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O Poder da autoridade divina


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“Por mim reinam os reis e os príncipes ordenam justiça. Por mim governam os príncipes e os nobres, sim, todos os juízes da terra”. (Pv 8. 15,16)

A partir do momento que o homem pecou e foi afastado da presença divina, Deus viu a necessidade de instituir poderes hierárquicos, que tivessem autoridade para fazer justiça, protegendo os bons e punindo os maus. Através das autoridades constituídas, Ele governaria a humanidade com justiça e equidade (Sl. 67). No princípio, Deus exercia somente autoridade política e havia apenas uma nação no mundo.

A construção da Torre de Babel foi uma prova de que o homem também necessitava de uma autoridade espiritual para controlar seus impulsos egocêntricos. Assim, Deus elegeu o povo de Israel e planejou exercer conjuntamente autoridade política e espiritual sobre eles para que fossem um exemplo às demais nações. Novamente o homem rejeitou o governo político de Deus, pois desejando se igualar às demais nações, Israel preferiu sobre si, um rei politicamente instituído. Essa atitude levou a nação de Israel a uma derrota total. Em I Sm. 8. 7, Deus diz ao profeta Samuel: “não te rejeitaram a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre eles”. Quando Israel rejeitou o governo divino, na verdade estava se opondo à autoridade política de Deus. Mesmo porque Deus nunca abriria mão de Sua autoridade espiritual.

Passados alguns séculos, com o propósito de restaurar o homem, Deus, pelo Seu infinito amor, se propôs a exercer diretamente só autoridade espiritual, enviando Seu próprio Filho Jesus Cristo; esse plano de salvação, restauraria a comunhão entre o homem e Seu Criador.  Depois que os primeiros cristãos usufruíram dessa submissão à autoridade espiritual/sacerdotal de Jesus, comprovaram em suas vidas a veracidade das palavras do Mestre, quando afirmou: “aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt. 11. 29b,30). Porém, a humanidade se negou e continua se negando a aceitar plano tão simples de salvação, não querendo se submeter à autoridade divina.

O Apóstolo Paulo entendendo a importância de haver harmonia entre a Igreja e o Estado, a fim de que o Evangelho pudesse crescer com liberdade, orientou os cristãos de Roma a que fossem obedientes às autoridades, não por medo da punição, mas porque foram instituídas por Deus, justamente para que os maus fossem punidos; quem praticar o bem terá o seu louvor (Ro. 13.1-7). Porém, quando um governo político, impõe aos seus subordinados que lhe dispensem honras divinas, tomando o lugar de Deus ou de sacerdote, estará sendo reprovado, em primeira instância, pelo próprio Deus.

Infelizmente a história universal tem registrado a atuação de vários governantes, que estabeleceram sua própria justiça, em detrimento da justiça divina; de maneira direta ou indireta, causaram males terríveis e infelicitaram a vida de milhões de pessoas. Deus tem sido longânimo até para com tais governantes; porém, sempre levantará alguém com autoridade para fazer-lhes oposição, a fim de que entendam que estão sendo reprovados por Ele.

Atualmente um espírito de rebeldia e insubmissão para com as autoridades instituídas, seja governamental, familiar ou religiosa, tem atingido nossa sociedade, provocando conseqüências desastrosas. A desobediência e intolerância às leis instituídas estão proporcionando o desequilíbrio físico, social, ecológico, moral e espiritual.

Sabemos que as nações estão caminhando para a formação de apenas um governo mundial. Porém, esse governo, no final dos tempos, será um reino sacerdotal, governado pelo próprio Jesus, o Filho de Deus, que foi morto, mas ressuscitou e está assentado à direita de Deus Pai e é o único que pode interceder por nós.

Assim, nossa esperança deve estar firmada nas promessas divinas conforme está escrito em I Co. 15. 24,28: “Então virá o fim quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver destruído todo domínio e toda autoridade e todo poder, então o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos”. Com muita alegria e voluntariamente, nos submeteremos ao Rei dos reis e Senhor dos Senhores, porque todos os seus inimigos, inclusive a morte, estarão destruídos.

“Glórias e honras ao Senhor Deus, o Todo-poderoso, que era, e que é, e que há de vir” (Ap. 4, 8b).

 Sonia Valerio da Costa
30/08/2009
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