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Archive for dezembro \26\UTC 2009

Ano-Novo (1º de Janeiro)

 

(Google Images)

Em 1º de janeiro comemora-se o Dia da Paz e da Confraternização Universal. No Brasil, em 14 de janeiro de 1889, o 1º dia do ano, foi declarado Feriado Nacional logo após a Proclamação da República. A escolha deste dia para tal comemoração se deve ao fato de que cada início de ano vem acompanhado de votos de saúde e de prosperidade, garantias de paz e solidariedade universal. Essa comemoração acontece em todas as culturas que têm calendários anuais e que seguem o calendário gregoriano. 

Essa tradição ocidental de comemorar o fim de um ano e o início do ano seguinte tem origem num decreto do governador romano Júlio César, que fixou o 1º de janeiro como o Dia do Ano-Novo em 46 a.C.; eles dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro, deriva do nome de Jano, que tinha duas faces: uma voltada para frente e a outra para trás.

Na cultura ocidental, a Comemoração do Ano-Novo, tem início na chamada Véspera de Ano-Novo, que refere-se ao dia 31 de Dezembro e estende-se até o dia 1º de janeiro do ano seguinte.  Tradicionalmente fazemos uma ceia no último dia do ano, para aguardar a chegada do Ano-Novo. À meia-noite faz-se uma queima de fogos de artifício. Esse evento é também chamado réveillon, do verbo réveiller, que em portugues significa “despertar”.

(Google Imagens – Paris 2010)

No último dia do ano, também acontece a São Silvestre que é a corrida mais tradicional do Brasil. A primeira Corrida de São Silvestre aconteceu à meia-noite do dia 31 de dezembro de 1924. Naquela época as corridas eram praticadas de forma muito esporádica e, praticamente, só no interior de São Paulo. Foi quando o jornalista Cásper Líbero inspirado numa corrida que assistira na França, na qual os corredores carregavam tochas, deu início à corrida mais famosa do Brasil, que desde então é disputada de forma ininterrupta na capital paulista.

(Google Images – Corrida de São Silvestre)

Cada cultura comemora seu Ano-Novo de uma forma peculiar. A primeira comemoração ocorreu na Mesopotâmia por volta de 2.000 a.C. e era conhecida como “Festival de Ano Novo”. Na Babilônia, a festa começava na primavera por ocasião do equinócio, ou seja: no ponto ou momento em que o Sol corta o Equador, fazendo com que os dias sejam iguais às noites. No calendário atual, isto ocorre em meados de março (mais precisamente em 19 de março, data em que os espiritualistas comemoram o Ano Novo esotérico). Os assírios, persas, fenícios e egípcios comemoravam o Ano Novo no mês de setembro (dia 23). Já os gregos, celebravam o início de um novo ciclo entre os dias 21 ou 22 do mês de dezembro. Os romanos foram os primeiros a estabelecerem um dia para a comemoração desta grande festa (753 a.C.). O ano começava em 1º de março, mas foi trocado em 153 a. C. para 1º de janeiro e mantido no calendário juliano, adotado em 46 a.C. Em 1582 a Igreja Católica consolidou a comemoração, quando adotou o calendário gregoriano.

No Japão, o Ano-Novo é comemorado do dia 1º ao dia 3 de janeiro. Para todos os chineses o Ano-Novo é comemorado entre 15 de Janeiro e 15 de Fevereiro, de acordo com a primeira lua nova depois do início do Inverno (na China). Têm o hábito de limpar a casa e fazer muita comida (Bolinhos Chineses de Ano Novo – Yau Gwok, símbolo de prosperidade). Durante os festejos, realizam desfiles e shows pirotécnicos, e as ruas ficam cobertas de pequenos pedaços de papel vermelho. 

O Calendário judaico ou hebraico   é um calendário do tipo lunar baseado nos ciclos da Lua, composto alternadamente por 12 ou 13 meses de período igual ao de uma lunação, de forma que, o primeiro dia de cada mês é sempre o primeiro dia de lua nova. Nos tempos bíblicos a determinação dos tempos era realizada pela observação direta de testemunhas designadas para este fim, método seguido pelos Caraítas até os dias de hoje, os quais determinam o primeiro mês do ano como Abib. Dessa forma, os judeus têm um calendário próprio para comemorar o Ano-Novo (Rosh Hashaná), também conhecido como “Festa das trombetas”. Essa festa é móvel, dura dois dias e ocorre entre os meses de setembro e início de outubro do calendário gregoriano. Em 2009, entraram no ano de 5770. As comemorações anunciam a chegada do novo ano e são oportunidades para se deliciar com as tradicionais receitas judaicas: o “Chalah”, (espécie de pão) e também é costume sempre se comer peixe, porque ele nada sempre para frente.

Os islâmicos ou muçulmanos, têm seu próprio calendário que se chama “Hégira”(em árabe, emigração). É um calendário lunar composto por doze meses de 29 ou 30 dias com um total de cerca de 354 dias. A contagem do tempo deste calendário começa com a Hégira – a fuga de Maomé de Medina para Meca, em 16 de julho de 622 d.C. do nosso calendário. O mês começa quando o crescente lunar aparece pela primeira vez após o pôr-do-sol. Tem cerca de 11 dias a menos que o calendário solar. Este calendário não corrige o fato de o ano lunar não corresponder ao ano solar. Deste modo, os meses islâmicos retrocedem a cada ano que passa; eles mudam-se em relação ao Calendário Gregoriano. Uma vez que o calendário islâmico é cerca de 11 dias mais curto que o calendário solar, os feriados muçulmanos acabam por circular por todas as estações.

O calendário tibetano é um calendário lunisolar e é composto de 12 ou 13 meses lunares; cada um começa e termina com uma lua nova. Losar (Ano-Novo) começa no primeiro dia do primeiro mês. Nos mosteiros, as comemorações do Losar início no vigésimo nono dia do décimo segundo mês. Esse é o dia antes da véspera do Ano Novo tibetano. Em muitas partes do Tibete, Losar é comemorado por quinze dias ou mais. Em 2009 iniciou-se o ano 2136 tibetano, ano do Boi da Terra. Na Índia, é celebrado durante três dias. Nas celebrações de outros países podem ser tão pouco como um dia. O Losar também é comemorado em todo o Himalaia, na Índia, bem como, onde há uma forte concentração da população budista. Especificamente no período do losar (ano novo tibetano), as danças são realizadas para evitar que qualquer escuridão, distúrbios ou energias negativas do ano que passou sejam levados para o ano seguinte. Realizadas com máscaras e roupas esplêndidas, elas celebram a aspiração de que a paz e a harmonia aumentem para todos os seres.

(Google Images – Ano Novo no Tibet)

O Cristianismo não comemora o Ano-Novo como um evento ligado à religião. Realizam festividades relacionadas à passagem de ano para agradecer a Deus pela vida concedida e se voltam para uma meditação e reflexão sobre si mesmos. Confraternizam-se com familiares e amigos com atitudes de perdão, reconciliação, buscando em Deus, esquecer as ofensas, mágoas e dissabores vividos no ano que se finda. Buscam propósitos de entrarem no novo ano, melhorando seus comportamentos e atitudes para com o próximo.

(Reveillon 2010 em Copacabana/Brasil)
“Não que eu já tenha obtido tudo isso ou tenha sido aperfeiçoado, mas prossigo para alcançá-lo, pois para isso também fui alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.. Todos nós que alcançamos a maturidade devemos ver as coisas dessa forma, e, se em algum aspecto vocês pensam de modo diferente, isso também Deus lhes esclarecerá.” (Bíblia Sagrada – Palavras do Apóstolo São Paulo aos Filipenses 3:12-15)

 

Sonia Valerio da Costa
26/12/2009

 

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Mensagem de Ano Novo (Leticia Thompson)
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Natal (25 de Dezembro)

 

O Natal é a maior festa do calendário cristão, quando se comemora o nascimento de Jesus Cristo, Filho de Deus. Porém, em outras religiões, o Natal não tem nenhum significado marcante. Muitas pessoas, mesmo não religiosas, aproveitam o clima de festa e confraternização e reunem-se com amigos e familiares, celebrando a amizade, a paz, a reconciliação e o amor.

 

SIGNIFICADO DO NATAL EM ALGUMAS RELIGIÕES:

Budismo: O Natal cristão não é marcado no calendário budista e nem comemorado nos seus templos budistas. No Budismo se comemora o Vesak, quando é lembrado o nascimento, iluminação e morte do príncipe indiano Sidharta Gautama, o Budha; essa comemoração acontece na Lua Cheia no mês de Maio.

Judaismo: O Natal, como comemoração do nascimento de Jesus Cristo, não existe para os judeus. Eles estão embasados apenas no Velho Testamento (primeira parte da Bíblia), que vem antes de Cristo, e acreditam que o Messias ainda não chegou. Reconhecem Jesus apenas como uma pessoa importante para o mundo.

Islamismo (Muçulmanos): Os Islâmicos respeitam a comemoração do Natal, mas a data não tem significado religioso para eles. Jesus é apenas mais um profeta para os muçulmanos. A religião islâmica (ou muçulmana) tem Jesus Cristo como um dos seus cinco principais profetas, ao lado de Abraão, Noé, Moisés, e Mohamad (ou Maomé), este último, a principal figura do islamismo, para quem teria sido revelado o Alcorão (ou Corão), o livro sagrado da religião. Jesus é citado 19 vezes no Alcorão. “Allah – Sao La Ilaha Ila Allah (não há divindade a não ser Allah – frase dita como testemunho à existência de Allah, um dos cinco pilares da religião) – descreve Jesus no seu sagrado Alcorão como um dos cinco maiores profetas, apesar de Allah – Sao La Ilaha Ila Allah – ter enviado mais de 124 mil profetas. Os cinco maiores profetas são: Abrahão, Noé, Moisés, Jesus e Mohamad. Esses são os profetas que mais se sacrificaram pela causa de Allah – Sao La Ilaha Ila Allah. Jesus, então, é reconhecido como um dos grandes profetas. Não há diferença entre um profeta e outro.

Hare Krishna: O Natal é considerado como o nascimento de uma grande personalidade, no caso, Jesus Cristo, que foi uma alma enviada a este mundo, com a missão de preservar valores religiosos e morais e proteger a sociedade humana da degradação. Não consideram o Natal como o nascimento de Deus, pois acreditam que Krishna (Deus adorado por essa religião) , encarnou por diversas vezes na terra. Comemoram o Natal como uma celebração de paz e do amor divinos, tanto em família, como com outros devotos de Krishna.

Espiritismo: O importante no Natal, não é o dia em que é comemorado, mas a razão de se comemorar. Se reunem com irmãos entre diversas religiões, para reavivar os ensinamentos de Jesus: perdão, amor e caridade. Entendem que o Natal deveria ser uma filosofia de vida e não uma data a ser comemorada. Apesar de se reunirem, fazerem ceia e trocar presentes, se esforçam para não cairem no consumismo e se lembrarem mais do Papai Noel do que de Jesus.

Catolicismo: Celebrar o Natal significa comemorar o nascimento de Jesus que veio para nos trazer paz; essa data se tornou de fundamental importância para o cristianismo. Ao longo da história, devido à onda excessiva de consumismo, o sentido principal dessa festa foi se perdendo. As Dioceses estão fazendo campanhas para que seja resgatado o real significado do Natal, reforçando a figura do menino Jesus como centro da festa, em detrimento do Papai Noel que representa apenas o sentido comercial da comemoração.

Cristianismo evangélico: O Natal significa o nascimento de Jesus, que marca o início de uma nova era, que traz esperança, libertação, perdão, paz e uma nova vida com Deus. É considerada uma das mais importantes celebrações; em todos os Templos são realizados cultos de adoração e agradecimento a Deus por ter enviado Seu Filho Jesus Cristo ao mundo, como forma de resgatar, salvar e restaurar a comunhão entre Deus e o homem. Jesus é considerado como a terceira pessoa da Trindade e não apenas um grande Profeta. Além de se comemorar o nascimento virginal de Jesus que marcou o início de uma nova era, é lembrado também, que todo ser humano pode, simbolicamente, oferecer seu coração, como uma manjedoura, para que nele, Jesus  possa nascer espiritualmente, proporcionando uma nova vida de paz e alegria, dando a certeza de salvação. Os evangélicos costumam se reunir em família e com amigos. Também trocam presentes, porém, tudo é feito com modéstia e sem extravagâncias.

SIGNIFICADO DOS SÍMBOLOS DE NATAL:

A árvore: representa a vida e significa alegria, paz e esperança.

As bolas: por seu formato e pelo colorido, simbolizam o fruto da árvore da vida.

Anjos: são os mensageiros de Deus que anunciam a paz. Convidam as pessoas a exercerem a função de mensageiros da alegria.

Arranjos secos: o que está seco é porque não tem vida. Portanto sempre que estivermos longe de Jesus, estaremos secos, pois só Ele é a Vida e comunica Vida. Jesus veio a té nós para que tudo se desenvolva e tudo tenha vida.

Balas e bombons: simbolizam a doçura das palavras divinas, a doçura de participar de sua Igreja, vivendo sua Palavra: Jesus Cristo.

Cartões de Natal:  Costume que faz parte do aspecto social e cortês, através do qual se registram as mais variadas mensagens e votos de Boas Festas aos amigos, mesmo que muito distantes.

Estrela de natal: guiou os três reis magos até o local de nascimento do menino Jesus.

Sinos de Natal: representa o anúncio para a humanidade do nascimento de Jesus Cristo, o Salvador.

Guirlanda: usada como enfeite nas portas de entrada das residências na época do Natal.

Ceia natalina: A ceia é um ato cheio de significados. Na História da Humanidade a mesa tem sentido profundo de ser um lugar de celebrações, de confraternização.

O presente: alguns autores dizem que os presentes simbolizam o presente que Deus nos deu com o nascimento de Jesus.
Presépio: representa uma importante decoração natalina, pois mostra o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino.
Velas: as velas simbolizam a luz das estrelas que guiaram os Reis Magos.

Papai Noel:  inspirado num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C.; homem de bom coração que costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas, próximo às chaminés das casas. 

Nome do Papai Noel em outros países:

Alemanha (Weihnachtsmann, O “Homem do Natal”),

Argentina, Espanha, Colômbia, Paraguai e Uruguai (Papá Noel),

Chile (Viejito Pascuero),

Dinamarca (Julemanden),

França (Père Noël),

Itália (Babbo Natale),

México (Santa Claus),

Holanda (Kerstman, “Homem do Natal),

Portugal (Pai Natal),

Inglaterra (Father Christmas),

Suécia (Jultomte),

Estados Unidos (Santa Claus),

Rússia (Ded Moroz).

CANÇÕES DE NATAL:

Noite Feliz

Noite feliz, Noite feliz,
O Senhor, Deus de amor,
pobrezinho nasceu em Belém.
Eis na lapa Jesus, nosso bem.
Dorme em paz, oh Jesus.
Dorme em paz, oh Jesus.

Noite de paz! Noite de amor!
Tudo dorme em redor,
entre os astros que espargem a luz,
indicando o Menino Jesus.
Brilha a estrela da paz.

Noite de paz! Noite de amor!
Nas campinas ao pastor,
Lindos anjos mandados por Deus,
Anunciam a nova dos céus;
Nasce o bom Salvador!

Noite de paz! Noite de amor!
Oh, que belo resplendor
Ilumina a o Menino Jesus!
No presépio, do mundo eis a luz,
Sol de eterno fulgor!

Anoiteceu

Anoiteceu, o sino gemeu, e a gente ficou, feliz a rezar. 
Papai Noel, vê se você tem, a felicidade, prá você me dar. 
Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel. 
Bem assim felicidade, eu pensei que fosse uma brincadeira de papel. 
Já faz tempo que pedi, mas o meu Papai Noel não vem. 
Com certeza já morreu ou então felicidade é brinquedo que não tem.

Bom Natal 

Quero ver você não chorar, 
não olhar pra traz, 
nem se arrepender do que faz. 

Quero ver o amor vencer,
mas se a dor nascer você resistir e sorrir. 

Se você pode ser assim, 
tão enorme assim, eu vou crer. 
Que o Natal existe, que ninguém é triste, 
que no mundo há sempre amor…
Bom Natal, um feliz Natal, 
Muito amor e paz, pra você. 
Pra você…

Jingle Bells

Hoje a noite é bela Juntos eu e ela
Vamos a capela Felizes a rezar.

Ao soar o sino Sino pequenino
Vem o Deus-Menino Nos abençoar.

Bate o sino pequenino sino de Belém
Já nasceu o Deus menino para o nosso bem!

É Natal, é Natal sininhos de luz!
Replicai, badalai que nasceu Jesus!
Paz na Terra pede o sino alegre a cantar!

Abençoe, Deus Menino sempre o nosso lar!

Alegria de Natal

Pinheirinhos que alegria, trá lá lá
Sinos tocam noite e dia, trá lá lá
É Natal que vem chegando, trá lá lá
Vamos pois cantarolando, trá lá lá
Mais um ano vai se embora, trá lá lá
Outro chega sem demora, trá lá lá
Tudo é festa é brincadeira, trá lá lá
Viva a gente prazenteira, trá lá lá…………

Anoiteceu

Anoiteceu, o sino gemeu, a gente ficou, feliz a rezar.

Papai Noel, vê se você tem, a felicidade prá você me dar.

Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel.

Bem assim felicidade, eu pensei que fosse uma brincadeira de papel.

Já faz tempo que pedi, mas o meu Papai Noel não vem.

Com certeza já morreu ou então felicidade é brinquedo que não tem.

Outras canções natalinas:

Músicas Portuguesas de Natal

Canções Extrangeiras de Natal

Mensagem de Natal:

Um presente diferente (Lethicia Thompson)

Fontes: “Veja São Paulo (9 de dezembro de 2009) – Informe Publicitário: Natal” e Internet.

Sonia Valerio da Costa
22/12/2009

 

Sonhos que poderemos realizar

  

Os sonhos sempre foram objeto de estudo, tanto de cientistas, quanto de astrólogos. Sempre tivemos curiosidade com respeito a uma possível significação dos  sonhos que temos durante nosso sono. Alguns deles nos parecem tão reais, que chegamos até a pensar que Deus esteja querendo nos comunicar alguma coisa; isto é perfeitamente possível.

Na antiguidade, os que interpretavam sonhos, eram considerados como “sábios” e ocupavam posições privilegiadas em palácios, tanto de Reis, quanto dos Faraós. Temos dois personagens bíblicos, bastante conhecidos por terem interpretado sonhos, que marcaram a história dos respectivos Impérios em que viviam. Foram José no Egito  e Daniel na Babilônia; ambos receberam de Deus a interpretação dos sonhos e por isso foram instituídos governadores, cada um em sua época.

De forma bastante suscinta quero mencionar aqui apenas três tipos distintos de sonhos. Entendo que os sonhos mais comuns são aqueles que temos quase todas as noites, como forma de limpeza dos nossos arquivos cerebrais; podemos compará-los aos “cookies” que entram em nosso computador quando navegamos na Internet e podem ser deletados sem comprometer nenhum programa. Enquanto dormimos, também temos os sonhos que são como “avisos” divinos. Eles são passíveis de interpretação e por isso muito explorados por aproveitadores que se dizem advinhos, e sempre fazem “previsões” quando nos aproximamos de um novo ano.

Assim como José e Daniel interpretaram sonhos proféticos na antiguidade, hoje Deus também pode se revelar através de sonhos, como forma de prevenção, proteção e livramento de uma ou mais pessoas, para um propósito Seu. Creio desta forma, pois Deus é imutável. Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente e nunca fez coisa alguma sem antes ter revelado seus segredos aos seus servos, os profetas.

O terceiro tipo de sonho que desejo mencionar é o que mais interfere em nossas vidas, pois são construidos basicamente no sentido de alcançarmos uma  realização pessoal. Estes são os sonhos que sonhamos de olhos abertos e que buscamos sua realização para um futuro próximo ou mesmo distante, conforme nossa predisposição e perseverança.

Muitas pessoas abandonam esses sonhos no meio do caminho, pois as dificuldades encontradas foram tantas, que não compensaria continuar lutando pelos seus ideais. Quem desiste de seus sonhos, não deixa de existir, mas não consegue mais viver.

Quando pensamos em nosso futuro e projetamos sonhos para nossa vida, precisamos analisar alguns pontos básicos, para que esses sonhos possam ser realizáveis. Precisamos perguntar para nós mesmos, se estamos construindo nossos sonhos sobre um fundamento, que ofereça estrutura firme, que esteja localizado em terreno sólido e que tenha profundidade suficiente  para se manterem firmes mesmo que sofram interferências externas.

O segredo de conseguirmos construir sonhos realizáveis para nosso futuro, é colocarmos Jesus Cristo como fundamento. Isto significa disponibilizarmos nossos sonhos para  a Sua apreciação. Sendo conhecedor do nosso futuro, irá nos fornecer os ajustes e adaptações necessárias, para que alcancemos com sucesso tudo o que planejarmos. 

O que temos que fazer é apenas seguir Seus passos, pois Ele será nosso constante guia; indo adiante de nós, nunca permitirá que entremos em  caminhos sem saída, colocando em risco tudo o que já haviamos construido até então. Quando éramos crianças acreditávamos que os “castelos de areia” que construíamos na praia, iriam perdurar por muito tempo, para que todos que por ali passassem, pudessem admirar nossa obra de arte.

Depois que nos tornamos adultos e mais experientes, passamos a entender a importância de se construir sobre fortes alicerces e com material de qualidade, para que nossos sonhos possam ser realizáveis e não como simples castelos de areia, que facilmente serão destruidos pela água ou pelo vento. 

Normalmente utilizamos esses dias de passagem de ano para refletirmos sobre nossas atitudes para com o próximo. Também será uma ótima oportunidade para revermos os nossos sonhos; se concluirmos que são realizáveis, ótimo! Se não, ainda temos tempo de reconstruirmos o que estiver fragilizado e começarmos um novo ano com novas esperanças de realizações concretas.

“Que seus desejos se realizem e que você nunca deixe de sonhar com o melhor. Que as boas coisas aconteçam.. e muita paz!”

Sonia Valerio da Costa
19/12/2009

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Castelos de Areia (Jacson Cardoso Lima)
Castelos de Areia (Fernando Khoury)

Declaração Universal dos Direitos Humanos (10 de dezembro)

 

(Google Imagens)

Em 10 de dezembro de 1948, a ONU proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos e por isso foi escolhida essa data para comemorar o Dia Universal dos Direitos Humanos. Nas culturas primitivas, os costumes e o modo de agir, serviam de garantia social. Quando os costumes começaram a se desintegrar, surgiram as leis e as normas jurídicas. Moisés recebeu os 10 Mandamentos diretamente de Deus e mais tarde, foram confirmados por Jesus Cristo,  em dois ítens, : “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças” (1º mandamento) e “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (2º mandamento) ( Marcos 12:30-31)

Na Roma antiga, com o surgimento de uma sociedade mais exigente, foi necessário estabelecer normas escritas, sancionadas pelo poder constituído. A cada direito corresponde uma obrigação. Para garantir o devido respeito às normas estabelecidas, estabeleceu-se a coerção social e por fim a aplicação da sanção jurídica.  Com isso surgem a polícia, os tribunais, os juizes e uma série de instituições capacitadas para exercer a acusação, defesa e condenação do infrator ou possível contraventor.

A difusão do Cristianismo contribuiu para a afirmação da igualdade entre os homens, baseada na fraternidade universal e na dignidade da pessoa humana. Rui Barbosa, em uma conferência sobre a liberdade, declarou: “O Evangelho deu a mais simples, a mais breve, a mais completa declaração dos direitos dos homens, dizendo: ‘Não faça a outrem o que não queres que te façam”.

A Declaração Universal promulgada pela ONU, abrange trinta artigos. O preâmbulo contém a seguinte frase: “o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações”. No artigo primeiro é declarado que “todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos, são dotados de razão e consciência e devem agir uns em relação aos outros com espírito de fraternidade”.

Resumidamente, os demais artigos tratam de: direito à vida, em sua integridade física, espiritual e moral; direito à vida digna de ser vivida; direito à liberdade de locomoção, de manifestação de pensamento, de associação e de reunião; direito à liberdade de trabalho, à educação e à cultura; direito de constituir uma família e de proteção ao grupo familiar; direito de acesso aos cargos e funções públicas; direito de votar e ser votado; direito à liberdade política e à liberdade econômica; direito de reclamação e representação; direito de recurso à justiça contra toda violação de direitos; direito de informação e documentação.

O preâmbulo da Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada a 05 de outubro de 1988, diz: “Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos,  fundada na harmonia social, e comprometida na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil”.  No Título II e Capítulos I a V, estão especificados os direitos e as garantias fundamentais dos cidadãos.

A celebração dos Direitos Humanos durante o mês de dezembro é bastante apropriada, pois com a aproximação das festas de Natal e de início de um novo ano, normalmente fazemos uma retrospectiva e reflexão a respeito dos acontecimentos do ano vigente, nos propondo até mesmo tomarmos novas posturas comportamentais no novo ano que se aproxima.

Acima de toda essa tradição cristã, sabemos que há um Deus que cuida e faz justiça a favor dos justos. Muitos chegam até a duvidar da existência de Deus, quando presenciam ou sofrem com a violência, a falsidade, a traição, a injustiça dos homens, a criminalidade e impunidade. Portanto, creio ser oportuno transcrever alguns textos bíblicos que comprovam a ação de Deus entre os homens:

“Mas Deus é longânimo e paciente, desejando que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento.” (II Pe. 3:9) 

“Diz o tolo em seu coração: “Deus não existe”. Corromperam-se e cometeram atos detestáveis; não há ninguém que faça o bem. O Senhor olha dos céus para os filhos dos homens, para ver se há alguém que tenha entendimento, alguém que busque a Deus. Todos se desviaram. Igualmente se corromperam; não há ninguém que faça o bem, não há nenhum sequer. Será que nenhum dos malfeitores aprende? Eles devoram o meu povo como quem come pão, e não clamam ao Senhor! Olhem! Estão tomados de pavor! Pois Deus está presente no meio dos justos. Vocês, malfeitores, frustram os planos dos pobres, mas o refúgio deles é o Senhor.” (Salmo 14:1-6)

“Salva-nos Senhor! Já não há quem seja fiel; já não se confia em ninguém entre os homens. Cada um mente ao seu próximo; seus lábios bajuladores falam com segundas intenções. Que o Senhor corte todos os lábios bajuladores e a língua arrogante dos que dizem: ‘Venceremos graças à nossa língua; somos donos dos nossos lábios! Quem é o Senhor sobre nós?’ Por causa da opressão do necessitado e do gemido do pobre, agora me levantarei, diz o Senhor. Eu lhes darei a segurança que tanto anseiam.” (Salmo 12:1-5)

“Tú, Senhor, ouves a súplica dos necessitados; tu os reanimas e atendes ao seu clamor. Defendes o órfão e o oprimido, a fim de que o homem, que é pó, já não cause terror.” (Salmo 10:17-18)

Quando falamos do ser humano, da família, da comunidade e da sociedade, logo nos vem à mente o direito, sem o qual ninguém poderia sobreviver. Portanto, ainda é tempo de contribuirmos de alguma maneira, para que em todos os países, sejam respeitados os direitos fundamentais, individuais e coletivos do homem, com o fim de proporcionar de forma igualitária, liberdade e fraternidade universal.

Fontes: “Bíblia Sagrada” e “Origem das Datas Comemorativas” de Mário Basacchi

Sonia Valerio da Costa
10/12/2009

Dia Nacional da Família (8 de dezembro)

O dia Nacional da Família foi criado em 1963 pelo então Presidente da República, João Goulart. A família precisa ser resgatada em nossa sociedade, pois sendo a menor célula social, se adoecer, consequentemente toda sociedade será contaminada.

A família é o primeiro grupo social do qual os seres humanos fazem parte. O homem, ao nascer, é um ser tão dependente, que se não fosse uma mãe e um pai a ampará-lo e protegê-lo durante longos anos, certamente não passaria do primeiro dia de vida. Como ser social deve crescer e desenvolver-se no seio da família.

Ao criar a primeira família, Deus constituiu, nos limites do Jardim do Éden, o seu espaço de habitação (Gn 2:7-15); alí seria o lar onde os primeiros cônjuges viveriam um para o outro, teriam filhos e juntos desfrutariam de tudo quanto Deus lhes preparara. Naquele lugar onde a primeira família habitaria, Deus proporcionou um ambiente de aconchego, descanso, paz, alegria e segurança, onde Sua própria presença daria provisão e proteção.

Apesar do pecado ter afetado a harmonia familiar, a promessa divina para um lar feliz permanece firme e pode ser obtida mediante o apego e prática dos princípios apresentados na Palavra de Deus.

Salmo 128 (1-6)

“Como é feliz quem teme ao Senhor, quem anda em seus caminhos! Você comerá do fruto do seu trabalho, e será feliz e próspero. Sua mulher será como videira frutífera em sua casa; seus filhos serão como brotos de oliveira ao redor da sua mesa. Assim será abençoado o homem que teme ao Senhor! Que o Senhor o abençoe desde Sião para que você veja a prosperidade de Jerusalém todos os dias da sua vida, e veja os filhos dos seus filhos.”

Fontes: “Bíblia Sagrada” e “Origem das Datas Comemorativas” de Mário Basacchi

Sonia Valerio da Costa
09/12/2009