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Bezerros de Ouro

Quando falamos em bezerro de ouro, automaticamente lembramos de Moisés descendo o Monte Sinai com as tábuas da Lei e contemplando o povo numa orgia desenfreada, adorando aquela imagem e afirmando que aquele era o deus que os havia tirado da escravidão do Egito. Neste artigo, meu objetivo é conversar um pouco sobre o aspecto simbólico que o bezerro de ouro representa em nossa vida.

Existem sentimentos que forjam “bezerros de ouro” em nossos corações e quando nos damos conta, nossos sentimentos altruístas vão se desvanecendo, e o lugar que antes pertencia a Deus, vai sendo tomado por pensamentos questionativos que nos levam em direção oposta ao nosso Criador.

Vejamos alguns deles:

Incredulidade

A incredulidade é decorrente da falta de alimentação espiritual. Quando nos alimentamos com a Palavra de Deus nossa fé é fortalecida e a incredulidade vai cedendo espaço para a confiança em Deus. “Sem fé é impossível agradar a Deus”(Hb. 11.6). “A fé vem pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus” (Rom. 10.17). Em Nazaré Jesus não fez muitas maravilhas devido a incredulidade daquele povo (Mt. 13.58 e Mc. 6.5-6).

A incredulidade abre portas para o ceticismo, a desconfiança e a dúvida, fazendo com que a vida se nos pareça inútil e sem sentido. Quando se chega nesse estágio, as portas do coração já estarão abertas para qualquer deus entrar e fazer morada.

A incredulidade tira Deus do nosso coração.

Procrastinação

A procrastinação é um ladrão do nosso tempo. Quantas vezes planejamos realizar algumas tarefas durante o dia, mas não conseguimos alcançar nosso objetivo, porque sempre aparecem imprevistos que nos impedem de levarmos ao fim e ao cabo, as tarefas a que nos propomos.

Assim acontece quando nos propomos servir a Deus, agradá-lo e fazer a Sua vontade. Fazemos propósitos de um devocional diário, nem que seja por cinco minutos, com leitura bíblica e orações; conseguimos cumprir por alguns dias, mas eis que surge um imprevisto e então começamos a falhar nesse nosso propósito. Quando nos damos conta, o horário do nosso devocional foi trocado por outras prioridades e Deus foi colocado em segundo plano na nossa vida.

A nossa alma anseia pela presença de Deus, mas nossa humanidade procura sempre nos arrastar em direção oposta. Sabendo desse problema que enfrentamos diariamente, Jesus nos deixou esta passagem bíblica como alerta para o nosso viver diário: “E aconteceu que, indo eles pelo caminho, lhe disse um: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores. E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. E disse a outro: Segue-me. Mas ele respondeu: Senhor, deixa que primeiro eu vá a enterrar meu pai. Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus. Disse também outro: Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa. E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus.” (Lc. 9.57-62)

Temos que ser disciplinados para alcançarmos nossos objetivos, pois sempre teremos “mortos para enterrar” e “despedidas para fazer”; quando invertemos prioridades, sempre acharemos desculpas para postergarmos a fazer aquilo que nos propomos em princípio.

O ‘amanhã’ é um perigo, porque o amanhã nunca chega. Quando deixamos para o amanhã aquilo que podemos fazer hoje, prejudicamos a nós mesmos e também aos que estão ao nosso redor. (Ex. 8.9-10)

A procrastinação tira Deus do Seu devido lugar em nossa vida.

Indolencia

A indolencia é outra atitude que nos leva a abrir portas para todo tipo de distração, tirando nosso foco espiritual e substituindo a presença de Deus por bezerros de ouro.

Salomão conhecia o que era a preguiça e a indolência (Pv. 19.15 e Pv. 20.13 e Pv. 24.33-34)). Quando nos propomos a desenvolver algo que demanda esforço e tempo, precisamos estar atentos e cultivar a perseverança, pois com certeza em algum momento, a indolência ou desânimo vai se manifestar, para que venhamos a desistir dos nossos sonhos.

Neemias é um excelente exemplo bíblico de como vencer a indolência, ou preguiça pois apesar das adversidades e dos inimigos que o afrontavam para que desistisse, ele conduziu com animosidade a reconstrução dos muros de Jerusalém. (Ne. 4)

A indolência também nos impede de crescermos na vida espiritual (I Co 3.1-2), mas o Espírito Santo nos ajuda a combater o desânimo, para que sejamos fortalecidos na força do Seu poder (Ef.3.14-16). O Apóstolo Paulo também nos desperta para que sejamos perseverantes na obra de Deus (I Co.15.58).

A indolência minimiza a presença de Deus em nossa vida.

 

Essas três atitudes comentadas acima, são apenas alguns comportamentos humanos que nos impedem de vivermos a plenitude da presença de Deus em nossa vida. Quando diminuímos a importância devida a Deus em nossa vida, com certeza estamos dando lugar para a entrada de outros deuses no nicho do nosso coração. É uma luta diária e constante que temos que travar com o nosso eu, mas com a ajuda do Espírito Santo (Gl. 5.22-25), seremos mais que vencedores (Rm. 8.1-14 e 8.37-39), pois Deus estará sempre de braços abertos para receber seus filhos e restaurar os sonhos perdidos. (Zc. 1.3) (Lc. 15.20-24)

Vivamos de tal forma que apenas Deus seja entronizado em nosso coração (Jo. 4.23).

 

Eu te convido a fazer esta oração comigo:

Deus Santo, Criador dos céus e da terra, sonda meu coração e vê se está sendo formado em mim, algum bezerro de ouro que possa estar comprometendo o meu relacionamento contigo. Se houver, por Tua misericordia, despedaça-o antes que ele se torne tão grande que eu não consiga mais dominá-lo, pois minha alma deseja que Tua soberania seja proeminente em minha vida, e que Teu Espírito Santo cultive em mim, a sensibilidade de sempre me render ao Teu querer. Eu te peço em Nome de Jesus Cristo, Teu Filho Amado, Amém!

 

Bibliografia pesquisada e recomendada:

Bíblia Online

ENCICLOPEDIA de Bíblia Teologia e Fiolosofia.   9.ed.   Russell Norman Champlin.   São Paulo, Hagnos, 2008.   6. v.

JEREMIAH, David.  Derrotando os Gigantes de sua vida.   São Paulo, Vida, 2004.   282 p.

 

Por Sonia Valerio da Costa

Em 27/04/2017

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Virando a Mesa

Tendo Jesus entrado no pátio do templo, expulsou todos os que ali estavam comprando e vendendo; também tombou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos comerciantes de pombas. E repreendeu-os: ‟Está escrito: ‘A minha casa será chamada Casa de Oração’; vós, ao contrário, estais fazendo dela um ‘covil de salteadores’”. Então levaram a Jesus, no templo, cegos e aleijados, e Ele os curou. (BKJ, Mt. 21:12-14)

O principal objetivo de Jesus era mostrar aos sacerdotes que eles estavam sendo permissivos e não estavam mais cumprindo as leis judaicas, que tanto afirmavam observar. (Mt. 23. 27-31)

Naquele espaço do templo, os únicos objetos permitidos eram o altar de bronze, onde se ofereciam os sacrifícios, e a pia de bronze, onde os fiéis deveriam se lavar e se purificar. A única mesa que poderia haver no templo, era a Mesa da Proposição, que deveria permanecer no Santo Lugar e, mesmo assim, somente os sacerdotes tinham acesso a ela.

Para facilitar o entendimento, em linhas gerais, o Templo (antigo Tabernáculo), era composto de 3 (três) lugares, ou espaços, a saber:

  • O Átrio (pátio) – onde ficavam a pia de bronze e o altar de bronze.
  • O Santo Lugar – onde ficavam a Mesa da Proposição, o Candelabro de ouro e o Altar de Incenso.
  • O Santo dos Santos – onde ficava a Arca e o Propiciatório.

‟Esse átrio de onde Jesus expulsou os cambistas, possuía mais de 50.000 m2; era ali que os cambistas exploravam os romeiros que vinham de muito longe, com dinheiro para ofertar e sacrificar no templo. A venda dos animais cultualmente aceitáveis transformara-se apenas em lucrativo comercio, tanto que essa extensa área reservada, já não comportava os estandes de vendas e haviam invadido até o recinto sagrado (o Lugar Santo), onde somente os sacerdotes poderiam entrar. Vários sacerdotes lideravam a corrupção institucionalizada no templo, posto que ao receberem os animais para holocausto, em vez de efetuarem o ritual do sacrifício, matavam apenas alguns deles, e repassavam todos os demais para comerciantes fraudulentos, que os revendiam sucessivas vezes”. (BKJ, p.1801)

Cada  item do Tabernáculo, tanto os objetos, quanto as cortinas, os tecidos, as cores e inclusive a disposição deles, têm uma simbologia que apontava para a salvação através de Jesus Cristo e o acesso do homem a Deus. Veja como a disposição dos objetos do tabernáculo refletem a imagem da cruz.

Como é possível encontrar um vasto material sobre o Tabernáculo, tanto em livros quanto no mundo virtual, neste artigo vou comentar  apenas sobre a Mesa da Proposição que se encontrava no Santo Lugar.

A expressão popular “virar a mesa”, tem diversos significados, como “virar o jogo”, “aproveitar a oportunidade”, “mudança de atitude”, e até mesmo sair de um estado de humilhação e fracasso, assumindo um posicionamento vitorioso.  Foi exatamente esse o significado da atitude de Jesus; Ele aproveitou a oportunidade para mostrar que a partir de Sua morte e Ressurreição, seria necessário uma mudança de atitude no nosso relacionamento para com Deus, pois foi para isso, que Jesus Cristo se ofereceu como sacrifício vivo e sem pecados, para morrer em nosso lugar e assim nos abrir acesso direto a Deus, o Pai. (Hb. 9.28)

Apesar de me embasar na passagem bíblica quando Jesus entrou no Templo e virou as mesas dos cambistas, quero me valer dessa expressão para falar sobre mudança de atitude; não pretendo interpretar que a atitude de Jesus tenha sido irreverente, ou uma forma de revide aos seus perseguidores, mas sim um resgate ao princípio das leis judaicas concernente aos rituais que deveriam ter sido preservados no Templo.

Com sua atitude, Jesus não só demonstrou que ali no pátio do Templo não era lugar para comércio, como também já apontava que, a partir de um futuro próximo, com Sua morte na cruz e posterior ressurreição, não haveria mais necessidade de se oferecer sacrifícios de animais, para perdão de pecados, pois Ele mesmo estaria se oferecendo como sacrifício vivo e eterno (Hb. 9. 10-12).

Essa Mesa dos Pães da Proposição ou da Presença deveria ser reabastecida semanalmente aos sábados, com 12 pães, em duas fileiras de seis pães cada, e deveriam ser comidos somente pelos sacerdotes. (Lv. 24.5-9) Ao comerem o Pão da Presença, os sacerdotes estavam estabelecendo comunhão com Deus através do Pão que, na Bíblia, representa Jesus Cristo (Jo. 6.35).

Quando nos assentamos ao redor de uma mesa, estamos demonstrando o desejo de comungar com as demais pessoas que dela participam. Ninguém assenta ao redor de uma mesa com um inimigo e isso demonstra o porque muitas pessoas não abrem seus corações para Jesus, quando Este os convida, (Ap. 3.20) porque direta ou indiretamente ou são inimigos da cruz, ou porque não estão dispostos a ouvir o que Jesus tem a lhes dizer. (Fl. 3.18-21)

Através do Tabernáculo e depois através do Templo, Deus sempre procurou o homem para manter um relacionamento saudável com Ele, tanto que antes do sacrifício de Jesus, Deus conversava com o homem, através de seus sacerdotes. A questão é que estes se corromperam e anularam essa comunicação entre Deus e o homem. Assim, Deus Pai enviou seu próprio Filho Jesus Cristo para resgatar Sua comunhão com o homem que criara.

Esse acesso direto que agora temos com Deus, fica muito claro, biblicamente falando,  pois Ele mesmo nos fez reis e sacerdotes (Ap. 1.6) e, o mais lindo foi que, quando Jesus deu seu último suspiro na cruz, o véu do Templo (esse véu ficava entre o Santo Lugar e o Lugar Santíssimo) se rasgou de alto abaixo (Mt. 27.50-51), abrindo acesso indistinto a todos os homens, e essa atitude partiu de Deus o Pai, pois o véu se rasgou sozinho e de cima para baixo, o que seria impossível algum ser humano fazê-lo, visto que esse véu era extremamente grosso.

Agora, qualquer um de nós pode entrar com Jesus, no Lugar Santíssimo, diante de Deus, e sentir Sua presença, desde que passemos pela mesa e comunguemos com Jesus Cristo, permitindo que Ele nos transforme segundo a Sua vontade. (Hb. 12.14) É na mesa dos pães que nos colocamos à disposição de Jesus para sermos seus imitadores (Ef. 5.1) e então Ele mesmo nos introduz à presença do Pai Celestial. Não há outro caminho para nos achegarmos à presença de Deus, a não ser através de Seu Filho Jesus Cristo. (Jo. 14.6)

Depois de ressurreto, Jesus nos enviou o Consolador (Jo. 14.16-17, 26 e Jo. 16.7-15), o Espírito Santo, para agir de forma mais efetiva na comunicação entre Deus e o homem.  Não devemos buscar outro intermediário que não Jesus, para termos acesso a Deus o Pai, pois do contrário estaríamos minimizando o poder e autoridade que foi dado a Jesus nos céus e na terra (Mt. 28.18).

Aceite a Jesus, convide-o a entrar em seu coração e fazer morada em sua vida. Permita que Ele “vire a mesa” na sua vida. Jesus é suficiente para te proporcionar uma nova vida ainda nesta terra e por fim a vida eterna (Jo. 17.3).

 

Bibliografia consultada e recomendada:

Bíblia on line

BKJ: Bíblia King James atualizada. São Paulo, Abba Press, 2012.

ENCICLOPEDIA de Bíblia Teologia e Fiolosofia.   9.ed.   Russell Norman Champlin.   São Paulo, Hagnos, 2008.   6. v.

GILBERT, Floyd Lee.  A Pessoa de Cristo no Tabernáculo.  São José dos Campos, Fiel, 1991.

McNAIR, S.E.  A Bíblia Explicada.  Rio de Janeiro, CPAD, 2005. 507 p.

NEESE, Zach.  Como adorar ao Rei.  Belo Horizonte, Exodo, 2012. 304 p.

 

 

Jesus me Curou

milagres

No final de 2014 comecei a perder a articulação do polegar direito e fui diagnosticada com “dedo em gatilho”. Se configura “dedo em gatilho” quando dobramos o dedo e ele não consegue mais abrir sozinho. Fiz fisioterapia e também infiltração. Em princípio tive uma aparente melhora, mas dentro de pouco tempo o problema retornou, começando também no polegar direito. Finalmente o médico afirmou que dentro da ortopedia, eu poderia escolher entre, receber infiltrações periódicas para conviver com o problema, ou decidir por cirurgia em todos os dedos que fossem dando esse mesmo problema.

Por orientação de uma fisioterapeuta, no começo de 2015, consultei uma reumatologista que, além dos dedos em gatilho, me diagnosticou também, com artrose em ambas as mãos. Ela prescreveu as substâncias condroitina e glucosamina, como forma de controlar o problema, que não tem cura na medicina. Esse medicamento apenas aliviou os sintomas das mãos, porém atacou meu estômago com gastrite e esofagite, me fazendo sentir refluxo até mesmo com água.

Por orientação de um médico gastro, em novembro de 2015 suspendi essa medicação, pois do contrário a gastrite só iria piorar. Fiquei sem chão, pois já imaginava a volta das dores e formigamento nas mãos. Em contrapartida eu estava orando para que Deus me libertasse dos medicamentos, pois eu não aguentava mais ter que depender deles pra ter um pouco de saúde. Assim, dentro de três dias, os sintomas começaram a voltar. Eu não conseguia fazer coisas simples, como abrir uma maçaneta, bater palmas e nem abrir embalagens como de um iogurte, ou mesmo abrir garrafas.

Mas Deus foi muito misericordioso para comigo, pois durante a serie “O Poder do Testemunho” na Igreja Monte Sião, em 15/11/2015, o Lucas Hayashi convidou para que ficassem em pé, todos que tivessem algum impedimento em qualquer área de sua vida, pois a Igreja iria orar. Durante a oração, eu tive uma visão que passava em minhas mãos um leitor de código de barras e imediatamente senti um alívio da formigação. Em seguida, o Felipe Borges pregou naquela manhã e testemunhou que Deus havia feito crescer o osso da perna de um rapaz. Minha fé foi se fortalecendo e quando o culto terminou, eu contei pra ele a visão que eu havia tido com minhas mãos e pedi que ele orasse por mim, para que aquela cura fosse confirmada.

Deus fez o milagre, pois não tomei mais medicamento algum e, passados seis meses, as articulações dos meus dedos estão perfeitamente normais.

Deus seja louvado!!!!

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Se você  estiver vivenciando um impedimento  físico devido a alguma enfermidade, quero encorajá-lo a crer no poder do testemunho (Ap. 19.10). Assim como Deus fez esse milagre na minha vida, Ele também tem poder e quer fazer milagres na sua vida; Deus não tem prazer no sofrimento, por isso que quando O buscamos, Ele vem com seu amor e nos traz a paz para nosso espírito e salvação para nossa alma.

Em 06/06/2016

Por Sonia Valerio da Costa

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Invisibilidade Pública

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado sobre a “invisibilidade pública”. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não estiver bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social. Por: Plínio Delphino, no Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são “seres invisíveis e sem nome”. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da “invisibilidade pública”, ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde se enxerga somente a função e não a pessoa.

Braga trabalhava apenas meio período como gari; não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida: “Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência”, explica o pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. “Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim e não me reconheciam  por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam, me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou num orelhão”, diz.

No primeiro dia de trabalho paramos para o café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, agora, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo; alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou-as pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. Como estávamos num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, formiga, barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntassem: “E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?” E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piadas, e até mesmo brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?

Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi a escada, e já no segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, e em frente a lanchonete onde tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não conseguisse dominá-lo. Fui envolvido por uma angustia tão profunda, e o alto da minha cabeça era como uma tampa que ardia de tal forma, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar mas não consegui sentir o gosto da comida e acabei voltando para o trabalho, completamente atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou? Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando – professor meu – até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore ou um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?

Eu choro. É muito triste, porque, a  partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei completamente minha postura comportamental e social. Hoje não deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão do trabalhador saber que eu sei que ele existe.

Hoje eu sei que eles são tratados pela sociedade muito pior do que um animal doméstico, que sempre são chamados pelo nome. Esses trabalhadores não têm nome; são tratados como se fossem apenas uma ‘COISA’.

Este foi o tema desenvolvido por um PSICÓLOGO  da USP em  sua TESE DE MESTRADO. Para sua tese ter maior credibilidade, fingiu ser gari por 8 anos e viveu como um ser invisível.

“O homem torna-se tudo ou nada, conforme a educação que receber”.

Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida! Respeito: passe adiante!

Este texto foi amplamente veiculado na internet e devido ao seu conteúdo também decidi compartilhar para os leitores deste meu Blog.

Em 03/03/2016

Sonia Costa

 

A Vida que a Morte Proporciona

“Um dos grandes mistérios da nossa existência é como um espírito eterno veio a envolver-se com um corpo físico, e como esse elemento físico é incapaz de resistir à ruína produzida pela passagem do tempo, e finalmente morre, livrando outra vez o espírito, de sua habitação de carne.” (Champlin, 2008)

Pela Bíblia Sagrada sabemos que, ao formar o homem do pó da terra,  Deus assoprou em suas narinas o fôlego de vida (espírito), fazendo-o alma vivente (Gn. 2:7). Daí por diante entendemos que a cada nova concepção Deus cria uma nova alma.

Deus não criou o homem com vida eterna. No Paraíso Deus prolongava a vida do homem dando-lhe a comer diariamente do fruto da Árvore da Vida, mas o proibiu de comer do fruto da Árvore da Ciência do Bem e do Mal.  Depois que o homem desobedeceu essa ordem, Deus o expulsou do Paraíso para livrá-lo de viver eternamente no pecado, pois com certeza, para não morrer, o homem continuaria comendo do fruto da Árvore da Vida. (Gn. 3:22)

A Morte foi uma estratégia criada por Deus para livrar o homem do pecado eterno. Quando o homem morre, seu corpo se desfaz fisicamente, o espírito (fôlego de vida) volta para Deus (Ec. 12:7) e a alma vai para um lugar intermediário (paraíso – Lc. 23:43) onde fica aguardando a ressurreição dos mortos. (Gn. 2:17; 3:19)

A Morte e a Vida andam praticamente juntas, porém sabemos, que no final dos séculos, quando o plano divino de salvação estiver sido consumado, a Morte será aniquilada para todo o sempre, para que a imortalidade da nossa alma tenha livre curso. (I Co. 15:26)

Particularmente penso que um dos propósitos divinos em criar o homem, foi para suprir a terça parte dos anjos que, juntamente com Satanás,  se rebelou contra Deus. Para tanto, Deus nunca perdeu de vista o homem que criou, mas o amou com amor imensurável, a ponto de enviar seu próprio Filho Jesus Cristo para morrer na cruz do Calvário em nosso lugar, e nos trazer salvação e redenção do nosso corpo mortal. (Jo. 3:16-17)

Os anjos se alegram quando um pecador se arrepende, pois eles foram enviados por Deus, para acamparem-se ao redor daqueles que temem a Deus e também para os proteger. (Ml. 4:2;  Lc. 15:10; Sl. 34:7; Hb. 13:2)

Conforme a oração do Pai Nosso (Mt. 6:9-13), Deus quer que desejemos e peçamos a Ele para que nos traga Seu Reino sobre nós e que a Sua vontade seja feita assim na terra como no céu. No céu, os anjos rendem louvor e adoração contínua a Deus e nós que tememos ao Seu nome, também devemos adorá-lo continuamente, para que Seu Reino venha sobre nós ainda nesta vida.

Deus procura verdadeiros adoradores, que O adorem em espírito e em verdade. (Jo. 4:23) Portanto se estamos com Jesus (II Co. 5:17), não precisamos temer a morte física, pois ela será apenas uma passagem para a vida eterna.

Em 25/02/2016

por Sonia Valerio da Costa

 

Para Memorizar os Livros da Bíblia

Era uma vez….
O Sr.GÊNESIS e o Sr. ÊXODO passeando.

No caminho viram LEVÍTICO contando os NÚMEROS de DEUTERONÔMIO.
Enquanto isso JOSUÉ estava a espera dos JUÍZES para irem ver RUTE que clamava em alta voz: SAMUEL, SAMUEL!
Com o grupo, vinha o PRIMEIRO e o SEGUNDO dos REIS de CRÔNICAS para visitarem ESDRAS, NEEMIAS e ESTER, afim de se compadecerem do sofrimento de JÓ, seu irmão.

Nesta visita perceberam que o Sr. SALMOS estava a ensinar seu filho os PROVÉRBIOS concernentes a ECLESIASTES e CÂNTICOS de SALOMÃO. Curiosamente, isto coincidiu com o período em que ISAÍAS e JEREMIAS estavam mergulhados em LAMENTAÇÕES por causa de EZEQUIEL, DANIEL e seus amigos. Naquele tempo OSEIAS e JOEL não estavam por perto.

Três dias depois, AMÓS, OBADIAS e JONAS viajaram no mesmo barco com MIQUÉIAS e NAUM para Jerusalém. Além do mais, HABACUQUE visitava SOFONIAS que o apresentou a AGEU um amigo de ZACARIAS cujo primo era MALAQUIAS.

Imediatamente após conhecermos a velha tradição, MATEUS, MARCOS, LUCAS e JOÃO praticam ATOS de bondade para com os ROMANOS que foram por duas vezes a CORÍNTIOS para ver como estavam os GÁLATAS que viviam ali.

Naquele mesmo período os EFÉSIOS perceberam que os FILIPENSES estavam próximos dos COLOSSENSES, nisso enviaram duas cartas aos TESSALONICENSES para as fazerem chegar aos TIMÓTEOS que haviam ido à casa de TITO para ensinar FILEMOM seu irmão mais jovem a ler e ensinar aos HEBREUS.

Ao ouvir isso, TIAGO pediu duas vezes a PEDRO para explicar como são as três cartas de JOÃO. Enquanto isso, JUDAS se impressionava com a visão antecipada do final do mundo, revelada em APOCALIPSE!!!

(desconheço o autor)

Vivenciando a Restituição

 

Todos os anos, assim que termina o período da declaração do IR, quem tem imposto a restituir já começa a ficar na expectativa e até mesmo a fazer planos com esse dinheiro, porém não é sobre esse tipo de restituição que pretendo abordar neste artigo, mas sim sobre nossas conquistas durante a vida e que, devido a alguma adversidade acabamos perdendo o que alcançamos.

O termo restituição significa receber de volta aquilo que nos pertence por direito. Em Biblia Sagrada, II Reis 8:1-6, temos um exemplo bastante claro a respeito de restituição, e é com base nesse texto que desejo fazer algumas considerações. A historia dessa mulher começa em Bíblia Sagrada, II Reis 4:8-37 quando ela conheceu o Profeta Eliseu.

Para que sua compreensão possa ser mais efetiva, seria importante que você lesse os dois textos acima, antes de continuar a leitura deste artigo. Analisando o comportamento da mulher sunamita, identificamos cinco fases da sua vida, que merecem nossa atenção. Vamos então aprender algumas lições deixadas por essa mulher.

Primeira fase – Adoração

Ela identifica Eliseu como um homem de Deus e não mede esforços para abençoá-lo. Apesar de rica, ela não tinha filhos e naquela época a mulher estéril era desprezada. Mesmo assim ela adorava ao Deus Todo-Poderoso, tanto que, em comum acordo com seu marido, construiu uma pousada permanente em sua casa, para que o Profeta Eliseu se hospedasse ali, sempre que passasse por aquela cidade. Para Israel, a presença de um sacerdote, significava a própria presença de Deus, pois ele tinha autoridade de consultar a Deus e receber diretamente dEle um direcionamento para todas as circunstâncias do dia-a-dia.

Segunda fase – Bênção

Por ter abençoado a vida de Eliseu e lhe proporcionado um merecido conforto, Deus abençoou seu marido que, mesmo avançado em idade, teve sua virilidade restaurada para gerar um filho e ela pode ser recompensada com a dádiva de ser mãe e embalar um filho em seus braços. A partir de então ela passou a ser honrada e ter dignidade reconhecida diante da sociedade.

Terceira fase – Fé

Deus coloca sua fé em prova quando ela enfrenta a adversidade de ver seu filho morto. Com certeza ela pensou que Deus cairia em contradição se lhe desse um filho para perpetuar sua descendência e permitisse que ele morresse, antes mesmo que tivesse idade para gerar filhos. Foi assim que, imbuída de uma fé inabalável, ela correu para Eliseu para que ele orasse e Deus ressuscitou seu filho.

Quarta fase – Confiança

Quando ela estava totalmente estabilizada em todas as áreas da sua vida (familiar, emocional, espiritual e financeira), Deus, através de Eliseu, a direcionou para peregrinar em outras terras por sete anos, pois a fome assolaria a região de Suném. Ela obedeceu sem questionamentos e viveu durante sete anos na terra dos filisteus. Apesar dos filisteus serem inimigos potenciais de Israel, ela creu que Deus a protegeria em terras estranhas, pois já havia nutrido e vivenciado experiências profundas com Deus.

Quinta fase – Prosperidade

Passados os sete anos ela voltou para Suném e, por providencia divina, chegou no exato momento em que Geasi (servo de Eliseu), dava testemunho dela para o rei. As circunstâncias lhe foram totalmente favoráveis, e ela aproveitou para reivindicar ao rei, a restituição de sua casa e de suas terras. Ao ouvir seu relato, confirmando o que Geasi acabara de testemunhar, o Rei destaca um oficial para providenciar a restituição de tudo o que lhe pertencia, inclusive todas as rendas que a terra havia produzido, durante os sete anos que ela estivera ausente. Assim ela consegue a restituição de tudo o que lhe pertencia.

Conclusão

Vemos que a mulher sunamita era uma adoradora em potencial, independente das circunstâncias adversas em que vivia. Deus se agradou dessa sua atitude e a abençoou  com um filho. Deus provou aquela mulher quando permitiu a morte de seu filho, porem sua fé e confiança no Deus Todo-Poderoso foi fortalecida. Com esse aprendizado ela cresceu espiritualmente e se tornou merecedora de receber a restituição dos seus bens. Não foi necessário fazer campanhas de jejum e oração, porque a intimidade que ela nutria com Deus, foi a garantia de vivenciar uma vida abençoada, sem prejuízos financeiros, emocionais ou familiares.

Muitas vezes pedimos insistentemente a Deus a restituição de algo que perdemos e Ele, por sua misericordia, até pode atender nossas orações, porém quando assumimos o compromisso de adorá-lo e obedecê-LO independente das circunstâncias, Ele não permitirá que venhamos a perder nossos bens e herança.

Assim, a adoração que ministramos a Deus está diretamente ligada à rapidez das respostas das nossas orações. A adoração nos blinda dos ataques do nosso adversário. Porque “Deus procura verdadeiros adoradores que o adorem em espírito e em verdade”. Biblia Sagrada, Jo. 4:23. Sejamos verdadeiros adoradores do Deus Todo-Poderoso, que criou os céus e a terra e tudo o que neles há e que se inclina para ouvir o clamor dos justos para os livrar. Bíblia Sagrada, Is. 65:24 e Lc. 1:87.

Por Sonia Valerio da Costa

em 10/09/2015