Falando sobre Carnaval…
A origem do carnaval tem seu início na pré-história, muitos povos praticavam rituais mágico-religiosos, baseados em princípios mitológicos. Nos tempos dos Impérios greco-romanos, no campo essas festas eram voltadas aos deuses da agricultura. Nas zonas urbanas, duravam seis dias e eram acompanhadas de representações dramáticas, que deram origem à comédia e à tragédia gregas. As festas romanas eram pautadas por grandes orgias, onde as diferenças sociais ficavam abolidas. De uma forma fantasiosa, praticavam a inversão dos sexos (os homens se vestiam de mulheres) e a inversão dos papéis (o escravo tornava-se senhor por um dia e vice-versa). Para tanto, suspendiam-se as leis e, obviamente, as condenações por crimes, quaisquer que fossem, não poderiam ser executadas.
Essas festas eram acompanhadas de um cortejo de carros em forma de navio ou de arado “carros navalis”, o “navigiu Ísidis”, com o qual os romanos da época imperial, à semelhança dos egípcios, saíam em procissão para celebrar a festa da deusa Isis. Possivelmente originou-se a expressão abreviada para “curnavalis”, origem da palavra italiana “carnavale”. Uma outra etimologia bastante encontrada para “carnavale” é o de “carnes levare”, de “ad levandes carnes”, ou seja, o convite ao jejum da carne, que precede a Quaresma. E assim, chega-se ao significado cristão da festa: o consentimento de um período de folia, antes dos quarenta dias de penitência, que antecedem a celebração da morte e ressurreição de Jesus.
Portanto, nessa festa um pouco pagã e um pouco cristã, confluíam vários ritos, onde reinava grande alegria extravasada na licenciosidade. As festas carnavalescas, em todos os países onde ainda são mantidas, desenvolveram-se a partir desses ritos. Na Idade Média, a Igreja Católica condenava as festas carnavalescas por terem se tornado pecaminosas e libertinas. Já no século XV o Papa Paulo II, passou a entender que se tratava de uma festa popular e que traria benefícios para a própria Igreja. As máscaras, por sua vez, se tornaram um hábito, chegando ao ponto de serem proibidas, por terem estimulado não somente o disfarce, mas também a prática de crimes.
Até a Idade Média o período carnavalesco correspondia desde o solstício de inverno (nosso atual 22 de dezembro) até o prenúncio da primavera. Mais tarde se transportaram para 40 dias antes da Páscoa católica, que acontece sempre no primeiro domingo de lua-cheia, depois do início da Primavera. O Domingo de Carnaval acontece sete domingos antes do Domingo de Páscoa, estando assim, relacionado com o calendário litúrgico e gregoriano, e com a quaresma católica que se inicia na quarta-feira de cinzas. Por mais que o tempo passe, o período de Carnaval continua vinculado à Páscoa dos Católicos; por isso é uma festa móvel e sua data varia do começo do mês de fevereiro ao começo do mês de março.
Países que promovem festas carnavalescas Europa (Itália, Portugal, França, Bélgica, Áustria, Suíça, Espanha, Dinamarca, Rússia, Ilha de Malta) África (Angola) Ásia (Japão) América do Norte (Estados Unidos, Canadá) América do Sul (Bolívia, Brasil)Até 1986 o Carnaval Paulistano era administrado sob a responsabilidade da UESP (União das Escolas de Samba Paulistanas). Em junho se divide e é criada também a LIGA (Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo). Em 1990, no Governo da Prefeita Luiza Erundina, o Carnaval Paulistano e as manifestações artístico-populares a ele vinculadas, foram oficializados nos termos da Lei nº 10.831 de 04 de janeiro de 1990. Especifica-se nessa Lei que, sendo um Evento oficial da Cidade, o Carnaval em todas as suas manifestações, passa a ter o apoio e ser administrado pela Prefeitura da Cidade de São Paulo.
(Obs.: As informações acima descritas, são de cunho histórico e foram retiradas do livro “Carnaval & Samba em Evolução Na Cidade de São Paulo”, de Maria Apparecida Urbano. Editora Plêiade, São Paulo, 2005)Bem, “Falando em Carnaval…” como estamos às vésperas de mais uma festa carnavalesca, baseada na origem histórica do Carnaval, como acabamos de ler, para mim ficou bem claro, que o Carnaval é uma festa primitiva, pagã e teve origem na adoração dos deuses mitológicos. Com o passar do tempo, por questões um tanto vagas, essa festa foi sendo absorvida e finalmente vinculada oficialmente ao Catolicismo.
Sendo assim, abriu-se um parêntesis, um consentimento, uma licença oficial, ou como diz uma frase popular, “pedir cinco minutos de licença para Deus”, para poder praticar tudo o que a carne (corpo físico) desejar, numa total licenciosidade, pois em seguida se entraria num período de penitência. Acrescente-se ainda que, historicamente, o sentido principal do Carnaval é a prática da inversão de papéis exercidos dentro da sociedade e, consequentemente a “inversão de valores”; o mais condenável aqui, moralmente falando, é que, durante o período dessas festas carnavalescas, devido a permissividade e a utilização de máscaras, qualquer crime que fosse praticado, não receberia nenhuma punição.
É lamentável que uma festa popular que só vem trazer prejuizos físicos, morais, emocionais e espirituais, seja oficialmente legalizada, com apoio tanto político, quanto religioso.
Quando o Carnaval se aproxima, sempre me lembro de uma festa semelhante, que aconteceu por volta de cinco séculos A.C., onde o Rei Belsazar promoveu um grande banquete ao deus mitológico Baco (deus do vinho), fazendo questão de utilizar todos os utensílios de ouro e de prata que seu pai, Nabucodonozor, havia trazido do Templo de Jerusalém. Era uma festa pagã, de cunho político e religioso. Em meio àquele verdadeiro bacanal, o rei presenciou dedos de mão de homem escrevendo no reboque da parede, na parte mais iluminada do Palácio Real. Nenhum sábio, astrólogo, mago ou advinhador daquele Reino souberam interpretar aquelas palavras.
Nesse momento de perturbação psicológica e emocional, alguém se lembrou do Profeta Daniel pois nele se achava um espírito excelente e adorava o Deus dos deuses, Criador dos céus e da terra. Daniel foi conduzido à presença do Rei e através de revelação Divina interpretou aquelas palavras, dizendo:
“Deus contou os dias do teu reinado e determinou o seu fim. Foste pesado na balança e achado em falta. Teu reino foi dividido e entregue aos medos e persas.”Naquela mesma noite cumpriram-se aquelas palavras. O Rei Belsazar foi morto e o Rei Dario, o medo, ocupou aquele reino. (Você poderá conferir na Bíblia Sagrada, no Livro do Profeta Daniel, capítulo 5).
Somos livres para fazermos o que quisermos, pois o próprio Deus que nos criou, nos deu essa liberdade. Porém, devemos ter maturidade suficiente, para assumirmos toda e qualquer consequência de suas atitudes, sem querer depois, transferí-la para Deus. Finalizo com algumas perguntas para reflexão:
“Será que alguém pode ter certeza de que na 4ª feira de cinzas estará vivo para poder se redimir com cinzas?” “Existe alguma garantia de que os participantes dessas festividades entrarão e sairão ilesos sem contrair doença alguma?” “Quantos jovens será, que se tornarão viciados em drogas?” “Quantas adolescentes será, que ficarão grávidas e talvez nem saberão quem foi o pai do filho que estará gerando?” “Quantas famílias serão desfeitas, devido a traição de um dos conjuges?” “Será que vale a pena se divertir por uns dias e depois chorar as consequências pelo resto da vida?”Eis a questão: “Vale a pena pular o Carnaval?… Você decide!”
Sonia Valerio da Costa 08/02/2009Selo “Mundo Melhor”
Regras:
1. Postar como principais coisas que você faz para cuidar do meio ambiente.
a-Não jogo lixo nas Ruas;
b-Não coloco pilhas nem baterias, seja de celular ou de outro aparelho, no lixo, procuro um local propriado para deixa-las;
c-Coloco o lixo em sacos e deixo-os na lixeira que tem na caçada de casa;
d-seleciono todos os materiais descartáveis e entrego ao carro da coleta seletiva que passa na Rua onde moro.
2. Repassar para mais dez amigos, dando o link de quem lhe indicou.
Este lindo selo recebi da amiga Claudine Netto e repasso para dez (+ quatro) amigos dihittianos, conforme estou relacionando abaixo:
2) Vera
3) Prof. Nelson
6) Beth Muniz
7) José Felipe
11) Erick Figueiredo
13) William Junior
14) Lison Costa
Quando o silêncio falar… Atenção!
(Google Imagens)
Todo ser vivo se comunica, tanto através da linguagem falada, quanto da linguagem escrita e também através do silêncio. Silêncio? Será?… E porque não?! Existe uma frase bastante conhecida que se diz, que: “quem cala, consente”. Será mesmo? Nem sempre!!! Então vejamos!
Quando o homem fala através do silêncio ele pode estar querendo expressar os mais diversos sentimentos. Em determinado momento, durante um diálogo entre duas pessoas, uma delas diz: “está bem, já entendi”… e se cala. Muitas vezes tomamos essa atitude, para que o outro reflita a respeito de suas atitudes intransigentes, ou porque não concordamos, ou porque entendemos que, naquele momento, não existe clima para dialogar.
A partir desse momento, instala-se o silêncio e o outro, que ainda quer se fazer entender perde totalmente a ação, parecendo até que o chão fugiu de debaixo de seus pés. Isto acontece, porque o ser humano é imprevisível e nunca se sabe, quais serão as atitudes e/ou intenções por parte daquele que resolveu calar-se. Somente o tempo irá mostrar o que seu silêncio estava querendo dizer.
Um outro tipo de silêncio que temos o costume de exercitar, é quando nosso interior está totalmente desequilibrado; por não sabermos que rumo tomar, nos isolamos e nos fechamos dentro de nós mesmos. Essa atitude nos ajuda, tanto a encontrarmos soluções através da sabedoria que Deus nos dá, como também damos oportunidade para que Ele fale conosco, e nos mostre onde erramos, se erramos, e como deveremos agir para que tudo volte à normalidade. O maior perigo que enfrentamos com essa postura, é perdermos os amigos e as pessoas a quem dizemos que confiamos e/ou amamos.
Podemos citar ainda, outras situações de silêncio. O silêncio se instala minutos antes de algum acontecimento solene. Também fazemos silêncio quando ouvimos um barulho anormal e precisamos detectar sua causa e de onde vem. Todos permanecem em silêncio quando o juiz irá proferir a sentença de condenação ou absolvição num julgamento e, fazemos silêncio também, quando queremos adorar a Deus com reverência. Outro tipo de silêncio é quando um grupo de pessoas decide, por exemplo, fazer um minuto de silêncio em homenagem a alguém; talvez este seja o silêncio mais previsível e mais altruísta do ser humano.
Fazer silêncio, também é uma estratégia excelente, para se chamar a atenção daqueles que estão em tumulto. Quando um líder faz silêncio, normalmente as pessoas se voltam para ele, esperando entender, ou mesmo obter uma explicação dessa sua atitude.
De um modo geral, diversos tipos de barulhos já estão tão incorporados no nosso dia-a-dia que, quando um deles cessa, sentimos um vazio nos incomodando; somente então é que nos damos conta de quanto aquele som já estava fazendo parte do nosso “bem estar”. Às vezes o cessar de um determinado barulho, nos causa tanta curiosidade, que até vamos verificar mais de perto o que estava acontecendo.
(Google Imagens)
Teríamos ainda muita coisa que dizer com relação à interferência do “silêncio” em nossa vida. Mas quero me deter um pouco mais, com respeito ao “silêncio de Deus”, pois este é o que mais nos desequilibra e mais nos incomoda emocionalmente. Dentro de cada um de nós existe um “vazio”, uma “carência” de auto-afirmação e de segurança, que só é preenchida satisfatoriamente através da presença de Deus. É por isso que quando estamos passando por momentos difíceis, que fogem do nosso controle, estamos sempre nos perguntando: “Porque Deus fica em silêncio, quando mais estamos precisando dEle?”
Às vezes nos perguntamos: Será que Deus ficaria em silêncio para conosco por algum motivo proposital? Se essa atitude for inerente à Sua personalidade, teria algum objetivo a ser alcançado? Na Bíblia encontramos o registro de uma situação onde o céu ficou em total silêncio. O Apóstolo João numa de suas visões, enquanto esteve preso na Ilha de Patmos, afirma ter presenciado um silêncio no céu por um tempo indeterminado, que ele calculou ter sido de quase meia hora. “E, havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu por quase meia hora.” (Ap. 8:1).
Refletindo a respeito desse silêncio no céu, comecei a questionar comigo mesma, se esse silêncio teria alguma significação simbólica, para nosso aprendizado espiritual nos dias de hoje. Encontrei algumas respostas que poderiam ser totalmente aceitáveis; assim, entenderemos melhor a personalidade divina, com respeito a Sua comunicação para conosco, seus filhos.
Um fato que me chamou a atenção foi que esse silêncio aconteceu em decorrência da abertura do sétimo e último selo. Selo fala de segredo e de algo ainda não revelado. Quando um selo é rompido, além de poder ser feito somente pela pessoa autorizada a fazê-lo, significa que essa pessoa está disposta a tornar público o que estava oculto até então.
(Google Imagens)
É importante lembrarmos que antigamente, o selo era um pedaço ou um torrão de argila, usado para fechar um livro ou um documento secreto, e que trazia a impressão de um selo; essa impressão era obtida por uma espécie de carimbo feito em pedra e colocado em um anel, que poderia ser usado na mão ou no braço. Para abrir um documento ou um livro selado, seria necessário quebrar esse selo; isso só poderia ser feito pelo detentor daquele selo, ou por outra pessoa que ele autorizasse. Desta forma, o selo era sinal de possessão.
Entendemos então, que naquela revelação algum segredo seria desvendado e divulgado publicamente. Naquele momento instalou-se o silêncio, pois, sendo o último selo, todos os que ali estavam presentes, ficaram na expectativa de que algum segredo bombástico, bom ou ruim, poderia ser desvendado. Aquele silêncio que durou quase meia hora foi quebrado pelo toque de uma trombeta. Imagino que se aquela situação acontecesse literalmente conosco, seres humanos, nosso coração estaria batendo mais forte a cada minuto que passasse e quando ouvíssemos o soar da trombeta, sentiríamos nosso coração como que querendo sair pela boca.
Na verdade, ninguém gosta do silêncio, pois ele inquieta nossa alma e nos faz rever se tomamos ou não, alguma atitude errada. Lembro-me que quando eu era criança e que meu pai me olhava fixamente nos olhos, instintivamente surgia dentro de mim a pergunta: “o que foi que eu fiz?” Com a experiência de vida que tenho hoje e me colocando dentro daquela situação relatada pelo Apóstolo João, entendi que Deus silencia, para que olhemos para dentro de nós e busquemos mais ardentemente pela Sua presença. É nesse silêncio que nossos corações são desmascarados e percebemos que ainda temos lutado muito, para segurar as rédeas das situações adversas que vivenciamos e assim, reconhecendo nossa fragilidade, percebemos que ainda necessitamos depender mais de Deus, do que das nossas forças e capacidades.
Recapitulando, entendemos que Deus faz silêncio para nos chamar a atenção para algo importante e surpreendente que está para acontecer; também para desmascarar nossos corações orgulhosos e auto-suficientes e passarmos a depender somente dEle; também para olharmos o vazio que se instalou dentro de nós, porque deixamos de ouvi-lo e principalmente porque deixamos de cultivar uma íntima comunhão com Ele; e por último Deus silencia para que voltemos nosso olhar para Ele, porque com certeza, Ele tem algo a nos dizer.
Quando foi a última vez que você parou para ouvir Deus? Quando foi a última vez que você ouviu o silêncio de Deus? Deus tem, no mínimo quatro respostas: sim, não, espera e o silêncio. A mais difícil de enfrentar é o silêncio, mas é justamente o silêncio que antecede o fator surpresa. O silêncio do céu é diferente do silêncio da terra. Quando ficamos em silêncio, ou é porque não temos resposta, ou é porque não queremos magoar aqueles que estão dependendo de uma palavra nossa. Quando Deus fica em silêncio é porque Ele tem resposta e a resposta, pode ou não, ser a que o nosso coração espera; porém devemos crer que a resposta que vem da parte de Deus, sempre será a melhor para a solução do nosso problema.
Creio que quando conseguirmos compreender a linguagem do silêncio, então teremos alcançado o equilíbrio emocional que Deus tanto deseja e quer para nossas vidas.
Sonia Valerio da Costa (05/02/2010)
(Google Imagens)
Obs: Este texto foi indicado no diHITT em 05/02/2010 e tornou-se “popular” no mesmo dia. Hoje, 08/02/2010, já conta com 109 votos e 8 comentários. Confira em: http://www.dihitt.com.br/noticia/entenda-a-voz-do-silencio-ele-tem-muito-a-nos-dizer
Você poderá gostar também de: “A Voz do Silêncio” “A Linguagem Muda do Silêncio”
Sobre a Autora

Sou Bibliotecária, gosto de ler e de trabalhar com a informação. Meu prazer é estar no meio dos livros, pois eles são uma das minhas maiores fontes de inspiração para escrever.
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