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LIBERDADE VERDADEIRA


 “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Se pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” João 8:32 e 36

voo-noturnoUm dos temas mais discutidos neste novo milênio tem sido a liberdade de pensamento, de expressão e de idéias, e porque não dizer também da liberdade de filosofias e de religiões.  Desde sempre, o homem lutou para conseguir sua liberdade, tanto individual quanto coletiva.  É inerente ao ser humano, buscar sempre uma posição de liderança ou de controle sobre os que estão ao seu redor, para não ser apenas um subordinado; seu desejo é alcançar sua auto-suficiência tentando chegar ao mesmo patamar divino, pois acredita que, como detentor desse poder, poderá usufruir maior liberdade.  A prática mostra o contrário; quanto maior o poder de decisão e responsabilidade, menor a liberdade para fazer o que se quer ou o que se tem vontade.

Se refletirmos sobre essa expressão proferida por Jesus Cristo, “a verdade vos libertará”, com certeza, nossa resposta seria a mesma dada por seus discípulos: “nunca servimos a ninguém; como dizes tu: sereis livres?” (João 8:33).  Para os discípulos, o ser livre, só poderia estar relacionado à liberdade física de alguém que estivesse em prisão.

O próprio texto mostra que a “verdade” é o próprio Jesus Cristo; agora, quanto a “liberdade”, o que o Mestre estava querendo transmitir? O dicionário “Aurélio” nos oferece três explicações para a palavra “liberdade”: 1) poder de agir, no seio de uma sociedade organizada, segundo a própria determinação, dentro dos limites impostos por normas definidas; 2) faculdade de praticar tudo quanto não é proibido por lei; 3) liberdade não é libertinagem.  Quanto a “libertinagem” o mesmo dicionário define como sendo “devassidão, desregramento, licenciosidade”.

Os escribas e fariseus, contemporâneos de Jesus, já viviam esse tipo de liberdade definida gramaticalmente; tanto, que eram respeitados por todos dentro da sociedade em que viviam.  A qual libertação Jesus se referia, então?  Ele queria libertá-los, principalmente, da escravidão da religiosidade, mas naquele momento eles não conseguiram compreender a essência do discurso do Mestre.  Apenas praticavam a Lei de Moisés com um zelo extremo, pensando que com isso alcançariam a salvação; essa obsessão levou-os a perder a visão da verdadeira mensagem do Evangelho de Jesus Cristo, que já havia sido anunciada pelos profetas.

A verdadeira liberdade de atitudes e de intenções que Jesus pregava, não trazia destruição física, financeira ou emocional. O destruir para implantar suas próprias idéias é próprio do homem; mas Jesus veio nos transmitir Sua doutrina, reconstruindo o que o homem havia destruído por seu próprio egoísmo.  Jesus veio apregoar uma liberdade construtiva, de forma a restaurar tanto o corpo, como a alma e também o espírito do homem.  

O Mestre usou sabiamente a liberdade, proporcionando uma transformação tão expressiva na humanidade, que a contagem do tempo passou a ser dividida em “Antes” e “Depois” de Cristo. Ele deixou sua marca ao mostrar para o mundo, que a verdadeira liberdade, não é apenas cumprir regras carregadas de falsa religiosidade e depois se ensoberbecer publicamente. (Lc 18. 11-12).  Ninguém suporta cumprir regras e penitências por muito tempo; ou a pessoa enlouquece pelo fanatismo e gera tragédias, ferindo a liberdade dos outros, ou parte para o desvario e licenciosidade sem parâmetros sensatos.

Os fariseus estavam tão oprimidos, que mudar de atitude seria um trabalho muito árduo e humilhante; teriam que destruir todo um passado de honras e de glórias por seus feitos religiosos diante do povo. Para eles, seria mais fácil matar quem estava mostrando o verdadeiro caminho da liberdade, do que acatar o evangelho de libertação, e foi o que fizeram com Jesus.

Os fariseus não tiveram a sensibilidade para descer de seu orgulho e proporcionar uma forma de restauração para a mulher adúltera; mas Jesus, com seu amor divinal resgatou-a da sua condição de excluída da sociedade e reintegrou-a ao convívio social. (Jo 8. 3-11).  Os fariseus não se empatizaram com a condição física da multidão que estava no  tanque de Betesda; mas Jesus passou por lá e viu fé naquele paralítico e o curou, proporcionando-lhe condições de uma vida normal.(Jo 5. 2-15).  Os fariseus também não puderam fazer nada por Marta e Maria quando estavam enlutadas pela morte de seu irmão Lázaro; mas Jesus o ressuscitou dos mortos e o devolveu às suas irmãs.(Jo 11. 1-45).  Esses são alguns dos exemplos que retratam o tipo de liberdade pregada por Jesus.

A humanidade estava enferma, cansada de procurar caminhos para se reconciliar com Deus.  Naquela época, a sociedade possuía como referencial religioso para suas vidas, apenas a vivência superficial e vergonhosa expressada pelos escribas e fariseus.  Mas Jesus vendo a necessidade das multidões que estavam oprimidas, tanto de alma como de espírito, foi ao encontro delas; em Jesus puderam encontrar a verdade e a sinceridade, o amor e a compaixão. 

A Bíblia nos mostra que mesmo em meio a tanta religiosidade e ceticismo, aquelas pessoas que se encontravam enredadas pelo pecado e, principalmente aquelas que acabaram se envolvendo em esquemas de corrupção, através de Jesus, puderam ser libertas de toda pressão psicológica e opressão moral, e se reintegraram na sociedade, sem que fossem discriminados por ela.

Foi a situação vivenciada por Zaqueu; através do relato Bíblico, entendemos que esse homem, de pequena estatura, se sentia terrivelmente incomodado com a vida que levava.  Pensava que não conseguiria mudar de atitude, pois estava demasiadamente envolvido na corrupção ligada à arrecadação de impostos. Seria bem possível que se preocupasse com as conseqüências que poderia sofrer, caso decidisse não participar mais da corrupção existente em seu ambiente de trabalho. Que justificativa convincente Zaqueu daria a eles, por não querer mais participar das fraudes praticadas até então?  Talvez, por saber demais, seus colegas poderiam até matá-lo para manter o sigilo daquela situação.

Zaqueu passava por um sério dilema e uma grande luta de consciência, pois desejava viver uma vida digna e honesta, mas, se por um lado estava convencido de que continuar participando daquelas atividades excusas, algum dia poderia ser descoberto e receber a devida punição, por outro, preocupava-se em como se libertar pacificamente daquela situação.  Um dia, com certeza ouviu falar de Jesus e pensou: ‘Será que esse Homem que tem feito tantos milagres teria uma solução para a minha situação?’ ‘Será que Ele teria um tempo disponível para me ouvir?’

Em meio aos seus pensamentos Zaqueu entendeu que seu problema era grande demais e que, provavelmente, Jesus estivesse mais preocupado em curar os enfermos e libertar os oprimidos por espíritos malignos.  Dessa forma ele não se sentia digno de conhecer Jesus e nem mesmo possuía coragem para se encontrar com Ele publicamente, pois Ele estava sempre acompanhado de grandes multidões, e portanto, pensava que nunca teria oportunidade de expor em particular os seus dilemas ao Mestre.

Zaqueu não poderia imaginar que a missão de Jesus também seria praticar a “inclusão social”, tão propagada no mundo contemporâneo. Na sua incredulidade, Zaqueu decidiu então, apenas ver Jesus; pensava que apenas vendo-o passar, seu coração já ficaria consolado.  Mas Jesus conhecendo os propósitos do seu coração o surpreendeu quando parou embaixo daquela árvore para dizer-lhe: “Zaqueu, desce depressa, que hoje me convém pousar em tua casa” (Lc. 19:5b). 

Assim como os contemporâneos de Jesus, nós estávamos oprimidos e sentenciados à morte, tanto física, quanto emocional e espiritual; mas Deus “deu-lhes participação na própria vida de Cristo, porque lhes perdoou todos os pecados, e apagou as acusações confirmadas que havia contra vocês, a lista dos seus mandamentos a que vocês não tinham obedecido.Tomando esta lista de pecados, Ele a destruiu, pregando-a na cruz de Cristo. Deste modo Deus tirou o poder de Satanás de acusar vocês de pecado e exibiu publicamente ao mundo inteiro o triunfo de Cristo na cruz, onde foram tirados todos os pecados de vocês”. (Bíblia Viva – Col  2. 13-15).

Ao contemplar nosso desejo de libertação, Jesus não se demora a chegar e, quando chega, traz câmeras e holofotes para que tanto a sociedade, quanto o inimigo de nossas almas vejam a transformação que Ele tem poder para realizar.  Quando Jesus chega, chega também a verdadeira liberdade, fazendo com que aqueles que haviam sido marginalizados pela sociedade, passem a ser respeitados por ela; assim como Zaqueu, aqueles que desejarem ter um encontro pessoal e genuíno com Jesus Cristo, terão suas vidas transformadas, libertadas e purificadas. Sabemos que há alegria nos céus, cada vez que alguém recebe a verdadeira liberdade ao ouvir o Evangelho de Jesus Cristo.  

“O Evangelho de Jesus Cristo é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Rm. 1:16b). Através do Seu Evangelho, Jesus trouxe a este mundo a salvação e libertação do homem; quebrou paradigmas, religiosidades e preconceitos psicossociais, abrindo caminho para que nos reconciliássemos com Deus e voltássemos a ter comunhão com Ele. 

Jesus é a Verdade que liberta, e Ele mesmo nos incumbiu de mostrar ao mundo que a verdadeira liberdade só pode ser adquirida através de JESUS CRISTO, pois Ele é o único e verdadeiro libertador.

Sonia Valerio da Costa

21/04/2009

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  1. 28/01/2010 às 17:17

    Prezada irmã Sonia Costa:
    Paz seja com a querida e amada irmã.
    Parabéns pelo seu excelente trabalho! Receba minha profunda gratidão pela sua mensagem incentivadora a mim transmitida. Seja sempre bem-vinda, irmã Sonia!
    PbGS

    • Sonia Costa
      28/01/2010 às 17:55

      Graça e Paz, irmão Glauco!
      Agradeço por ter aceitado meu convite para conhecer meu Blog e também ler este artigo.
      Obrigada também pelas palavras de incentivo e apoio.
      Deus abençoe sua vida, hoje e sempre!
      Abraços fraternais,
      Sonia

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