraiva, 1996.

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Conselho de Um Velho Apaixonado

Considerações aos “Desigrejados”

Cultivando Relacionamentos Saudáveis

Por Sonia Valerio da Costa
Em 01/02/2011

Projeto Missy

Nós, um grupo de leitores que se sentiu tocado por “A Cabana“, estamos convencidos de que este livro merece ser lido pelo maior número de pessoas possível. Não é somente uma historia envolvente e inspiradora, mas tem uma qualidade literária que faz dela um presente especial. Oferece uma das visões mais pungentes de Deus e de como Ele se relaciona com a humanidade. Não somente irá encorajar os que já O conhecem, mas também atrairá quem ainda não reconheceu a presença do Criador em sua vida.

Produtores de cinema já expressaram interesse em transformar esta história em filme e farão isso depois que um número considerável de livros estiver em circulação. A divulgação boca a boca ainda é a ferramenta mais eficaz para que um livro como este possa causar transformações.

Se você, como nós, foi tocado pela mensagem deste livro, talvez já tenha algumas idéias de como fazer que outros o conheçam. Oferecemos algumas sugestões para ajudá-lo a compartilhar “A Cabana” com outras pessoas.

Dê o livro de presente a amigos e até mesmo a estranhos. Eles receberão não apenas uma historia empolgante, mas também um vislumbre magnífico sobre a natureza de Deus, de uma forma raramente apresentada em nossa cultura.

Se você tem um site ou um Blog na internet, fale um pouco sobre o livro e como ele tocou sua vida (eu já fiz: A Cabana). Não revele o enredo, mas recomende entusiasticamente para que as pessoas o leiam.

Escreva uma resenha para um jornal de sua cidade, uma revista de sua predileção ou um site que você frequente. Se você tem uma loja, exponha o livro com a maior visibilidade possível. Se for dono de uma empresa, considere a possibilidade de presentear com o livro seus clientes preferenciais.

Doe o livro para abrigos femininos, prisões, lares de reabilitação, casas de repouso e outros lugares onde as pessoas possam ser encorajadas pela historia e pela mensagem.

Em reuniões e encontros, fale do livro e conte do impacto que ele causou em sua vida. Você prestará um grande favor aos que o escutarem.

Para mais informações e idéias de como você pode ajudar, conheça o Projeto Missy (The Missy Project) em nosso site em inglês:

The Shack

Se você se sentiu tocado pelo assombro deste livro “A Cabana” e quer ajudar a torná-lo disponível a outros num nível mais amplo, nós o convidamos a participar do…

Projeto Missy

Este texto foi reproduzido na íntegra, conforme publicado ao final do Livro “A Cabana” de William P. Young, por:

Sonia Valerio da Costa
Em 04/01/2011
 
P.S. Em 06/04/2017 foi a estréia do Filme A Cabana nos cinemas brasileiros.

Quando as Crianças Brincam

(Imagens Google)

O mundo de toda criança oscila entre o real e o imaginário. Por isso as historias infantis têm sempre, um elemento lúdico, de brincadeira, com personagens fictícios, para ajudar a interagir com o contexto social. Mas nem sempre são só historias lidas ou ouvidas por ela que trazem esses personagens. Muitas vezes para elaborar suas angústias e frustrações, a criança cria em sua mente, um amiguinho imaginário, ou conhecido como amigo oculto, o que, segundo os especialistas, é normal.

“Esses amiguinhos imaginários costumam aparecer por volta dos 3 aos 7 anos, quando a criança precisa representar e aprender por meio de instrumentos e situações concretas; isto porque ainda não desenvolveu habilidades cognitivas para abstrair sentimentos, e compreender fatos do seu cotidiano.” (Dra. Simone Alarcon)

“Muitas crianças criam esses companheiros para não se sentirem tão sozinhas e também porque esse amigo imaginario é perfeito; ele não rouba seus brinquedos, não reclama, não briga e está sempre à disposição para brincar, ou seja, essas coisas que as outras crianças fazem e provocam frustrações.” (Dra. Wanda dos Reis Sampaio)

Nessa situação, segundo essas profissionais, os pais não devem apontar para a criança que o amiguinho não existe, nem mesmo discordar. Também não devem estimular. Devem apenas observar e procurar se aproximar da criança, conversar com ela sobre seus sentimentos, brincar com ela, para que se sinta mais acolhida.

“Os pais deverão se preocupar somente quando a criança, ao brincar com esse amigo imaginário, não der espaço para outras atividades lúdicas, ou caso se isole socialmente.” (Dra. Simone Alarcon)

Se os pais ficarem discretamente atentos, quando seus filhos estiverem brincando com seus amiguinhos imaginários, poderão entender os conflitos que seus filhos estão enfrentando, seja sofrimento, coação, medo, desprezo, discriminação, perseguição e, também, principalmente, onde eles estão ocorrendo; se na escola com os colegas ou professores, e em casa, com os adultos que lhe fazem companhia. Assim poderão identificar qual ambiente está causando estresse para a criança.

Fonte: Revista Em Dia, nº 110, p. 106: “Brincando com o amigo oculto” – Entrevista da Jornalista Adailce Maganha com a Dra. Simone Alarcon Oncalla e Sá (neuropsicóloga e pedagoga), e Dra. Wanda dos Reis Sampaio (Psicóloga, especializada em família).

Saiba quais são os “Direitos da Criança”

“Depois disso, algumas pessoas levaram as suas crianças a Jesus para que Ele as abençoasse, mas os discípulos repreenderam aquelas pessoas. Quando viu isso, Jesus não gostou e disse: – Deixem que as crianças venham a mim e não proibam que elas façam isso, pois o Reino de Deus é das pessoas que são como estas crianças. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele. Então Jesus abraçou as crianças e as abençoou, pondo as mãos sobre elas”. (Bíblia NTLH, Mc. 10:12-16)

(Eu Criança)

 
Adaptado e postado por Sonia Valerio da Costa
Em 12/10/2010

“Ser ou Não Ser de Ninguém” – Arnaldo Jabor

Na hora de cantar, todo mundo enche o peito nas boates e gandaias, levanta os braços, sorri e dispara: “… eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também…”

No entanto, passado o efeito da manguaça com energético, e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração tribalista se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.
A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois?

Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, de que toda ação tem uma reação? Agir como tribalista tem conseqüências, boas e ruins, como tudo na vida. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo – beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja, é preciso comer o bolo todo e, nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.

Embora já saibam namorar, os tribalistas não namoram. “Ficar” também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é “namorix”. A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho. Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada.

Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, afinal, não estão namorando. Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança? A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim, como só deseja a cereja do bolo tribal, enxerga somente o lado negativo das relações mais sólidas. Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas, e a troca de cumplicidade, carinho e amor.

Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer boa noite, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar.

Já dizia o poeta que amar se aprende amando. Assim, podemos aprender a amar nos relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações.

Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos. E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém.

É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento…

É arriscar, pagar para ver e correr atrás da tão sonhada felicidade.

É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer.

É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins. Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também…

É não ser livre para trocar e crescer…

É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida SOLIDÃO…

“Seres humanos são anjos de uma asa só, para voar têm que se unir ao outro.”

Fonte: Pensador.Info

Postado por Sonia Valerio da Costa
Em 30/07/2010
 

Blog Artigos & Crônicas

Agradeço a todos os que contribuiram beneficamente para que este Blog completasse um ano na web. Sem leitores, sem comentários, sem divulgação, este Blog não tería ultrapassado os 10 mil acessos com apenas um ano e dois meses de vida.

A todos que acessarem este Blog renovado e com um novo domínio. leve o Selo Comemorativo alusivo ao 1º aniversário que aconteceu em 21/04/2010. Coloque no seu Blog, faça um link-me e nesta parceria vamos continuar divulgando nosso trabalho como Blogueiros do Bem.

Veja no link abaixo os fatos que marcaram o 1º ano deste Blog:

1º Aniversário do Blog Artigos & Crônicas

Meu agradecimento especial para o trabalho realizado pela Empresa Anfibia, que não mediu esforços para fazer acontecer tudo o que idealizei para este Novo Blog.

Recomendo: ANFÍBIA

Sonia Valerio da Costa
Junho/2010

 

 

Dia dos Namorados (12 de junho)

Fonte: Quem Namora

Diferenças entre os relacionamentos:

Amor colega:

Quando o relacionamento é apenas de coleguismo, ficamos contentes quando revemos uma pessoa que nos trouxe algum benefício, alguma alegria, ou mesmo nos orientou em algum problema que enfrentávamos no momento em que aquela pessoa nos foi útil. Normalmente esquecemos grande porcentagem dos benefícios que recebemos desses nossos “colegas”; mas, quando os encontramos temos o prazer de compartilhar alguma novidade, mas tudo de forma um tanto superficial. É difícil quem não possui diversos relacionamentos de coleguismo. Este tipo de relacionamento acontece geralmente entre colegas de escola, ou mesmo de trabalho. Quando as circunstâncias da vida, separam essas pessoas, o sentimento de perda é tão irrisório, que não nos provoca dores e nem mesmo frustrações.

Amor Amigo:

Quando encontramos alguém que sentimos uma confiança mais profunda e ficamos à vontade para compartilharmos assuntos mais íntimos, segredos, de forma que possamos receber ajuda, orientação e até mesmo conselhos, vamos formando laços de amizade, e de uma certa querência, que até sentimos saudades de conversar, de trocar idéias, de colocar os assuntos em dia e, até mesmo expor nossas necessidades para encontrar ajuda em todos os sentidos. Se por algum motivo inesperado, acontecer um distanciamento, sentiremos saudades, solidão, mas apesar de guardarmos lembranças agradáveis pela convivência dessa amizade que tivemos o privilégio de usufruir, aceitamos emocionalmente de forma tranquila, tanto que logo encontramos uma nova amizade.

Amor Amor:

Este é o tipo de relacionamento que se comemora no dia 12 de junho no Brasil. Em alguns países essa data é comemorada em 14 de fevereiro, dia de São Valentim. Conta a história que na Roma Antiga do século III o imperador romano Cláudio II, proibia o casamento dos seus soldados. Ele acreditava que os solteiros eram mais eficientes nos campos de batalha.

Sem se importar com as ordens do Imperador, o sacerdote Valentim continuou celebrando casamentos secretamente. Foi descoberto e condenado à morte. Na prisão, Valentim se apaixonou pela filha de um carcereiro. No dia 14 de fevereiro, antes de morrer, Valentim deixou um cartão para ela, assinado: “Do seu namorado”. Por isso os apaixonados celebram o amor no dia de São Valentim. (Fonte “Eco Kids: guia de datas comemorativas” de Marli Mitsunaga)

No Brasil, o Dia dos Namorados foi criado em 12 de junho de 1949 pelo publicitário João Dória, para aumentar as vendas das antigas lojas Clipper. Essa data cai na véspera do dia de Santo Antonio, que é o “Santo Casamenteiro”.

Há alguns anos atrás percebíamos uma nostalgia muito forte envolvendo os amantes e apaixonados, que, por serem conscientes da necessidade de que o ser humano precisa usufruir de um amor estável, buscavam fortalecer seus laços e vínculos amorosos e até aproveitavam a ocasião para tomar decisões mais sérias em suas vidas.

Hoje, com a inversão de certos valores sociais, onde vemos uma grande ênfase ao “descompromisso”, muitos simulam a existência de amor, apenas para levar vantagens, ganhar presentes e até mesmo ter uma companhia para passar uma tarde ou uma noite de prazer, apenas físico.

O lindo amor “eros” que é forte o suficiente para unir pessoas numa vida íntima de felicidade, está sendo sutilmente congelado e substituído pelo amor “ficante”. Os que se encontram carentes são as maiores vítimas desse tal “amor ficante”, pois se apegam a esse tipo de relacionamento sem futuro, principalmente por falta de opção e também porque não vêem outra forma de satisfazer suas necessidades físicas e emocionais. Quando caem na realidade, se dão conta das feridas emocionais que permitiram acontecer em suas vidas.

Nesse ponto não podemos culpar nenhum dos sexos, porque ambos estão sendo manipulados pelos desvios dos comportamentos sociais que deixaram de valorizar a família, que é o único lugar onde podemos tirar nossas máscaras sociais e vivermos nossa verdadeira identidade.

Mas como saber se fomos ou não atingidos pela flecha desse amor verdadeiro, desse amor “eros” e se realmente encontramos ou não a pessoa dos nossos sonhos?!

É muito fácil de identificar através das nossas próprias reações. Assim como o amor “colega” e o amor “amigo” afetam muito superficialmente nossas emoções quando os perdemos, o amor “eros” não aceita abrir mão da felicidade. Ele cria raízes tão mais profundas, que não se consegue uma separação ou um distanciamento sem deixar feridas profundas, mágoas e cicatrizes, e porque não dizer também “saudades”!!!

Quando existe a dúvida em identificar se o sentimento é apenas “um forte amor amigo” ou o “amor eros”, é até válido um afastamento para permitir que os corpos e almas dos envolvidos possam ter a oportunidade de reagir à essa nova situação de solidão, e poderem compreender a linguagem de seus corações.

Normalmente, o “amor amor” se fortalece nessas separações, pois se consegue visualizar de forma mais clara e racional, o quanto a outra metade representa para nossas vidas.

Nessas separações, descobrimos se esse amor eros existe ou não, quando detectamos alguns sinais como: 

– preocupação com o que possa estar acontecendo com o outro(a); será que está acontecendo alguma coisa?! … o que será sua ocupação neste momento?!

– uma solidão começa a invadir o coração… vai tomando conta do corpo e nada nem ninguém conseguirá preencher satisfatoriamente a ausência do outro(a); nessas circunstâncias nos tornamos irritadiços por não encontrarmos respostas que possam acalmar nossas emoções.

– a saudade aumenta em progressão geométrica; nos fechamos e nos refugiamos na solidão interna, fazendo o estritamente necessário para nossa sobrevivência; passamos a andar com o semblante caído, perdemos o viço da alegria de viver. Esse sentimento inexplicável, sem tradução, chamado “saudade” corrói nossos pensamentos que nos mata lentamente!!!

– o raciocínio perde o controle e até mesmo a razão; a imagem do outro(a) insiste em ocupar nosso pensamento; com isso, o pensamento se “desliga” e “viaja” em vão, pela busca do outro(a).

Se estivermos com esses sintomas, através de nossas atitudes, poderemos desbloquear um relacionamento truncado, e fazer reacender a chama do amor.

Vamos abrir nosso coração para o amor, pois esse é o sentimento mais sublime que Deus criou para nos unir e nos multiplicar.

Deus é o próprio AMOR.

COMUMENTE É ASSIM

Cada um ao nascer
traz sua dose de amor,
mas os empregos,
o dinheiro,
tudo isso,
nos resseca o solo do coração.
Sobre o coração levamos o corpo,
sobre o corpo a camisa,
mas isto é pouco.
Alguém
imbecilmente
inventou os punhos
e sobre os peitos
fez correr o amido de engomar.                                                                                              Quando velhos, se arrependem.
A mulher se pinta.
O homem faz ginástica
pelo sistema Muller.
Mas é tarde.
A pele enche-se de rugas.
O amor floresce,
floresce,
e depois desfolha.

Vladimir Maiakóvski

NÃO DEIXE O AMOR PASSAR

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.

Por isso, preste atenção nos sinais – não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.

Carlos Drummond de Andrade

Sonia Valerio da Costa
12/06/2010