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Archive for julho \21\UTC 2009

Tirar ou atirar sapatos?

(Google Imagens)

Passamos por uma experiência bastante inusitada e constrangedora no ano passado; foi um caso isolado que aconteceu em nossa família.

Lembramos que outro par de sapatos, há alguns séculos atrás, não tiveram essa triste sorte como nós. Nossos parentes estavam dando proteção a uma pessoa que tinha sido criada no palácio de Faraó. Mas, circunstâncias adversas, fizeram com que ele fosse morar no deserto, para que pudesse conhecer a Deus e Seus propósitos para com sua vida.

Um dia, quando ele cuidava do rebanho de seu sogro, avistou a certa distância, uma sarça pegando fogo, mas que não se consumia. Curioso com aquele fato, foi se aproximando para verificar que mistério era aquele; então ouviu uma voz muito forte ecoar entre as montanhas: Moisés, Moisés, tira as sandálias de teus pés porque o lugar em que estás é terra santa.

Em atitude de reverência àquela voz tão cheia de autoridade, Moisés tirou as sandálias dos pés e foi chegando mais perto daquele arbusto, que ainda continuava pegando fogo. Entendeu que aquela voz era do próprio Deus, que tanto ele desejava conhecer. Sendo Criador dos céus e da terra, portanto tem toda autoridade, tanto sobre o Universo, quanto sobre os seres viventes, inclusive o homem. Aquelas sandálias ficaram famosas, porque foram retiradas dos pés de Moisés para reverenciar a Suprema autoridade do Universo.

Sempre que em público, se faz necessário tirar os calçados de nossos pés, entendemos que é por uma atitude de reverência diante de alguém que ocupa uma posição social superior. Por ser um costume de algumas sociedades, nenhuma novidade. Mas, como já dissemos no início, a experiência pela qual passamos, é que nós fomos arrancados dos pés de nosso próprio dono, para servirmos de protesto. Fomos literalmente atirados em direção a uma das autoridades que presidia aquela audiência solene.

Imediatamente nos tornamos conhecidos internacionalmente. Na verdade, queríamos que fôssemos reconhecidos pela proteção que proporcionamos aos pés daquele que nos usava e não por aquele motivo constrangedor.

Nossos antepassados foram tirados de uma forma reverenciada durante uma atitude solene, mas nós fomos arrancados brutalmente para servir de protesto. Apesar de sermos tão úteis, conforme o estado de humor e as circunstâncias que nossos donos se encontram,  eles é que acabam definindo nosso destino. Nossos donos precisam pensar melhor no tratamento que nos dão, porque poderemos servir tanto para bênção, quanto para maldição.

A atitude de Moisés, levou-o a conhecer a Deus e foi por Ele capacitado, e enviado a libertar o povo de Israel que estava na escravidão. Já o nosso dono, nos utilizou para manifestar seu protesto e acabou sendo condenado pela sociedade.

Você que está lendo esta nossa triste experiência, pense bem no que você tem feito com os seus sapatos e com tudo o mais que lhe pertence! Nós, que sempre acompanhamos nossos donos, muitas vezes presenciamos determinadas atitudes e ficamos constrangidos, principalmente quando se utilizam de objetos que poderiam servir de bênção para os seus semelhantes. Infelizmente o que temos visto diante de circunstâncias adversas, são atitudes de violência, que ao invés de trazer paz para o ambiente, só proporciona discussões e contendas.

Pensemos nisso com mais carinho: nossas atitudes é que irão definir se nosso futuro será abençoado ou amaldiçoado diante da sociedade e, com certeza, teremos um futuro de felicidade.

Sonia Valerio da Costa
21/07/2009