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Archive for fevereiro \25\UTC 2010

O Perigo de ser uma das 99!

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Já era tradição; todos os dias,  quando voltavam das pastagens, o pastor  abria a porta do curral e conferia a entrada do seu rebanho de ovelhas. Se a contagem estivesse correta, então o Pastor iria cuidar de uma por uma; verificava se havia algum carrapicho, ferimento ou machucado. Fazia os curativos necessários e já preparava as ovelhas para o descanso da noite. No dia seguinte, acordavam com o raiar do sol e novamente saiam para as pastagens.

Às vezes acontecia do pastor colocar as ovelhas dentro do curral e, com um semblante de preocupação ficava olhando em direção à linha do horizonte; então fechava a porta do curral e voltava pelo mesmo caminho de onde haviam chegado. Algumas vezes retornava logo em seguida; outras vezes, seu retorno era demorado. Um coisa era certa, sempre voltava trazendo uma ovelha machucada em seus ombros.

As ovelhas mais adultas e que já haviam presenciado essa cena tantas vezes, começaram a se preocupar com a segurança e integridade do pastor. Mas o que elas poderiam fazer, se eram totalmente indefesas?! Além disso, o pastor sempre tinha o cuidado de trancar a porta do curral, para que elas pudessem ficar em segurança.

Numa dessas vezes que o pastor precisou retornar pelo caminho, o tempo foi passando e a noite chegou, trazendo consigo todos seus mistérios assustadores; barulhos desencontrados dos pássaros noturnos, dos animais se revolvendo sobre folhas secas, e ao longe se ouvia lobos uivando.

A noite parecia interminável, até que o dia já começava a clarear, quando perceberam que o pastor vinha retornando com mais uma ovelha sobre os ombros. Essa havia sido a primeira vez que passaram a noite sozinhas. Somente algumas conseguiram dormir um pouco; as demais começaram a conjecturar a respeito do que poderia ter acontecido com o pastor, pois nunca havia demorado tanto.

Divagando nos seus pensamentos, chegaram a pensar que o pastor não voltasse mais. Quem sabe se não teria sido atacado por algum lobo, ou mesmo ter escorregado em algum despenhadeiro e sumido para sempre.

(Google Imagens)

(Eu estava alí acompanhando em silêncio aquela cena, apenas analisando qual seria a reação daquelas ovelhas. Pude ver alí três grupos distintos. Cada ovelha procurou se aproximar do grupo que mais se aproximava de sua própria opinião.)

Um primeiro grupo formado das ovelhas mais avançadas em idade,  comentavam que nunca haviam dado trabalho para o pastor. Afirmavam que sempre tiveram bom comportamento e sempre obedeciam as ordens recebidas; por isso esbanjavam saúde e  nunca precisaram de um curativo sequer. Falavam solenemente, como se fossem donas da verdade e que, hoje em dia, as ovelhas mais jovens estavam muito abusadas e insubmissas às ordens dadas pelo pastor.

Um segundo grupo, formado por ovelhas mais jovens, apesar de terem sentido um forte medo durante a ausência do pastor, comentavam entre si, a respeito das aventuras que já haviam vivenciado. Várias delas, em outras ocasiões, também se distanciaram do grupo e acabaram se perdendo. Falavam dos medos, das dores, dos machucados que sofreram, e da emoção que sentiram quando viram o pastor se aproximando, com um semblante de amor misturado com alegria, chegando de mansinho para buscá-las.

Quanto ao terceiro grupo nem foi necessário chegar perto, pois cada uma queria falar mais alto que a outra, para que sua opinião pudesse prevalecer e ser aceita como verdade pelo grupo. Umas criticavam as ovelhas que tinham sido compradas de outro rebanho; com elas foram introzidos costumes diferentes, o que estava transtornando a cabeça das ovelhas mais jovens. Outras acusavam o próprio pastor de não tomar atitudes mais severas para com as ovelhas desobedientes.

Nesse momento, uma ovelha, aproveitando um pequeno espaço de silêncio, foi mais longe nas suas considerações, passando a criar sentimentos de indignação e revolta para com a ovelha que era trazida nos ombros do pastor; ela dizia assim: “eles já estão chegando… e podem se preparar, pois ao invés de colocá-la de castigo para aprender a lição, com certeza ele vai é promover uma festa para ela”.

Mal acabou de falar, o pastor entrou com a ovelha nos ombros; deitou-a sobre a relva e acabou de curar suas feridas. Daquela vez o pastor tivera que superar seus próprios limites, para conseguir resgatar aquela ovelha que estava semi-morta diante dele. Levantou os olhos, passou seu olhar pelas ovelhas e sentiu-as inquietas. Conhecedor do comportamento de cada uma delas, logo entendeu o que se passava em suas pequenas cabecinhas.

Daquela vez, entendeu que deveria agir de forma diferente. Chamou a mãe daquela ovelhinha e perguntou-lhe se ela havia dado falta de sua filhotinha; ela abaixou a cabeça envergonhada, pois nem havia dado falta de sua ovelhinha; até então pensava que ela estivesse com as outras amiguinhas, com as quais costumava brincar.

Então, diante daquela cena, ajoelhou-se diante do pastor e pediu-lhe perdão, dizendo que durante sua ausência, ela era a que mais havia instigado as demais ovelhas do rebanho, contra as atitudes que o pastor havia tomado até então;  que o pastor, ao invés de promover festa quando uma ovelha fosse resgatada, o certo seria dar um bom castigo. Somente assim elas aprenderiam a lição e não iriam mais desobedecer as ordens do pastor.

Aquela cena emocionou todo o rebanho, e fez com que uma a uma fosse  chegando perto do pastor para que fossem perdoadas coletivamente. Todas se sentiram culpadas por terem participado de julgamentos precipitados quanto às atitudes, tanto do pastor, quanto das ovelhas desobedientes. Quando a paz e a serenidade voltou a reinar naquele lugar, as próprias ovelhas tomaram a iniciativa de promover uma grande festa. Agora, não seria comemorado apenas o resgate de uma ovelha perdida, mas também a união que havia sido proporcionada naquele rebanho.

Daquele dia em diante todas cuidavam de todas e todas vigiavam todas; como se cada uma assumisse juntamente com o pastor, a responsabilidade de cuidar do rebanho. Foi o melhor tempo vivido por aquele rebanho pois conseguiram evitar que outras ovelhas se perdessem. E os lobos… ah!… os lobos tiveram que procurar outros rebanhos displicentes, pois se ficassem por alí, perceberam que passariam fome.

“Quando Jesus contou aos discípulos a Parábola da Ovelha Perdida, estava se referindo à vida espiritual e de nossa comunhão com Deus. Jesus se apresentou como o verdadeiro Pastor, pois Ele cuida de cada um de seus filhos, indistintamente e de forma particular, conforme a necessidade de cada um. Jesus nunca teve atitudes tendenciosas, vinculadas ao nosso comportamento. Ele veio para exercer misericórdia para conosco, e através desse tão grande amor, Ele quer que nós também nos amemos uns aos outros como Ele nos amou. Aceite a Jesus como seu Pai e também como seu Pastor; assim, como filho e também como ovelha dEle, você será participante desse amor imensurável.”

 

 

 

 

(Google Imagens)
Sonia Valerio da Costa
24/02/2010

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A Bênção de ser a 100ª Ovelha!

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Estudando mais profundamente a parábola  “A ovelha perdida”, tive uma nova compreensão deste texto bíblico; encontrei dois grupos de ovelhas vivendo em situações diferentes e em dois tempos distintos. Por ser uma parábola, entendemos que a ovelha representa nossa dependência para com Deus que nos criou.

Assim, simbolicamente me tornei uma ovelha, para que pudesse imergir de corpo e alma em cada situação vivenciada por elas. Essa experiência de reflexão até um tanto filosófica, me fez compreender os sentimentos que povoaram as mentes das ovelhas daquele rebanho.

Neste Post falarei apenas da 100ª ovelha. Num próximo Post  falarei a respeito das 99 ovelhas que ficaram no aprisco.

O que eu aprendi com a 100ª ovelha:

Todos nós já nos sentimos perdidos em alguma situação de nossas vidas; na maioria das vezes não tivemos apoio de ninguém e tivemos que encontrar o caminho de volta por nossa própria conta e risco. As consequências foram dores, tristezas, angústias, desprezos, desespero, feridas na alma e decepções, que deixaram cicatrizes profundas em nossas vidas. Muitos não suportam essa sobrecarga de stresse e se tornam tão amargurados, que acabam até mesmo perdendo a vontade de viver.

Para facilitar meu raciocínio, quero citar algumas situações do cotidiano que podem facilmente nos levar à condição de “perdidos”:

– quando perdemos a identidade (vítimas da fúria da natureza que acabaram perdendo tudo, família, casa, emprego, documentos pessoais e ficaram apenas com a roupa do corpo).

– quando perdemos a referência (faz parte da personalidade humana, nos sentirmos ligados a alguém ou a alguma instituição; aqui podemos citar os que ficaram desempregados, ou foram mandados embora de suas próprias casas, ou foram “excluídos” da condição de membro de algum Clube, Associação ou Instituição semelhante).

– quando perdemos a direção (estão incluídos aqui, todos os que se encontram em situação adversa e perderam o norte; já não sabem mais como se levantar novamente, seja no sentido profissional, espiritual, emocional ou familiar)

– quando perdemos o controle da situação (podemos exemplificar aqui, como um pai de família que, por ter perdido o emprego, acabou perdendo até a dignidade diante da família e dos amigos)

– quando somos esquecidos (são os que se encontram, simbolicamente falando, no fundo do poço; percebem que estão de tal forma “excluídos” da sociedade, que ninguém mais se lembra deles) 

– quando perdemos a esperança (nesta condição podemos citar a conhecida frase popular que diz que “a esperança é a última que morre”; normalmente, todos os que chegam a uma situação destas, olham para cima e, como último recurso dizem: “Deus, se tu existes mesmo….”)

Provavelmente todos nós já passamos por alguma dessas situações mencionadas, diferenciando-se apenas quanto ao grau de intensidade e/ou profundidade. De uma forma ou de outra, acabamos superando as barreiras e nos levantando moral, profissional e emocionalmente. A partir de então proclamamos que já temos muita experiência de vida e fazemos questão de apresentar nossas cicatrizes internas, como se fossem troféus e medalhas de honra ao mérito.

Mas a 100ª ovelha não agiu assim. Quando se sentiu totalmente perdida, machucada, ferida e sem rumo, preferiu parar e confiar que seu Pastor iria encontrá-la, e providenciaria seu retorno ao rebanho, da melhor forma possível. Na Parábola foi o que aconteceu; o Pastor deixou as 99 em segurança no aprisco e saiu em busca da que estava faltando.

Quando a encontrou, tomou-a nos braços e a envolveu com suas próprias vestes para que a ovelha pudesse se sentir resgatada, salva e livre de todos os infortúnios pelos quais havia passado, durante essa tragetória de distanciamento do rebanho, até perder-se totalmente.

Quando o Pastor percebeu que a ovelha já estava se sentindo amparada emocionalmente, então foi verificar suas feridas e machucados físicos; fez todos os procedimentos necessários para estancar o sangue onde havia sangramento, limpou e higienizou as feridas, derramou os remédios adequados e fez os curativos para evitar infecção ou contaminação externa.

Após esse procedimento, colocou a ovelha em seus ombros e trouxe-a de volta para junto do rebanho, totalmente salva e curada tanto de suas feridas externas quanto internas. Fico imaginando que quando eles adentraram o aprisco, aquela ovelha não trazia mais em seu coração, mágoas e ressentimentos por suas companheiras, que poderiam tê-la chamado quando viram que ela se distanciava do grupo.

O Pastor conclamou uma grande festa em comemoração ao retorno daquela ovelha, porque ela já possuia humildade suficiente para ser homenageada sem orgulho ou soberba. A 100ª ovelha tinha consciência que seu retorno à vida e ao aprisco, era mérito tão somente do Pastor que a havia resgatado do abismo que caíra.

Hoje em dia a humanidade tem aderido ao hedonismo que é uma filosofia um tanto egoista, pois leva o homem a pensar que o que importa é apenas o eu, o aqui e o agora. Esse pensamento mata duas necessidades intrínsecas do ser humano que é viver em sociedade e ter esperança de um futuro melhor. Se matarmos nossos sonhos e perdermos a esperança, seremos mortos-vivos e passaremos simplesmente a vegetar.

Para concluir este meu raciocício, quando estivermos “perdidos”, façamos como a 100ª ovelha que, sentindo-se incapacitada para retornar à sua posição de conforto e segurança, preferiu aguardar a chegada do seu Pastor. Sabemos que assim como a ovelha esperava e dependia do seu Pastor, nós, seres humanos dependemos de Deus que enviou Jesus Cristo Seu Filho, para fazer as vezes de nosso Pastor.

Quando nos colocamos em total dependência desse Pastor (Jesus) que nos foi enviado, somos resgatados, curados e não ficará nenhuma raiz de amargura, mágoa ou ressentimento em nosso coração. Se você ainda não tem Jesus como seu Pastor, chame por Ele e aguarde…. Ele já está indo ao seu encontro para salvar sua vida.

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Sonia Valerio da Costa
22/02/2010

Sucesso

Este texto foi extraído de:  Mensagem de Sucesso

Desconheço o autor

Sonia Valerio da Costa
19/02/2010

Prêmio “Amizade sem Fronteiras”

 

Nesta semana, nossa adorável amiga dihittiana, Rosana Madjarof, disponibilizou este maravilhoso Selo, que vem solidificar todas as amizades virtuais que ela conquistou aqui no diHITT, através de todo seu amor e carinho, expressado em seus textos poéticos.

Me sinto honrada por participar de seu grupo de amigos. Seu Blog é verdadeiramente um cantinho familiar, onde quem entra, se sente em casa e sempre encontrará novidades e surpresas agradáveis para conferir.

Da mesma forma que recebi, quero disponibilizar este Selo que simboliza a Amizade verdadeira, para todos os meus amigos que acessarem este Post.

Gostaria  de conhecer todos os  meus amigos que levarem este selo. Para tanto, tomem um cafezinho e depois deixem um comentário registrado aqui no meu Blog, pois guardarei como recordação de todos os Blogueiros que conheci. Obrigada a todos!

Sonia Valerio da Costa
19/02/2010
(Google Imagens)

Este Blog é um “docinho”

 

Quando recebi este Selo “Este Blog é um Docinho”, foi solicitado que eu escrevesse a respeito de algum momento de minha vida, que me trouxe uma felicidade especial.

Essa idéia foi excelente para minha vida, pois serviu para que eu lembrasse de um momento de alegria e felicidade que vivenciei há muitos anos atrás. Somos tendentes a lembrar apenas das coisas ruins, dos dissabores e das incompreensões que passamos. Sinceramente, fui buscar em meus arquivos cerebrais, pensando se realmente eu havia tido algum momento feliz, que tivesse realmente marcado minha vida!

Então a emoção tomou conta do meu coração e devido ao próprio nome do Selo “Este Blog é um Docinho”, pude recordar-me da felicidade incontida quando soube que eu iria ser tia pela terceira vez, e que seria uma menina. Ela é um verdadeiro docinho e também minha paixão.

Te amo muito minha flor!!!…. Você mora no meu coração!!!… 

A felicidade é constituída de vários momentos felizes!

Sonia Valerio da Costa
13/02/2010 
PS: Se você quizer compartilhar publicamente um dos momentos mais felizes que você vivenciou em sua vida, leve este selo e crie seu depoimento em seu Blog. 

 

Falando sobre Carnaval…

(Google Imagens)

A origem do carnaval tem seu início na pré-história, muitos povos praticavam rituais mágico-religiosos, baseados em princípios mitológicos. Nos tempos dos Impérios greco-romanos, no campo essas festas eram voltadas aos deuses da agricultura. Nas zonas urbanas, duravam seis dias e eram acompanhadas de representações dramáticas, que deram origem à comédia e à tragédia gregas. As festas romanas eram pautadas por grandes orgias, onde as diferenças sociais ficavam abolidas. De uma forma fantasiosa, praticavam a inversão dos sexos (os homens se vestiam de mulheres) e a inversão dos papéis (o escravo tornava-se senhor por um dia e vice-versa). Para tanto, suspendiam-se as leis e, obviamente, as condenações por crimes, quaisquer que fossem, não poderiam ser executadas.

Essas festas eram acompanhadas de um cortejo de carros em forma de navio ou de arado “carros navalis”, o “navigiu Ísidis”, com o qual os romanos da época imperial, à semelhança dos egípcios, saíam em procissão para celebrar a festa da deusa Isis. Possivelmente originou-se a expressão abreviada para “curnavalis”, origem da palavra italiana “carnavale”. Uma outra etimologia bastante encontrada para “carnavale” é o de “carnes levare”, de “ad levandes carnes”, ou seja, o convite ao jejum da carne, que precede a Quaresma. E assim, chega-se ao significado cristão da festa: o consentimento de um período de folia, antes dos quarenta dias de penitência, que antecedem a celebração da morte e ressurreição de Jesus.

Portanto, nessa festa um pouco pagã e um pouco cristã, confluíam vários ritos, onde reinava grande alegria extravasada na licenciosidade. As festas carnavalescas, em todos os países onde ainda são mantidas, desenvolveram-se a partir desses ritos. Na Idade Média, a Igreja Católica condenava as festas carnavalescas por terem se tornado pecaminosas e libertinas. Já no século XV o Papa Paulo II, passou a entender que se tratava de uma festa popular e que traria benefícios para a própria Igreja. As máscaras, por sua vez, se tornaram um hábito, chegando ao ponto de serem proibidas, por terem estimulado não somente o disfarce, mas também a prática de crimes.

Até a Idade Média o período carnavalesco correspondia desde o solstício de inverno (nosso atual 22 de dezembro) até o prenúncio da primavera. Mais tarde se transportaram para 40 dias antes da Páscoa católica, que acontece sempre no primeiro domingo de lua-cheia, depois do início da Primavera. O Domingo de Carnaval acontece sete domingos antes do Domingo de Páscoa, estando assim, relacionado com o calendário litúrgico e gregoriano, e com a quaresma católica que se inicia na quarta-feira de cinzas. Por mais que o tempo passe, o período de Carnaval continua vinculado à Páscoa dos Católicos;  por isso é uma festa móvel e sua data varia do começo do mês de fevereiro ao começo do mês de março.

Países que promovem festas carnavalescas
Europa (Itália, Portugal, França, Bélgica, Áustria, Suíça, Espanha, Dinamarca, Rússia, Ilha de Malta)
África (Angola)
Ásia (Japão)
América do Norte (Estados Unidos, Canadá)
América do Sul (Bolívia, Brasil)

Até 1986 o Carnaval Paulistano era administrado sob a responsabilidade da UESP (União das Escolas de Samba Paulistanas). Em junho se divide e é criada também a LIGA (Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo). Em 1990, no Governo da Prefeita Luiza Erundina, o Carnaval Paulistano e as manifestações artístico-populares a ele vinculadas, foram oficializados nos termos da Lei nº 10.831 de 04 de janeiro de 1990. Especifica-se nessa Lei que, sendo um Evento oficial da Cidade, o Carnaval em todas as suas manifestações, passa a ter o apoio e ser administrado pela Prefeitura da Cidade de São Paulo.

(Obs.: As informações acima descritas, são de cunho histórico e foram retiradas do livro “Carnaval & Samba em Evolução Na Cidade de São Paulo”, de Maria Apparecida Urbano. Editora Plêiade, São Paulo, 2005)

Bem, “Falando em Carnaval…”  como estamos às vésperas de mais uma festa carnavalesca,  baseada na origem histórica do Carnaval, como acabamos de ler, para mim ficou bem claro, que o Carnaval é uma festa primitiva, pagã e teve origem na adoração dos deuses mitológicos. Com o passar do tempo, por questões um tanto vagas, essa festa foi sendo absorvida e finalmente vinculada oficialmente ao Catolicismo.

Sendo assim, abriu-se um parêntesis, um consentimento, uma licença oficial, ou como diz uma frase popular, “pedir cinco minutos de licença para Deus”, para poder praticar tudo o que a carne (corpo físico) desejar, numa total licenciosidade, pois em seguida se entraria num período de penitência. Acrescente-se ainda que, historicamente, o sentido principal do Carnaval é a prática da inversão de papéis exercidos dentro da sociedade e, consequentemente a “inversão de valores”; o mais condenável aqui, moralmente falando, é que,  durante o período dessas festas carnavalescas, devido a permissividade e a utilização de máscaras, qualquer crime que fosse praticado, não receberia nenhuma punição.

É lamentável que uma festa popular que só vem trazer prejuizos físicos, morais, emocionais e espirituais, seja oficialmente legalizada, com apoio tanto político, quanto religioso.

Quando o Carnaval se aproxima, sempre me lembro de uma festa semelhante, que aconteceu por volta de cinco séculos A.C., onde o Rei Belsazar promoveu um grande banquete ao deus mitológico Baco (deus do vinho), fazendo questão de utilizar todos os utensílios de ouro e de prata que seu pai, Nabucodonozor, havia trazido do Templo de Jerusalém. Era uma festa pagã, de cunho político e religioso. Em meio àquele verdadeiro bacanal, o rei presenciou dedos de mão de homem escrevendo no reboque da parede, na parte mais iluminada do Palácio Real. Nenhum sábio, astrólogo, mago ou advinhador daquele Reino souberam interpretar aquelas palavras.

Nesse momento de perturbação psicológica e emocional, alguém se lembrou do Profeta Daniel  pois nele se achava um espírito excelente e adorava o Deus dos deuses, Criador dos céus e da terra. Daniel foi conduzido à presença do Rei e através de revelação Divina interpretou aquelas palavras, dizendo:

“Deus contou os dias do teu reinado e determinou o seu fim. Foste pesado na balança e achado em falta. Teu reino foi dividido e entregue aos medos e persas.”

Naquela mesma noite cumpriram-se aquelas palavras. O Rei Belsazar foi morto e o Rei Dario, o medo, ocupou aquele reino. (Você poderá conferir na Bíblia Sagrada, no Livro do Profeta Daniel, capítulo 5).

Somos livres para fazermos o que quisermos, pois o próprio Deus que nos criou, nos deu essa liberdade. Porém, devemos ter maturidade suficiente, para assumirmos toda e qualquer consequência de suas atitudes, sem querer depois, transferí-la para Deus.  Finalizo com algumas perguntas para reflexão:

“Será que alguém pode ter certeza de que na 4ª feira de cinzas estará vivo para poder se redimir com cinzas?”
“Existe alguma garantia de que os participantes dessas festividades entrarão e sairão ilesos sem contrair doença alguma?”
“Quantos jovens será, que se tornarão viciados em drogas?”
“Quantas adolescentes será, que ficarão grávidas e talvez nem saberão quem foi o pai, do filho que estará sendo gerado em seu ventre?”
“Quantas famílias serão desfeitas, devido a traição de um dos conjuges?”
“Será que vale a pena se divertir por uns dias e depois chorar as consequências pelo resto da vida?”

Eis a questão: “Vale a pena pular o Carnaval?… Você decide!”

Sonia Valerio da Costa
08/02/2009